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O surpreendente fluido em seu interior!Despertai! — 1976 | 8 de setembro
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outra pessoa. Assim, em 1974, disse Reader’s Digest:
“Há crescente probabilidade de que o sangue [dum homem] seja tão distintivo quanto suas impressões digitais, diferindo de todos os outros sangues na terra. Com efeito, poderia ser possível tirar-se uma amostra de sangue de cada pessoa num amplo estádio agora mesmo, e daí um ano a partir de agora, tirar-se outra amostra e apontar a cada torcedor o seu devido lugar — à base das caraterísticas individuais do sangue.”
Há crescente compreensão na comunidade médica das reações potencialmente perigosas do sangue transfundido, para não se dizer nada da possibilidade de transmissão de doenças tais como a hepatite e a sífilis por meio de transfusões. Estes problemas simplesmente sublinham a sabedoria da proibição da Bíblia contra sustentar-se a vida pela ingestão de sangue animal ou humano. — Gên. 9:3, 4; Atos 15:19, 20.
Não resta dúvida de que seu sangue é surpreendente em sua composição e em suas funções. Todavia, apenas com um conhecimento básico de alguns de seus componentes, e como sustenta e preserva diariamente sua vida, poderá bem avaliar a escolha, feita pelo Criador, do sangue como símbolo da vida. Disse Ele: “Pois a alma [ou vida] da carne está no sangue. . . . Foi por isso que eu disse [a vós]: ‘Nenhuma alma vossa deve comer sangue.’” — Lev. 17:11, 12
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Por que e como ser parcimonioso?Despertai! — 1976 | 8 de setembro
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Por que e como ser parcimonioso?
SÃO um casal idoso, com seus setenta e poucos anos, e moram numa linda casa de cinco aposentos, não muito longe de Boston, EUA. Sua casa tem um porão espaçoso, e acha-se situada num grande terreno de esquina, adornado de árvores e arbustos. Vivem confortavelmente e gozam a vida como dois cidadãos aposentados da comunidade.
O que os habilita a viver dessa forma? Recebem benefícios da Previdência Social? Sim, mas esses não bastam para cobrir todas as suas despesas, visto que apenas os impostos incidentes sobre sua casa chegam a mais de Cr$ 11.000,00 por ano. São beneficiados por alguma pensão? Não. A razão de conseguirem viver bem nestes dias é que, durante os cinqüenta anos em que ele trabalhou como cozinheiro-chefe de hotel, cultivaram o hábito de poupar; viviam de modo econômico; eram parcimoniosos.
Ser parcimonioso não é tido em tão alta conta hoje em dia como era certa vez. Já houve tempo em que os pais admoestavam a seus filhos: “Quem guarda, tem.” O poeta idealizou aquele de quem podia dizer: “Nunca ficava ocioso, mas era parcimonioso e considerado com outros.” Mas, ouve-se muito pouco em louvor à parcimônia nos dias atuais, e ela parece ser praticada ainda menos.
Atualmente, tudo parece incentivar o desperdício, ao invés da parcimônia. O orgulho e o desejo de “manter-se em dia com o vizinho” motivam muitas pessoas. Não só os anúncios fazem com que os luxos pareçam indispensáveis, mas os compradores incautos são atraídos pelos planos de crédito fácil. A conveniência do cartão de crédito também desempenha seu papel em cultivar-se os gastos.
Naturalmente, deve-se admitir que há tal coisa como chegar ao extremo na questão de ser parcimonioso, como no caso da pessoa tornar-se pão-dura, miserável, sovina, mesquinha. Sábio e feliz é o homem que evita ambos os extremos, que não é nem miserável nem esbanjador.
É Sábio Ser Parcimonioso
A Bíblia nos diz que “o dinheiro dá proteção”. (Ecl. 7:12, Jerusalem Bible) E dá mesmo.a Praticar a parcimônia em questões financeiras e em outras dá à pessoa certa medida de proteção e segurança. Assim, quando surgem emergências, tais como doenças, acidentes ou desemprego, a pessoa não se vê confrontada com o embaraçoso passo de declarar-se falida, como cerca de 200.000 estadunidenses o fizeram em 1972.
Outro motivo de se ser parcimonioso é que se obtém mais pelo dinheiro gasto. Quando economiza e então compra, poupa as despesas de débito ou de crédito. Os juros, nos EUA, sobre as contas a pagar usualmente são de 1,5 por cento ao mês, ou 18 por cento ao ano! E caso precise pedir um empréstimo a uma companhia que concede pequenos empréstimos, talvez pague até juros mais altos. Assim, por poupar dinheiro e então comprar, não só evita pagar juros, mas seu dinheiro rende juros até que o gaste.
Boas notícias para todas as pessoas cônscias de poupar foi o ganho duma questão legal movida pela União dos Consumidores contra a “American Express Company”, uma das mais destacadas companhias de cartões de crédito. Cerca de seis milhões de pessoas em todo o mundo possuem seu cartão, e, apenas nos EUA, 87.000 estabelecimentos comerciais aceitam seu cartão. A pessoa que possui tal cartão paga US$ 15 por ano por tal conveniência, e o estabelecimento que aceita tal cartão paga de 3 a 6 por cento das quantias gastas pelos possuidores do cartão de crédito. Até agora, os estabelecimentos comerciais não podiam oferecer descontos para pagamentos à vista, caso quisessem continuar a transacionar com a “American Express Company”. Mas, agora podem. O freguês que paga à vista não mais paga pela conveniência de crédito gozada por quem usa o cartão de crédito. Uma semana mais tarde, a imprensa falou dum processo semelhante, movido contra outra das principais companhias de cartão de crédito.
A indústria de transportes aéreos anuncia: “Voe agora, pague mais tarde.” Mas, um conselho melhor, visto certa vez em Vancouver, Colúmbia Britânica, é: “Poupe agora, voe mais tarde.” Por quê? Porque, por adquirir o hábito de poupar, verificará que pode dar-se ao luxo de obter ou de fazer muito mais coisas, e isso sem quaisquer apreensões quanto a se poderá pagá-las.
Parcimônia em Cuidar da Casa e do Automóvel
Que a parcimônia compensa é visto também em tais bens como a casa ou o automóvel da pessoa. A casa negligenciada logo se torna tão dilapidada que não é mais adequada como moradia. Em certas áreas das grandes cidades, vêem-se prédios de apartamentos que agora abrigam invasores e/ou ratos, ao invés de inquilinos pagantes. Por quê? Em parte, isso se dá porque seus inquilinos de outrora eram tão descuidados na manutenção que os donos simplesmente abandonaram tais prédios. Com efeito, esta falta de cuidados com a propriedade dos outros por parte de certas classes de pessoas é um dos motivos principais de os proprietários de moradias em áreas bem conservadas duma cidade amiúde tentarem impedir que certas pessoas comprem casas em sua vizinhança, não por causa de preconceito racial, mas por se preocuparem com o valor de sua propriedade.
Destacada publicação mensal estadunidense certa vez mencionou como as casas e as vizinhanças sofriam por causa de tal falta de parcimônia: “O lixo, garrafas quebradas e velhas camas de molas acumulam-se em muitos quintais dos fundos . . . uma tábua solta da soleira continua sem ser consertada durante semanas, embora tudo que se precise é de um prego e duas marteladas . . . vidros quebrados nas janelas são tapados com trapos. Ademais, as mesmas famílias que não conseguem achar dinheiro para uma lata de tinta ou um painel de vidro conseguem, de algum modo, não raro surpreendentemente, ter carros ostentosos e comprar uma garrafa de uísque todo fim-de-semana.” Para citar um caso específico: Certo senhor, junto com sua família, morava num prédio abandonado que não tinha luz, aquecimento nem água, e, mesmo assim, comprou um Cadillac para passear! Mas, somente por algumas semanas, até que foi roubado.
Também é recompensador ser parcimonioso no uso dum carro. Muitos compradores astutos ficam orgulhosos em lhe contar a pechincha que conseguiram com um bom carro usado. Por quê? Porque tinha sido de uma pessoa parcimoniosa que cuidava bem dele, não se arriscava com ele, e não sofreu nenhum acidente grave com ele. Não abusou do motor e manteve seu carro limpo tanto por dentro como por fora; também, mandava que fosse regulado de tempos a tempos. Tanto o vendedor como o comprador lucraram com tal parcimônia.
Há também a questão da parcimônia ao guiar um carro. Mandar calibrar os pneus com um pouco mais de libras do que o recomendado lhe poupará gasolina bem como borracha. Guie de modo a usar os freios o menos possível. Toda vez que usa os freios, está desperdiçando gasolina; assim, diminua velocidade ao se aproximar duma parada.
Melhores Motivos Para a Parcimônia
Nem todos os motivos para se ser parcimonioso são de natureza material. O parcimonioso aumenta seu apreço do valor das coisas e, assim, dispõe de mais alegria e satisfação com as coisas que adquire e possui. Daí, também, caso venham tempos difíceis e os bancos abram falência e os títulos e valores diminuam de valor, quem pratica a parcimônia terá mais probabilidade de poder suportar tais adversidades em seu caminho. Tais tempos difíceis não serão tão duros para quem é parcimonioso como para a pessoa extravagante e esbanjadora.
Outra razão de praticarmos a parcimônia diz respeito ao nosso relacionamento com o Criador, Jeová Deus. Na realidade, todos nós somos objetos de Sua bondade. Ele fez a terra e o homem sobre ela, e proveu todas as coisas necessárias para o sustento e o gozo da vida, conforme mostra repetidas vezes Sua Palavra. (Sal. 104:14, 15; Mat. 5:45; Atos 14:15-17) Assim, no máximo, somos apenas mordomos de Sua bondade, e o que se exige dos mordomos é que sejam fiéis e prudentes. (1 Cor. 4:1, 2) Jesus frisou este ponto em duas de suas parábolas. Em cada uma delas havia um servo que não produziu rendimentos para seu amo e foi repreendido por isso. O dinheiro que seu amo havia confiado a ele poderia, pelo menos, ter sido depositado num banco, de modo que seu amo recebesse o capital com a adição de juros. — Mat. 25:14-30; Luc. 19:12-23.
E o que dizer de dispor de meios para ajudar outros? O parcimonioso acha-se em posição de ajudar aqueles que porventura estejam necessitados. Neste respeito, vem à mente o conselho do apóstolo Paulo àquele que tinha sido ladrão: “O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” (Efé. 4:28) Este conselho pode bem ser adaptado a quem não é parcimonioso: ‘Que o esbanjador e gastador não seja mais esbanjador, mas que pratique a parcimônia, de modo que tenha algo economizado para o dia chuvoso e de modo que possa ajudar a alguém necessitado.’
E para dar, não só aos necessitados, mas também aos que sabemos ser merecedores, tais como os que gastam todo o seu tempo falando a outros sobre o reino de Jeová. Os filipenses eram generosos para com o apóstolo Paulo, embora ele dissesse que conseguia passar quer com pouco quer com muito. (Fil. 4:10-13) Mais do que isso, há também causas dignas às quais se pode contribuir — a mais digna de todas sendo a que promove a pregação das boas novas do reino de Deus. (Mat. 24:14) Sem dúvida, aqueles que praticam a parcimônia colocam-se em posição de poderem ser “ricos em obras excelentes” e, assim, sentir ‘a maior felicidade que provém de dar’. — 1 Tim. 6:18; Atos 20:35.
A Crise da Gasolina Ensina a Parcimônia
A escassez da gasolina, com suas longas filas e os resultantes preços altos, fez com que muitos adotassem hábitos mais parcimoniosos. Alguns dos hábitos de poupança que as pessoas adotaram por causa desta escassez foram noticiados pela imprensa. Para exemplificar: um senhor que diariamente ia de carro para o trabalho aprendeu a guiar uma motocicleta. Nos três meses depois disso, ele e a esposa dirigiram o carro de sua família apenas por 320 quilômetros. Um casal da Flórida, que costumava dirigir de 320 a 480 quilômetros todo fim-de-semana em busca de prazer e descontração, verificou que poderiam gozar igualmente seus fins-de-semana em casa. “Poderia dizer que a escassez de gasolina nos domesticou”, é a forma em que a esposa se expressou.
Uma pessoa que morava num subúrbio chique de Filadélfia, que normalmente ia de carro ao trabalho, organizou um grupo de transporte solidário de ônibus e, assim, 46 passageiros, cada um dos quais costumava dirigir seu carro para o trabalho, podia ir e voltar regularmente neste ônibus. Não só verificaram que isto era mui econômico, como também era mais descontraidor e prazeroso, visto que não precisavam preocupar-se com o trânsito, mas podiam ter o prazer de ler o jornal ou conversar uns com os outros.
Parcimônia? Sim, como disse certo jornal: “Notícias procedentes de 14 cidades através do país indicam que muitos estadunidenses continuam a ficar em casa nos fins-de-semana, andar até o local de trabalho ou a loja, cultivar hábitos mais eficazes de compras, andar de bicicleta, de ônibus e de trem, comprar carros pequenos e pensar em mudar-se de novo dos subúrbios para a cidade.” Sem dúvida a vida para milhões talvez jamais volte a ser a mesma.
Devido a esta tendência para a prática da parcimônia, um semanário destacou uma história na capa, intitulada “Detroit não Tem Grandes Planos”. Falava dos planos para enfrentar os problemas resultantes de cerca de 100.000 homens serem despedidos permanentemente e de até 66.000 ficarem temporariamente desempregados. Também relatava que, na primavera setentrional de 1974, os negócios imobiliários da classe média nos limites de Miami iam “muito mal”. Por outro lado, o negócio de vender casas no centro de Nova Orleães foi descrito como “ainda estrondosos — tão estrondosos quanto bombinhas de artifício”. Na verdade, a escassez de gasolina e seu aumento de preço fizeram com que muitos mudassem seu estilo de vida.
Outros Aspectos da Parcimônia
Bem que pode ser que a maior parte da falta de parcimônia seja atribuível a não se pensar nisso ou a seguir o caminho mais fácil. Ser parcimonioso significa considerar as coisas pequenas, bem como as grandes. Significa apagar luzes e a TV quando não são usadas. Significa não desperdiçar água, quer quente quer fria. Significa manter os bens domésticos limpos, pintados e consertados.
A alimentação amiúde come a maior fatia do orçamento familiar. A parcimônia, portanto, significa ser cuidadoso, em primeiro lugar, quando se trata de comprar alimentos; daí, em prepará-los e então envolve o que fazer com as sobras. No que tange ao uso de sobras, poderá aprender uma lição com Jesus Cristo. Depois de miraculosamente alimentar cinco mil homens, ele deu as instruções: “Ajuntai os pedaços que sobraram, para que nada se desperdice.” (João 6:12) E a parcimônia também indicaria que se compre alimentos simples, saudáveis e não refinados, que contêm sua quota natural de vitaminas e sais minerais.
A pessoa parcimoniosa também pensará em poupar dinheiro quando se trata de roupas. Quanto mais radical for seu estilo, seus padrões e suas cores, tanto mais rapidamente a pessoa se cansará delas. Via de regra, é sábio pagar um pouco mais para obter qualidade — se a pessoa espera usar a roupa por muito tempo. Manter as roupas asseadas, limpas, bem passadas e consertadas, fará com que durem mais. O mesmo se dá com seus sapatos. Se os mantiver bem engraxados, e substituir os solados e saltos antes que estes se gastem em demasia, poderá dobrar ou triplicar seu uso.
Muitas, deveras, são as razões de se praticar a parcimônia. Por sermos criaturas sensatas, lógicas, praticar a parcimônia traz certo grau de satisfação e prazer. E visto que isso exige tanto a previsão como a autodisciplina, é deveras uma virtude; em especial visto que somos, com efeito, mordomos, sendo responsáveis perante Deus pelo modo em que usamos as dádivas que ele concedeu à humanidade.
[Nota(s) de rodapé]
a Não se trata, naturalmente, de o dinheiro fornecer a melhor proteção, pois Salomão, o escritor do livro Bíblico de Eclesiastes, prossegue dizendo que é o conhecimento (de Deus) que faz isso.
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Criemos uma floresta!Despertai! — 1976 | 8 de setembro
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Criemos uma floresta!
Do correspondente de “Despertai!” na Alemanha Ocidental
QUANDO certo autor chamou os alemães de “povo da floresta”, talvez tenha tido em mente que a vida das velhas tribos germânicas era profundamente influenciada pelas enormes florestas que certa vez recobriam sua terra.
O antigo historiador romano, Tácito, escreveu a respeito de certa tribo teutônica ou germânica: “Numa época fixada do ano, todos os vários povos que descendiam do mesmo ramo se reuniam, pelos seus representantes, numa floresta; consagrada pelas idolatrias de seus antepassados, e pelo temor supersticioso nos tempos antigos. . . . E dentre toda a sua superstição, esta é a inclinação e tendência; que, deste lugar, a nação derivou sua origem, que aqui Deus, o supremo Governador do mundo, reside, e que todas as outras coisas, sejam lá quais forem, estão sujeitas a ele.” — Germânia.
As florestas virgens forneciam aos
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