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  • São a honestidade e o trabalho árduo realmente compensadores?
    Despertai! — 1979 | 22 de abril
    • muito melhor do que os outros. Talvez não tenha muita coisa, mas, usualmente, possui as necessidades básicas e a satisfação de comer o pão que ele mesmo ganhou. Sim, aderir às orientações da Bíblia quanto à honestidade e à diligência pode prover-nos o sustento e salvaguardar-nos da perda do respeito próprio.

  • Evite hábitos e práticas indesejáveis
    Despertai! — 1979 | 22 de abril
    • Evite hábitos e práticas indesejáveis

      A GAROTINHA vê atrativa mostra de laranjas, num supermercado da América do Norte. ‘Mamãe, compre algumas, por favor’, diz ela. Sua mãe, pobremente vestida, age com terna afeição para com sua filhinha, e pergunta ao balconista: ‘Quanto custam as laranjas?’ Quando o balconista responde, a mãe se volta para sua filha e diz: ‘Não podemos comprá-las.’ A cabeça da garotinha se abaixa, desapontada. Daí, depois de um instante de hesitação, a mãe diz ao balconista: ‘Um maço de cigarros, por favor.’

      Muitas vezes cenas similares se repetem, diariamente. Homens e mulheres talvez comprem cigarros, bebidas alcoólicas, bilhetes de loteria, e coisas assim, mas deixam de fornecer refeições adequadas a seus filhos. Talvez gastem grandes somas em festas que, em realidade, são festanças desenfreadas. Outros vivem em estado de miséria devido à toxicomania.

      Estes são graves problemas que poderiam ser evitados pela aplicação dos princípios bíblicos. Declaram as Escrituras: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito.” (2 Cor. 7:1) “Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão.” (Efé. 5:18) ‘Não venhas a ficar entre os beberrões de vinho . . . Porque o beberrão . . . ficará pobre.’ (Pro. 23:20, 21) “Vós sois os que abandonais a Jeová, . . . os que pondes em ordem uma mesa para o deus da Boa Sorte.” (Isa. 65:11) ‘Trabalhe arduamente, faça com as mãos bom trabalho.’ (Efé. 4:28) “Por trabalharem com sossego, comam o alimento que eles mesmos ganham.” (2 Tes. 3:12) “Andemos decentemente, . . . não em festanças e em bebedeiras.” — Rom. 13:13.

      Observe as claras declarações bíblicas contra o beber demais e as festanças. Na verdade, as Escrituras não mencionam especificamente o fumo ou a toxicomania. No entanto, com base no que viu, não diria que o fumo é um hábito sujo? Não é a toxicomania também conspurcável e prejudicial, produzindo efeitos comparáveis à bebida? Similarmente, os jogos de azar não são mencionados na Bíblia. Mas, não são uma prática ligada à sorte? Não instilam a cobiça e se chocam com a admoestação da Bíblia de trabalhar para ganhar seu pão?

      Fumo

      Talvez fique imaginando, porém, até que ponto viver alguém em harmonia com a Bíblia, neste sentido, o ajudaria a obter seu sustento. Tome, por exemplo, o hábito de fumar. Na Suécia, o homem que fuma de 20 a 25 cigarros por dia talvez gaste cerca de Cr$ 13.800,00 por ano. Visto que cerca de 50 por cento de sua renda vai para os impostos, isto significa que tem de ganhar cerca de Cr$ 27.600,00 apenas para sustentar seu hábito de fumar. Isto é mais dinheiro do que o salário mensal do trabalhador mediano. Quando a esposa e os filhos adolescentes também fumam, mais de 20 por cento da renda do chefe de família poderão ser gastos com fumo. Não raro, isto significa que a família reduz a qualidade nutritiva de seus alimentos a fim de poderem continuar fumando.

      Em países onde a renda per capita é muito inferior à da Suécia, muitas pessoas gastam com o fumo, percentualmente, quase o mesmo, ou até mais de seu salário limitado. Isto se deu com K. P., um chefe de família da Índia. Diz ele: “Eu sustentava a família por dirigir uma pequena loja de pana, ganhando 35 rupias [cerca de Cr$ 92,00] por semana. Dez por cento disto era consumido pelo meu hábito de fumar.”

      No entanto, quando K. P. começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová em 1972, veio a avaliar que o fumo colidia com a admoestação bíblica a respeito de ‘purificar-se de toda imundície da carne e do espírito’. Ademais, se havia de ajudar a outros a livrar-se de tal imundície, K. P. compreendeu que seria incoerente continuar vendendo pan. O que fez? Responde ele: “Larguei minha loja de pan a fim de ajustar minha vida à Bíblia. Depositei minha inteira confiança em Jeová Deus.”

      Mas, como ganharia seu pão? Será que ajustar-se aos princípios bíblicos o ajudariam a ganhar seu sustento? Sim, realmente melhorou sua situação. Conseguiu um emprego de vendedor numa quitanda. Seu salário era de 50 rupias (cerca de Cr$ 126,50) por semana, 15 rupias (Cr$ 34,50) mais do que ganhava em sua loja de pan. Ademais, visto ter deixado de fumar, seus fundos disponíveis aumentaram em outros 10 por cento. Mas isto não foi tudo.

      Continua K. P.: “Meu patrão testou minha fidedignidade de vários modos, até que granjeei sua total confiança. Agora, ele confia aos meus cuidados todo o seu dinheiro e sua loja. Jamais fez isso com anteriores empregados. Por causa de minha fidedignidade, dá verduras grátis para minha família e me concedeu uma conta pessoal de despesas. Desde que me tornei Testemunha de Jeová, pude construir minha própria casa e melhorar minhas condições de vida. Agora usufruímos uma vida familiar feliz e obtemos verdadeiro contentamento.”

      A Toxicomania

      Similarmente, os que se libertam da toxicomania melhoram sua situação por não precisarem mais sustentar um hábito proibitivamente custoso. Esta foi a experiência de Eoin e Angelika.

      Em 1966, Eoin começou a usar tóxicos. Dois anos depois, deixou de trabalhar e passou a gastar cerca de Cr$ 1.150,00 ou Cr$ 1.390,00 por semana para custear o haxixe e o LSD que consumia. Isto seria quase Cr$ 2.990,00 na atual moeda inflacionada. Também representava 75 por cento de seus “rendimentos” por “puxar” tóxicos e roubar. Também fumava cerca de 40 a 50 cigarros por dia.

      Eoin dispunha de pouco dinheiro, naquele tempo, para sustentar a si mesmo. Não raro dormia nos metrôs. Outras vezes, permanecia na casa de outras pessoas do “submundo dos tóxicos”. “Vive-se”, diz ele, “uma espécie de vida de ‘condenado’, juntando-se a um grupo de viciados até que eles ficam cheios de você, e então passa-se para outro grupo.” Foi a este “cenário” de Londres que chegou Angelika, de 17 anos, procedente de um “cenário” similar na Alemanha. Sendo toxicômana e fumante inveterada, logo veio a ter problemas financeiros similares aos de Eoin. Mas, de algum jeito, conseguiu sobreviver, usando seu apartamento em Londres como lugar de encontro para compradores e vendedores do mundo dos tóxicos.

      Por fim, Eoin não possuía nada, senão as roupas do corpo. Angelika só tinha um casaco, um vestido. Todos os seus outros bens eram guardados em pequena mala.

      No entanto, dentro de duas semanas depois de começarem a aprender os princípios bíblicos, ambos esses jovens deixaram de fumar e de usar tóxicos. Em questão de três semanas, Eoin começou a trabalhar numa construção. Com o tempo, Eoin e Angelika economizaram dinheiro bastante para dar entrada na compra dum apartamento e se casarem. Desde que harmonizaram a vida com os princípios bíblicos, em 1973, conseguiram, para si mesmos, constituir um bom lar. Eoin e Angelika possuem um lindo apartamento e tudo que há nele é seu. A Palavra de Deus certamente os ajudou a obter seu sustento.

      Beber Demais

      Beber demais é ainda outro hábito que torna muito difícil para muitos obter seu sustento. Em 1974, o povo da República Federal da Alemanha e de Berlim Ocidental gastava 30,7 bilhões de marcos (cerca de Cr$ 345 bilhões de cruzeiros) com bebidas alcoólicas. Relata-se que mais de dois milhões de homens e mulheres no Japão estão à beira do alcoolismo. O número de alcoólatras nos Estados Unidos é de cerca de 10 milhões, e, na Itália, de cerca de quatro milhões. Para mais de um milhão de australianos, o total gasto com bebidas alcoólicas, semanalmente, é de Cr$ 690,00. Isto eqüivale a cerca de 20 por cento dum salário semanal, já com descontos, do trabalhador mediano. Gasta-se mais, realmente, com bebidas alcoólicas do que a família mediana despende com carne, frutas e legumes. Muitos beberrões da Austrália gastam com álcool mais do que a metade do salário médio semanal. Na Suécia, o bebedor mediano aplica cerca de 10 por cento de sua renda em bebidas alcoólicas. Na verdade, o conselho da Bíblia sobre a moderação poderia ajudar milhões de pessoas a ter mais e melhores alimentos na sua mesa.

      É especialmente patético quando um homem gasta a maior parte de sua renda com a bebida, ao passo que sua família sofre necessidade. Após receberem seus salários, milhões de pessoas, em toda a terra, dirigem-se para um bar. Ao partir, talvez estejam completamente bêbedos e sem um centavo. A esposa vê-se então obrigada a pedir algum dinheiro emprestado a fim de pagar contas e conseguir o que comer para a família. Em países onde tais bebedices são costumeiras, existe grande pobreza entre pessoas de baixa renda.

      Esta era a situação duma família no México. Era extremamente pobre e morava no meio da imundície e da sujeira. A família não possuía sequer uma mesa onde comer. No entanto, quando começaram a aprender os princípios da Bíblia, as coisas começaram a mudar. Visto que o marido deixou de beber, conseguiram uma mesa e algumas cadeiras. Mais tarde, compraram um fogão a gás para substituir seu pequeno fogão a querosene. Melhorou a inteira aparência da casa, visto serem feitos maiores esforços de mantê-la limpa.

      Quando há uma mistura de bebida em excesso e muito fumo, os problemas financeiros se agravam. “Com efeito”, como explica Jim, o rapaz moreno que mora no Canadá, “facilmente de um quarto a um terço de meu salário era consumido para sustentar-nos de álcool e cigarros. Ora, poderíamos comer melhor e nos vestir muito bem, caso apenas poupássemos aquele dinheiro desperdiçado!” Sua esposa, Carol, interrompe, afirmando: “Às vezes estávamo-nos distraindo, no fim do dia, e eu verificava subitamente, bem amolada, que nossos cigarros tinham terminado. Daí, começava a pressionar Jim a sair e comprar outros. Ele se queixava de que não tinha mais dinheiro. ‘Provavelmente o gastou com cerveja’, imaginava eu. De qualquer modo, eu ficava mais transtornada até que o persuadia a juntar as garrafas vazias de leite abandonadas pela casa e levá-las à loja, trocando-as por alguns cigarros. Isto era sempre embaraçador para Jim. Mais do que isso, porém, não raro significava que nossos filhos ficariam sem o tão necessário leite, até que pudéssemos conseguir mais dinheiro.”

      Jogos de Azar

      Os jogos de azar são outro vício que priva muitos de seu pão diário. Trata-se de um problema amplo. Calcula-se que os australianos gastam mais de 10 por cento de sua renda líquida em jogos de azar. Na República Federal da Alemanha, cada ano, gastam-se bilhões de marcos com tal vício. As pessoas arriscam seu salário semanal ou mensal, e, às vezes, até mais. Calculadamente Cr$ 460 bilhões são gastos nos jogos de azar, nos Estados Unidos. Somente a loteria de Natal da Espanha arrecadou 32.500.000.000 de pesetas (Cr$ 9.115.853.649,00). Deste total, 70 por cento foi distribuído em prêmios, e o restante foi para o Estado. Um bilhete completo custa 20.000 pesetas (Cr$ 5.612,00), o salário de todo um mês para os trabalhadores de menor renda. Os bilhetes, porém, são também vendidos em frações.

      As perdas no jogo são assombrosas. Uma herdeira iraniana perdeu quase seis milhões de dólares (uns Cr$ 138 milhões), nos cassinos de Londres e da Europa continental. Em três dias de pôquer, um iugoslavo, que se fixara na Austrália, perdeu todo o dinheiro que economizara em seis anos. Isto o deixou num estado de tamanho abalo que morreu quatro dias depois. Pedro, jovem espanhol, gastava tanto dinheiro na jogatina, cada mês, que poderia ter pago o aluguel e as contas alimentícias para uma segunda família de quatro membros. Todavia, acabou pedindo dinheiro emprestado, no fim de alguns meses, a fim de poder comprar comida.

      Os jogadores profissionais que vivem às custas das perdas dos outros continuam inteiramente insensíveis ao que observam — pessoas perdendo fortunas, pessoas cometendo suicídio por causa das perdas no jogo, mulheres prostituindo-se para pagar dívidas de jogo. Ronald, que certa vez trabalhava em estabelecimentos de jogo em Amsterdã, Holanda, comentou: “Não via mal algum em me sentar à mesa de jogo junto com minha própria mãe e fazê-la ‘sangrar’ ao máximo.”

      Que a Bíblia pode ajudar uma pessoa a romper esse vício é vigorosamente demonstrado no caso de Friedel, holandês nascido na Indonésia. Quando atingiu os 38 anos, tornou-se diretor-proprietário duma importadora, com lucros líquidos anuais de Cr$ 12.665.180,00. Recebia um salário mensal de 6.000 rupias (Cr$ 19.320,00), que era uma fortuna naqueles dias, logo depois da Segunda Guerra Mundial. No entanto, Friedel se tornou viciado no jogo. Para financiar seu vício, Friedel vendia seus bens com um lucro de 300 por cento. Também, arriscando a vida, vendia sua mercadoria em territórios controlados pelos terroristas pemoedas.

      Não parecia haver qualquer esperança de vir a sair da lama. Mas a Bíblia ajudou Friedel a livrar-se do vício de jogar. À base de sua consideração das Escrituras, veio a avaliar o seguinte: O jogo torna a pessoa desonesta, não mostra nenhuma consideração pelos outros e interfere numa vida feliz como família.

      Se mais pessoas viessem a reconhecer a sabedoria de evitar o jogo, fariam melhor provisão para sua família. Exemplificando: não é incomum um brasileiro gastar tanto dinheiro por ano comprando bilhetes de loteria quanto para comprar quase 95 litros de leite.

      Celebrações, Festanças

      Nos países latino-americanos, gastam-se tremendas somas de dinheiro em celebrações. Por terem a aprovação eclesiástica, muitos crêem que tais ocasiões são cristãs. Na realidade, contudo, as várias festas, ou celebrações, têm origem não-cristã e se caraterizam por excessos no comer e no beber. Isto as coloca na categoria de festanças, que colidem com os princípios bíblicos. A verdade da Palavra de Deus liberta as pessoas de gastar quantias excessivas em tais celebrações, e, assim, de agravar sua situação econômica.

      Pode-se ver exatamente quanto dinheiro pode ser desperdiçado em festas pelo caso de Eladio, opulento mexicano. O custo total de duas festas atingiu 180.000 pesos (Cr$ 331.200,00). Além destas duas festas, Eladio financiava bebedeiras que duravam três ou quatro dias. Às vezes, gastava de 5.000 a 7.000 pesos (de Cr$ 9.200,00 a Cr$ 12.880,00) com bebidas alcoólicas. Ao aprender o que a Palavra de Deus ensina, Eladio deixou de desperdiçar seus recursos e começou a usar sabiamente seus fundos para ajudar outros a colher benefícios espirituais.

      Reais Benefícios

      Certamente ninguém pode negar que milhões de pessoas melhorariam seu quinhão na vida se deixassem de fumar, limitassem suas compras de bebidas alcoólicas, largassem a toxicomania, deixassem de jogar e evitassem todas as festanças e celebrações que colidem com o ensino bíblico. Deixar uma pessoa os hábitos e práticas indesejáveis é, definitivamente, um grande fator em poder obter seu sustento.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Pan é uma mescla de folha de bétele, noz-de-areca, visgo e, às vezes, de folha de fumo.

      [Gravura de página inteira na página 13]

  • Use sabiamente seus bens materiais
    Despertai! — 1979 | 22 de abril
    • Use sabiamente seus bens materiais

      NÃO é o dinheiro em si, mas é o amor ao dinheiro que pode ser prejudicial. A Bíblia é muito realística nesta questão. Embora avise sobre o amor ao dinheiro, também afirma: “Os homens empregam o pão e o vinho para se divertirem e banquetearem, pois tudo obedece ao dinheiro.” (Ecl. 10:19, Matos Soares) Sim, uma boa refeição pode ser bem apreciada. Mas nem o alimento nem a bebida podem ser obtidos sem dinheiro. Neste mundo, o dinheiro é uma necessidade. É um bem valioso que precisa ser utilizado sabiamente.

      Em conexão com as posses materiais, a Bíblia destaca a importância da sabedoria. Lemos: “A sabedoria junto com uma herança é boa . . . Pois a sabedoria é para proteção, assim como o dinheiro é para proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a própria sabedoria preserva vivos os que a possuem.” (Ecl. 7:11, 12) Uma herança tem definitivamente seu valor. Mas, caso a pessoa não saiba como utilizar sabiamente o dinheiro, logo talvez fique sem um centavo. O dinheiro deveras fornece certa medida de proteção contra a pobreza e suas dificuldades acompanhantes. No entanto, a sabedoria provê ainda maior proteção. Habilita a pessoa a fazer bom uso de seus recursos e evitar coisas que poderiam colocar em perigo seu bem-estar e o de sua família.

      Além de sublinhar a importância da sabedoria, a Bíblia fornece orientações que, quando seguidas, resultam em a pessoa agir com sabedoria. Aqueles que não conhecem nem apreciam tais orientações confrontam muitos problemas graves.

      Veja o exemplo dum casal na Austrália. Fazem muitas compras a crédito. Para pagar suas contas, tanto o marido como a esposa trabalham. Embora a renda bruta semanal do marido seja de Cr$ 4.140,00, ele só recebe Cr$ 276,00 desta quantia. O restante é usado para pagar dívidas antigas. Este casal fizera tantas compras que, cada pagamento que recebe só cobre, principalmente, os juros acumulados de suas dívidas, e pouquíssimo é aplicado para abater o total. As relações familiares são tensas, e o marido continuamente se volta para as bebidas alcoólicas numa fuga das pressões da indesejável situação financeira. Sob a influência do álcool, não raro destrói objetos. A mobília destroçada, itens quebrados da cozinha, e coisas assim, precisam ser substituídos, o que somente aumenta os problemas econômicos deles.

      Que princípios bíblicos poderiam ajudar este senhor e outros que assumem maiores obrigações do que podem cumprir? As Escrituras nos dizem: “O que toma emprestado torna-se escravo do que lhe empresta.” (Pro. 22:7, M. Soares) “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros.” (Rom. 13:8) “Quem de vós, querendo construir uma torre, não se assenta primeiro e calcula a despesa, para ver se tem bastante para completá-la? Senão, ele talvez lance o alicerce dela, mas não a possa completar, e todos os espectadores comecem a ridicularizá-lo, dizendo: ‘Este homem principiou a construir, mas não pôde terminar.’” — Luc. 14:28-30.

      É deveras um proceder sábio a pessoa analisar de antemão se poderá assumir determinada responsabilidade financeira. De outro modo, como afirma a Bíblia, a pessoa talvez verifique que é escrava de quem lhe emprestou. Poderia tornar-se irremediavelmente endividada. Muito melhor seria não ‘ficar devendo coisa alguma a ninguém’!

      Especialmente as pessoas com ativo limitado devem ter cuidado em não usar demasiado sua renda para coisas não-essenciais. Visto que não se podem dar ao luxo de usar mal suas finanças, fariam bem em seguir o incentivo da Bíblia, de serem laboriosas, de evitarem o desperdício e de fazerem compras com sabedoria. (Compare com Provérbios 31:14, 15.) Observe o que pode acontecer quando isto não é feito.

      Embora pobres, alguns que poderiam andar preferem tomar um táxi para percorrer apenas uma curta distância. Ao invés de escrever uma carta, dão telefonemas interurbanos. Talvez gastem muito dinheiro com refrigerantes, biscoitos, condimentos, molhos, balas, alimentos processados e refeições já preparadas. É triste dizê-lo, mas o desejo de refeições rápidas, fáceis de preparar, influi de forma adversa tanto em seu orçamento como na saúde de sua família. Por não disporem da nutrição adequada, é possível que seus filhos amiúde fiquem doentes.

      No Brasil, algumas famílias pobres compram copinhos de iogurte que são vendidos com mais de 200 por cento de lucro. Imagine só quanto dinheiro uma senhora poderia poupar por fazer em casa o iogurte e outros itens! Outras famílias têm pequenos terrenos, mas não plantam nada. Talvez permitam que bananas, cocos e laranjas apodreçam em seus terrenos, e compram tais itens de vendedores. Outros gastam dinheiro com vermífugos, ao passo que mamões apodrecem em seus quintais. Todavia, nos trópicos, o mamão é um dos melhores remédios para vermes.

      Em contraste, considere o caso de um pai de dois filhos que aplica os princípios bíblicos. Este senhor brasileiro aprendeu a sustentar a família de quatro pessoas com uma renda limitada. Por comprar carne um dia depois do abate, paga um preço mais baixo. Procura o fim da feira para comprar frutas e legumes. Visto que os feirantes desejam vender tudo, consegue comprar alimentos a um preço grandemente reduzido. Ao passo que não são tão atraentes quanto no início do dia, as frutas e legumes ainda estão saudáveis e são de boa qualidade. Por meio de tais compras sábias, este senhor gasta apenas um terço do que outras pessoas gastam pela mesma espécie de alimentos.

      Também, considere o exemplo de Bruce, um chefe de família alto, um tanto franzino. Na época da Grande Depressão, no Canadá, ele trabalhava 10 horas por dia, seis dias por semana. Seu salário era de Cr$ 276,00 por semana. Todavia, de forma modesta, sustentava bem sua família. A família sempre possuía alimentos, roupa e abrigo adequados. Como conseguia fazer isso com uma renda que, mesmo para a década de 30, era bem modesta?

      Vivia segundo um princípio exemplificado por Jesus Cristo. Quando forneceu alimento para mais de 5.000 pessoas, Jesus instruiu a seus discípulos: “Ajuntai os pedaços que sobraram, para que nada se desperdice.” (João 6:12) Bruce aplicava, ele próprio, este princípio, e inculcava o mesmo na mente e no coração de sua família feliz. Embasava seu ensino a respeito da boa direção por trazer à atenção a ilustração de Jesus sobre o mordomo que perdeu seu cargo por causa do seu desperdício. (Luc. 16:1, 2) Em resultado disso, a família não desperdiçava nada — alimentos, roupas, mobília, aquecimento ou energia. Cuidavam bem de suas posses.

      Os comentários da Bíblia sobre fornecer ajuda monetária a outros poderiam também ajudar muitas pessoas a evitar problemas financeiros. Algumas pessoas emocionalmente inclinadas fazem empréstimos sem exigir fiador, ou até mesmo servem de fiador de outros. Não raro, perdem dinheiro desse modo, e passam por graves dificuldades financeiras. Por isso, tirariam grande benefício por viverem em harmonia com os seguintes avisos bíblicos: “Irá positivamente mal à pessoa quando presta fiança por um estranho.” (Pro. 11:15) “É ato de pouco juízo avalizar as promissórias de outra pessoa, responsabilizando-se por suas dívidas.” (Pro. 17:18, Salmos e Provérbios Vivos) Ademais, pessoas irresponsáveis, preguiçosas, e relutantes em aceitar os empregos disponíveis, e que poderiam aceitar, não devem receber ajuda financeira. A regra bíblica é: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” (2 Tes. 3:10) Por outro lado, a Bíblia deveras incentiva a que prestemos ajuda aos que estão realmente necessitados. — Efé. 4:28.

      Não seria proveitoso se mais pessoas conhecessem os princípios bíblicos a respeito do bom manejo das questões financeiras e prestassem atenção a eles? Isto certamente as ajudaria a obter seu sustento.

  • Mostre-se contente — isso pode fazer diferença
    Despertai! — 1979 | 22 de abril
    • Mostre-se contente — isso pode fazer diferença

      “NÃO trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas. No entanto, os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, . . . se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Tim. 6:7-10.

      Assim, a Bíblia soa claro aviso quanto a alguém se tornar amante do dinheiro e também minimiza a importância dos bens materiais. Para viver, não precisamos de uma abundância de luxos. Na verdade, nossa comida deve ser saudável, mas não precisa ser do tipo mais caro que há. Ao passo que a roupa e o abrigo são necessidades básicas, um grande vestuário e uma casa luxuosa, cheia de ótima mobília, não acrescentarão anos à nossa vida.

      Muita gente sabe disso, mas ainda assim torna seu alvo principal na vida a adquisição do dinheiro. Amiúde, isto as lança na ruína, até mesmo levando-as ao ponto em que não dispõem de seu sustento.

      Salvaguarda Contra Medidas Insensatas

      Naturalmente, um homem deve estar corretamente preocupado com o bom sustento de sua família. As Escrituras declaram: “Se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” (1 Tim. 5:8) Por isso,

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