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Quão bem dirige seus próprios assuntos?Despertai! — 1978 | 22 de novembro
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última vez o custo de substituição dos bens de sua casa?
O seguro hipotecário é realmente um seguro de vida vitalício. Além de proteger o lar, é um modo relativamente barato de criar uma “propriedade instantânea” em caso de morte. Para um jovem casal, é usualmente o modo mais barato de prover proteção financeira.
Se estiver trabalhando em direção a um alvo familiar, tal como uma casa própria, tem de pagar tal preço. Isto não raro significa viver segundo certos limites financeiros por considerável tempo, até alcançar tal alvo.
Administração Financeira
O dinheiro é outro bem que exige ser administrado. Às vezes, ouvem-se as pessoas dizer: “Simplesmente não sei para onde foi o dinheiro.” Isto usualmente indica que não havia orçamento algum, ou que havia um orçamento pouco prático, incompleto, ou falha em apegar-se a um orçamento razoável.
Se tiver sólido orçamento familiar, há uma regra inalterável que impedirá que se meta em dificuldades. Discipline-se a viver segundo seus meios. Quando os gastos excedem a renda, quer seja num nível nacional quer pessoal, o problema rapidamente fica além de controle, e resulta no caos. Deve-se ter cuidado em usar cartões de crédito, de modo que a pessoa evite simplesmente comprar o que deseja e não o que na verdade precisa. Inteligente ajuste no modo de vida da pessoa talvez seja necessário para tornar-se boa administradora financeira.
“Poupe para os maus dias”, era certa vez uma regra familiar. E ainda faz sentido hoje. Para a maioria das pessoas não existe outro modo de aumentar seus bens. E o sábio investimento da poupança poderá contrabalançar a inflação. À guisa de exemplo, caso um jovem de 22 anos pudesse poupar um cruzeiro por dia e fizesse arranjos de investi-lo a taxa de 10 por cento, teria mais de Cr$ 200.000,00 a idade de 65 anos.
Na boa administração financeira, todo dinheiro parado, quer sejam somas grandes ou pequenas, deveria ser colocado para render o máximo possível. Quer no caso duma pessoa ou dum grupo, contas bancárias que rendem poucos ou nenhuns juros só devem conter fundos suficientes para as despesas imediatas. O dinheiro que não é necessário de imediato poderia ser colocado em depósitos que produzam o máximo de juros e correção monetária. Não tem de ficar satisfeito apenas com um mínimo de renda de cadernetas de poupança. Se se interessar em negociar, muitos bancos, em alguns países, pagarão um pouco mais do que suas taxas de juros anunciadas.
Algumas pessoas preferem aplicar em áreas que geralmente não sofrem devido a inflação tais como propriedades rentáveis ou terrenos. Naturalmente, é preciso ter cautela e perícia ao fazer tais investimentos. Com freqüência, porém, dão mais lucros do que uma caderneta de poupança. Ademais, na maioria dos lugares, os juros estão sujeitos ao imposto de renda, ao passo que os lucros com investimentos de capitais em certas ações talvez não sejam tributáveis, ou talvez paguem muito pouco imposto.
Ao calcular a rentabilidade de qualquer investimento, é erro grave desconsiderar o imposto envolvido. Se o investimento for substancial, talvez seja necessário consultar um agente financeiro.
Dirigir seus próprios bens e algo que se torna cada vez mais complexo. Não existe nenhum leque de orientações que abranja todos os problemas. Mas, há sabedoria em aprender os princípios básicos e em aplicá-los. Não é fácil seguir princípios de saudável administração. Mas vale bem tal esforço, pois a boa direção pode influir em seu futuro e no de seus entes queridos.
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A tragédia que provou nossa féDespertai! — 1978 | 22 de novembro
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A tragédia que provou nossa fé
ERA nosso primogênito. Chamamo-lo Micá Natanael, não só por causa da beleza milenar desses nomes, mas também por causa de seu significado. Micá significa “quem é semelhante a Jeová?” e Natanael significa “dado por Deus”.
Nós o aguardáramos com tamanha expectativa! E, agora, podíamos realmente segurá-lo em nossos braços e contemplar seus olhinhos profundamente azuis. Ao deixar o hospital, na noite do domingo em que ele nasceu, eu sentia o orgulho que todos os novos pais devem sentir. Não tinha idéia alguma da grande prova logo adiante.
Logo no início da tarde de segunda-feira, fiquei estupefato com um telefonema da minha esposa. Será que eu poderia ir imediatamente para o hospital? “Certamente, mas está tudo bem?” Ela respondeu que “Sim”, mas sua voz não me pareceu convincente.
Uma vez ali, pude ver de imediato, no rosto de minha esposa, que algo estava temivelmente errado. Retendo as lágrimas, ela me disse que Micá tinha febre de 39,4° C. Confortei-a, dizendo-lhe que tudo sairia bem. Ainda assim, ela pôde sentir minha preocupação.
Fui do quarto dela direto para o berçário, para ver Micá. Mas, o que acontecia? O corpinho dele estava flácido! Ele não conseguia respirar! Nosso médico cuidava freneticamente de Micá, enquanto a enfermeira chefe corria de um lado para o outro para reunir os equipes médicos. Um alto-falante clamava por ajuda de emergência da parte de outros.
Uma enfermeira me levou de novo até minha esposa, para aguardarmos o desenrolar da crise. Por fim, soubemos que Micá estava vivo. Quando sua condição se estabilizou (cerca de uma hora depois), foi transferido para uma enfermaria infantil de cuidados intensivos do hospital duma universidade próxima. Micá parecera tão saudável. Todavia, agora estava doente. Continuamos a perguntar-nos: “Por quê?”
As primeiras notícias que recebemos não foram boas. Sofria hemorragias suberanianas e tal sangramento provocava convulsões e falhas respiratórias periódicas. Parece que, no momento estressante do parto, um bebê torna-se suscetível à ruptura de um vaso sangüíneo subcraniano. Embora tal ocorrência seja rara, Micá a sofrera. Foi-nos assegurado que ele recebia tratamento
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