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Seu dinheiro — está seguro no banco?Despertai! — 1983 | 22 de outubro
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Seu dinheiro — está seguro no banco?
‘COMEÇARAM a fazer fila na segunda-feira de manhã. Enfrentaram um frio rigoroso e uma espera de umas cinco horas. As calmas afirmações de executivos bancários, economistas e líderes políticos, garantindo segurança, apenas aumentaram a sensação de pânico. Em toda a nação, na verdade em todo o mundo, uma sempre crescente multidão assedia os bancos com a mesma exigência — QUEREMOS O NOSSO DINHEIRO!’
Será essa a notícia que lerá algum dia no futuro próximo? O The Wall Street Journal recentemente citou o economista Alan Greenspan como tendo dito que “as possibilidades de uma perigosa falência [bancária] são as maiores em meio século”. Por quê?
Para Onde Foi o Dinheiro
Lembre-se do levantamento cabal que fizeram a seu respeito na última vez que pediu um pequeno empréstimo bancário. Surpreendentemente, os bancos nem sempre são tão prudentes assim quando grandes quantias de dinheiro estão em jogo. Por exemplo, o México, com suas grandes reservas de petróleo, facilmente obteve uns 57 bilhões de dólares em empréstimos. Daí veio o aumento mundial nas taxas de juros e a queda nos preços do petróleo. O México ficou à beira da falência. Ocorreu um mini-pânico entre investigadores bancários à medida que corriam rumores de que o México talvez deixasse de pagar esses enormes empréstimos. Foram, pois, tomadas medidas de emergência para injetar ainda mais dinheiro naquele país. Embora uma crise possa ter sido evitada, outros países, como a Polônia e o Brasil, também estão tendo dificuldades em pagar suas enormes dívidas.
Outros bilhões são investidos nos negócios. Em tempos passados, grandes empresas financiavam suas organizações por venderem ações (empréstimos a longo prazo) ao público. Mas quando as taxas de juros aumentaram, os investidores venderam suas ações e investiram em áreas mais rendosas. As empresas viram-se obrigadas a recorrer a empréstimos bancários a curto prazo e com juros altos. Os bancos, porém, poderiam perder uma fortuna se essas empresas falissem. A recente falência da Government Securities Corporation, uma empresa de Drysdale, é um exemplo assustador de quão vulneráveis são os bancos — custou-lhes 285 milhões de dólares!
Dominó Global?
De modo que os economistas temem que esses fatores possam contribuir para produzir um efeito de dominó mundial. Suponha que um país, ou um bom número de grandes empresas venham a falir. Um ou dois grandes bancos poderiam ir à bancarrota. Isso, por sua vez, poderia assustar depositantes de outros bancos, que poderiam desencadear um frenesi de saques bancários. Visto que os bancos mantêm apenas uma módica quantia de dinheiro em caixa, poderia haver uma maciça crise de liquidez. Os banqueiros correriam desesperadamente atrás de dinheiro. Essa reação em cadeia poderia se expandir e provocar um colapso econômico mundial!
Os banqueiros, contudo, dizem que tais acontecimentos são improváveis. David Rockefeller, ex-presidente do Chase Manhattan Bank, dos EUA, afirmou numa entrevista recente que o sistema bancário “é muito seguro”. “Os bancos fazem muitos negócios uns com os outros, de modo que há tremenda interdependência”, é verdade. Mas, ele acha “muito improvável” que tal efeito de dominó global derrube o sistema bancário mundial. Visto que o sucesso do sistema bancário reside na confiança do público, contudo, é compreensível que líderes bancários falem com tanto otimismo.
‘Mas um país certamente não permitiria que seus grandes bancos falissem’, talvez diga. Mas é exatamente isso o que o Banco Central da Itália fez! A falência do Banco Ambrosiano recebeu muita publicidade por causa de sua conexão íntima com o Vaticano. Quando esse banco envolvido em escândalo faliu, o Banco da Itália, para surpresa e consternação de banqueiros europeus, retirou seu apoio. Os banqueiros temem que isso possa ter estabelecido um precedente perigoso.
“Paz e Segurança” no Mundo Financeiro?
O Times de Nova Iorque, de 10 de outubro de 1982, afirmou que “pessoas que freqüentam círculos fechados predizem que o medo de um colapso nas finanças internacionais por fim levará as partes a um acordo”. Durante o colapso econômico dos anos 30, contudo, as nações evitaram a cooperação e, em vez disso, “procuraram escudar-se contra a prolongada tormenta econômica mundial sem considerar os efeitos prejudiciais de suas ações sobre outros países”. E há pouca indicação de que as nações tenham mudado de atitude. Governos afligidos pela inflação, por exemplo, têm permitido que as taxas de juros subam, sem considerar os efeitos devastadores que isso tem causado às nações mais pobres.
Não obstante, a Bíblia anuncia que em breve líderes proeminentes pedirão “Paz e segurança!” (1 Tessalonicenses 5:3) Até que ponto isso envolverá algum tipo de mixórdia econômica mundial resta saber. No ínterim, como lidar com a instável economia mundial?
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Problemas econômicos — qual a solução?Despertai! — 1983 | 22 de outubro
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Problemas econômicos — qual a solução?
“DONDE procedem as guerras e donde vêm as lutas entre vós?”, perguntou o escritor bíblico Tiago. “Não vêm disso, a saber, dos vossos desejos ardentes de prazer sensual, que travam um combate nos vossos membros? Desejais, e ainda assim não tendes. Prosseguis assassinando e cobiçando, contudo, sois incapazes de obter. Prosseguis lutando e guerreando.” (Tiago 4:1, 2) Não soa certo isso? Não é o próprio
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