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“Harmatão”Despertai! — 1979 | 22 de abril
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“Talvez a maior surpresa surgisse depois de o harmatão ter realmente começado. Bem no meio dum sono profundo, certa noite, ouvi alto estrondo. Parecia-se muito a um tiro de espingarda. Eu e minha esposa pulamos da cama e procuramos na casa toda alguma evidência de ladrões. Mas não havia nenhuma. Na manhã seguinte, contudo, rapidamente descobrimos a causa. Olhando para a escrivaninha em nosso quarto, vimos uma rachadura bem no meio de seu tampo. Soubemos que o alto processo de ressecamento do harmatão amiúde provoca a rutura de pedaços de madeira colados. Semelhantemente, gavetas que se ajustam bem na mobília, na maior parte do ano, ficam folgadas quando o harmatão está em plena força.”
Em Abidjã, Costa do Marfim, o clima se torna tão seco que as esculturas de madeira empenam e racham. O alto estrondo mencionado no início resultou da rachadura da madeira em nossa estante de livros. Felizmente, contudo, parece que, nesta localidade, as rachaduras gradualmente se fecham, à medida que o clima retorna ao alto grau usual de umidade.
O pó que acompanha o vento seco provoca a má visibilidade e gera problemas para os pilotos e navegadores de aeronaves. Isto influi na pesca, também, visto que os pescadores são treinados a observar sinais visíveis, tais como aves pairando sobre um cardume de peixes. Alguns pescadores na costa da África Ocidental se perderam, durante o harmatão, por não poderem mais avistar certos marcos terrestres.
Bênção ou Maldição?
O harmatão provoca sentimentos confusos. A respeito da saúde, por exemplo, este vento causa o ressecamento das mucosas, provocando a rouquidão, a tosse e os espirros. Os lábios racham e a pele se torna seca e fissurada. Às vezes, as unhas gretam, e o cabelo se torna quebradiço. Pode-se facilmente ver a razão pela qual as pessoas locais usam mantos longos e esvoaçantes para o deserto, bem como coberturas para a cabeça e o rosto.
O harmatão pode influir adversamente nas colheitas, também, a menos que, mediante a irrigação, recebam cuidados extras. E o pó é especialmente incomodativo. As donas-de-casa se lamentam de que, mal acabam de limpar a mobília, o vento brincalhonamente lança outra camada de pó de igual espessura. O pó fino, vermelho, penetra em tudo. Infiltra-se nas dobras das roupas, onde deixa uma mancha vermelha; penetra nos olhos, ouvidos e até nos alimentos.
Ao invés de temê-lo, porém, os africanos ocidentais em peso acolhem o harmatão e os benefícios que traz. Por exemplo, ele resseca os poços estagnados e a água da chuva em covas — assim destruindo os focos de mosquitos, reduzindo a disseminação da malária e de outras moléstias.
As donas-de-casa também observam um aspecto favorável deste vento. Ficam contentes de ver o sal escorrer facilmente do saleiro, o pão e outros alimentos não ficarem mofados tão rapidamente, e as roupas se secarem rápido no dia de lavagem. Também, a umidade e o mofo desaparecem do guarda-roupa. Especialmente agradável é a oportunidade de trabalhar numa atmosfera mais fresca, menos úmida.
Considerando-se todos os aspectos, os africanos ocidentais apreciam tal período de refrigério do ar parado que amiúde prevalece. A maioria considera o harmatão mais como uma bênção do que como uma maldição.
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Obter conforto no lugar certoDespertai! — 1979 | 22 de abril
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Obter conforto no lugar certo
Visitando certa casa, duas Testemunhas de Jeová notaram que a moradora estava transtornada porque perdera um cheque que representava grande soma. As Testemunhas expressaram seu pesar por isso e sugeriram que, visto que representavam o ‘Deus do consolo’, ela pegasse sua Bíblia, e partilhariam algumas idéias com ela. As Testemunhas mencionaram que este ‘Deus do consolo’ tinha nome e ela poderia lê-lo em sua Bíblia, no Salmo 83:18. Quando a senhora abriu-a neste versículo, o cheque dela caiu de dentro da Bíblia. Ela ficou jubilante, concordou em estudar a Bíblia e o estudo logo estava progredindo muito bem!
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