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  • Por que a inflação mundial?
    Despertai! — 1974 | 22 de junho
    • Removida a Última Restrição

      Mas, em 1968, isso também mudou. O governo sancionou uma lei que acabava com a exigência de 25 por cento de lastro de ouro para sua moeda. Um resultado disso foi observado pelo Instituto Estadunidense de Pesquisas Econômicas. Dizia:

      “A remoção da exigência da reserva de ouro para as notas da Reserva Federal em princípios de 1968, removeu o último vestígio de restrição à maior inflação e cortou o elo restante entre a moeda dos E. U. e o ouro.

      “Desde então o valor de troca do dólar tem sido controlado pelos decretos dos financistas dos E. U. não mais sujeitos à disciplina do ouro.”

      Levantada tal restrição, observou-se que o governo “continuou a sucumbir à contínua pressão política para mais e mais inflação”.

      Em adição, removeu-se toda a prata das moedas. Por isso, o inteiro sistema monetário dos Estados Unidos se divorciou do lastro em qualquer coisa de real valor.

      O que tudo isso significava era que a moeda do governo tinha de ser aceita à base da confiança. Mas, observou Economic Education Bulletin:

      “O atual sistema de dinheiro e crédito dos Estados Unidos se alicerça numa promessa não cumprida.

      “Referimo-nos à promessa que certa vez se encontrava nas notas da Reserva Federal, que agora foram retiradas de circulação, a promessa de ‘ao portador se pagará a pedido a quantia de X dólares’, um ‘dólar’ sendo definido por lei como uma trigésima quinta parte de uma onça de ouro puro.

      “Uma promessa não cumprida não é um alicerce adequado para durável sistema de dinheiro e crédito.”

      Onde antes o papel-moeda se comprometia em sua face que os Estados Unidos ‘pagariam ao portador a pedido’ o valor do dólar em dinheiro real (ouro ou prata), agora se diz: “Esta nota é moeda legal para todos os débitos, públicos e privados.” O certificado de papel que por séculos apenas representava o dinheiro real (ouro, ou mesmo prata) foi agora declarado como sendo dinheiro. Mas, no que as pessoas confiariam numa crise — num pedaço de papel, ou em ouro?

      Também Disseram “NÃO” aos Estrangeiros

      Ao passo que os estadunidenses não mais podiam trocar seus dólares por ouro, os estrangeiros podiam. O ouro ainda era o dinheiro exigido para o pagamento de dívidas entre governos, em seus tratos internacionais. Esse era o arranjo que as nações ocidentais haviam feito há muito tempo.

      Mas, com a inflação constante nos EUA, os estrangeiros ficaram mais desconfiados de seus dólares dos EUA. Assim, começariam a convertê-los em ouro. Continuamente, o ouro fluía do Tesouro dos EUA. Eis o que aconteceu (em bilhões de dólares, números redondos):

      Ano Reservas de Ouro dos EUA

      1950 US$ 22.820.000.000

      1960 17.804.000.000

      1970 11.072.000.000

      Em 1971, a situação do ouro se deteriorara terrivelmente. Os estrangeiros então detinham mais de 55 bilhões de dólares de papel, mas os EUA possuíam ouro avaliado em somente cerca de dez bilhões de dólares. E os possuidores estrangeiros de dólares mostravam sinais de pânico, de querer fazer uma “corrida” para obter o pouco de ouro que restava no Tesouro dos EUA.

      Em agosto de 1971, os EUA tomaram medidas drásticas. Fecharam a ‘janela do ouro’, suspendendo os pagamentos em ouro para seus débitos no ultramar. A promessa que fizeram, de cambiar os dólares de papel por ouro nas transações no ultramar, foi cancelada. As outras nações ficaram chocadas.

      O que significava isso? Alguns observadores indicavam que, para todos os fins práticos, significava que os Estados Unidos declaravam sua insolvência nos tratos internacionais. Esta é outra razão pela qual os mercados financeiros do mundo se tornaram mais instáveis nos últimos anos. É também a razão de o preço do ouro, nos mercados “livres” europeus ter pulado de US$ 35 a onça para mais de US$ 100 a onça certa vez.

      O Que Acontecerá ao Dinheiro?

      Resumindo o que tem acontecido, os Estados Unidos, âncora da economia do mundo ocidental, deram os seguintes passos, que muitos consideram como degradando sua moeda. Eles (1) proibiram seus cidadãos de cambiar seu papel-moeda em ouro (ou prata); (2) proibiram seus cidadãos até mesmo de possuir ouro, exceto em forma de jóias ou de moedas raras; (3) removeram qualquer lastro de ouro para todas as suas moedas em circulação doméstica; (4) recusaram-se a permitir que os estrangeiros cambiassem seus dólares por ouro; (5) gastaram mais do que ganharam, acumulando enormes débitos e lançando cada vez mais papel-moeda para cobri-los.

      Na verdade, viver de dinheiro emprestado pode estimular uma economia. Se uma pessoa ganhasse Cr$ 500,00 por semana e então emprestasse outros Cr$ 500,00, cada semana, ano após ano, naturalmente que viveria melhor — por algum tempo. Assim se dá com as nações. Seus gastos constantes além do que ganham estimulam temporariamente a economia. Mas, levam a enormes débitos e à galopante inflação.

      Também, uma nação não difere muito duma pessoa no que tange às leis econômicas. Colhe-se o que se semeia. Mais cedo ou mais tarde, tem de chegar o dia de se prestar contas pelos gastos desenfreados. A pessoa ou nação que continua a gastar mais do que ganha algum dia abrirá falência. Não há exceções a essa regra.

      Ao mesmo tempo, não é provável que o ouro, a prata ou quaisquer outros metais preciosos pudessem ser usados indefinidamente para lastrear o papel-moeda. As populações crescem, e também a moeda em circulação. Mas, é limitado o ouro que se possa extrair da terra. Assim, há o seguinte dilema — as pessoas perdem confiança no papel-moeda não lastreado por ouro (ou prata), porém, mais cedo ou mais tarde estes metais preciosos não poderiam lastrear, de qualquer modo, toda a moeda que viesse à existir. Este dilema mostra a instabilidade básica do dinheiro.

      Para Onde Vai

      Em todo caso, havendo cada vez menos forças restritivas em operação, muitas nações acumularam enormes dívidas. Inundaram suas economias com papel-moeda para pagar suas contas. Como indicam alguns economistas, qualquer cidadão particular que fizesse tal coisa seria acusado de falsificar moeda.

      Certa fonte afirmou que o dinheiro impresso sem qualquer lastro “é tão falsificado e sem valor como se fosse impresso num porão dum bandido, a diferença sendo que [as autoridades] têm licença e o bandido não tem. Tragicamente, o resultado sobre a economia é exatamente o mesmo”.

      Sobre este processo, o bem-conhecido economista Milton Friedman escreve em Newsweek:

      “Os economistas têm reconhecido — pelo menos intermitentemente — por mais de século e meio, duas proposições: primeira, que por se imprimir suficiente dinheiro se pode produzir qualquer grau desejado de atividade [econômica]; segunda, que o resultado final é a destruição da moeda.

      “O público estadunidense aprendeu a primeira proposição. Certa vez conhecia, mas já se esqueceu, da segunda. Apenas a experiência provavelmente a ensinará de novo.”

      Isto ecoa o aviso dado há anos atrás pelo Instituto Alexander Hamilton, em seu livro Banking. Dizia:

      “Alguns governos lançaram papel-moeda sem prometerem ou, tencionarem resgatá-lo com ouro ou outra coisa, e tem-no declarado como possuindo valor legal no pagamento de todas as dívidas.

      “O papel que é assim declarado como sendo dinheiro, pela simples ordem ou decreto do governo, é chamado moeda fiduciária. . . .

      “Toda experiência com moeda fiduciária tem resultado em desastre, porque nenhum governo que já tenha tentado isso conseguiu resistir à tentação de lançar um suprimento excessivo, com o resultado de que o dinheiro se tem depreciado até que, por fim, ficou sem valor.”

      Toda evidência do campo da economia e da política, indica que as coisas não são diferentes hoje. Muitos governos lançam papel-moeda sem qualquer coisa de valor real para lastreá-lo. Visto que “toda experiência com [esta espécie de] moeda tem resultado em desastre”, certamente não existe motivo válido para imaginar que os nossos tempos constituam provável exceção.

  • A inflação prejudica
    Despertai! — 1974 | 22 de junho
    • A inflação prejudica

      A inflação prejudica grande parte da população cuja renda não cresce tão rápido de modo a cobrir o aumento dos preços. Típicas são as seguintes:

      Uma dona de casa de Toronto, Canadá, cujo marido ganha “bom dinheiro”, afirma sobre seus três filhos: “Acham-se bem nutridos, mas estão crescendo sem quase saber o que é um bom bife.” Um motorista de táxi do Rio de Janeiro, sua esposa (que trabalha como secretária) e seus filhos têm de compartilhar um apartamento com um parente porque, como declara o marido, “não poderíamos alugar nosso próprio apartamento e ainda assim comer”. Em Londres, um carteiro aposentado afirma que ele e a esposa “conseguimos pagar nossas contas por recorrermos às nossas economias”. Acrescenta: “Tenho deixado de comprar roupas, exceto sapatos.” Quando saíram para breves férias, disse: “Deixamos de almoçar algumas vezes e só comemos uma boa refeição por dia.”

      Um empregado postal de Roma afirma que o aumento “desastroso” dos preços o obrigou a obter um emprego extra para sustentar a família. Uma dona de casa londrina que se viu obrigada a trabalhar fora quinze horas por semana, afirma agora que trabalha vinte horas por semana, e seu marido faz todo serviço extra que possa. Declara ela: “Mas, não se pode chamar isso de progredir, quando tudo que ganhamos extra é gasto tão rápido quanto chega. Acho que é iníquo.” Sim, a inflação prejudica. Colhe seu quinhão entre os que não podem aumentar sua renda bastante depressa para contrabalançar os preços ascendentes.

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