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    Como Pode o Sangue Salvar a Sua Vida?
    • sustentados. “Trata-se de ficções legais”, diz o livro. “Adultos legalmente competentes têm o direito de recusar um tratamento.”

      Alguns que insistem em transfundir sangue ignoram que as Testemunhas não rejeitam todas as terapias. Rejeitam apenas uma única terapia, a qual até mesmo peritos afirmam ser cheia de riscos. Geralmente um problema de saúde pode ser tratado de diversos modos. Um apresenta este risco, outro, aquele risco. Pode um tribunal ou um médico paternalisticamente saber que risco é “nos seus melhores interesses”? A decisão de julgar isso é sua. As Testemunhas de Jeová são firmes em declarar que não desejam que outrem decida por elas; trata-se de sua responsabilidade pessoal perante Deus.

      Caso um tribunal lhe impingisse um tratamento repulsivo, como isto poderia afetar sua consciência e o elemento vital de sua vontade de viver? O Dr. Konrad Drebinger escreveu: “Seria, certamente, uma forma desorientada de ambição médica a que levaria alguém a obrigar um paciente a aceitar determinada terapia, sobrepondo-se à sua consciência, de modo a tratá-lo em sentido físico, mas ministrando à sua psique um golpe mortal.”— Revista médica Der Praktische Arzt, de julho de 1978.

      CUIDADOS AMOROSOS COM OS FILHOS

      Os processos judiciais sobre o sangue envolvem principalmente os filhos menores de idade. Vez por outra, quando pais amorosos solicitaram respeitosamente que se usasse um tratamento sem sangue, alguns membros do setor médico procuraram obter apoio dum tribunal para ministrar sangue. Naturalmente, os cristãos concordam com as leis ou com mandados judiciais que impedem os abusos ou o abandono de menores. Talvez já tenha lido sobre casos em que algum genitor maltratou brutalmente uma criança ou lhe negou qualquer cuidado médico. Quão trágico isso é! É evidente que o Estado pode e deve intervir para proteger o menor abandonado. Ainda assim, é fácil ver quão diferente é quando um genitor que se importa com o filho solicita um tratamento médico de alta qualidade, isento de sangue.

      Estes processos judiciais geralmente se focalizam num menor hospitalizado. Como foi que esse menor veio parar ali, e por quê? Quase sempre, os pais preocupados trouxeram seu filho ali para receber um tratamento de qualidade. Assim como Jesus estava interessado em crianças, os pais cristãos se importam com seus filhos. A Bíblia menciona “a mãe lactante que acalenta os seus próprios filhos”. As Testemunhas de Jeová sentem este profundo amor por seus filhos. — 1 Tessalonicenses 2:7; Mateus 7:11; 19:13-15.

      Naturalmente, todos os pais fazem decisões que influem na segurança e na vida dos seus filhos: Usará a família gás ou óleo para aquecer a casa? Levarão os filhos numa viagem de carro de longa distância? Deveria deixar seu filho ir nadar? Tais assuntos envolvem riscos, até mesmo riscos de vida ou morte. Mas a sociedade reconhece a boa discrição parental, de modo que se concede aos pais a palavra final em quase todas as decisões que influem em seus filhos menores.

      Em 1979, o Supremo Tribunal dos EUA declarou meridianamente: “O conceito legal de família repousa sobre a suposição de que os pais possuem o que um filho menor carece, em maturidade, experiência e capacidade de julgamento exigidos para fazer as decisões difíceis da vida. . . . Simplesmente porque a decisão de um genitor [sobre um assunto de saúde] envolve riscos, não transfere automaticamente o poder de fazer tal decisão dos pais para alguma agência ou autoridade do Estado.” — Processo Parham v. J.R.

      Naquele mesmo ano, o Tribunal de Recursos de Nova Iorque acordou: “O fator mais significativo em determinar se o filho está sendo privado de adequados cuidados médicos . . . é se os pais proveram ao filho um processo adequado de tratamento médico à luz de todas as circunstâncias prevalecentes. Esta sindicância não pode ser apresentada em termos de se um pai fez uma decisão ‘certa’ ou ‘errada’, pois o estágio atual do exercício da medicina, apesar de seus amplos avanços, mui raramente permite que se tirem tais conclusões definitivas. Nem pode um tribunal assumir o papel de pai substituto. — Processo In re Hofbauer.

      Recorde-se do exemplo dos pais que decidiam entre uma cirurgia e o tratamento com antibióticos. Cada terapia apresentaria seus próprios riscos. Pais amorosos são responsáveis de pesar os riscos, os benefícios e outros fatores, e de então fazer uma decisão. Neste sentido, o Dr. Jon Samuels (Anesthesiology News, de outubro de 1989) sugeriu recapitular a obra Guides to the Judge in Medical Orders Affecting Children (Orientações Para o Juiz em Caso de Mandados Médicos Que Atinjam Crianças), que assumiu a seguinte posição:

      “O conhecimento médico não é suficientemente adiantado para habilitar um médico a predizer, com razoável certeza, se seu paciente viverá ou morrerá. . . . Se existir a opção de processos — se, por exemplo, o médico recomenda certo processo que tenha 80 por cento de possibilidades de êxito, mas que os genitores desaprovam, e os genitores não tenham objeção a certo processo que só tenha 40 por cento de possibilidades de êxito — o médico precisa seguir o processo mais arriscado, do ponto de vista médico, mas que não inclui objeções por parte dos pais.”

      Em vista dos muitos riscos letais no emprego médico do sangue que afloraram, e visto haver tratamentos eficazes alternativos, será que evitar o uso de sangue não poderia significar optar pelo menor risco?

      Naturalmente, os cristãos pesam muitos fatores, caso seu filho menor precise duma cirurgia. Toda operação, com ou sem o emprego de sangue, envolve riscos. Que cirurgião fornece garantias? Os pais talvez saibam que médicos peritos têm tido excelente êxito em realizar cirurgias sem sangue em filhos menores de Testemunhas de Jeová. Assim, mesmo que um médico ou um dirigente de hospital prefira outra coisa, em vez de mover uma batalha judicial estressante e consumidora de tempo, não seria razoável que procurassem trabalhar junto com os pais amorosos? Ou os pais podem transferir seu filho para outro hospital, em que a equipe tenha experiência em lidar com tais casos e esteja disposta a fazer isso. Com efeito, o tratamento sem sangue será, mais provavelmente, um tratamento de qualidade, pois pode ajudar a família a ‘alcançar alvos médicos e não-médicos legítimos’, conforme já observamos anteriormente.

  • O sangue que realmente salva vidas
    Como Pode o Sangue Salvar a Sua Vida?
    • O sangue que realmente salva vidas

      À base das informações precedentes, certos pontos tornam-se bem claros. Embora muitos achem que as transfusões de sangue salvem vidas, elas estão repletas de riscos. Todo ano, milhares de pessoas morrem em resultado de transfusões; um número ainda maior de outras pessoas ficam muito doentes e enfrentam conseqüências a longo prazo. Assim, mesmo do ponto de vista físico, é sábio acatar agora mesmo a ordem da Bíblia de ‘abster-se do sangue’. — Atos 15:28, 29.

      Os pacientes se protegem de muitos riscos quando solicitam um tratamento médico sem

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