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  • Direitos ou deveres — quais?
    A Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
    • Direitos ou deveres — quais?

      “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e observe teu coração os meus mandamentos, porque te serão acrescentados longura de dias e anos de vida e paz.” — Pro. 3:1, 2.

      1-3. (a) Qual é atualmente a atitude das pessoas do mundo quanto aos direitos? (b) A respeito de quem fala o apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3:1-5 e o que acontecerá a todos os que tiverem o espírito mencionado em Efésios 2:2?

      UMA grande questão na mente das pessoas do mundo, atualmente, é o estabelecimento de seus direitos. Muitos acham que têm direito de fazer o que bem entendem, sem considerar os outros. Em resultado, o mundo, especialmente a parte dele chamada “cristã”, passou a estar na situação predita na Bíblia, de que os homens seriam ‘pretensiosos, soberbos, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos e teimosos’. — 2 Tim. 3:1-4.

      2 Este é o espírito do mundo. É “o espírito que agora opera nos filhos da desobediência”. (Efé. 2:2) Sabemos que está em todo o redor de nós e que exerce pressão sobre todos. Não devemos pensar que o apóstolo Paulo, ao descrever as más condições que se acabam de mencionar, referiu-se ao mundo dos que não crêem em Deus. Não, ele disse que estes desobedientes teriam “uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder”. (2 Tim. 3:5) A Bíblia disse que estas condições surgiriam na cristandade, e isto se mostrou veraz. Todos os que tiveram este mau espírito morrerão finalmente. — Rev. 21:8.

      3 Portanto, quem seguir este modelo péssimo, está sob o desfavor de Deus, quer pertença a uma igreja, quer não, ou mesmo que se tenha retirado dos sistemas religiosos da cristandade e se tenha tornado testemunha de Jeová. Todos os que tiverem tal espírito independente, pretensioso e teimoso ou que sejam influenciados por este espírito, mesmo apenas num grau menor, estão em grande perigo.

      4, 5. Em que resultou este espírito tanto no que se refere aos jovens como aos adultos?

      4 Este espírito é refletido nas notícias que lemos, especialmente a respeito dos jovens atuais. Os distúrbios nas escolas e universidades são um exemplo disso. Os estudantes vão ao ponto de levar à escola fuzis e outras armas mortíferas. Destroem a propriedade da escola que freqüentam para obter uma educação. Lemos a respeito de distúrbios juvenis sem motivo algum. Eles entram numa cidade, destroem as lojas e viram os carros de pessoas inocentes que a atravessam — tudo por nada.

      5 Estas ações destrutivas resultam duma atitude de autodeterminação, de independência para com todas as leis e normas. Para justificarem suas ações, afirmam que usam de seus “direitos”. Tais pessoas querem mostrar que não precisam prestar contas a ninguém. Este espírito de independência rebelde apoderou-se até mesmo de adultos maduros. Milhares deles afirmam ter o direito a uma renda garantida, mas não querem trabalhar. Querem ter as coisas agradáveis da vida, mas não querem produzir nada. Originalmente, davam-se gorjetas ou propinas aos que serviam o público, pelos serviços prestados além do necessário. Mas agora se exige a gorjeta, não importa qual a qualidade do serviço prestado.

      6-8. Descreva a diferença na vida familiar e em outras atividades que resultaria de se dar atenção aos deveres em vez de aos direitos?

      6 Portanto, nesta febre pelos direitos, não se consideram os deveres. Mas, imagine quão diferentes seriam as coisas se cada um pensasse o mesmo a respeito dos deveres, como pensa a respeito dos direitos. A situação atual estaria invertida. Não se precisaria então preocupar-se com os direitos. Isto se daria porque a pessoa e os outros cuidariam de seus deveres.

      7 De fato, lutar pelos direitos realmente é divisório. Dar atenção aos deveres produz felicidade e paz. Não é difícil de imaginar quão unida estaria a família se cada membro dela pensasse nos seus deveres, os filhos para com os pais e os pais para com os filhos. Haveria confiança e consideração, em vez de suspeita e rixa.

      8 No mundo dos negócios, se os operários se dessem conta de que seu patrão tem o direito de esperar que prestem um pleno dia de trabalho e se o patrão tivesse consideração para com o bem-estar dos operários, reconhecendo seu dever de pagar um salário adequado, ambos estariam em situação melhor. E os fregueses estariam felizes, porque seriam servidos melhor. Os negócios seriam melhores e os empregos mais seguros. Mas o mundo não reconhece isso, por causa do egoísmo, por causa da ênfase que se dá ao que cada um pode obter, sem pensar nos outros. Este egoísmo está tão generalizado e tão arraigado, que o mundo não pode ser regenerado.

      O CONCEITO DO CRISTÃO

      9. Como encaram os cristãos a questão de lutar pelos direitos?

      9 Mas como encaram os cristãos a questão dos direitos e dos deveres? Eles têm o direito bem como o dever dados por Deus de adorar a Deus e cumprir suas ordens, aplicando os princípios da Bíblia na sua vida. (Mat. 4:10) Devem manter-se firmes neste direito. (Mat. 22:21) Não se trata dum direito pessoal ou criado pelo homem, mas dum direito da parte de Deus, que eles têm o dever de cumprir diante dele. (Mat. 28:18, 19) Quando persistem no exercício deste direito, Deus os apóia. Mas a Bíblia não enfatiza direitos pessoais. Ela diz muito sobre deveres. — Ecl. 12:13; Luc. 17:10.

      10-12. (a) Qual é a situação dos cristãos perante Deus quanto aos direitos e aos deveres? (b) Qual deve ser a atitude do cristão quanto à prática de certas coisas “modernas”?

      10 Qual é a situação dos verdadeiros cristãos que se afastaram de seguir o proceder deste mundo e que têm fé no sacrifício resgatador de Cristo? A Bíblia lhes diz: “Não pertenceis a vós mesmos, pois fostes comprados por um preço. Acima de tudo, glorificai a Deus no corpo de vós em conjunto.” (1 Cor. 6:19, 20) Por isso, há pouco motivo para eles falarem a Deus sobre direitos, porque ele é seu dono por meio do sangue do Filho Dele. Têm um dever. Este dever é: “Acima de tudo, glorificai a Deus.” Podemos glorificar a Deus por ser pacíficos, por estar contentes e ser pacientes mesmo quando alguém infringe nossos direitos. Glorificamos a Deus quando cumprimos os nossos deveres, não exigindo o que imaginamos ser nossos direitos pessoais e não causando pesar ou transtorno a outros por fazer valer tais “direitos”. — Pro. 11:2.

      11 Portanto, os cristãos não devem pensar que, só porque certa prática é comum no mundo, possam insistir nela como sendo seu direito diante da congregação cristã e do pensamento maduro dela. Por que deve um cristão, sendo parte da congregação, tentar introduzir na sua vida o espírito do mundo ou as coisas que o representam, tais como modas extremas no vestir, música extrema e costumes chamados modernos? Ora, por que é que deve tentar introduzir estas coisas na congregação de Deus?

      12 Alguém talvez diga: ‘Isto é ser moderno. Queremos fazer o que é moderno e manter-nos em dia com o mundo.’ Mas, pense nisso — o espírito deste mundo está deteriorando depressa, está em decadência; e podemos esperar que as coisas piorem com o passar do tempo. Cada geração do passado pensava que era “moderna” e que estava adiantada às outras, mas o que aconteceu àquelas gerações e seu modo de agir? A Bíblia diz: “Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas que não foi lavada do seu próprio excremento.” — Pro. 30:12.

      13. Em vez de termos mentalidade independente, o que devemos fazer agora e por quê?

      13 Devemos causar uma comoção na congregação ou ter mentalidade independente e retrair-nos, nem que seja um pouco, da plena cooperação com a congregação agora? Antes, ao vermos as nuvens da tempestade da “grande tribulação” ficar cada vez mais escuras e o “ambiente” deste mundo cada vez mais frio, devemos achegar-nos mais à organização cristã, unindo-nos mais e mais no calor do amor. (Pro. 18:1) Devemos ter cuidado extra com a nossa atitude e com a nossa situação perante Deus. O apóstolo Pedro expressou esta necessidade de modo bem forte, ao dizer: “Se o justo está sendo salvo com dificuldade, onde aparecerá o ímpio e o pecador?” — 1 Ped. 4:18.

      14. Por que é fútil ficar agitado por causa de algum estilo ou alguma moda seguidos por este mundo?

      14 Além disso, o que nós talvez achemos muito importante agora mesmo talvez não seja absolutamente nada na nova ordem de Deus. Sim, as coisas em prol das quais lutamos como direito (alguma moda, algum costume ou algum tipo de música) podem estar completamente fora da moda já dentro de um ano. Nós mesmos não as desejaríamos então. Portanto, por que as queremos introduzir agora na congregação? As modas e as normas do mundo desaparecem prontamente e são esquecidas. Mas a congregação de Deus dura para sempre. A Bíblia diz: “Está mudando a cena deste mundo.” (1 Cor. 7:31) Está mudando agora de mal a pior, mas será substituída completamente. (1 João 2:17) Vai ficar completamente fora de moda. Onde estarão então as modas “avançadas”, o cabelo comprido e a roupa desleixada, Onde estarão as coisas em que talvez insistamos agora como nosso direito?

      ANALISEMOS NOSSA MOTIVAÇÃO

      15. Por que é proveitoso para nós darmos atenção ao conselho dos responsáveis da congregação?

      15 Jeová ama todos os que se dirigem a ele em fé. Deseja serviço e obediência do coração. (Rom. 6:17) Portanto, a congregação cristã tem por objetivo tornar claro qual é a vontade de Jeová e ajudar todos os membros da congregação a compreender o motivo — de ajudar a todos a conhecer Jeová mais plenamente. Por isso, é muito proveitoso que prestemos atenção ao conselho dos responsáveis na congregação sobre problemas que surgem. — Veja Êxodo 18:15, 16.

      16-18. Como poderá alguém analisar a sua própria atitude e motivação relacionadas com fazer algo que possa parecer um direito?

      16 Se tiver dificuldades com alguma questão que envolve seus direitos, é bom que analise exatamente quais os seus pensamentos e motivos e como se harmonizam com o modo de pensar de Deus. Para ilustrarmos isso com um exemplo, escolheremos a questão de um homem ou rapaz usar cabelo comprido e mal penteado. Talvez goste deste estilo e use seu cabelo assim, e um dos irmãos tenha sugerido que seria apropriado cortar o cabelo e usá-lo mais arrumado.

      17 Poderia perguntar: ‘Uso este estilo porque melhora a minha aparência ou é por causa daqueles com quem me associo? Associam-se estes com a congregação ou são do mundo de fora? Se houver outros na congregação que usam este estilo, será que são os maduros, os anciãos ou os servos ministeriais, os que são zelosos no seu ministério?’ Ao pensar nisso, lembre-se da admoestação do apóstolo: “Lembrai-vos dos que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé.” — Heb. 13:7.

      18 Daí, pergunte: ‘Com quem me classifica o estilo que uso aos olhos das pessoas em geral? Será que alguém dos que visito me identificaria como ministro das testemunhas de Jeová?’ Por que deve sentir-se esquisito entre os companheiros de fora, se não usar cabelo comprido? Teme o que possam dizer? Acha que eles esperam que, como testemunha de Jeová, se vista como eles? Ou acha que o respeitariam mais, como ministro, se se vestisse como eles?

      19, 20. Que exemplo é sábio seguir quando os irmãos da congregação recomendam que façamos alguma mudança num estilo ou numa prática que adotamos?

      19 Se os irmãos responsáveis da congregação lhe recomendam mudar de estilo ou se outros acham que não convém a um ministro, está disposto a mudar? Talvez pense que eles se enganem ou que sejam antiquados, e que não precisa mudar só porque outros na congregação ficam perturbados. Neste caso, aceitaria o modelo fornecido pelo próprio Cristo?

      20 O apóstolo Paulo disse a respeito de Jesus: “Pois até mesmo Cristo não agradou a si mesmo; mas, assim como está escrito: ‘Os vitupérios daqueles que te vituperaram caíram sobre mim.’” (Rom. 15:3) Cristo não exigiu os seus direitos. Teria sido muito mais conveniente para ele adotar um proceder diverso. Mas, neste caso, de que ajuda teria sido para nós? — Mat. 26:53, 54; 2 Cor. 5:14, 15.

      21. Como mostra o apóstolo Paulo que não é uma atitude cristã quando um membro da congregação insiste em alguma prática que faz outros tropeçar?

      21 Que diria se alguém lhe pedisse que parasse de comer carne, porque outros na congregação tropeçam por causa disso? O quê? Renunciar a um direito tão fundamental assim? No entanto, o apóstolo Paulo seguiu o exemplo de Cristo ao escrever: “Assim, pois, empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para edificação mútua. Parai de demolir a obra de Deus só por causa do alimento. . . . É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça teu irmão tropeçar.” Paulo disse então a alguém cuja consciência não o incomodava ao comer carne, mas que se absteria dela por causa do bem-estar da congregação: “A fé que tens, tem-na de acordo contigo mesmo à vista de Deus.” — Rom. 14:19-22; veja 1 Coríntios 8:12, 13.

      22. Ofereça outros motivos pelos quais devemos mudar de prática ou de moda, quando nossos irmãos acham que estas dão má reputação às boas novas do Reino.

      22 Por isso, é melhor ceder e ter a satisfação de saber no seu íntimo que está agradando a Deus, embora não concorde plenamente com as opiniões de outros, e mesmo que ache que está agora agindo direito. Afinal, quem vê mais o estilo que usa e que lhe agrada? Quem sabe como realmente combina com sua pessoa e pode comparar sua aparência com a dos outros? Não pode ver a si mesmo, pode? Não, são os outros que o vêem de todos os ângulos. Quando os seus irmãos acham que sua aparência dá uma impressão errada às pessoas ou deturpa a mensagem que leva, ou lhe dá má reputação, então, por que não mudar e ser feliz?

      NÃO AS MODAS, MAS A SEPARAÇÃO DAS PRÁTICAS DO MUNDO

      23. Qual era a situação em Israel no caso dum homem que preferisse andar barbeado do que deixar crescer a barba?

      23 Podemos encarar a questão de estilo ou de modas de vestir ainda de outro ponto de vista. Suponhamos que vivesse, como homem, nos tempos dos israelitas, debaixo da Lei, e que não gostasse de ter barba. Talvez gostasse do modo como os egípcios se pareciam, barbeados. O que faria? Usaria de seu direito pessoal de se barbear? Não, porque não teria tal direito. Teria de usar barba, porque a Lei ordenava a todos os varões: “Não deveis cortar curto as vossas madeixas laterais ao redor, e não deves destruir a extremidade de tua barba.” — Lev. 19:27; 21:5.

      24. Qual era o motivo da lei que exigia que os israelitas usassem barba?

      24 Deu-se esta Lei por causa da moda? Não. Destinava-se a impedir que os israelitas imitassem a prática de algumas das nações pagãs em sua volta. No entanto, os israelitas deviam manter sua barba aparada, esmerada e bem cuidada. A barba não cuidada ou a cortada indicava pesar e lamento por causa duma calamidade. (2 Sam. 19:24-28; Isa. 7:20) Também se cortava periodicamente o cabelo, a menos que se estivesse sob o voto de nazireu. Na profecia de Ezequiel, os sacerdotes são ordenados a aparar o cabelo e a não o usar solto. — Eze. 44:15, 20.

      25, 26. Como nos apresenta a Palavra de Deus o conceito dele sobre o decoro no estilo da roupa?

      25 Também, Deus reconheceu que o estilo da roupa pode classificar alguém erroneamente, ao ordenar que “não se deve pôr vestimenta de varão vigoroso em mulher, nem deve o varão vigoroso usar capa de mulher; porque todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová, teu Deus”. (Deu. 22:5) Por quê? Porque serviria de induzimento à imoralidade.

      26 Portanto, embora haja alguns tipos de roupa que são similares, tais como as calças compridas de senhoras e as calças de homens, contudo, usualmente há uma distinção nítida no estilo ou no tecido. Mas, quando se usa roupa de modo que ele ou ela praticamente não podem ser distinguidos do sexo oposto, isto é mau aos olhos de Jeová. O mesmo se dá com roupa tão apertada ou escassa, que contribui para a imoralidade e classifica a pessoa com os que têm reputação de entregar-se a práticas detestáveis. Portanto, se sente vontade de insistir em certo estilo de cabelo ou de roupa, ou em certa prática, pergunte-se: ‘Faço isso para imitar pessoas do mundo?’

      “A PRÓPRIA NATUREZA” NOS ENSINA

      27, 28. (a) Que boa orientação nos fornece o apóstolo Paulo quanto ao que é correto para o cristão no que se refere às modas? (b) O que dizem certos eruditos bíblicos sobre a palavra “natureza”?

      27 Não há regras específicas na Bíblia, por exemplo, sobre quão comprido deve ser o cabelo ou a saia. Mas o apóstolo inspirado apresenta uma boa orientação que habilita o cristão sincero e dedicado, bem como a congregação, a saber quando um estilo ou um costume é apropriado e próprio. Ele diz: “Não ensina a própria natureza que, se um homem tiver cabelo comprido, é uma desonra para ele; mas, se a mulher tiver cabelo comprido, é uma glória para ela? Porque o cabelo dela foi-lhe dado em lugar de mantilha.” — 1 Cor. 11:14, 15.

      28 O erudito bíblico Albert Barnes observa a respeito destas palavras do apóstolo:

      “A palavra natureza . . . denota evidentemente aquele senso de decoro que todos os homens têm e que se expressa em qualquer costume prevalecente ou universal. . . . É o que exige o senso natural de propriedade entre os homens. . . . A palavra, neste lugar, portanto, não significa a constituição dos sexos . . . nem o simples uso ou costume, . . . mas refere-se a um profundo senso íntimo do que é próprio e direito.”

      E o erudito grego Dr. A. T. Robertson diz:

      “Significa aqui o senso nato de decoro (cf. Rom. 2:14), além de mero costume, mas que se baseia na diferença objetiva na constituição das coisas.”

      29. (a) Por que não precisa o cristão de regras quanto a que fazer e que não fazer? (b) Quando alguém, em certo caso, não souber isso, o que deverá fazer?

      29 Portanto, não é uma questão de se nos ter de dizer exatamente o que fazer e o que não fazer, como que por meio de regras. Se formos cristãos e nosso coração amar o que é direito, saberemos por natureza, especialmente por nossa consciência treinada, quando algo aumenta ou então diminui a glória das boas novas que pregamos. Sabemos se edificamos ou se derrubamos a reputação ou a imagem da congregação aos olhos dos outros. Mas, quando alguém não souber, então deverá deixar-se dirigir pela boa consciência da congregação cristã. Que aceite o bom conselho e confie no bom critério dos irmãos responsáveis. — Pro. 12:15.

      30. (a) Que obrigação têm todos os que estão em cargos de responsabilidade na congregação? (b) Qual é um dos princípios orientadores que nos manterá a salvo? (c) Por que nos devemos preocupar mais com deveres do que com direitos?

      30 Os verdadeiros cristãos amam-se mutuamente e os em cargos de responsabilidade têm a obrigação de fazer apenas o que é melhor para seus irmãos, quer por meio do exemplo que dão, quer pelo conselho que dão. E as ações de todos nós devem sempre ser guiadas pelo princípio: ‘Adorno eu o ensino de nosso Salvador, Deus, em todas as coisas?’ Se cuidarmos de nossos deveres, trabalhando de toda a alma como para Jeová e não para homens, Jeová nos recompensará com bênçãos muito maiores do que quaisquer “direitos” que possamos fazer valer para nós mesmos, junto com anos de vida e paz. — Tito 2:10; Col. 3:23, 24; Pro. 3:1, 2.

  • Livres — mas obedientes
    A Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
    • Livres — mas obedientes

      “Sede como livres, contudo, mantende a vossa liberdade, não como disfarce para a maldade moral, mas como escravos de Deus. Honrai a homens de toda sorte, tende amor à associação inteira dos irmãos, tende temor de Deus.” — 1 Ped. 2:16, 17.

      1. Que liberdade possuíam Paulo e seus condiscípulos, conforme ele mostrou?

      “CRISTO nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” Assim escreveu o Apóstolo Paulo depois de descrever a liberdade dos filhos de Deus, que são também filhos da organização celestial livre Dele, “a Jerusalém de cima”, sua “mãe”. Esta organização “mãe”, que tem a liberdade da relação perfeita com Deus, não obstante, é representada como sendo a ‘mulher’ de Jeová Deus. De modo que, como tal, sua liberdade é relativa. Ela está sujeita à chefia de seu grande Marido celestial. E Paulo e seus co-seguidores de Cristo, como filhos, também tinham liberdade relativa, pois estavam sujeitos ao seu “Pai” e à sua “mãe” celestiais. Como filhos, estavam obrigados a ser obedientes à ‘disciplina de seu pai e à lei de sua mãe’. — Gál. 5:1; 4:26; Pro. 1:8.

      2. Por que está livre o povo de Deus, contudo, por que não é absoluta a sua liberdade?

      2 Os do povo de Deus estão hoje livres porque ‘conhecem a verdade e a verdade os libertou’. (João 8:32) Sua liberdade, porém, é para o bem, não para o mal. Podem praticar plenamente os frutos do espírito pois, “contra tais coisas não há lei”. (Gál. 5:23) Estes frutos são tudo o que se precisa para ter completa felicidade; fazer o mal só causa novamente escravidão ao pecado e à morte. A fim de continuarem a praticar o que é bom e proveitoso, têm de ser obedientes Àquele que os libertou, Jesus Cristo.

      SUJEIÇÃO QUE PRODUZ O BEM

      3. Que sujeição, exigindo obediência, estabeleceu Deus na congregação cristã?

      3 Deus proveu também na terra um arranjo ao qual sujeitou seu povo. Trata-se da organização congregacional. Estabeleceu nela certos homens para pastorear e guiar seu “rebanho” congregacional. Homens são encarregados de ajudar a congregação a cumprir a tarefa que se lhes confiou, a saber, a pregação das boas novas do Reino. Estes homens cuidam também do bem-estar individual dos membros da congregação, ajudando-os a aplicar os princípios da Bíblia na sua vida. O cristão deve ser obediente também a estes homens, sendo que o apóstolo ordena: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sede submissos, pois vigiam sobre as vossas almas como quem há de prestar contas; para que façam isso com alegria e não com suspiros, porque isso vos seria prejudicial.” — Heb. 13:17.

      4. Sob que outras leis de obediência colocou Deus o cristão e impedem elas o ministério cristão?

      4 Além disso, ordena-se aos cristãos a estar ‘sujeitos às autoridades superiores’, aos governantes deste mundo. Devem ser obedientes às leis que não entram em conflito com as leis de Deus. (Rom. 13:1; veja Atos 4:19; 5:29.) Os escravos cristãos devem estar sujeitos aos seus amos, princípio que se aplica hoje aos empregados, que devem exibir “plenamente uma boa fidelidade”. (Tito 2:9, 10) Os filhos devem ser obedientes aos pais. (Efé. 6:1-3) Todas estas ordens não restringem os cristãos quanto a fazer o bem e cumprir com seu ministério cristão, mas, antes, glorificam a Deus e promovem os interesses do Reino por meio da obediência a estas leis.

      5. De que modo estão os cristãos sujeitos a todos os seus irmãos?

      5 Agora, além destas diversas autoridades às quais o cristão precisa estar sujeito, sujeição que resulta no seu próprio bem e em maior liberdade e felicidade para ele, o apóstolo vai ainda mais longe, exortando: “Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros.” (Rom. 12:10) De certo modo, então, todos os cristãos estão sujeitos a todos os seus irmãos, pois precisam servir os interesses de seus irmãos antes de os seus próprios. — Mar. 10:44; 1 Ped. 5:5.

      A OBEDIÊNCIA É UM SINAL DISTINTIVO

      6. O que assinala notavelmente a diferença entre o verdadeiro cristão e a pessoa mundana hoje em dia?

      6 Em que situação coloca isso o cristão em comparação com os que têm a atitude do mundo em geral? Seu proceder é de obediência, ao passo que o deles é de desobediência. Este é o ponto principal que assinala a diferença. Portanto, quão seriamente devemos encarar esta questão da obediência!

      7. Como poderemos talvez ficar tentados a adotar alguma “causa” mundana, mas de que nos devemos lembrar?

      7 Contudo, talvez sejamos às vezes tentados a agir de modo diferente. Vemos em volta de nós a desobediência a toda forma de autoridade. Ouvimos esta espécie de conversa. Vemos injustiças e talvez comecemos a achar que estes desobedientes têm justificativas. Talvez comecemos a adotar sua “causa” e até mesmo a pensar que vejamos motivos para pugnar esta causa na congregação cristã. Talvez os jovens e outros no mundo achem que têm motivos para se rebelar contra as condições do mundo. É verdade que há injustiças. Que os do mundo façam o que bem entendem. Mas nem os jovens entre nós, nem quaisquer outros do povo de Deus devem travar as batalhas do mundo. E certamente não têm motivos para se rebelar ou para ser desobedientes, mesmo no mínimo, ao arranjo de Deus.

      8. O que diria a respeito da desobediência às palavras de Moisés, em vista da cena no monte Sinai?

      8 Considere a situação do povo de Deus agora, conforme descrita nas Escrituras. Paulo compara a situação de Israel, sob Moisés, com a da congregação cristã, dizendo: “Pois, não vos chegastes ao que pode ser apalpado e que tenha sido incendiado com fogo, e a uma nuvem escura, e a densa escuridão, e a uma tempestade, e ao clangor de trombeta, e à voz de palavras, sendo que, ao ouvi-la, imploraram que não se lhes acrescentasse nenhuma palavra. Pois o mandado não lhes era suportável: ‘E, se algum animal tocar no monte, terá de ser apedrejado.’ Também, tão terrível era o espetáculo, que Moisés disse: ‘Estou atemorizado e tremendo.’” (Heb. 12:18-21) Mesmo assim, alguns pensavam que tinham justificativa em ser desobedientes a Moisés. Ter-se-ia juntado a tais homens e mulheres, se tivesse estado presente àquele espetáculo temível no monte Sinai?

      9, 10. Por que é muito mais sério quando o cristão é desobediente?

      9 Paulo prossegue, descrevendo uma cena ainda mais imponente: “Mas, vós vos chegastes a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial, e a miríades de anjos, em assembléia geral, e à congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados, e a Jesus, o mediador dum novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel.” — Heb. 12:22-24.

      10 Paulo admoesta então: “Cuidai de que não vos escuseis daquele que está falando. Porque, se não escaparam aqueles que se escusaram daquele que dava aviso divino na terra, muito menos ainda nós, se nos desviarmos daquele que fala desde os céus.” “Continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e com espanto reverente.” — Heb. 12:25, 28.

      COMO ACEITA O CONSELHO?

      11, 12. De que maneira poderíamos mostrar desconsideração ou desrespeito para com o conselho que nos é dado por um irmão responsável, mas por que agiríamos então contra os nossos melhores interesses?

      11 Cremos que seja mesmo assim, que os cristãos têm tal atitude de espanto reverente? Então, com que atitude devemos escutar a admoestação espiritual que recebemos constantemente? E como devemos reagir, quando surge uma situação em que alguém de autoridade, um irmão, dá conselho? Devemos considerar isso como insulto ou afronta, pensando: ‘Que direito tem ele de me falar assim?’ ou: ‘Tenho o direito de fazer (ou de não fazer) isso; ele não tem nenhuma autoridade para me obrigar’?

      12 Por que estaria errada tal atitude? E por que seria igualmente errado apenas dar-se as aparências de escutar porque sabemos que devemos respeitar aquele que fala conosco, e até mesmo concordar verbalmente, mas na realidade deixar o conselho ‘entrar por um ouvido e sair pelo outro’? Porque, embora haja algumas coisas que a congregação não pode ordenar, trata-se de coisas que envolvem o bem-estar da congregação inteira, inclusive a sua pessoa, porque o seu próprio bem-estar está ligado com a congregação, se quiser que se lhe acrescentem anos de vida e paz.

      13. O que diz na realidade aquele que desconsidera o conselho que lhe é dado, e que instrução bíblica devia considerar seriamente?

      13 Realmente, o que estaria alguém fazendo se exibisse a atitude que acabamos de descrever? Estaria na realidade dizendo que Deus não dirige a sua congregação, que Ele não nos ensina de modo correto por intermédio de sua organização. Demonstraria falta de fé. Será que alguém de nós quer mesmo dizer isso? Deveria seriamente considerar as palavras do apóstolo em Hebreus 3:16-19; 4:11-13; 12:1.

      NEM TODAS AS LIBERDADES SÃO DIREITOS

      14. (a) Que princípio nos habilitará a saber quais as coisas que temos a liberdade física de fazer, mas que não temos o direito de fazer? (b) Se não fizermos caso do conselho da congregação quanto às associações, o que teremos de enfrentar?

      14 Consideremos a situação em que a congregação não pode nos ordenar fazer ou não fazer alguma coisa. Há coisas que temos a liberdade de fazer, no sentido de que não é provável que alguém nos impeça. Por exemplo, temos a liberdade física de nos associar com quem quisermos, mas não temos o direito, como cristãos, de nos associar com o mundo. As más associações não são vantajosas para a própria pessoa, nem para os irmãos na congregação, nem são edificantes. Naturalmente, a congregação não pode executar na pessoa as conseqüências da violação do princípio de que “más associações estragam hábitos úteis”, mas, não obstante, ela colherá os resultados prejudiciais, porque Deus pode fazer e fará vigorar todas as suas leis. “De Deus não se mofa.” — 1 Cor. 15:33; Gál. 6:7.

      15. Se acompanharmos as modas “extremas”, com quem nos estaremos associando?

      15 Se quisermos seguir ou imitar as manias do mundo, as modas “extremas” e sua maneira de fazer as coisas, podemos fazer isso, mas será que é edificante? Com quem nos associamos? Principalmente com os do mundo das diversões ou artístico. Talvez nos pareça que eles estejam na maioria e que sua voz represente a maioria, porque são os que se vê na TV e nos filmes. Mas, quem está entre os primeiros a propagar a corrução? Novamente, os do mundo das diversões. Apresentam no palco e na tela a nudez, as relações sexuais, a perversão, e procuram fazer os filmes cada vez mais chocantes, horripilantes e revoltantes. Certo cinema anunciou que cada um dos freqüentadores receberia um “saquinho para indisposições”, para o caso de ter de vomitar durante o filme.

      16. Quando alguém começa a imitar pessoas mundanas que pergunta poderia fazer a respeito de si mesmo?

      16 Ora, quando alguém começa a imitar os da turma das diversões ou os que amam as coisas que eles retratam, até que ponto está indo? Vai tirar a roupa quando eles o fazem? Vai fazer aquilo a que se convidou os espectadores num teatro de Nova Iorque, a saber, subir ao palco e participar da ação? Poucos desejarão fazer isso. Mas, quando alguém acompanha parcialmente o modelo dado por tais pessoas, em que ponto parará? E o cristão que introduzir o mínimo vestígio que seja da atitude deles na sua própria vida, contamina-a. Portanto, ele não tem direito de introduzir tais coisas na congregação, mas antes, tem o DEVER de mantê-las fora.

      17. Como se pode saber se certa prática é boa ou não?

      17 O apóstolo nos diz o que determina se devemos seguir ou não certa prática. Ele diz: “Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” Cada um pode analisar as suas ações. Se estas realmente ajudarem os outros de modo espiritual, está procedendo bem. — 1 Cor. 10:24.

      AJUDE A CONGREGAÇÃO NA SUA LUTA

      18. Que questão muito séria surge neste tempo e como estamos nós envolvidos nesta questão?

      18 Neste tempo, quando cada aspecto e cada instituição do sistema de coisas deste mundo estão contaminados, corrompidos e decadentes, a questão é: Será também a congregação de Deus infiltrada e corrompida? Manter-se-á limpa como a única organização no mundo a glorificar o nome de Deus e seus princípios justos? Esta é uma pergunta muito séria. Está relacionada diretamente com a grande questão da soberania de Deus. Não pense nem por um instante que o Diabo não esteja travando a guerra mais ferrenha possível contra a congregação. E não pense que não esteja envolvido na luta, pois ele luta para contaminar a VOCÊ, cristão individual. — Rev. 12:17.

      19. Que meios proveu Jeová para manter a congregação limpa e o que exige isso da nossa parte?

      19 A congregação de Deus ficará de pé, conforme a Bíblia predisse. (2 Tim. 2:19) Deus colocou homens em cargos de responsabilidade para cuidar de que seja mantida limpa e para que os membros individuais da congregação sejam protegidos com a ajuda destes homens espirituais. Portanto, quando estes homens dão conselhos, agem para repreender um membro pecador ou até mesmo expulsam da congregação alguém rebelde, todos nós devemos cooperar. Devemos alegrar-nos de que Deus estabeleceu tal arranjo protetor.

      20. Como nos poderá ajudar o conselho de Colossenses 3:2 a cooperar plenamente com a congregação?

      20 Podemos cooperar com a congregação por ‘manter a mente fixa nas coisas de cima, não nas coisas sobre a terra’. As “coisas sobre a terra” amiúde são as que nos agradam. No começo, talvez tenhamos dificuldades em compreender a diferença entre a liberdade que se nos concede para fazer estas coisas e o direito que temos de fazê-las. Mas, se estudarmos, meditarmos e nos concentrarmos nas “coisas de cima”, nas coisas de Deus, poderemos ver claramente qual deve ser a nossa atitude. — Col. 3:2.

      21. Como podemos mostrar lealdade à congregação quando um irmão é corrigido ou repreendido pelos que ocupam cargos de responsabilidade?

      21 Daí, podemos também mostrar lealdade para com a congregação por apoiar sua luta de se manter limpa e por ajudar com conselho ou disciplina aos que erram. Em vez de fazer um irmão sentir que a correção que ele recebeu estava errada, podemos falar com ele bondosamente mostrando-lhe em que sentido seu proceder foi imprudente, repreendendo-o e ajudando-o a ver como poderá endireitar sua vereda e ser mais feliz. Podemos ajudar os anciãos na congregação nos seus esforços de ‘reajustá-lo’. (Gál. 6:1, NM ed. rev. ingl. 1971) Podemos evitar fazê-lo sentir-se justificado. Se falarmos contra a ação correta, estaremos agindo contra os seus interesses. Conforme dizem as Escrituras, estaremos ‘odiando nosso irmão no coração’. — Lev. 19:17.

      O PERIGO DE SERMOS POSTOS SOB A AUTORIDADE ERRADA

      22, 23. Explique as palavras do apóstolo em 1 Coríntios 6:12, 13.

      22 Há ainda outra maneira de encarar a questão de até onde vai nossa liberdade como cristãos e em que ponto a obediência a Deus intervém para limitá-la. Considere as palavras do apóstolo: “Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas as coisas são vantajosas. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei pôr sob autoridade por coisa alguma.” O apóstolo menciona como exemplo comer alimento. Nada poderia ser mais claro como direito. Mas, Paulo salienta que, se comer certos alimentos levantar uma questão com outros na congregação, o cristão deverá estar disposto a ceder. Diante dos interesses do Reino e comparado com os interesses de nossos irmãos, isso realmente não é nada. Paulo diz: “Os alimentos são para o ventre, e o ventre para os alimentos; mas Deus reduzirá a nada tanto um como os outros.” — 1 Cor. 6:12, 13; 10:23.

      23 Os alimentos são destruídos quando são ingeridos. Não duram. Também, aquele que se entrega apenas a satisfazer seu apetite ou desejo carnal será destruído por Deus no tempo devido. Portanto, o que faz realmente o cristão que insiste em certo proceder, apesar dos sentimentos da congregação ou em face do conselho contrário da Bíblia? Ele está sendo posto sob a autoridade errada pela sua atitude, sua determinação ou sua insistência em fazer certas coisas que egoistamente deseja fazer. Age em desobediência para com Deus. Portanto, a quem presta obediência e serviço? Ao adversário de Deus. Na realidade, escraviza-se a um proceder que não é bom, e sua atitude o levará a dificuldades sérias na sua vida, se continuar assim.

      24. A quem se aplicam as palavras de Paulo sobre os tempos críticos nos “últimos dias” e como nos deve preocupar isso seriamente?

      24 Foi por isso que Paulo escreveu a Timóteo, superintendente em Éfeso, advertindo-o de que “nos últimos dias” os homens ficariam “teimosos”, “amantes de si mesmos”, “pretensiosos” e “não dispostos a acordos”. Tais coisas, advertiu Paulo a Timóteo, se manifestariam em grande escala entre os professos cristãos da cristandade. Mas não se deve permitir que essas condições sejam introduzidas na própria verdadeira congregação cristã. Portanto, quando alguém na congregação é teimoso, ele está numa situação pior do que os teimosos do mundo, porque o apóstolo Pedro diz que ‘o julgamento principia com a casa de Deus’. Tal pessoa é mais responsável perante Deus do que alguém de fora da congregação. Está numa situação muito perigosa. — 2 Tim. 3:1-5; 1 Ped. 4:17.

      ACAUTELE-SE CONTRA ESTAR A FAVOR DUMA “MUDANÇA”

      25. Por que não devem os cristãos juntar-se aos que procuram mudar o mundo para melhor?

      25 Todos estão em perigo, especialmente os jovens, porque existe em toda a parte a agitação a favor duma “mudança”. Muitos dos que procuram mudanças sem dúvida são sinceros, vendo a corrução e a injustiça e desejando algo melhor, mas sem saber o que seja. Mas os informados sobre o reino de Deus e que se associam com a congregação de Deus conhecem a sua estrutura teocrática; sabem que está em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. Devem dar-se conta de que o mundo está inteiramente permeado pelo egoísmo que está diametralmente oposto aos princípios justos, e que não pode ser mudado para melhor. Não há motivo para tentar fazer isso. E devem também saber que não devem procurar mudar a congregação de Deus segundo os seus próprios conceitos particulares ou segundo os conceitos dos que promovem as mudanças no mundo. Isto introduziria o espírito do mundo na congregação, que deve continuar a não fazer parte deste mundo.

      26. Como advertem as Escrituras contra o perigo para os que querem causar mudanças na congregação, segundo as suas próprias idéias ou as do mundo?

      26 Qual é o resultado do proceder perigoso de se exigir uma mudança, pensando-se que a congregação de Deus é “arcaica” ou pelo menos que não se conforma suficientemente com os modos e as idéias modernos? Esta atitude talvez se manifeste na tentativa de estabelecer certos “direitos” pessoais na congregação. Note o que o sábio disse ao seu filho, no livro de Provérbios: “Filho meu, teme a Jeová e ao rei. Não te metas com os que estão a favor duma mudança. Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?” — Pro. 24:21, 22.

      27. Qual será o resultado para os que usam a liberdade que Deus lhes concede, ao mesmo tempo reconhecendo o requisito da plena obediência?

      27 Jeová ama os que são obedientes ele. Ama aquele que lê sua Palavra, medita sobre ela e aplica seu bom conselho a si próprio, não importa quão diretamente o conselho o possa atingir. Quanta liberdade Jeová não concede aos que lhe são obedientes! Ele mudará a aparência desta terra por eliminar seus poluidores. Com o tempo, toda a humanidade será levada à “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Restabelecer-se-á a relação entre o pai amoroso e os filhos obedientes. Jeová, por meio de seu amor incomparável pelos seus filhos obedientes, poderá derramar inesgotáveis riquezas espirituais e materiais sobre eles, por toda a eternidade! — Rom. 8:21; Rev. 11:18.

  • Inquilinos desejáveis
    A Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
    • Inquilinos desejáveis

      ● Em 24 de novembro de 1971, uma senhora telefonou para a filial da Sociedade Torre de Vigia em Wiesbaden, na Alemanha, dizendo que ela havia comprado um prédio de apartamentos em Berlim e queria alugá-lo a testemunhas de Jeová. Perguntada por que queria ter testemunhas de Jeová por inquilinos, ela respondeu que uma amiga sua, no sul da Alemanha, alugava apartamentos para elas e lhe recomendou que fizesse o mesmo. Ela comentou também quão difícil era conseguir inquilinos fidedignos. Tendo ficado impressionada com a conduta das testemunhas de Jeová, ela observou: “Sei que são pessoas que temem a Deus, que estão prontas para ajudar e são diligentes, e eu ficaria muito feliz se me ajudassem a executar meu plano.”

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