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A praga da pornografia — a ameaça é real!Despertai! — 1986 | 22 de dezembro
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a muitos, empenhados nas atividades policiais, de que “a pornografia ajuda a criar um clima moral e social que propende para o abuso e a exploração sexuais”. Alguns dos exemplos fornecidos foram:
● “William Marshall, ao estudar os estupradores canadenses presos, informa que ‘várias formas de fantasias pornográficas podem levar ao crime’. Dez dentre 18 estupradores confessaram que a pornografia influenciou-os a obrigar mulheres a ter relações sexuais.”
● “De acordo com . . . [o] fundador da liga ‘Cidadãos a Favor da Decência por meio da Lei’, com sede em Phoenix [Arizona, EUA], ‘os esquadrões policiais de combate aos vícios informam que 77 por cento dos que cometem abusos contra meninos, e 87 por cento dos que cometem abusos contra meninas, admitiram tentar imitar o modelo de comportamento sexual traçado pela pornografia.’”
● “O Departamento de Polícia de Los Angeles indica que, nos mais de 40 casos de abuso sexual de menores que investigou . . . acharam-se fotos pornográficas em cada caso.”
● “Usa-se a pornografia de adultos e de menores . . . para seduzir menores a fazer sexo. Em certo caso, uma menina 6 anos testemunhou que o pai dela utilizou a pornografia para engodá-la.”
Ademais, segundo The New York Times, de 14 de maio de 1986, a comissão sobre pornografia, constituída pelo Ministério da Justiça dos Estados Unidos, concluiu, à base de seu estudo de um ano, “que a exposição substancial a matérias desse tipo tem alguma relação causal com o nível de violência sexual, de coação sexual, ou de agressão sexual indesejada na população assim exposta”.
Na verdade, há aqueles que discordam dessa conclusão, mas até mesmo eles reconhecem a necessidade de se controlar a violência desnecessária e o envolvimento de menores na pornografia, com efeito admitindo, mais uma vez, que a pornografia deveras influi em seus consumidores. Deveria ser óbvio que existe uma ligação entre o que a pessoa vê e lê, e o que a pessoa pensa e faz.
Apesar dos argumentos argutos contra a idéia de haver vínculos, uma coisa é clara: Os pornógrafos sabem exatamente por que produzem itens libidinosos e os consumidores sabem exatamente por que os compram. Seu objetivo é admitido pelos pornógrafos — a excitação sexual. O que vem depois, seja a masturbação, seja algo pior, não pode ser atribuído insensivelmente como sendo da responsabilidade total do consumidor. O produto, pelo seu próprio esquema, constitui um abuso contra o consumidor. Ele e seus fornecedores são tão repreensíveis quanto qualquer tóxico e seus puxadores.
‘Que Dizer de Nossos Direitos?’
Ainda assim, há aqueles que advertem a respeito de se privar as pessoas de seu direito de possuir, de ler e de ver seja lá o que desejarem, na privacidade de seu próprio lar, bem como sobre os direitos de se publicar e distribuir tal matéria. Teme-se o abuso da censura.
Estas são preocupações geralmente válidas. Mas, mesmo que haja algo como a liberdade de palavra, não se pode dizer nem publicar injúrias contra outras pessoas, nem erguer um falso clamor público que pusesse em perigo a segurança e a vida de outros. Nenhum governo humano garante a liberdade absoluta. É preciso levar em conta os direitos e as liberdades dos outros.
Aqueles que perguntam: “Que mal há em uma pessoa ver pornografia em particular, se ela não a imitar para prejudicar a outros?”, despercebem importante faceta dos direitos humanos. Visto que a pornografia está sendo utilizada para seduzir os bem jovens a envolver-se em incesto e em outras formas de abusos sexuais de menores, e visto que tanto os adultos como as criancinhas apresentados em fotos e em filmes são muitas vezes forçados a participar na produção de pornografia, como pode alguém negar que eles estão sendo prejudicados?
Ademais, que dizer da violência perpetrada quando os utilizados na pornografia são amarrados, torturados, mutilados e submetidos a sexo doloroso e desnatural? E o que dizer de algumas crianças serem entregues a bandos exploradores do sexo com menores, para seu lucrativo tráfico internacional? “Isso é repugnante!”, diz o leitor. Mas, que dizer dos direitos delas? Será esse o preço que precisa ser pago para que outras pessoas tenham o direito de “usufruir” a pornografia? Será isso ‘fazer aos outros o que gostaria que lhe fizesse’? — Mateus 7:12.
Ainda assim, muitos afirmam que a censura não é a solução. Por um lado, para processar os pornógrafos é preciso poder identificar o que é e o que não é pornografia. Todavia, nem mesmo os tribunais têm tido êxito em fazer isso.
O que se torna claro é que o leitor e sua família estão ameaçados por esta praga da pornografia. A polícia, os grupos de combate à pornografia, os inspetores alfandegários, e os censores parecem todos incapazes de controlar ou de eliminar tal epidemia. Existe qualquer meio de as pessoas preocupadas protegerem seus entes queridos?
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A praga da pornografia — oponha-se a ela!Despertai! — 1986 | 22 de dezembro
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A praga da pornografia — oponha-se a ela!
GANANCIOSOS amantes do dinheiro, e aqueles que ‘foram após a carne para uso desnatural’, inundaram o mundo com matéria altamente contagiosa nos filmes, nos vídeos, nas peças teatrais, nos livros, nas revistas e na música — uma praga da pornografia. (Judas 7) Assim, a Comissão sobre Pornografia, do Procurador-Geral dos EUA, ao visitar apenas 16 lojas, conseguiu catalogar “2.325 títulos distintos de revistas, 725 livros, e 2.370 títulos de filmes” de matéria pornográfica.
Pouco ligando para os danos que causam à vida de outros, estes “pornocratas” insensivelmente
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