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A inflação aperta o cercoDespertai! — 1980 | 8 de julho
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resultantes de anos de excessivos déficits governamentais, financiados pela criação de dinheiro e crédito, o moderno equivalente de . . . operar as máquinas impressoras.”
Exemplo desta fonte inflacionária é a dívida interna dos EUA. O governo, nos últimos 18 anos, apresentou déficits em 17 deles. Ao passo que foram precisos 167 anos para que a dívida atingisse os primeiros US$ 100 bilhões, ela agora aumenta nesse total a cada ano! Espera-se que o total ultrapasse em breve um bilhão de dólares. E os juros desta dívida são de cerca de US$ 60 bilhões por ano agora, o terceiro dentre os maiores gastos governamentais. Tudo isto significa mais dinheiro à procura de bens e serviços, empurrando os preços para o alto, como que num leilão.
O que agrava a situação é o problema do petróleo. Apenas um punhado de nações produzem mais petróleo do que utilizam. Tais nações se agruparam na OPEP, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Aumentaram o preço do petróleo para mais de 10 vezes do que custava a uma década. Visto que tantas coisas — gasolina, óleo de aquecimento, plásticos, produtos químicos e outros — se baseiam no petróleo, seus preços sobem concordemente.
Graças a estes fatores, há nações que agora se acham tão afundadas em dívidas que só conseguem manter-se economicamente vivas por injeções maciças de crédito. Alguns destes países não podem sequer pagar o serviço de suas dívidas, à base de seus próprios recursos, quanto mais as próprias dívidas.
Alguns economistas se perguntam se a inflação já não está além de poder ser sanada.
Como pode a inflação ser sanada? Vários economistas se perguntam se a inflação já não está além de poder ser sanada. Comparam-na a um heroinômano que já foi longe demais, exigindo cada vez mais heroína para sentir efeitos cada vez menores. Caso continue, tal tóxico o matará. Se o largar, as conseqüências de ter sido toxicômano ainda podem abreviar-lhe a vida.
Para acabar com a inflação, é preciso reduzir drasticamente os gastos excessivos dos governos, das empresas e dos indivíduos. Mas isto significaria que as pessoas comprariam menos, de modo que as firmas produziriam menos. Isto lançaria muita gente no desemprego, daí ocorreria grave recessão ou depressão. O sistema econômico do mundo está agora sintonizado com um estado tão alto de produção resultante dos gastos excessivos que há observadores que afirmam já ser tarde demais para reduzi-la drasticamente, sem que se cause tantos danos quanto os causados pela própria inflação.
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O que pode fazer para enfrentar a inflação?Despertai! — 1980 | 8 de julho
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O que pode fazer para enfrentar a inflação?
HÁ POUCA coisa que, pessoalmente, pode fazer para acabar com a inflação mundial. Não pode controlar os orçamentos governamentais, as crescentes dívidas dos outros ou a política econômica das nações. Mas existem coisas que pode fazer para ajudá-lo a enfrentar o aperto financeiro.
Por um lado, caso viva num país mais desenvolvido, isso talvez signifique decidir-se a levar um padrão menos elevado de vida. Isto é, poderá significar passar sem certas coisas que veio a considerar comuns, mas que a maioria das pessoas nas nações mais pobres jamais possuíram, em primeiro lugar. Ao passo que esta perspectiva talvez
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