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A influência do divórcio sobre as pessoasDespertai! — 1978 | 8 de junho
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A revista MD, de março de 1977, comenta: “Contando-se cônjuges e filhos com menos de 18 anos, mais de 4 milhões de estadunidenses, cada ano, vêem sua vida mudar dramaticamente pelo divórcio, e calcula-se que igual número sofra a deserção, o ‘divórcio do pobre’.”
Os vertiginosos índices de divórcio são apenas uma evidência da dessatisfação com o casamento. Muitos casais experimentam novos estilos de vida, concordando mutuamente em realizar atos sexuais com pessoas que não são seus maridos e esposas; ainda outros simplesmente ‘vivem juntos’, morando com alguém do sexo oposto sem serem casados.
Meio de ser Feliz?
Mas, ao invés de criar um clima de paz e felicidade, a epidemia divorcista e os novos estilos de vida produzem ampla suspeita e ansiedade nas famílias. “Alguns casais estão tão atemorizados pelo número de divórcios em sua vizinhança”, observa o diretor dum Centro Para Aprendizagem Familiar, de Nova Iorque, que “vêm visitar-nos apenas para conversarem sobre o que podem fazer para impedir o divórcio”.
Não mais podem as mulheres, via de regra, contar com o sustento vitalício de seu marido; por conseguinte, muitas se preocupam de ter de enfrentar a vida quando seus maridos se forem. Mas, em outros casos, são as esposas que abandonam os maridos. Algumas até mesmo deixam criancinhas pequenas.
Após o divórcio, quando ficam livres ‘para fazerem o que quiserem’, o que acontece? São os divorciados realmente felizes? Três professores dos EUA, que realizaram um estudo de tais pessoas, relatam em Psycholopy Today (Psicologia Atual), de abril de 1977: “Não encontramos sequer um divórcio sem vítimas, entre as famílias que estudamos. Pelo menos um membro de cada família relatava angústia ou mostrava a mudança negativa de comportamento.”
O artigo observava que os homens divorciados, de vida livre, não sentiam duradoura satisfação, e acrescentava: “A imagem estereotipada da vida de solteiro, livre de cuidados, que transa sexo livremente, tampouco vale para as mulheres. Para elas, o sexo casual trouxe sentimentos de desespero, depressão, e de pouco respeito próprio.” Não é de admirar que o suicídio é, pelo menos, três vezes mais freqüente entre os divorciados do que entre os casados, e que o alcoolismo apresente padrões similares.
Os filhos, porém, amiúde são os que mais sofrem. Apenas nos EUA, cerca de 11 milhões de crianças vivem em lares onde só há um genitor. Muitos são o âmago de lutas pela custódia, e com freqüência são arrancados de um genitor pelo outro. Meyer Elkin, perito em problemas de família, lamenta: “Criamos agora uma geração de filhos de lares rompidos — e criamos uma bomba social de efeito retardado.”
O divórcio também fere o bolso. “A inflação fez ascender terrivelmente o custo do divórcio”, noticia Business Week (Semana Comercial), “um mínimo de US$ 1.500 apenas em honorários, por cônjuge, e mais se a ação for contestada ou se houver uma briga pela custódia”. Ainda pior, porém, são as centelhas de amargura que não raro se transformam em chamas consumidoras. Como disse certo advogado de Chicago, especialista em divórcios: “Acho que a lei de divórcio é, usualmente, mais parecida a uma guerra do que a própria guerra.”
Uma senhora, que moveu uma ação de divórcio em 1974, escreve: “Meu primeiro despertar rude aconteceu ao me dirigir a um advogado. Queria um adiantamento de US$ 400 antes de redigir quaisquer petições. Um advogado ajuda a pessoa a criar certa dureza, o que contribui para a amargura já crescente.
“Eu devia saber disso, pois resolvi seguir os conselhos de meu advogado e acabei perante um juiz da Vara de Relações Domésticas seis vezes diferentes, apenas para discutirmos a pensão temporária para os filhos e a partilha de bens. Cada vez que ia à vara, eram necessárias petições adicionais, e, naturalmente, honorários adicionais.”
Visto que o divórcio não raro resulta em amargura e infelicidade, por que as pessoas se divorciam? Por que existe tamanha epidemia de divórcios hoje em dia? São perguntas que consideraremos a seguir.
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Por que se separamDespertai! — 1978 | 8 de junho
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Por que se separam
DEPOIS de ler a respeito de vertiginosos índices de divórcio, a pessoa talvez, compreensivelmente, pergunte: Por que será que um número muito maior de casamentos se rompem, hoje em dia?
Uma das razões é que novas leis tornam mais fácil o divórcio. O divórcio “sem causa” foi introduzido na Califórnia, EUA, em 1970, de modo que os casamentos podem ser dissolvidos sem se atribuir culpa a nenhuma das partes. Já 50 territórios e estados, dos EUA, possuem leis de divórcio sem causa.
Desde dezembro de 1973, os casais na Inglaterra, que não tenham filhos envolvidos, podem obter divórcio por simplesmente preencherem um formulário, apensado a um atestado registrado em cartório, de que o casamento se rompeu, e então enviá-los pelo correio às autoridades. Outros países, também, têm liberalizado suas leis de divórcio.
Mas existe um motivo mais fundamental pelo qual os índices de divórcio aumentam vertiginosamente.
Tem que ver com o próprio modo de pensar das pessoas — seus valores, como encaram o casamento e o que esperam da vida. Nisto, houve uma súbita e dramática mudança.
As pessoas aprenderam a esperar e a querer mais. Muitos concordam com um comercial de cerveja, dos EUA, que afirma: ‘Só se vive uma vez, portanto, tente aproveitar o máximo que puder.’ Assim, quando o casamento não é tão excitante quanto foram levados a esperar, muitos procuram uma saída. Obtêm o divórcio. Atualmente, experimentam-se amplamente tipos diferentes de relacionamentos, chegando até a chamá-los de “casamento”, como observa o Post-Intelligencer de Seattle, EUA:
“Na área de Seattle, bancários e engenheiros experimentam o casamento grupal. O casamento aberto é assunto de sermões das manhãs de domingo . . . Casamentos sem contrato competem com as uniões com certidões.
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