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Evite as armadilhasA Sentinela — 1962 | 1.° de março
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diante do trono de Deus por ‘lhe prestar serviço sagrado de dia e de noite no seu templo’; isto é, em estreita união com o restante do Israel espiritual que Pedro assemelhou a ‘pedras vivas [que] são edificadas como casa espiritual’ ou templo. — Luc. 21:33; Apo. 21:1; 18:4; 7:14, 15; 1 Ped. 2:5.
12. Qual é a nossa obrigação para com todas as pessoas, e em que resulta isto?
12 Voltando à pergunta quanto a se as palavras de Jesus em, Lucas 21:34-36 se aplicam a todos igualmente ou a, alguns mais da que a outros, é evidente pelo que ele disse que todas as pessoas, em toda a parte, estão envolvidas, “todos os que habitam na face de toda a terra”. Em primeiro lugar, então, segue-se logicamente que os que reconhecem que nos aproximamos com rapidez do “dia” final de ajuste de contas têm a obrigação de soar o aviso por toda a parte. Como Jesus disse, isto deve ser feito “com o propósito de dar testemunho a todas as nações”, quer aceitem a mensagem ou não. As Escrituras indicam que as nações, como tais, cegas pelo “deus deste sistema de coisas”, recusarão dar ouvido. O sangue delas será sobre as suas próprias cabeças. Mas, como foi também predito e abundantemente provado pelos fatos, há muitos semelhantes a ovelhas que reconhecem a voz do “pastor correto” na mensagem do Reino que é proclamada em todo o mundo e que vêm aos milhares se juntar às fileiras da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová. — Mat. 24:14; 2 Cor. 4:4; João 10:14-16.
13. Por que precisam muita ajuda os que se ajuntam às nossas fileiras, e como se satisfaz esta necessidade?
13 Ao passo que a mensagem do Reino tem de continuar a ser proclamada a todas as pessoas, nós temos uma obrigação especial de ajudar estes milhares de novatos que chegam a conhecer a verdade. Muito poucos deles tiveram algum conhecimento prévio da Bíblia, se é que tiveram. Quando surge oposição e são confrontados com vários problemas não têm conhecimento básico ou experiência para guiá-los e dar-lhes um ponto de vista equilibrado. Precisam de muita ajuda em todos os sentidos para manterem a posição. Os que já estão numa posição de responsabilidade na organização de Jeová, a classe do “escravo fiel e discreto” mencionada em Mateus 24:45-47, certamente apreciam isto, e é correto dizer que a inteira organização está equipada para ajudar estes “cordeirinhos”, estas “ovelhinhas”. Mas, são estes os únicos que precisam de ajuda especial? — João 21:15-17.
14. Por que não se deveria considerar ninguém na congregação como estando além da possibilidade de tropeçar?
14 Deve-se admitir que quando Jesus disse: “Mas, prestai atenção a vós mesmos”, ele tinha em mente todos os discípulos que vivessem na terra no tempo do cumprimento de suas palavras, Deste ponto de vista, suas palavras se aplicam a todos de modo igual. Pode haver uma tendência dos servos na congregação das testemunhas de Jeová considerarem que os que têm estado por alguns anos na verdade, ativos na obra de testemunho e que são considerados maduros estejam além da possibilidade de tropeçar. Pode ser, mas, como mostra a experiência, às vezes surpreendentemente, é um triste erro, concluir que estes amados irmãos e irmãs nossos acham comparativamente fácil manter a posição. Em vista da longa permanência deles na verdade, talvez não sejam apressados para contar as suas dificuldades, também por não quererem desencorajar os novatos na verdade. Mas ainda estão na carne, ainda cercados por limitações e por certas tendências que precisam de freio e que causam muitas batalhas mentais, embora conhecidas talvez apenas a eles mesmos, e completamente insuspeitadas por outros. Interesse e consideração genuínos devem, portanto, ser demonstrados para com todos na congregação. Devem ser visitados, especialmente se, por algum motivo, não estiverem participando nas reuniões e nas atividades da congregação como faziam antes. Lembrem-se que Satanás está particularmente irado com os “restantes da semente dela [da mulher], que observam os mandamento de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”. — Apo. 12:17.
15. Como avisa Paulo das armadilhas contra as quais se prevenir?
15 Para o benefício e orientação de todos os que procuram manter a posição, relembramos algumas das boas expressões usadas por Paulo em sua carta aos hebreus, na qual ele parece ter tido este assunto muito bem em mente. Depois de descrever a posição superior que Jeová deu a Cristo Jesus, ele avisa da necessidade de “darmos mais do que a costumeira atenção ás coisas que ouvimos, para que nunca nos desviemos”. A seguir, depois de mostrar como uma geração inteira de israelitas perderam a posição diante de Deus no deserto com os quais Ele “ficou desgostado”, Paulo nos avisa outra vez a estarmos alertas para que nós também não desenvolvamos um ‘coração iníquo, falto de fé, por se desviar do Deus vivo’. Mais tarde, ao se dirigir aos que já tinham ‘persistido em grande combate debaixo de sofrimento’, ele apela: “Portanto, não lanceis fora a vossa franqueza no falar, a que se há de pagar uma grande recompensa.” Outra vez, tirando conclusão da experiência dos israelitas, ele, nos avisa do resultado triste “se nos desviarmos dele que fala pelos céus”. Finalmente, depois de excelente oração dizendo por que Jesus Cristo manteve a posição, porque ele “é o mesmo ontem e hoje, e para todo o sempre”, ele avisa: “Não sejais levados por vários ensinos estranhos; pois é correto se dar firmeza ao coração pela benignidade imerecida.” Estas expressões são dignas de se manter em mente, concernente às quais devemos nos fortificar. Não seja gradualmente levado na correnteza ou, por falta de fé, a retirar-se do Deus vivo ou desviar-se de ouvi-lo. Não jogue fora a sua liberdade de falar pela verdade ou ser levado por ensinos estranho, contrários à verdade. — Heb. 2:1; 3:10-12; 10:32, 35; 12:25; 13:8, 9.
16. Que exortação positiva é dada para nos ajudar a manter nossa posição?
16 No lado positivo e construtivo, Paulo exorta a nós, os que pertencemos à casa da qual o Filho; Cristo Jesus, e o cabeça, a nos “apegarmos firmemente até o fim à nossa liberdade de falar e à nossa exultação na esperança”, e a “apegarmos firmemente até o fim à confiança que tivemos no princípio”. Após falar da misericordiosa provisão feita mediante Jesus, o “grande sacerdote sobre a casa de Deus”, ele disse: “Seguremos firme a declaração pública da nossa esperança, sem vacilar, pois aquele, que prometeu é fiel.” Estava convicto de que não somos “da espécie que retrocede para a destruição, mas da espécie que tem fé para preservar viva a alma”. Finalmente, após um lembrete apropriado de que o reino que nós servimos é um que “não pode ser abalado”, ele resume belamente a atitude e o curso de ação essenciais a serem mantidos se quisermos manter a nossa posição diante do Filho do homem, quando diz: “Continuemos a possuir a benignidade imerecida, pela qual, aceitavelmente, podemos prestara Deus serviço sagrado, com admiração e temor piedosos.” — Heb. 3:6, 14; 10:21, 23, 39; 12:28.
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Uma corporação particularA Sentinela — 1962 | 1.° de março
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Uma corporação particular
“Uma igreja que deixou de ser uma agência de seu amor criativo, que não conhece barreiras, e se estabeleceu para ser uma corporação particular de ótimas e respeitáveis pessoas da classe média, um gueto burguês, como alguém a chamou, deixou de ser cristã.” Assim declarou Taito A. Kantonen, na sua obra A Theology of Evangelism.
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