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Nosso sistema imunológico — um milagre da criaçãoDespertai! — 1990 | 22 de novembro
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prejudiciais de bactérias e de fungos. A revista Scientific American, de junho de 1985, chama a pele de “elemento ativo do sistema imunológico”, com células especializadas que “possuem papéis interativos na reação aos invasores externos”.
Colaborando com a pele, como parte da cobertura protetora do corpo, acham-se as membranas que revestem as superfícies internas do corpo. Tais membranas segregam um muco que enreda os micróbios. A saliva, as secreções nasais e as lágrimas contêm substâncias microbicidas. Os cílios nas vias aéreas que levam aos pulmões impulsionam o muco e os resíduos para a garganta, onde podem ser eliminados pelo espirro e pela tosse. Se quaisquer invasores alcançarem o estômago, eles são mortos pelos ácidos ali existentes, decompostos pelas enzimas digestivas ou enredados pelo muco que reveste o estômago e os intestinos. Por fim, são eliminados junto com outros resíduos orgânicos.
Os Fagócitos e os Linfócitos — Os Grandes Canhões!
Mas estas são simples escaramuças quando comparadas com as batalhas travadas entre uma parte e a outra, uma vez que os organismos estranhos atravessem tais defesas externas e penetrem na corrente sanguínea e nos tecidos ou fluidos do corpo. Eles invadiram o território dos grandes canhões do sistema imunológico — os glóbulos brancos, dois trilhões deles. Nascidos na medula óssea — cerca de um milhão por segundo — eles emergem para amadurecer e formar três divisões distintas: os fagócitos e dois tipos de linfócitos, a saber, as células T (três tipos principais — as células auxiliadoras, as supressoras e as citotóxicas) e as células B.
Bem, o sistema imunológico pode ter um exército de trilhões de soldados, mas cada soldado só pode combater um tipo de invasor. Numa doença, milhões de germes podem ser gerados, e cada um destes germes terá o mesmo tipo de antígeno. Diferentes doenças, porém, e até variedades da mesma doença, têm diferentes antígenos. Antes de as células T e as células B poderem atacar tais invasores, precisam ter receptores que possam interagir com os antígenos específicos. Assim sendo, entre as células T e as células B, é preciso que haja muitos receptores diferentes, receptores específicos para cada doença diferente — mas cada célula T e célula B, individual, possui receptores que são específicos para o antígeno de uma única doença.
Daniel E. Koshland Jr., editor da revista Science, diz o seguinte sobre este ponto: “O sistema imunológico foi projetado para reconhecer os invasores estranhos. Para fazer isso, gera diferentes tipos de receptores imunes da ordem de 1011 (100.000.000.000), de modo que, não importa qual a configuração ou a forma do invasor estranho, haverá algum receptor complementar para reconhecê-lo e efetuar sua eliminação.” (Science, 15 de junho de 1990, página 1273) Assim, existem grupos de células T e de células B que, entre eles, podem compatibilizar-se com cada antígeno de doenças que penetre em nosso corpo — assim como uma chave se ajusta a uma fechadura.
À guisa de ilustração: Dois chaveiros trabalham inteiramente independentes um do outro. Um deles faz milhões de fechaduras de todos os tipos, mas não chaves. O outro faz milhões de chaves de todos os formatos, mas não faz fechaduras. Daí, os bilhões de fechaduras e de chaves são jogados num gigantesco receptáculo e sacudidos cabalmente, e cada chave encontra uma fechadura e se ajusta a ela. Impossível? Só por milagre? Pareceria ser assim.
Como fechaduras com seus buracos, milhões de germes, junto com seus antígenos, invadem o seu corpo e circulam pela corrente sangüínea e pelo sistema linfático. Como milhões de chaves, suas células imunes, com seus receptores, também circulam ali e se ajustam aos antígenos compatíveis dos germes. Impossível? Só por milagre? Pareceria ser assim. Mas, mesmo assim, o sistema imunológico consegue fazer isso.
Cada categoria de linfócito possui seu papel especial a desempenhar na luta contra as infecções. As células T auxiliadoras (um dos três tipos de principais células T) são cruciais. São aquelas que orquestram as várias reações do sistema imunológico, comandando a estratégia da batalha. Impulsionadas pela presença de antígenos inimigos, as células T auxiliadoras, por meio de sinais químicos (proteínas chamadas de linfocinas) juntam as tropas do sistema imunológico e aumentam aos milhões as suas fileiras. Incidentalmente, são as células T auxiliadoras que o vírus da AIDS escolhe atacar. Uma vez destruídas, o sistema imunológico se torna virtualmente desvalido, o que deixa a vítima de AIDS vulnerável a todo tipo de doença.
Nesta oportunidade, contudo, considere o papel das células T auxiliadoras junto aos fagócitos, que são metabolizantes. Seu nome significa “células que comem”. Eles não são exigentes — ingerem tudo que pareça suspeito, quer sejam microorganismos estranhos, células mortas ou outros resíduos. Funcionam não só como um exército que defende o corpo contra germes patogênicos, mas também como um serviço de limpeza, que traga o lixo. Eles até ingerem os contaminantes da fumaça de cigarro, que enegrecem os pulmões. Se a pessoa continuar a fumar por longo período, a fumaça destrói os fagócitos mais rápido do que eles podem ser produzidos. Algumas das coisas que estas células ingerem, contudo, são indigeríveis e até mesmo fatais — pó de sílica e fibras de amianto, por exemplo.
Há dois tipos de fagócitos: os neutrófilos e os macrófagos. A medula óssea produz cerca de cem bilhões de neutrófilos por dia. Eles subsistem apenas alguns dias, mas, durante uma infecção, seus números aumentam vertiginosamente, quintuplicando. Cada neutrófilo consegue engolfar e destruir até 25 bactérias e então morre, mas os substitutos chegam em corrente contínua. Os macrófagos, por outro lado, podem destruir cem invasores, antes de expirarem. São maiores, mais resistentes e vivem mais do que os neutrófilos. Reagem apenas de uma forma tanto aos invasores como ao lixo — ingerem-nos. Seria um erro, contudo, pensar nos macrófagos como sendo apenas unidades de disposição do lixo. Eles “conseguem fabricar até 50 tipos diferentes de enzimas e de agentes antimicrobianos” e funcionam como elos de comunicação entre “não apenas as células do sistema imunológico, mas também as células produtoras de hormônios, as células nervosas e até mesmo as células cerebrais.”
Socorro! Há um Inimigo em Nosso Meio!
Quando o macrófago ingere um microorganismo inimigo, ele faz mais do que apenas comê-lo. Como virtualmente todas as células do corpo, ele transporta em sua superfície as moléculas MHC que o identificam como parte do eu. Mas, quando o macrófago ingere um germe, a molécula MHC puxa e exibe um fragmento deste antígeno inimigo, nos sulcos da superfície. Esta faixa do antígeno atua então como uma bandeira vermelha para o sistema imunológico, soando o alarme de que um organismo estranho está solto dentro de nós.
O macrófago, ao soar este alarme, pede reforços, mais macrófagos, milhões deles! E é aí que entra a célula T auxiliadora. Bilhões delas estão percorrendo o corpo, mas o macrófago tem de recrutar um tipo específico. Precisa de um com a espécie de receptor que se ajuste ao antígeno específico que o macrófago está exibindo.
Uma vez chegue esse tipo de célula T auxiliadora, e se prenda ao antígeno inimigo, o macrófago e a célula T auxiliadora trocam sinais químicos. Estas substâncias químicas parecidas a hormônios, ou linfocinas, são proteínas extraordinárias que apresentam uma série fantástica de funções, a fim de regular e estimular a reação do sistema imunológico aos germes patológicos. O resultado é que tanto o macrófago como a célula T auxiliadora começam a reproduzir-se prodigiosamente. Isto significa mais macrófagos para ingerir mais dos germes invasores e mais do tipo correto de células T auxiliadoras para prender-se aos antígenos que tais macrófagos exibirão. Assim, há um tremendo aumento das fileiras das forças imunes e são derrotadas multidões destes germes patológicos específicos.
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As células t e as células b cursam a faculdadeDespertai! — 1990 | 22 de novembro
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As células t e as células b cursam a faculdade
AS CÉLULAS T e as células B não podem simplesmente sair da medula óssea e ir para a guerra. Seu armamento é ultramoderno. É mister que recebam treinamento em alta tecnologia, antes de irem para o campo de batalha. As células T estarão envolvidas na guerra biológica. As células B estarão especializando-se em mísseis teleguiados. Elas obtêm treinamento para isto em faculdades técnicas do sistema imunológico.
Assim sendo, metade dos milhões de linfócitos produzidos a cada minuto na medula óssea vão para o timo — pequena glândula situada por trás do esterno — para serem treinadas como células T. A respeito disto, diz o livro The Body Victorious (O Corpo Vitorioso): “Os linfócitos, que cursam a faculdade técnica do timo, são as células auxiliadoras, supressoras, e citotóxicas [assassinas] chamadas de linfócitos T (ou células T). Acham-se entre as forças armadas mais indispensáveis do sistema imunológico.”
Anticorpos — 10.000 por Célula, por Segundo!
A outra “metade dos linfócitos não instruídos”, diz-nos o livro The Body Victorious, são as células B que vão para os linfonodos e tecidos relacionados, para serem treinadas a fim de fabricar e lançar mísseis teleguiados, chamados anticorpos. Quando as células B “juntam-se nestes tecidos, elas são como páginas em branco: nada sabem, e têm de aprender do zero” a “adquirir a capacidade de reagir especificamente a substâncias estranhas ao corpo”. Nos linfonodos, uma célula B madura, ativada por células T auxiliadoras e o antígeno compatível, “prolifera e se diferencia de modo a formar células plasmáticas que segregam idênticos anticorpos com uma especificidade única, a uma taxa de cerca de 10.000 moléculas por célula, por segundo”. — Immunology (Imunologia).
Para ajudar-nos a assimilar a magnitude do que o sistema imunológico realiza, um artigo publicado na revista Nacional Geographic, de junho de 1986, fornece pormenores do problema que confronta o timo: “De alguma forma, à medida que as células T amadurecem no timo, uma delas aprende a reconhecer os antígenos, digamos, do vírus da hepatite, outra a identificar uma cepa de antígenos da gripe, uma terceira a detectar o rinovírus 14 [um vírus do resfriado], e assim por diante.” Depois de comentar a “estonteante tarefa confrontada pelo timo”, o artigo diz que, na natureza, existem “antígenos em centenas de milhões de diferentes configurações. O timo precisa produzir um grupo de células T que reconheça a cada uma delas. . . . O timo envia células T às dezenas de milhões. Embora apenas algumas delas possam reconhecer qualquer antígeno específico, a força patrulhadora coletiva é bastante ampla para identificar a variedade quase que infinita de antígenos que a natureza produz”.
Ao passo que algumas das células T auxiliadoras estimulavam os macrófagos a multiplicar-se, outras, nos linfonodos, ligavam-se com as células B ali localizadas, fazendo que estas se multiplicassem. Muitas delas se tornam plasmócitos. De novo, é preciso que haja os receptores corretos nas células T auxiliadoras para juntar-se às células B e fazer com que estas produzam plasmócitos. São estes plasmócitos que começam a lançar milhares de anticorpos por segundo.
Visto que cada plasmócito só fabrica um tipo de anticorpo, com um receptor específico para apenas um antígeno patogênico, logo bilhões se acham nas linhas de frente, dirigindo-se para os antígenos de uma doença específica. Eles caem sobre os invasores, tornando-os lentos, fazendo com que se agrupem e se tornem petiscos mais tentadores para os fagócitos os tragarem. Isto, junto com a liberação de certas substâncias químicas pelas células T, atiça os macrófagos a alimentar-se freneticamente, fazendo com que traguem milhões dos microorganismos invasores.
Ademais, os próprios anticorpos podem levar à morte destes microorganismos. Uma vez eles tenham aderido aos antígenos de superfície, moléculas especiais de proteína, chamadas fatores complementares, afluem ao germe. Quando o número exigido de fatores complementares já se acha no local, eles penetram na membrana do microorganismo, um líquido flui para dentro, e a célula estoura e morre.
Estes anticorpos, naturalmente, também têm de possuir os receptores certos para aderir aos intrusos. Sobre este ponto, o volume 1989 Medical and Health Annual (Livro do Ano de Medicina e Saúde 1989) da Encyclopædia Britannica, página 278, afirma que as células B conseguem “produzir entre 100 milhões e um bilhão de diferentes anticorpos”.
As Células T Assassinas Travam Uma Guerra Biológica
Já então as células T auxiliadoras recrutaram milhões de macrófagos metabolizantes para tragar o inimigo, e estimularam as células B, com seus anticorpos, para ajudar na briga contra os invasores, mas existem ainda outras forças que as células T auxiliadoras convocam para a batalha. Elas convocam milhões dos mais mortíferos combatentes para participar na batalha — as células T assassinas [citotóxicas].
O alvo dos vírus, das bactérias e dos parasitas é penetrar nas células do corpo, porque, uma vez ali, eles estão seguros contra os macrófagos e as células B e seus anticorpos — mas não contra as células T assassinas! Uma destas células infectadas só precisa roçar numa célula T assassina para fazer com que esta ataque: crivando a célula infectada de buracos por atirar proteínas letais, destruir seu DNA (ou ADN), e derramar seu conteúdo até a morte. Desta forma, as células T assassinas podem atacar e destruir até mesmo as células mutantes e as células que se tornaram cancerosas.
Além das células T assassinas, existem outras células assassinas no arsenal do sistema imunológico, a saber, as células assassinas naturais. Estas células assassinas naturais, diferentes das células T e B, não precisam ser acionadas por um antígeno específico. As células cancerosas e as células invadidas por outros vírus são vulneráveis a seus ataques. Mas o alcance delas talvez não se limite aos vírus. A revista Scientific American, de janeiro de 1988, afirma que “julga-se que seus principais alvos são as células tumorais, e, talvez, também as células infectadas por agentes diferentes dos vírus”.
Como é que estes combatentes contra as doenças confrontam os microorganismos invasores? Será apenas uma questão de acertar ou errar? Não. Nada é deixado ao acaso. Os antígenos patogênicos e as células T, as células B, os fagócitos e os anticorpos circulam pelo corpo através da corrente sanguínea e do sistema linfático. Os órgãos linfóides secundários, tais como os linfonodos, o baço, as amígdalas, as adenóides, porções de tecido especializado do intestino delgado, e o apêndice, são sítios onde se iniciam as respostas imunes. Os linfonodos desempenham um papel principal. A linfa é o líquido que banha as células de nossos tecidos. Origina-se em tais tecidos, coleta-se em vasos de parede tênue e flui para os linfonodos, prossegue indo por todo o restante do sistema linfático e, por fim, completa sua circulação por esvaziar-se nas grandes veias que levam ao coração.
À medida que os antígenos patogênicos atravessam os linfonodos, eles são filtrados e enredados. Os combatentes contra as doenças, do sistema imunológico, levam 24 horas para completar o inteiro circuito linfático, mas 6 horas desse tempo são gastas nos linfonodos. Ali, eles encontram os enredados antígenos invasores, e começam grandes batalhas. Semelhantemente, os antígenos inimigos que percorrem a corrente sanguínea não escapam. São canalizados para o baço, onde os combatentes contra as doenças os esperam, a fim de confrontar-se com eles.
Então termina a guerra em nosso interior. As forças invasoras foram derrotadas. Venceu o sistema imunológico, com seu trilhão ou mais de glóbulos brancos. É tempo para que outra categoria de células T entrem em ação, a saber, as células T supressoras. Quando notam que a guerra já foi vencida, elas dão por terminada a batalha e encerram a produção de forças combatentes do sistema imunológico.
Células de Memória e de Imunidade, com Complicações
Por volta desse tempo, contudo, as células B e as células T já realizaram outro serviço vital: Produziram células de memória que circulam na corrente sanguínea e nos vasos linfáticos por muitos anos — em alguns casos, por toda a vida. Caso o leitor seja alguma vez infectado com a mesma cepa de vírus da gripe ou do resfriado, ou com qualquer outra substância estranha já encontrada no passado, estas células de memória a identificarão de imediato e convocarão o sistema imunológico para um ataque rápido e avassalador. As células de memória produzirão rapidamente um dilúvio do tipo específico de células B e de células T que travaram o primeiro ataque contra este atacante específico. Esta nova invasão é barrada antes que possa ganhar uma cabeça-de-ponte. O que, originalmente, talvez tenha levado três semanas para derrotar, é agora eliminado antes de começar. Sua infecção prévia, por parte daquele invasor específico, deixou-o imune a ele.
O quadro, contudo, se complica devido à existência de diferentes cepas de vírus da gripe, não raro se originando em diferentes partes do mundo. Além disso, existem cerca de 200 cepas de vírus do resfriado, e cada cepa possui seu próprio antígeno específico. Assim, tem de haver 200 tipos diferentes de células T auxiliadoras, cada tipo possuindo um receptor que se compatibilize com o antígeno de um dos 200 vírus do resfriado. Mas, isso não é tudo. Os vírus do resfriado e da gripe estão em constante mutação, e cada vez que isso acontece, existe um novo antígeno do resfriado ou da gripe que requer um novo receptor da célula T auxiliadora para compatibilizar-se com ele. O vírus do resfriado persiste em mudar as fechaduras, de modo que a célula T tem de continuar trocando de chaves.
Antes de zombar dos médicos, que não conseguem curar o resfriado comum, compreenda o problema. Talvez o leitor se cure do resfriado específico que apresenta no momento, e este nunca mais o ataque, mas logo surge um novo vírus mutante do resfriado, e seu sistema imunológico precisa apresentar uma célula T auxiliadora inteiramente nova para convocar as forças imunes a fim de combatê-lo. Uma vez ganha uma batalha, outra logo se inicia. A guerra é infindável.
O Cérebro e o Sistema Imunológico Se Comunicam
Não é de admirar que o sistema imunológico tenha sido comparado de modo favorável com o cérebro. As pesquisas continuam demonstrando que tal sistema e o cérebro conversam entre si a respeito de nossa saúde e que a mente exerce influência sobre o corpo, inclusive sobre o sistema imunológico. As seguintes citações indicam um relacionamento entre o cérebro e o sistema imunológico. Trata-se dum caso de a mente governar o corpo e o corpo governar a mente.
“Os imunologistas estão descobrindo mais sobre os elos entre a mente e o corpo, os mecanismos da doença psicossomática.” — Nacional Geographic, junho de 1986, página 733.
Reconhecida, mas pouco entendida, é a conexão entre o sistema imunológico e o cérebro. O stress mental, o sentimento de perda dum ente querido, a solidão e a depressão influem no funcionamento dos glóbulos brancos, ou linfócitos, e isto reduz a atividade das células T. “A base biológica destas interligações continua sendo, em grande medida, um mistério. É claro, contudo, que os sistemas nervoso e imunológico estão inexplicavelmente ligados, anatômica e quimicamente.” — The Incredible Machine (A Incrível Máquina), páginas 217, 219.
“O sistema imunológico . . . se rivaliza com o sistema nervoso central em sensibilidade, especificidade e complexidade.” — Immunology, página 283.
A revista Science informou sobre o elo existente entre o cérebro e o sistema imunológico: “Uma grande dose de evidência mostra que os dois sistemas estão inexplicavelmente interligados. . . . O quadro emergente mostra que os sistemas imune e nervoso acham-se altamente integrados, sendo capazes de um falar livremente com o outro para coordenar suas atividades.” — 8 de março de 1985, páginas 1190-1192.
Tudo isto reflete a infinita sabedoria do Criador tanto do sistema imunológico como do cérebro. E isto, por sua vez, faz-nos indagar se o nosso Criador, depois de criar em nós tão surpreendentes maravilhas, como o cérebro e o sistema imunológico, nos programaria então para morrer. Em realidade, ele não fez isso; são os cientistas que dizem que fomos feitos assim. Diz-se-nos que as células se dividem — mais de 200 milhões são criadas em nosso corpo a cada minuto — para substituir as células feridas ou desgastadas. Mas
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