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Página doisDespertai! — 1988 | 8 de outubro
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Página dois
Pessoas saudáveis de todas as idades podem contrair a AIDS, o flagelo aterrorizador que se espalhou pelo mundo. Em certos lugares, este é agora o problema de saúde número um dos jovens adultos. Talvez conheça alguém que tem AIDS.
A AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) é um quadro clínico em que um vírus danifica o sistema imunológico do corpo, tornando-o incapaz de resistir a infecções.
Exatamente até que ponto se proliferou agora a AIDS? Como aconteceu isso? Pode-se evitar a AIDS?
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Aids — mortífera doença globalDespertai! — 1988 | 8 de outubro
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Aids — mortífera doença global
ALGUMAS autoridades médicas acreditam que a AIDS está prestes a tornar-se uma catástrofe global. “A AIDS talvez seja a catástrofe de saúde de nossa época”, afirmou o jornal The New York Times. O Dr. William O’Connor, microbiologista, disse: “Aquilo com que lidamos é provavelmente o maior flagelo que já atingiu o mundo.”
O Dr. Halfdan Mahler, da OMS (Organização Mundial da Saúde), declarou: “Estamos à mercê duma pandemia muito grave, tão mortífera quanto qualquer pandemia que já ocorreu. . . . Tudo está ficando cada vez pior com relação à AIDS.”
O número de mortes aumenta a cada ano. Em breve, o número de mortes será provavelmente muitas vezes maior. E esse poderá ser o caso mesmo que mais ninguém seja infectado pelo vírus da AIDS. Por quê? Devido ao enorme número de pessoas que já têm o vírus, o qual permanece na pessoa a vida toda.
Quantas pessoas já têm o vírus? Alguns afirmam que dez milhões no mundo inteiro. O relatório AIDS and the Third World (AIDS e o Terceiro Mundo) calcula que não demorará até que a AIDS “tenha infectado de 50-100 milhões de pessoas”.
Tal estimativa baseia-se no que tem ocorrido na África, na Europa e na América do Norte. Mas a AIDS também está presente na América Latina, e já penetrou na Ásia. O jornal dinamarquês Politiken comenta: “Que acontecerá se e quando a epidemia irromper em graves proporções na América do Sul e na Ásia? . . . O número dos infectados não será tão baixo quanto de 50-100 milhões.” Mesmo que tais dados sejam exagerados, há sem dúvida milhões de pessoas que já foram infectadas. E haverá muitos milhões mais nos próximos anos.
Também, a vasta maioria dos que atualmente são portadores do vírus da AIDS não está cônscia disso. Estes gozam duma saúde aparentemente boa, contudo podem transmitir o vírus para outros. Portanto, o número de pessoas infectadas pelo vírus da AIDS certamente aumentará muito.
O Médico-chefe do Serviço de Saúde dos Estados Unidos, C. E. Koop, disse: “Nenhuma doença anterior foi simultaneamente tão misteriosa, tão fatal, e tão resistente a terapias e ao desenvolvimento de vacinas.” Ele declarou: “Ainda não temos uma cura, tampouco temos uma vacina — e provavelmente não teremos uma disponível de modo geral antes do fim do século. Não se engane quanto a isso. A AIDS é fatal e está-se alastrando.” O Dr. Koop também disse: “Sou cirurgião há quase 50 anos, e nunca vi uma ameaça como a AIDS.”
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Portadores da Aids — quantos poderão morrer?Despertai! — 1988 | 8 de outubro
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Portadores da Aids — quantos poderão morrer?
QUANDO a AIDS foi identificada em 1981, as autoridades de saúde calculavam que cerca de 5 a 10 por cento dos portadores do vírus contrairiam a doença e morreriam. Mas, o vírus revelou ter um longo período de incubação. Pode levar cinco ou mais anos para os sintomas se manifestarem.
Agora, com a experiência dos últimos oito anos, algumas autoridades calculam que de 40 a 50 por cento, ou mais, dos portadores do vírus da AIDS manifestarão a doença e morrerão. O relatório AIDS and the Third World declarou: “Afirma-se que uma projeção de computador prediz que 50% dos portadores do HIV desenvolverão a AIDS plenamente estabelecida em cinco anos, e 75%, em sete anos.” (A sigla “HIV” deriva das palavras inglesas para “Vírus da Imunodeficiência Humana”, o vírus da AIDS.)
Essa publicação prosseguia: “Muitos médicos especialistas, e a maioria dos virólogos, acreditam agora que o índice de mortes entre os portadores do HIV chegará bem perto dos 100%. . . . A crença de que todos por fim morrerão baseia-se em parte no fato de que, cada ano que passa, mais pessoas que contraíram o vírus três ou quatro ou cinco anos atrás desenvolvem efetivamente a doença. E baseia-se em parte nos estudos do próprio vírus HIV.” Naturalmente, tais conceitos são conjecturas. Só o tempo dirá se estes se concretizarão.
O Dr. Anthony Fauci, pesquisador dos Institutos Nacionais de Saúde nos Estados Unidos, comentou que cerca de 90 por cento das pessoas com testes positivos para anticorpos do HIV apresentam, no prazo de cinco anos, algum tipo de deficiência imunológica.
Mesmo que “apenas” 50 por cento dos 50 milhões a 100 milhões de portadores do vírus previstos para o futuro próximo morram, isso significará milhões de mortes anuais em algum período da próxima década. Somente na África, certa fonte prevê o número de mortes como sendo de possivelmente dezenas de milhões.
Comparada com a Guerra
As conseqüências do flagelo da AIDS, no que tange à perda de vidas, aos danos causados à sociedade, e ao fardo financeiro, estão sendo comparadas com as conseqüências de grandes guerras.
Por exemplo, nos Estados Unidos cerca de 40.000 pessoas já morreram. Afirma-se que de um a dois milhões de pessoas adicionais estão infectadas. Só na cidade de Nova Iorque, calcula-se que entre 250.000 e 400.000 habitantes são portadores do vírus. Em certas partes da cidade, a AIDS tornou-se a doença infecciosa mais comum em recém-nascidos.
Embora o índice de aumento nos Estados Unidos tenha diminuído entre alguns grupos de alto risco, e o temido aumento explosivo da AIDS entre os heterossexuais não tenha ocorrido, o número de mortes será ainda muito elevado no futuro próximo. Os Centros de Controle de Moléstias dos Estados Unidos, em Atlanta, calculam que até o fim de 1991 mais de 200.000 americanos terão morrido de AIDS. No ano de 1991, prevê-se que mais de 50.000 morrerão em decorrência dela. E, até o fim de 1992 — apenas quatro anos a contar de agora mais americanos poderão ter morrido de AIDS do que os que morreram na Primeira Guerra Mundial, na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã juntas.
De fato, a revista The Futurist declara: “A AIDS poderá matar até o fim deste século mais pessoas do que as que foram mortas em todas as nossas guerras [de todas as nações].”
Os custos previstos são estonteantes. Nos Estados Unidos, a estimativa é de US$ 50.000 (uns Cz$ 16 milhões) ou mais por ano para cada paciente. Assim, nos anos à frente, serão necessários anualmente muitos bilhões de dólares para cuidar dos pacientes. Alguns temem que os sistemas de saúde serão incapazes de arcar com o volume de pacientes ou com o custo disso.
Pior na África
Na África, poucas guerras, se é que alguma, já fizeram o que a AIDS está fazendo agora. A revista britânica New Scientist comenta: “A AIDS está assolando a África.” Um artigo do jornal dinamarquês Politiken afirmou: “A principal autoridade de AIDS em Uganda declara: ‘A menos que algo mude, um de cada dois adultos será HIV-positivo no ano 2000.’ Quase metade de todos os casos de AIDS na África são mulheres na idade de procriação. As crianças representam um de cada cinco casos de AIDS em Ruanda. Na Zâmbia, 6.000 bebês nascerão este ano com AIDS. Das 800 prostitutas que fizeram o teste em Nairobi, nove dentre 10 estavam infectadas com o HIV. E tais mulheres dormem, em média, com 1.000 clientes por ano.”
“Se não fizermos nada, o continente morrerá”, diz Pieter Piot, um especialista belga. Jonathan Mann, que lidera a campanha da OMS, declara: “A alternativa é desistir da África, como se o mundo não fosse um único planeta. Mas, a epidemia não pode ser detida em nenhum país antes de ser detida em todos eles.”
Assim, muitas autoridades médicas acham que a catástrofe global da AIDS já começou. O secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuéllar, chamou isso de “conflito global” que “nos ameaça de todas as conseqüências da guerra”.
Em alguns aspectos, ela é pior do que a guerra. Por quê? Porque não se avista o fim dela, as mortes continuam a aumentar e os “feridos” não se restabelecem.
[Destaques na página 5]
‘Muitos acreditam agora que o índice de mortes entre os portadores do HIV chegará bem perto dos 100 por cento.’
“A AIDS poderá matar até o fim deste século mais pessoas do que as que foram mortas em todas as nossas guerras.”
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Por que a Aids é tão letalDespertai! — 1988 | 8 de outubro
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Por que a Aids é tão letal
PARA compreendermos melhor como podemos proteger-nos da AIDS, precisamos saber por que ela é tão letal. O que torna esse vírus mais difícil de lidar do que os demais vírus?
Os vírus são os menores de todos os organismos causadores de doenças, muito menores do que as bactérias. A gripe, a paralisia infantil e o resfriado comum são causados por diferentes vírus. Uma vez que o vírus penetra numa célula hospedeira, ele poderá matar a célula ou simplesmente ficar “dormente” ali até tornar-se posteriormente mais ativo. No caso do vírus da AIDS, talvez leve cinco ou mais anos para os sintomas se manifestarem.
Por Que É Tão Letal
O que torna o vírus da AIDS tão letal é que ele ataca e inutiliza células importantes inclusive glóbulos brancos que o corpo produz para resistir às doenças. Esses glóbulos brancos (chamados linfócitos T4) constituem a principal defesa do corpo contra doenças.
Quando esses glóbulos brancos são inutilizados pelo vírus da AIDS, não mais conseguem realizar seu trabalho. Assim, o sistema imunológico do corpo é destruído. Infecções que antes talvez não representassem ameaça à vida são agora uma ameaça. Estas incluem outros vírus, parasitas, bactérias, fungos ou diversos tipos de câncer.
Uma vez que o corpo não mais é capaz de combater essas infecções, elas evoluem até a morte da vítima. Tais infecções são chamadas de oportunistas. Tiram proveito da oportunidade que a supressão do sistema imunológico do corpo lhes proporciona. Uma pessoa com AIDS pode contrair diversas dessas infecções ao mesmo tempo.
Alguns dos sintomas iniciais da AIDS são: fadiga prolongada e inexplicável; inchaço de gânglios que pode durar meses; febres persistentes ou suores noturnos; diarréia persistente; inexplicável perda de peso; lesões descoloradas da pele ou das membranas mucosas que não desaparecem; tosse persistente e inexplicável; um revestimento espesso e esbranquiçado na língua ou na garganta; fácil surgimento de hematomas ou sangramentos inexplicáveis. Estes sintomas iniciais são muitas vezes chamados de “Complexo Relacionado com a AIDS”, ou ARC (AIDS Related Complex).
Quando a AIDS se estabelece plenamente, doenças letais se desenvolvem. Entre as mais comuns estão as infecções pulmonares causadas por parasitas conhecidos como Pneumocystis carinii, e o câncer da pele chamado de sarcoma de Kaposi, que também envolve órgãos internos. Além disso, o vírus da AIDS pode afetar o cérebro, causando paralisia, cegueira, demência e por fim a morte. O Dr. Richard T. Johnson, professor de neurologia da universidade John Hopkins, declarou: “O HIV [o vírus da AIDS] está presente no cérebro de pelo menos 1 milhão de pessoas nos EUA.”
A AIDS plenamente estabelecida é acompanhada de dor e de incontrolável perda de peso, ficando o corpo cada vez mais fraco até ocorrer a morte. Na África, diz a revista The Lancet, a AIDS “tem sido associada à ‘doença do emagrecimento’, termo que descreve a grande perda de peso que acompanha a diarréia.” O prazo decorrente entre o início da doença e a morte pode ser de um ano ou menos, ou de vários anos.
Vírus Persistente
Há outro fator que contribui para tornar o vírus da AIDS mais letal do que os demais. Ele possui mecanismos inerentes para sobreviver que não são comuns a outros vírus.
Por exemplo, nos humanos o vírus da gripe talvez dure apenas alguns dias ou semanas, e ele estimula os anticorpos que ajudam a proteger a vítima contra infecção adicional proveniente daquele vírus específico. Uma vez que a epidemia segue seu curso, ela desaparece. A gripe pandêmica de 1918 durou somente cerca de um ano. O vírus da febre amarela depende de mosquitos, que diminuem de número com a mudança de estação. O sarampo pode também acometer rapidamente uma população suscetível e depois desaparecer.
Entretanto, presume-se que o vírus da AIDS seja persistente. É provável que ele permaneça no hospedeiro humano durante a vida toda e não desapareça por si só. A vítima não se recupera da AIDS plenamente estabelecida, e assim é incapaz de criar um tipo de imunidade que resistiria a uma recorrência.
Ademais, o vírus da AIDS revelou uma variação significativa em sua composição genética, tornando mais difícil o desenvolvimento duma vacina. E os vírus passam geralmente por mutações, isto é, modificam seu caráter. Por exemplo, há muitos tipos diferentes de vírus de gripe e de resfriado. Já se identificou um segundo tipo de vírus da AIDS na África e em outros lugares. Talvez seja necessário uma vacina diferente para cada tipo.
Mas, por que a AIDS se alastrou tanto? Que práticas contribuíram para sua insidiosa infiltração na família humana?
[Foto na página 7]
Os glóbulos brancos T do sistema imunológico do corpo normalmente rechaçam invasores prejudiciais.
[Quadro na página 7]
FATORES QUE PREPARAM O CAMINHO PARA A AIDS
De acordo com a revista médica britânica The Lancet, todo ano mais de 300 milhões de pessoas adicionais no mundo inteiro ficam infectadas com doenças sexualmente transmissíveis tais como gonorréia, sífilis, herpes e clamídia. Estas podem enfraquecer o corpo, tornando-o talvez ainda mais suscetível ao vírus da AIDS. O uso recreativo ou ilegal de drogas também pode diminuir a resistência do corpo à AIDS.
Também, nos países em desenvolvimento, a falta de boa nutrição devido à pobreza e a falta de instalações adequadas para o tratamento da saúde contribuem para impedir que o corpo crie resistência à AIDS. A saúde de centenas de milhões de pessoas em tais regiões já deixa a desejar, facilitando ainda mais que o vírus reclame mais vítimas.
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Por que a Aids se alastrou tanto?Despertai! — 1988 | 8 de outubro
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Por que a Aids se alastrou tanto?
POR que será que a AIDS se alastrou tanto? Embora não se saiba ao certo como, quando ou onde ela se originou, há padrões gerais que explicam sua disseminação. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, a principal via de disseminação da AIDS foi a atividade homossexual masculina. Quando a epidemia foi identificada, surgia quase que exclusivamente entre homossexuais (e bissexuais) masculinos. Até pouco tempo, mais de 70 por cento das vítimas adultas eram homossexuais masculinos.
Daí, a AIDS começou a surgir entre usuários de drogas endovenosas. Dentro de poucos anos, mais de 15 por cento de todos os casos pertenciam a este grupo, que está aumentando. Em certos lugares, metade de todos os usuários de drogas endovenosas tem o vírus da AIDS. Assim, a revista Science declarou: “A grande maioria dos americanos infectados hoje são quer homossexuais, quer usuários de drogas endovenosas.”
Em São Francisco, EUA, 50 por cento ou mais dos homossexuais masculinos são portadores do vírus da AIDS. A comunidade homossexual da cidade está sendo devastada pelas mortes decorrentes da AIDS. Um longo estudo realizado ali sobre homossexuais masculinos revelou que, dos que foram diagnosticados como tendo o vírus da AIDS sete anos atrás, 78 por cento tinham quer a AIDS plenamente estabelecida, quer os sintomas iniciais, quer alguma deficiência imunológica. E, embora o índice de novos casos entre homossexuais tenha diminuído, há pouca coisa que se pode fazer por aqueles que já foram infectados.
Com relação ao Haiti, o jornal Los Angeles Times comentou: “Novos dados sugerem que o vírus da AIDS foi introduzido no Caribe primariamente por contato homossexual entre ilhéus e americanos.”
Por Que São Tão Suscetíveis?
Por que são os homossexuais tão suscetíveis à AIDS? Devido às suas práticas sexuais. Embora a AIDS também se propague mediante o sexo oral, a via primária de transmissão da AIDS entre homossexuais tem sido a prática de sexo anal (sodomia).
O ânus humano foi projetado para a eliminação de resíduos — excrementos — e não para relações sexuais. Ele possui apenas uma fina camada de células epiteliais, o tecido que reveste o ânus. A relação sexual anal resulta na lesão desse revestimento e em fissuras que sangram. O sêmen infectado do parceiro, que penetra no reto, pode ser a fonte da AIDS, assim como podem abrasões ou lesões no órgão masculino. Também, os tecidos retais danificados do receptor permitem que secreções infectadas transmitam a infecção para outros parceiros sexuais.
Ademais, os homossexuais têm com freqüência muitos parceiros — centenas e até milhares — no decorrer da vida. Relata-se que certo jovem homossexual, que infectou muitos outros antes de morrer de AIDS, tivera, em dez anos, 2.500 contatos homossexuais com homens. Seu trabalho numa companhia aérea o habilitava a viajar extensivamente. Outro afirmou ter tido uns 5.000 contatos homossexuais em 20 anos. As possibilidades de que tais pessoas disseminem a AIDS são óbvias.
Outro fator é que devido às suas práticas sexuais, outras doenças, tais como hepatite, gonorréia e herpes, são comuns entre os homossexuais. Tais doenças prejudicam o corpo, e, segundo se pensa, tornam-no mais suscetível à AIDS.
É Desnatural o Homossexualismo?
Não há dúvida quanto a isso: As relações homossexuais aceleraram grandemente a propagação da AIDS. Tais práticas são contrárias ao projeto biológico do corpo humano.
O homossexualismo não pode passar simplesmente como ‘estilo de vida alternativo’. É desnatural, uma perversão do modo como fomos criados. A Bíblia o inclui entre as ações que resultam dum “estado mental reprovado”, e diz: “Deus os entregou a ignominiosos apetites sexuais, pois tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena recompensa, que se devia ao seu erro.” — Romanos 1:26-32.
Também, a Lei que Deus deu à antiga nação de Israel declarava: “Quando um homem se deita com um macho assim como alguém se deita com uma mulher, ambos realmente fazem algo detestável.” — Levítico 20:13.
O seguinte fato básico evidencia que o homossexualismo é desnatural: Se todos fossem exclusivamente homossexuais, a raça humana desapareceria dentro de uma geração.
Queremos dizer com isso, conforme sugerem alguns, que Deus está causando o flagelo da AIDS nos homossexuais? Não, a Bíblia não diz isso. Antes, trata-se duma questão de ‘ceifar o que se semeia’. (Gálatas 6:7) A Palavra de Deus declara o seguinte princípio: “Agiram ruinosamente da sua parte; . . . o defeito é deles.” — Deuteronômio 32:5.
Os Heterossexuais Também São Infectados
Entretanto, a AIDS não é uma doença exclusiva dos homossexuais; propagou-se também entre homens e mulheres heterossexuais. Uma das formas é por meio de homens bissexuais que ficam infectados através de contatos sexuais com outros homens, e depois infectam mulheres com as quais têm relações sexuais.
Usuários de drogas endovenosas que partilham seringas e agulhas contaminadas também transmitem a AIDS a outros. Estes podem depois infectar os homens ou as mulheres com quem têm relações sexuais. Em muitos lugares uma elevada porcentagem de prostitutas têm AIDS e a transmitem aos seus clientes.
Na África, a AIDS está bem difundida entre heterossexuais. A proporção de homens e mulheres que têm AIDS é a mesma. Embora a disseminação da AIDS entre heterossexuais na Europa, nos Estados Unidos e em outros lugares ainda não seja tão predominante como na África, também está aumentando nesse grupo. Assim, são cada vez mais as mulheres e os homens, que não são nem homossexuais nem bissexuais, que estão contraindo AIDS e transmitindo-a a outros. Certa notícia declarou: “A AIDS tornou-se o assassino N.º 1 das mulheres na faixa etária dos 25-34 anos na cidade de Nova Iorque.” E lamentavelmente, grande número — alguns afirmam que cerca de 50 por cento — de mulheres portadoras do vírus da AIDS dão à luz bebês que têm a doença.
Devido a uma atitude permissiva para com a moralidade sexual durante as últimas décadas, a fornicação e o adultério tornaram-se comuns. Homens e mulheres têm amiúde muitos parceiros sexuais. E os infectados pela AIDS podem transmiti-la a outros. Tal comportamento promíscuo também é condenado pela Bíblia. — 1 Coríntios 6:9, 10; Revelação 22:15.
Sangue — Outra Fonte de Infecção
Outros foram infectados através de transfusões de sangue. O jornal canadense The Medical Post noticia: “O Dr. Thomas Peterman, médico-epidemiologista responsável pela divisão de AIDS dos Centros de Controle de Moléstias . . . calculou que 12.000 americanos ficaram infectados com o HIV [o vírus da AIDS] em decorrência de transfusões de sangue contaminado de 1978-1984.”
Muitos desses receptores de sangue já morreram ou estão morrendo. Diversos hospitais aconselharam os que receberam transfusões de sangue antes da introdução dos novos métodos de teste em 1985 a se submeter ao teste anti-AIDS.
Estudos realizados pelos Centros de Controle de Moléstias, um órgão federal em Atlanta, calcularam que até o início de 1985 a maioria dos 10.000 americanos com hemofilia grave haviam sido infectados pelo vírus da AIDS. Além disso, de 30 a 50 por cento dos que padeciam de hemofilia mais branda também haviam sido infectados. Calcula-se que mais da metade dos hemofílicos no Brasil podem estar infectados com o vírus da AIDS.
A Dra. Margaret Hilgartner, do Hospital de Nova Iorque — Centro Médico Cornell, declarou: “Uma pessoa com hemofilia grave está exposta todo ano ao sangue de 800.000 a um milhão de pessoas diferentes. Antes de os laboratórios farmacêuticos começarem a tratar os produtos sanguíneos com calor, o risco de infecção era incrível.” Ela disse também: “Presenciamos cada vez mais suicídios entre jovens hemofílicos. Eles estão muito furiosos. Sentem-se como bodes expiatórios.”
Jonathan Goldsmith, do Centro Regional de Hemofilia do Nebrasca, em Omaha, afirmou que a terapia da transfusão “sempre foi perigosa, pois se está lidando com um produto biológico. Mas esse é o pior. Tem causado muita tristeza aos médicos. Nunca tencionamos que algo assim acontecesse.”
Pessoas casadas que foram infectadas com AIDS mediante transfusões de sangue podem transmitir a doença para o cônjuge por meio de relações sexuais. Num estudo sobre homens casados que contraíram AIDS de transfusões de sangue, descobriu-se que 14 por cento das esposas também tinham o vírus.
Na África, relata-se que cerca de 10 por cento de todos os homens e mulheres que têm o vírus da AIDS adquiriram-no por meio de sangue infectado que foi transfundido, ou por meio de agulhas contaminadas, tal como em vacinações. Uma vez que alguns estimam que talvez haja uns cinco milhões de portadores de AIDS ali, isso poderia significar que há mais de 500.000 pessoas na África Central que contraíram o vírus da AIDS através de sangue contaminado.
Estando a AIDS hoje tão disseminada, o que podem as pessoas fazer para proteger-se?
[Destaques na página 10]
Na África, a AIDS alastrou-se entre heterossexuais.
Na África, cerca de 10 por cento dos que têm o vírus da AIDS adquiriram-no por meio de sangue infectado.
[Fotos na página 9]
De início, a AIDS propagou-se principalmente por meio de homossexuais e toxicômanos. As transfusões de sangue também disseminaram a AIDS.
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Como evitar a AidsDespertai! — 1988 | 8 de outubro
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Como evitar a Aids
MUITOS órgãos governamentais e privados realizam campanhas educativas para ajudar as pessoas a aprender como evitar a AIDS. No entanto, o que muitas vezes falta em tais orientações é a consideração do aspecto moral. Raramente se faz algum apelo para evitar uma prática por esta ser moralmente errada.
Sobre isso, o comentarista de TV Ted Koppel disse a uma turma de formandos duma universidade: “Nós nos convencemos realmente de que lemas nos salvarão. Drogue-se se precisar, mas use uma agulha limpa. Desfrute o sexo quando e com quem quiser, mas use preservativo. Não! A resposta é não. Não porque isso não seja ‘legal’ ou inteligente, ou porque você talvez possa terminar na cadeia ou morrer na ala de AIDS dum hospital, mas não porque é errado, porque já vivemos 5.000 anos como raça de seres humanos racionais . . . buscando a verdade e os absolutos morais. A verdade nua e crua não é uma cortês batidinha no ombro. É uma tremenda repreensão. O que Moisés trouxe do monte Sinai não foram as Dez Sugestões.”
A Maneira de Evitar a AIDS
A epidemia da AIDS poderia ter sido evitada. Como disse The New York Times Magazine: “Trata-se da primeira epidemia da história da humanidade cujo controle depende inteiramente de nosso comportamento consciente.”
Para evitar a AIDS, uma regra fundamental precisa ser: Leve uma vida moralmente limpa. Isto implica em nenhuma relação sexual fora do casamento e em nenhum uso ilícito de drogas. Sim, é preciso haver uma mudança nos padrões de comportamento, pois, como noticiou a revista Science News, “é óbvio que é o comportamento que transmite o vírus causador da AIDS”.
Muito poucos dos que levam uma vida moralmente limpa contraem AIDS. É verdade que um cônjuge pode ter boa moral, mas o outro talvez seja imoral e esteja infectado com AIDS, podendo assim transmitir a doença para o cônjuge inocente. Naturalmente, o cônjuge inocente que suspeite que o outro é imoral ou toxicômano tem o direito de tomar medidas para se proteger. O inocente não precisa, por assim dizer, cometer suicídio.
O jornal Asahi Shimbun, de Tóquio, cita autoridades de saúde como dizendo: “Se estiver levando uma vida normal, não contrairá a doença. Assim, não há motivo para ficar excessivamente preocupado com a doença. Mas, se desejar ‘brincar’, faça-o assumindo o risco, o risco de cometer suicídio.” Shoko Nagaya, do Ministério da Saúde, aconselhou: “Conheça seu parceiro.”
Todavia, é realmente possível ‘conhecer o parceiro’ neste mundo permissivo, que tem fechado os olhos à imoralidade? Como poderá ter certeza de que seu parceiro não foi sexualmente imoral ou não se drogou, ficando assim exposto à AIDS?
Faz-se necessária uma educação que induza as pessoas a odiar o que é moralmente errado. E, independente dos conceitos permissivos da atualidade, o sexo fora do casamento é imoral, como também o é o uso ilícito de drogas. Tais práticas podem levar a doenças e à morte prematura.
Não Há Garantia
Em certo país, 93 por cento dos homens e mulheres de 18 e 19 anos entrevistados já haviam tido relações sexuais imorais. Apenas 25 por cento dos homens e 20 por cento das mulheres afirmaram ter usado alguma vez um preservativo (camisa-de-vênus) — o dispositivo médico recomendado por algumas autoridades médicas como medida para prevenir a AIDS. Noutro país, certo estudo revelou que, depois de diagnosticados como tendo AIDS, homossexuais masculinos apenas reduziram de 12 para 5 o número de parceiros no período de seis meses. Mais deles se sentem seguros devido ao crescente uso de preservativos.
Mas, constitui o uso de preservativos uma garantia? Diversas autoridades de saúde calculam que o índice de falha dos preservativos varia entre 2 e 10 por cento ou mais, sendo os preservativos de membrana natural muito menos eficazes do que os fabricados de látex. O jornal canadense The Financial Post relata: “Jack Layton, presidente do Conselho de Saúde de Toronto, diz que os profilácticos [preservativos] têm um índice de falha de até 30% na prevenção da gravidez.”
Beth Aub, escrevendo para o diário The Daily Gleaner, da Jamaica, diz: “O preservativo não é mais seguro hoje do que antes. De fato, é menos seguro, visto que o vírus da AIDS é muito menor do que o espermatozóide humano e, portanto, será tanto mais fácil escapar, e, ao passo que a mulher só pode engravidar durante alguns dias cada mês, ela fica exposta à AIDS sempre que faz sexo com um homem infectado. O preservativo não é seguro.” E o Dr. Koop, Médico-chefe do Serviço de Saúde dos EUA, adverte que os preservativos têm índices de falha “extraordinariamente elevados” quando utilizados por homossexuais.
Assim, tais dispositivos não constituem garantia contra a AIDS. Em vez disso, viver segundo as normas de elevada moral da Bíblia é, em muito, a melhor proteção.
É Seguro o Suprimento de Sangue?
Até serem iniciados os testes de sangue em 1985, milhares (talvez centenas de milhares se incluirmos a África) de pessoas contraíram AIDS através de sangue contaminado. Em certos lugares o número ainda é grande. Um relatório deste ano da África declara: “Um novo estudo descobriu que quase 1 de cada 15 crianças centro-africanas que recebem transfusões de sangue para combater a anemia ligada à malária pode, em resultado disso, ser infectada pelo vírus da AIDS. As transfusões são agora a fonte N.º 2 de transmissão da AIDS na região.”
Nos países ocidentais, afirma-se que o suprimento de sangue é agora praticamente seguro. Mas seguro até que ponto? Nos testes normais de AIDS, são os anticorpos que revelam a presença do vírus. Mas, como declara a revista The Economist, “os anticorpos encontrados no teste levam tempo para aparecer”. Doadores de sangue podem ter o vírus da AIDS, mas ainda não ter desenvolvido os anticorpos. Assim, embora declarados isentos de AIDS, possuem o vírus e podem transmiti-lo quando seu sangue é usado em transfusões. E o Centro de Hematologia de Nova Iorque calcula que cerca de 90 por cento dos que recebem transfusões de até mesmo uma única unidade de sangue contaminado com AIDS ficarão infectados pelo vírus da AIDS.
O Dr. Harvey Klein, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, afirma que talvez leve de seis semanas a três meses para os anticorpos aparecerem. Nesse ínterim, o sangue duma pessoa recém-infectada talvez não tenha anticorpos, ou não o suficiente deles, para serem detectados pelo teste.
A revista canadense The Medical Post declara: “Os anticorpos, detectáveis nos testes atuais, podem levar até seis meses para se desenvolver.” Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer dos EUA revelou que certas pessoas só desenvolvem anticorpos detectáveis 14 meses após serem infectadas pelo vírus da AIDS. Descobertas ainda mais recentes noticiadas em The Lancet, uma revista médica britânica, revelam que o vírus da AIDS talvez se multiplique em alguém muito antes de isso se evidenciar nos testes. Embora estejam sendo feitos esforços para desenvolver testes que possam detectar o vírus mesmo antes do aparecimento dos anticorpos, estes estão apenas num estágio inicial.
Um relatório médico publicado por especialistas da Universidade de Mogúncia, na República Federal da Alemanha, declara: “A terapia da transfusão tem de aceitar o fato de que não mais existe sangue absolutamente isento de HIV.”
Outras Doenças Transmitidas Pelo Sangue
O que agrava a questão é que outras doenças além da AIDS são com muito mais freqüência transmitidas por transfusões de sangue. O Dr. Klein declara: “A AIDS recebeu toda a publicidade. Mas, nos últimos 25 anos, o problema realmente mais importante relacionado com a transfusão de sangue é a hepatite pós-transfusional. E até mesmo hoje, a maior causa de morte ligada à transfusão de sangue é a hepatite pós-transfusional.”
Uma forma dessa doença é chamada de hepatite não-A/não-B. Nos Estados Unidos, mais de 190.000 pessoas contraem-na de transfusões de sangue todo ano. Dessas, umas 10.000 morrem ou sofrem danos físicos permanentes. O vírus ainda não foi claramente identificado, e no momento não há teste seguro para detectá-lo.
Assim, o diário médico francês Le Quotidien du Médecin declara: “Talvez as Testemunhas de Jeová estejam certas em recusar produtos que contenham sangue, pois é verdade que considerável número de agentes patogênicos podem ser transmitidos pelo sangue transfundido.”
Uma Escolha a Fazer
Cada pessoa precisa fazer uma escolha nessa questão. Se a escolha for continuar com relacionamentos imorais ou com o uso ilegal de drogas, então precisará arcar com as conseqüências: ceifará o mal por semear o erro moral.
Mas, quem deve estabelecer valores morais corretos? Bem, quem melhor conhece nossa constituição e as conseqüências da violação de tais normas de moral? Certamente, o Criador dos humanos. E, em sua Palavra inspirada, a Bíblia, ele diz claramente: “De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará; porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrupção.” — Gálatas 6:7, 8.
Não há dúvida de que o Criador do homem determinou que o homossexualismo, a fornicação e o adultério são erros morais, como também o é o uso ilícito de drogas. Sua Palavra nos diz: “Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam como homens” podem esperar receber a aprovação de Deus. — 1 Coríntios 6:9; veja também 2 Coríntios 7:1.
A Bíblia adverte: ‘Persisti em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação.’ (Atos 15:29) A palavra grega usada aqui para “fornicação” inclui todo tipo de relação sexual, exceto a entre um homem e sua esposa. E notou que esta ordem inclui evitar o uso de sangue?
As palavras seguintes desse texto aplicam-se hoje com mais força ainda. Rezam: “Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!” Considere como muitos morreram e ainda morrerão de AIDS devido a atividades sexuais imorais e a drogas, bem como os milhares (possivelmente centenas de milhares na África) devido a sangue contaminado. Considere também as centenas de milhões cuja saúde está sendo prejudicada por outras doenças sexualmente transmissíveis, bem como por outras complicações causadas por transfusões de sangue e pela toxicomania.
Somando tudo isso, temos um gigantesco tributo em matéria de saúde precária e morte precoce. Em vista das conseqüências, podemos perceber a sabedoria do Criador ao proibir tais práticas.
O Professor Vicente Amado Neto, infectologista brasileiro, diz: “Costumo dizer, de brincadeira, que a melhor prevenção para a AIDS é o sujeito tornar-se Testemunha de Jeová, porque os adeptos dessa religião não são homossexuais, nem bissexuais, são fiéis ao casamento — eles se relacionam para a procriação — não se drogam e, para completar, não tomam transfusão de sangue.”
A revista Toronto Life declara: “A única solução precisa para a AIDS é o celibato que conduz à monogamia.” E Valentin Pokrovsky, presidente da Academia de Ciências Médicas da União Soviética, afirma: “O combate à AIDS não pode limitar-se aos esforços médicos. Os melhores meios de prevenir a AIDS são um modo de vida saudável, pureza nas relações entre os sexos e fidelidade conjugal.”
Sim, aceitar as normas do Criador para o comportamento humano é a melhor forma de evitar a AIDS.
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