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Despertai! — 1988
g88 8/10 pp. 4-6

Portadores da Aids — quantos poderão morrer?

QUANDO a AIDS foi identificada em 1981, as autoridades de saúde calculavam que cerca de 5 a 10 por cento dos portadores do vírus contrairiam a doença e morreriam. Mas, o vírus revelou ter um longo período de incubação. Pode levar cinco ou mais anos para os sintomas se manifestarem.

Agora, com a experiência dos últimos oito anos, algumas autoridades calculam que de 40 a 50 por cento, ou mais, dos portadores do vírus da AIDS manifestarão a doença e morrerão. O relatório AIDS and the Third World declarou: “Afirma-se que uma projeção de computador prediz que 50% dos portadores do HIV desenvolverão a AIDS plenamente estabelecida em cinco anos, e 75%, em sete anos.” (A sigla “HIV” deriva das palavras inglesas para “Vírus da Imunodeficiência Humana”, o vírus da AIDS.)

Essa publicação prosseguia: “Muitos médicos especialistas, e a maioria dos virólogos, acreditam agora que o índice de mortes entre os portadores do HIV chegará bem perto dos 100%. . . . A crença de que todos por fim morrerão baseia-se em parte no fato de que, cada ano que passa, mais pessoas que contraíram o vírus três ou quatro ou cinco anos atrás desenvolvem efetivamente a doença. E baseia-se em parte nos estudos do próprio vírus HIV.” Naturalmente, tais conceitos são conjecturas. Só o tempo dirá se estes se concretizarão.

O Dr. Anthony Fauci, pesquisador dos Institutos Nacionais de Saúde nos Estados Unidos, comentou que cerca de 90 por cento das pessoas com testes positivos para anticorpos do HIV apresentam, no prazo de cinco anos, algum tipo de deficiência imunológica.

Mesmo que “apenas” 50 por cento dos 50 milhões a 100 milhões de portadores do vírus previstos para o futuro próximo morram, isso significará milhões de mortes anuais em algum período da próxima década. Somente na África, certa fonte prevê o número de mortes como sendo de possivelmente dezenas de milhões.

Comparada com a Guerra

As conseqüências do flagelo da AIDS, no que tange à perda de vidas, aos danos causados à sociedade, e ao fardo financeiro, estão sendo comparadas com as conseqüências de grandes guerras.

Por exemplo, nos Estados Unidos cerca de 40.000 pessoas já morreram. Afirma-se que de um a dois milhões de pessoas adicionais estão infectadas. Só na cidade de Nova Iorque, calcula-se que entre 250.000 e 400.000 habitantes são portadores do vírus. Em certas partes da cidade, a AIDS tornou-se a doença infecciosa mais comum em recém-nascidos.

Embora o índice de aumento nos Estados Unidos tenha diminuído entre alguns grupos de alto risco, e o temido aumento explosivo da AIDS entre os heterossexuais não tenha ocorrido, o número de mortes será ainda muito elevado no futuro próximo. Os Centros de Controle de Moléstias dos Estados Unidos, em Atlanta, calculam que até o fim de 1991 mais de 200.000 americanos terão morrido de AIDS. No ano de 1991, prevê-se que mais de 50.000 morrerão em decorrência dela. E, até o fim de 1992 — apenas quatro anos a contar de agora mais americanos poderão ter morrido de AIDS do que os que morreram na Primeira Guerra Mundial, na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã juntas.

De fato, a revista The Futurist declara: “A AIDS poderá matar até o fim deste século mais pessoas do que as que foram mortas em todas as nossas guerras [de todas as nações].”

Os custos previstos são estonteantes. Nos Estados Unidos, a estimativa é de US$ 50.000 (uns Cz$ 16 milhões) ou mais por ano para cada paciente. Assim, nos anos à frente, serão necessários anualmente muitos bilhões de dólares para cuidar dos pacientes. Alguns temem que os sistemas de saúde serão incapazes de arcar com o volume de pacientes ou com o custo disso.

Pior na África

Na África, poucas guerras, se é que alguma, já fizeram o que a AIDS está fazendo agora. A revista britânica New Scientist comenta: “A AIDS está assolando a África.” Um artigo do jornal dinamarquês Politiken afirmou: “A principal autoridade de AIDS em Uganda declara: ‘A menos que algo mude, um de cada dois adultos será HIV-positivo no ano 2000.’ Quase metade de todos os casos de AIDS na África são mulheres na idade de procriação. As crianças representam um de cada cinco casos de AIDS em Ruanda. Na Zâmbia, 6.000 bebês nascerão este ano com AIDS. Das 800 prostitutas que fizeram o teste em Nairobi, nove dentre 10 estavam infectadas com o HIV. E tais mulheres dormem, em média, com 1.000 clientes por ano.”

“Se não fizermos nada, o continente morrerá”, diz Pieter Piot, um especialista belga. Jonathan Mann, que lidera a campanha da OMS, declara: “A alternativa é desistir da África, como se o mundo não fosse um único planeta. Mas, a epidemia não pode ser detida em nenhum país antes de ser detida em todos eles.”

Assim, muitas autoridades médicas acham que a catástrofe global da AIDS já começou. O secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuéllar, chamou isso de “conflito global” que “nos ameaça de todas as conseqüências da guerra”.

Em alguns aspectos, ela é pior do que a guerra. Por quê? Porque não se avista o fim dela, as mortes continuam a aumentar e os “feridos” não se restabelecem.

[Destaques na página 5]

‘Muitos acreditam agora que o índice de mortes entre os portadores do HIV chegará bem perto dos 100 por cento.’

“A AIDS poderá matar até o fim deste século mais pessoas do que as que foram mortas em todas as nossas guerras.”

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