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  • Portadores da Aids — quantos poderão morrer?
    Despertai! — 1988 | 8 de outubro
    • no ano 2000.’ Quase metade de todos os casos de AIDS na África são mulheres na idade de procriação. As crianças representam um de cada cinco casos de AIDS em Ruanda. Na Zâmbia, 6.000 bebês nascerão este ano com AIDS. Das 800 prostitutas que fizeram o teste em Nairobi, nove dentre 10 estavam infectadas com o HIV. E tais mulheres dormem, em média, com 1.000 clientes por ano.”

      “Se não fizermos nada, o continente morrerá”, diz Pieter Piot, um especialista belga. Jonathan Mann, que lidera a campanha da OMS, declara: “A alternativa é desistir da África, como se o mundo não fosse um único planeta. Mas, a epidemia não pode ser detida em nenhum país antes de ser detida em todos eles.”

      Assim, muitas autoridades médicas acham que a catástrofe global da AIDS já começou. O secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuéllar, chamou isso de “conflito global” que “nos ameaça de todas as conseqüências da guerra”.

      Em alguns aspectos, ela é pior do que a guerra. Por quê? Porque não se avista o fim dela, as mortes continuam a aumentar e os “feridos” não se restabelecem.

  • Por que a Aids é tão letal
    Despertai! — 1988 | 8 de outubro
    • Por que a Aids é tão letal

      PARA compreendermos melhor como podemos proteger-nos da AIDS, precisamos saber por que ela é tão letal. O que torna esse vírus mais difícil de lidar do que os demais vírus?

      Os vírus são os menores de todos os organismos causadores de doenças, muito menores do que as bactérias. A gripe, a paralisia infantil e o resfriado comum são causados por diferentes vírus. Uma vez que o vírus penetra numa célula hospedeira, ele poderá matar a célula ou simplesmente ficar “dormente” ali até tornar-se posteriormente mais ativo. No caso do vírus da AIDS, talvez leve cinco ou mais anos para os sintomas se manifestarem.

      Por Que É Tão Letal

      O que torna o vírus da AIDS tão letal é que ele ataca e inutiliza células importantes inclusive glóbulos brancos que o corpo produz para resistir às doenças. Esses glóbulos brancos (chamados linfócitos T4) constituem a principal defesa do corpo contra doenças.

      Quando esses glóbulos brancos são inutilizados pelo vírus da AIDS, não mais conseguem realizar seu trabalho. Assim, o sistema imunológico do corpo é destruído. Infecções que antes talvez não representassem ameaça à vida são agora uma ameaça. Estas incluem outros vírus, parasitas, bactérias, fungos ou diversos tipos de câncer.

      Uma vez que o corpo não mais é capaz de combater essas infecções, elas evoluem até a morte da vítima. Tais infecções são chamadas de oportunistas. Tiram proveito da oportunidade que a supressão do sistema imunológico do corpo lhes proporciona. Uma pessoa com AIDS pode contrair diversas dessas infecções ao mesmo tempo.

      Alguns dos sintomas iniciais da AIDS são: fadiga prolongada e inexplicável; inchaço de gânglios que pode durar meses; febres persistentes ou suores noturnos; diarréia persistente; inexplicável perda de peso; lesões descoloradas da pele ou das membranas mucosas que não desaparecem; tosse persistente e inexplicável; um revestimento espesso e esbranquiçado na língua ou na garganta; fácil surgimento de hematomas ou sangramentos inexplicáveis. Estes sintomas iniciais são muitas vezes chamados de “Complexo Relacionado com a AIDS”, ou ARC (AIDS Related Complex).

      Quando a AIDS se estabelece plenamente, doenças letais se desenvolvem. Entre as mais comuns estão as infecções pulmonares causadas por parasitas conhecidos como Pneumocystis carinii, e o câncer da pele chamado de sarcoma de Kaposi, que também envolve órgãos internos. Além disso, o vírus da AIDS pode afetar o cérebro, causando paralisia, cegueira, demência e por fim a morte. O Dr. Richard T. Johnson, professor de neurologia da universidade John Hopkins, declarou: “O HIV [o vírus da AIDS] está presente no cérebro de pelo menos 1 milhão de pessoas nos EUA.”

      A AIDS plenamente estabelecida é acompanhada de dor e de incontrolável perda de peso, ficando o corpo cada vez mais fraco até ocorrer a morte. Na África, diz a revista The Lancet, a AIDS “tem sido associada à ‘doença do emagrecimento’, termo que descreve a grande perda de peso que acompanha a diarréia.” O prazo decorrente entre o início da doença e a morte pode ser de um ano ou menos, ou de vários anos.

      Vírus Persistente

      Há outro fator que contribui para tornar o vírus da AIDS mais letal do que os demais. Ele possui mecanismos inerentes para sobreviver que não são comuns a outros vírus.

      Por exemplo, nos humanos o vírus da gripe talvez dure apenas alguns dias ou semanas, e ele estimula os anticorpos que ajudam a proteger a vítima contra infecção adicional proveniente daquele vírus específico. Uma vez que a epidemia segue seu curso, ela desaparece. A gripe pandêmica de 1918 durou somente cerca de um ano. O vírus da febre amarela depende de mosquitos, que diminuem de número com a mudança de estação. O sarampo pode também acometer rapidamente uma população suscetível e depois desaparecer.

      Entretanto, presume-se que o vírus da AIDS seja persistente. É provável que ele permaneça no hospedeiro humano durante a vida toda e não desapareça por si só. A vítima não se recupera da AIDS plenamente estabelecida, e assim é incapaz de criar um tipo de imunidade que resistiria a uma recorrência.

      Ademais, o vírus da AIDS revelou uma variação significativa em sua composição genética, tornando mais difícil o desenvolvimento duma vacina. E os vírus passam geralmente por mutações, isto é, modificam seu caráter. Por exemplo, há muitos tipos diferentes de vírus de gripe e de resfriado. Já se identificou um segundo tipo de vírus da AIDS na África e em outros lugares. Talvez seja necessário uma vacina diferente para cada tipo.

      Mas, por que a AIDS se alastrou tanto? Que práticas contribuíram para sua insidiosa infiltração na família humana?

      [Foto na página 7]

      Os glóbulos brancos T do sistema imunológico do corpo normalmente rechaçam invasores prejudiciais.

      [Quadro na página 7]

      FATORES QUE PREPARAM O CAMINHO PARA A AIDS

      De acordo com a revista médica britânica The Lancet, todo ano mais de 300 milhões de pessoas adicionais no mundo inteiro ficam infectadas com doenças sexualmente transmissíveis tais como gonorréia, sífilis, herpes e clamídia. Estas podem enfraquecer o corpo, tornando-o talvez ainda mais suscetível ao vírus da AIDS. O uso recreativo ou ilegal de drogas também pode diminuir a resistência do corpo à AIDS.

      Também, nos países em desenvolvimento, a falta de boa nutrição devido à pobreza e a falta de instalações adequadas para o tratamento da saúde contribuem para impedir que o corpo crie resistência à AIDS. A saúde de centenas de milhões de pessoas em tais regiões já deixa a desejar, facilitando ainda mais que o vírus reclame mais vítimas.

  • Por que a Aids se alastrou tanto?
    Despertai! — 1988 | 8 de outubro
    • Por que a Aids se alastrou tanto?

      POR que será que a AIDS se alastrou tanto? Embora não se saiba ao certo como, quando ou onde ela se originou, há padrões gerais que explicam sua disseminação. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, a principal via de disseminação da AIDS foi a atividade homossexual masculina. Quando a epidemia foi identificada, surgia quase que exclusivamente entre homossexuais (e bissexuais) masculinos. Até pouco tempo, mais de 70 por cento das vítimas adultas eram homossexuais masculinos.

      Daí, a AIDS começou a surgir entre usuários de drogas endovenosas. Dentro de poucos anos, mais de 15 por cento de todos os casos pertenciam a este grupo, que está aumentando. Em certos lugares, metade de todos os usuários de drogas endovenosas tem o vírus da AIDS. Assim, a revista Science declarou: “A grande maioria dos americanos infectados hoje são quer homossexuais, quer usuários de drogas endovenosas.”

      Em São Francisco, EUA, 50 por cento ou mais dos homossexuais masculinos são portadores do vírus da AIDS. A comunidade homossexual da cidade está sendo devastada pelas mortes decorrentes da AIDS. Um longo estudo realizado ali sobre homossexuais masculinos revelou que, dos que foram diagnosticados como tendo o

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