BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Página dois
    Despertai! — 1990 | 8 de julho
    • [Crédito da foto na página 5]

      Foto da capa: Cortesia de “The Pedigree Mutt Pet Shop”

  • Pesquisas com animais — bênção ou maldição?
    Despertai! — 1990 | 8 de julho
    • ou controladas neste século — a pólio, a difteria, a caxumba, o sarampo, a rubéola, a varíola e outras — foram conquistadas através da pesquisa feita com animais. Os anestésicos e os analgésicos, a alimentação e as medicações intravenosas, a radioterapia e a quimioterapia para o câncer, todos foram testados e provados eficazes primeiramente em animais. E estes são apenas alguns itens.

      “Não existe praticamente nenhum grande tratamento ou procedimento cirúrgico na medicina moderna que poderia ter sido desenvolvido sem as pesquisas feitas com animais”, disse um famoso neurologista, o Dr. Robert J. White. “Os trabalhos feitos com cães e outros animais levaram à descoberta da insulina e do controle do diabetes, à cirurgia de coração aberto, ao marca-passos cardíaco e à inteira área dos transplantes de órgãos. A pólio . . . já foi quase que totalmente erradicada nos Estados Unidos, através de vacinas preventivas, aperfeiçoadas em macacos. Os pesquisadores, por trabalharem com animais, elevaram a taxa de cura de crianças que padecem de leucemia linfóide aguda, de quatro por cento, em 1965, para 70 por cento, atualmente”, disse o mesmo médico.

      O papel das pesquisas feitas com animais é confirmado por Harold Pierson, ex-assistente de laboratório, que trabalhou sob a direção do Dr. F. C. Robbins, na Universidade “Western Reserve”, de Cleveland, Ohio, EUA. Ele disse a Despertai! que seu programa para descobrir uma vacina oral contra a poliomielite envolvia a utilização de rins de macacos. O tecido de um rim podia ser usado para milhares de testes. Explicou ele: “Os macacos eram conservados em condições humanitárias, e eram sempre anestesiados, quando operados. Por certo não havia nenhuma crueldade deliberada. No entanto, devido às operações a que foram submetidos, tornaram-se vítimas involuntárias da crueldade científica.”

      Operações do Coração e Mal de Alzheimer

      Em resultado direto das pesquisas feitas com animais, desenvolveram-se novas técnicas cirúrgicas para desobstruir artérias bloqueadas por depósitos de colesterol, prevenindo assim muitos ataques cardíacos — a principal causa de morte no mundo ocidental. Por realizarem primeiramente experimentos com animais, os médicos aprendem a remover com êxito tumores maciços do cérebro humano e religar vários membros decepados — braços, pernas, mãos e dedos. O Dr. Michael DeBakey, que realizou a primeira cirurgia bem-sucedida de ponte coronariana, disse: “Em meu próprio campo de investigação clínica, praticamente todo desenvolvimento pioneiro na cirurgia cardiovascular baseava-se na experimentação feita com animais.”

      Sobre o mal de Alzheimer, o Dr. Zaven Khachaturian, do Instituto Nacional de Geriatria, dos EUA, disse: “Oito anos atrás, estávamos na estaca zero. Houve incrível progresso na pesquisa sobre o mal de Alzheimer, graças aos nossos investimentos em pesquisa básica a respeito do funcionamento do cérebro, que remontam à década de 30.” O grosso do trabalho envolvia animais, e o médico comentou que eles detêm a chave para o contínuo progresso.

      AIDS e o Mal de Parkinson

      As pesquisas mais cruciais, atualmente, e as que fazem com que os cientistas e os imunologistas trabalhem muitas horas extras, é a duma vacina contra a temível doença da AIDS, que alguns peritos calculam que matará cerca de 200.000 pessoas, apenas nos Estados Unidos, por volta de 1991. Em 1985, os cientistas do Centro Regional de Primatas da Nova Inglaterra tiveram êxito em isolar o vírus STLV-3 (SAIDS, a forma simiesca da AIDS) em macacos do gênero Macacus, e em introduzi-lo em outros. Disse o Dr. Norman Letvin, imunologista do Centro Regional de Primatas da Nova Inglaterra: “Agora que o vírus já foi isolado, temos um modelo animal em que podemos desenvolver vacinas para macacos e para humanos. É possível aprender muito mais com reduzidíssimo número de animais, num estudo controlado, do que por observar centenas de pacientes humanos com AIDS.”

      Os médicos do Centro Regional de Pesquisas com Primatas de Yerkes, da Universidade de Emory, de Atlanta, EUA, foram os primeiros a demonstrar, por meio de seus estudos com macacos Rhesus, a possibilidade de se implantar tecido produtor de dopamina no cérebro, como tratamento para o mal de Parkinson. Desde 1985, neurocirurgiões têm realizado cirurgias em humanos, no Hospital da Universidade de Emory. Os médicos acham que isto poderá levar a um grande avanço na descoberta de uma cura para tal doença.

      O homem tem-se voltado para os animais, em sua busca de respostas para perguntas atordoadoras sobre como aprimorar e manter, ainda que temporariamente, sua própria vida imperfeita. No entanto, a utilização de animais em pesquisas médicas suscita significativas questões morais e éticas de difícil solução.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar