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“Deve nosso bebê ser circuncidado?”Despertai! — 1980 | 22 de março
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uma morte em mais de meio milhão de circuncisões realizadas na cidade de Nova Iorque entre 1939 e 1951.
Bem, mesmo uma morte em mais de meio milhão é uma perda terrível; mas perguntávamo-nos se mesmo estes casos raros não poderiam ser eliminados se a operação fosse realizada no dia cientificamente seguro. Após a devida consideração, decidimos que, se realizada no oitavo dia por um médico experiente, a circuncisão provavelmente seria um dos menores riscos que nossos filhos poderiam enfrentar, e que os possíveis riscos seriam sobrepujados pelos prováveis benefícios.
Os Benefícios Esperados
Visto que a circuncisão obrigatória foi divinamente abolida durante o primeiro século, sabíamos que nossos filhos não poderiam vangloriar-se de mérito religioso por causa da circuncisão. (Atos 15:1-29; 1 Cor. 7:19) Também sabíamos que o prepúcio é uma parte da criação de Jeová e que ele não requereu que seus servos antes de Abraão o removessem, nem o requer de seus adoradores cristãos. Sabíamos que o futuro de nossos filhos como servos do Altíssimo dependeria da mais importante ‘circuncisão do coração’, ou seja, remover do coração o que é supérfluo e que contribui para o desenvolvimento da impureza. — Rom. 2:29; Col. 3:5-11.
Não obstante, que há um valor prático na circuncisão foi explicado no periódico Science News Letter, de 31 de outubro de 1964: “A razão para a circuncisão é o asseio, impedir o acúmulo de uma mistura irritante chamada esmegma no apertado espaço entre a glande masculina e o prepúcio que a recobre.” Um artigo na publicação Today’s Health explica que “o esmegma . . . se não for removido . . . torna-se um mal cheiroso campo de cultivo de bactérias que causam irritação e infecção.”
Os oponentes da circuncisão rotineira sugerem que “se se pode ensinar a uma criança a dar laço nos sapatos ou escovar os dentes ou lavar atrás das orelhas, também se pode ensinar-lhe lavar por baixo do prepúcio”. Sem dúvida isto se dá com muitas crianças. Mas, lamento dizê-lo, nossos meninos nunca foram diligentes ou meticulosos em nenhuma destas tarefas! E, ao passo que o pior que se pode esperar de dentes mal limpos seja a cárie dentária, bem mais pode estar envolvido no caso de prepúcio sujo.
Estudos realizados na América, Europa e Ásia revelaram uma incidência bem maior de câncer do pênis em homens incircuncisos do que em circuncisos. De fato, conforme M. S. Eiger, Doutor em Medicina, advertiu: “O câncer do pênis virtualmente nunca ocorre num homem que foi circuncidado na infância.” Estes estudos têm sido tão conclusivos que até mesmo um destacado oponente da circuncisão, nos Estados Unidos, admitiu: “Higiene sexual deficiente, condições higiênicas inadequadas, e doenças venéreas, tendem a aumentar a incidência de cânceres geniturinários nos grupos éticos ou nas populações que não praticam a circuncisão. Nestes grupos, então, a circuncisão seria indicada.”
Este mesmo médico, porém, não acha que a circuncisão rotineira seja necessária nos E. U. A., onde um alto grau de higiene pessoal está ao acesso (da maioria das pessoas). Um artigo na publicação Woman’s Day declara que “a higiene adequada confere quase a mesma proteção contra o câncer do pênis do que a circuncisão”.
No entanto, o câncer do colo do útero, o terceiro câncer mortífero mais comum entre as mulheres estadunidenses, é praticamente desconhecido entre as mulheres judias. Muitas autoridades acham que o fato de os homens judeus serem circuncidados é o fator que contribui para isto.
Um estudo feito na Iugoslávia comparou muçulmanos circuncisos emancipados e não-muçulmanos incircuncisos. Descobriram duas vezes mais lesões pré-malignas no colo do útero de esposas de não-muçulmanos incircuncisos do que no de esposas de muçulmanos emancipados circuncisos (11 em 1.000 nos primeiros, 5,5 em 1.000 nos últimos). O interessante é que descobriram que a ocorrência desta doença entre os muçulmanos ortodoxos (que praticam a circuncisão na adolescência, junto com outras formas de higiene sexual) era zero.
Mas é cruel a circuncisão? Bem, para nós, a proteção oferecida pela circuncisão pareceu-nos mais do que compensar a dor momentânea. Lembramos que, em muitos dos melhores investimentos da vida, “melhor é o fim posterior dum assunto do que o seu princípio”. (Ecl. 7:8) Não tememos produzir em nossos filhos personalidades amedrontadas, pois lembramos de muitas personalidades desejáveis entre as fileiras dos circuncisos.
Foi a NOSSA Decisão
Compreendemos que nem todos os pais concordam com nossa decisão. Quer os pais façam opção pela circuncisão, quer não, sua decisão merece o respeito dos outros. Especialmente se forem cristãos, podemos ter certeza de que não tomaram qualquer decisão, de modo irrefletido, envolvendo seus filhos. Certo pai cristão explicou sua decisão do seguinte modo: “Gabriel teve um nascimento prematuro, e sentimos que não deveríamos acrescentar às suas dificuldades a ferida da circuncisão. Naturalmente, os lembretes de Jeová nos deixaram apercebidos da importância do asseio genital, de modo que o temos instruído cuidadosamente neste respeito.”
Muitos pais podem achar que não podem arcar com a despesa da operação, ou talvez ela não lhes seja prontamente disponível. Por fim, alguns talvez raciocinem que se Jeová pensasse que a circuncisão fosse indispensável ele não teria feito com que cessasse este mandamento antigo.
Isto, então, faz com que nosso exame volte ao ponto de partida, deixando a decisão a quem ela realmente compete: a vocês, os pais. — Contribuído.
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A Comemoração da morte de CristoDespertai! — 1980 | 22 de março
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A Comemoração da morte de Cristo
A morte de Jesus Cristo tem profundo significado para todos os cristãos genuínos. Foi mediante a sua morte que a humanidade foi resgatada da morte para a vida. Portanto, a morte de Cristo significará, em breve, o alívio da doença, do sofrimento e da morte. Mesmo os nossos entes queridos falecidos terão a oportunidade de serem ressuscitados, sob o reino de Deus por Cristo, para viver numa terra transformada em paraíso.
Assim, com todos estes aspectos positivos, não foi de admirar que, em 1979, 5.323.766 pessoas se reuniram para comemorar a morte de Cristo, ou a Refeição Noturna do Senhor, em todo o mundo, sendo que 299.453 delas no Brasil. Agora, em 1980, espera-se que um total ainda maior compareça a esta única comemoração ordenada por Cristo, a ser realizada em todos os Salões do Reino das Testemunhas de Jeová, na segunda-feira, 31 de março, depois do pôr-do-sol.
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