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  • Paralítico — mas levando uma vida plena
    A Sentinela — 1976 | 1.° de setembro
    • Paralítico — mas levando uma vida plena

      Conforme narrado por Rodolfo Barin, das Filipinas

      JÁ SE passaram sete anos desde que era capaz de ficar em pé e andar sem a ajuda de alguém. Há cinco anos, ainda podia escrever meu nome e alimentar-me, mas, durante o último ano, até mesmo essas tarefas simples são impossíveis para mim. Quando leio, outra pessoa tem de virar as páginas para mim, e, se eu me inclinar demais para a frente, na minha cadeira de rodas, a cabeça me cai no peito e não consigo levantá-la outra vez sem ajuda. Sofro daquela paralisia aleijadora conhecida como esclerose múltipla.

      Visto que eu era homem de boa constituição física e robusto, de trinta e sete anos, quando fui acometido por esta doença, talvez se pergunte como pude manter-me animado e ativo. Como combati as trevas do desânimo durante minha batalha de onze anos com este inimigo implacável? A resposta remonta ao ano de 1957, quando dediquei minha vida para servir nosso Criador, Jeová Deus

      APRENDI A TER CONFIANÇA EM JEOVÁ

      Embora levasse mais de dois anos de estudo com as Testemunhas de Jeová, antes de eu ficar plenamente convencido da verdade da Bíblia, não obstante, quando fiquei convencido, esforcei-me a fazer mudanças na minha vida. Eu era então proprietário dum lucrativo bar e duma boate, e era beberrão e fumante inveterado. Mas, depois de considerar o conselho bíblico em 2 Coríntios 7:1, que diz “purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito”, abandonei meus hábitos maus. Vendi o bar com prejuízo monetário e procurei convencer as moças que trabalhavam ali a transformarem sua vida por aplicarem o conselho de Deus. Algumas acataram isso e deixaram de trabalhar na boate. Isto mostrou ser uma decisão acertada, porque a situação delas, anos depois, era muito melhor do que a das moças que continuaram ali.

      Ao passo que eu, intransigentemente, aplicava os princípios bíblicos, logo sofri toda sorte de ultrajes de amigos e colegas. Embora eu tivesse ocupado um cargo de responsabilidade numa grande manufatureira em Manila, os amigos zombavam de mim, por eu não querer participar em práticas comerciais que violavam a Palavra de Deus. Sua atitude magoava-me, mas, olhando agora para trás, dou-me conta de que eu me estava achegando cada vez mais a Jeová e era fortalecido pela minha confiança nele. Esta força espiritual mostrou-se vital nos dias tenebrosos que me aguardavam.

      Mais tarde, deixei meu serviço secular e fundei minha própria agência de serviço promocional, a qual, com o tempo, tornou-se próspera e uma operação de âmbito nacional. Ela emprega agora regularmente oitenta pessoas e às vezes até duas vezes este número. Cerca de 90 por cento de meus empregados são Testemunhas de Jeová.

      Embora relativamente pequena, minha firma recebeu muitas vezes os serviços promocionais mais delicados de nosso cliente. Nossa agência sempre recebeu as promoções esmeradas que envolvem vultosas somas de dinheiro. Isto não se dá porque cobramos menos, mas — conforme me orgulho de dizer — porque nosso pessoal, devido à sua religião, é conhecido como excecionalmente honesto. Assim, os gerentes de nosso cliente sempre nos pedem que designemos as tarefes a pessoas que são Testemunhas de Jeová.

      Mas, conforme é de se esperar, o apego às leis e aos princípios de Jeová também trouxe provações. Quando me neguei a promover um produto saponáceo que oferecia como prêmio objetos religiosos, tais como crucifixos, quadros e imagens, isso trouxe a ira de um dos representantes daquela firma, que perguntou: “Por que se nega a lidar com objetos religiosos que agradam aos fregueses?”

      “Bem”, disse eu, “Deus detesta o uso de imagens, de modo que não tocamos nelas”.

      Quando ele salientou com desprezo que nós éramos duma religião diferente, respondi: “Contudo, se eu fosse da sua religião, ainda teria mais motivo para me negar. Certamente não rebaixaria tanto a meu Deus, que trocasse seu retrato por alguns invólucros de sabonete.” Depois desta palestra, nunca mais ouvimos nada sobre este assunto.

      Mas, havia experiências similares. Certa vez, sem o meu conhecimento, foram incluídos bilhetes de loteria como prêmios em alguns artigos. Depois, quando eu soube disso, objetei imediatamente, mas responderam à minha objeção com conversa sobre rompimento de contrato e um possível processo contra mim. No entanto, mantive-me firme, dizendo-lhes que eu estava disposto a agüentar as conseqüências. E qual foi o resultado? Eles cederam e retiraram os bilhetes.

      Em outra ocasião, no meio duma campanha promocional no sul das Filipinas, meus empregados que eram Testemunhas pediram licença para assistir a uma assembléia de distrito de quatro dias. Concordei logo. Quando nosso cliente soube disso, essa firma ficou indignada, dizendo que não toleraria tais interrupções no futuro. Aproveitei a oportunidade para dizer-lhes que, mesmo que eu quisesse que as Testemunhas faltassem às suas assembléias, elas ainda assim não deixariam de ir. Lembrei-lhes também que sua firma preferia nossos homens porque eram honestos, trabalhadores e esmerados. Salientei que, visto que é nestas assembléias que nossos empregados obtinham o conhecimento e o espírito que os tornavam o que eram, seria contrário aos melhores interesses de sua firma impedir que assistissem a elas. Novamente prevaleceu a força de nosso argumento.

      PRIMEIRAS BÊNÇÃOS DE JEOVÁ

      Mas, não foram apenas estas provas de minha fé que me fortaleceram. Quase que como preparando-me para enfrentar minha doença debilitante, Jeová Deus abençoou-me com muitos privilégios entre seu povo. Apenas um ano após a minha dedicação e batismo, fui designado para superintendente na recém-formada Congregação Roosevelt, na Cidade Quezon, perto da filial filipina da Sociedade Torre de Vigia. Embora eu me sentisse inadequado para a tarefa, fui amorosamente animado pelos meus irmãos cristãos, e também pelo superintendente da filial, que então se associava com essa congregação. Quão satisfatório era ver a congregação crescer durante os próximos anos! Em 1964, foi possível fundar uma nova congregação, num subúrbio distante da Cidade Quezon, para cuidar de doze pessoas, que tinham dificuldades em freqüentar as reuniões. Fui designado para superintendente desta recém-formada Congregação Novaliches.

      Visto que eu morava a cerca de vinte e cinco quilômetros de distância, decidi mudar-me permanentemente para Novaliches, a fim de estar perto da nova congregação. Com o seu aumento, no decorrer dos anos, dos originais doze para os atuais 200 pregadores do Reino, tive o privilégio de ajudar a construir um grande Salão do Reino, num terreno vizinho à minha casa.

      Foi cerca de três meses depois da formação desta nova congregação que senti os primeiros efeitos de minha doença, em junho de 1964.

      UMA DESCONCERTANTE DOENÇA

      Ela começou por eu ter visão dupla e por sentir espasmos oculares, em resultado do enfraquecimento dos músculos oculares. O efeito imediato foi o de me dar muita vertigem. Depois de passar o dia sofrendo no escritório, fui obrigado a chamar o médico, que me deu uma receita. Passaram-se dias, sem mudança notável. Comecei a sentir-me deprimido. Era-me difícil suportar a perspectiva de esta doença estorvar minha atividade cristã.

      Para reduzir o efeito estonteante da visão dupla, cobri um dos olhos, e depois alternava com o outro. Assim pude cumprir com minhas obrigações congregacionais e familiares, embora com muita dificuldade. Depois de dois meses, recuperei a visão normal, e sou grato de que ainda enxergo bem. Todavia, o problema com os meus olhos foi apenas o prelúdio do próximo estágio da doença. Em pouco tempo, comecei a notar um enfraquecimento na minha perna esquerda, conjugado com insensibilidade. Isto reduziu meu andar a um movimento cambaleante e tropegante, que de início corrigi com o uso de uma bengala.

      Consultei médicos diferentes, mas o seu diagnóstico variava segundo o número deles. Com o passar dos meses, e minha doença permanecendo sem identificação, eu persistentemente olhava para além de mim mesmo, para o grande Médico e Dador da vida, Jeová Deus. Decidi firmemente que o medo nunca teria lugar no meu coração, e tirei muito consolo do texto inspirado do Salmo 55:22: “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te susterá. Nunca permitirá que o justo seja abalado.”

      Por volta de 1966, a doença já havia progredido ao ponto de minha perna direita começar a ceder, junto com um endurecimento dos meus membros inferiores. Em 1968, não podia mais andar, nem mesmo com a ajuda duma bengala, e fui obrigado a usar uma cadeira de rodas. Eu estava então praticamente aleijado, e este impacto me era quase que insuportável.

      Até a minha doença, eu havia sido forte e vigoroso, de modo que parecia impossível que algo assim me pudesse acontecer. Com saudades, eu pensava em como, apenas recentemente, a pregação das boas novas, de casa em casa, havia sido para mim um trabalho satisfatório e recompensador. Quantas vezes eu me lembrava da felicidade de achar pessoas de disposição justa e renovar sua fé no único Deus, que promete todo um novo sistema de coisas!

      AJUDA PARA LIDAR COM A CONDIÇÃO AGRAVADA

      Um famoso médico, mais tarde, diagnosticou minha doença como sendo esclerose múltipla. A causa desta doença é desconhecida, e o rumo que ela toma é tão imprevisível como ela é incurável. Embora houvesse períodos de diminuição e recuperação, contudo, a exposição ao frio ou a uma infecção, ou mesmo alguma tensão emocional, podia causar uma recaída para uma condição ainda pior. Tal incerteza quanto ao próximo rumo desta doença bastava para me tirar qualquer vestígio de ânimo. Mas, depositei minha confiança em Jeová, e, por constante oração, consegui vencer muitas das lacunas emocionais causadas pela minha incapacidade física. No Salmo 46:1, 2, encontrei as palavras reconfortantes: “Deus é para nós refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente durante aflições. Por isso é que não temeremos.” Estas palavras sempre me fortalecem no meu empenho de vencer o desânimo e a frustração.

      No ínterim, minha condição física piorou. Em 1970, meus braços já estavam tão fracos, que não podia mais fazer minha cadeira de rodas andar. Em 1974, meus dedos já haviam perdido todo o controle, de modo que não podia mais escrever, ler ou comer sozinho. Quando um mosquito me pica, sinto isso, mas não posso fazer nada. Agora, a doença começou a afetar os músculos do meu pescoço, de modo que quando estou sozinho e minha cabeça tomba para a frente, eu não posso impedir cair da cadeira de rodas.

      Contudo, tenho muitas coisas pelas quais sou grato. Primeiro, sou grato de que, apesar da degeneração dos músculos do meu corpo, minha mente continua aguçada e ativa. Segundo, sou grato de que meus olhos não ficaram mais afetados, desde que tive de lutar com a visão dupla, há onze anos atrás. De modo que posso ler, se alguém virar as páginas para mim. Também minha voz, embora fraca, ainda é clara. Isto me tem habilitado a continuar como ancião na congregação, proferir discursos bíblicos, públicos, no Salão do Reino e nas assembléias das Testemunhas de Jeová. Assim, ainda posso ensinar a outros os propósitos de Deus.

      Até mesmo consigo aceitar privilégios adicionais na organização cristã, tais como ser superintendente de assembléia, no nosso circuito local de Testemunhas de Jeová. Sirvo também como superintendente do serviço de alimentação, nos congressos distritais, maiores, realizados na cidade. Dá-me muita alegria ser usado assim, apesar da minha incapacidade física.

      Minha esposa e meus quatro filhos têm sido para mim maravilhosa fonte de força, ânimo e compaixão, durante este tempo difícil. Nunca me senti abandonado. Meu filho mais velho mostra ser bom substituto para meus braços e minhas pernas, aptamente realizando muitas das suas funções, bem como cuidando de suas diversas necessidades e manutenção. Os membros de minha família escreveram esta história ao meu ditado.

      Temos na família uma camioneta de passageiros, com um assento especial refrigerado a ar, e isto me habilita a me locomover bastante. Meus filhos carregam-me da cadeira de rodas para a camioneta e colocam a cadeira de rodas dobradiça na parte de trás. Viajar é minha recreação favorita, e muitas vezes viajamos centenas de quilômetros, ou mais, visitando co-testemunhas nas províncias.

      MANTER-SE OCUPADO É A MELHOR TERAPIA

      Gosto de manter um horário cheio de atividade. Meu dia começa às 4,30 horas da manhã, quando, ao acordar, recebo uma massagem. Preciso duma massagem antes de ir dormir e ao acordar, a fim de evitar o endurecimento dos músculos das pernas e dos braços. Às 6 horas, acompanho meus dois filhos mais novos até as suas respectivas escolas, e depois sou levado de carro para o meu escritório. Trabalho ali até o meio-dia. Cada dois dias, à tarde, dirijo estudos bíblicos para os que trabalham no meu escritório. Ao todo, sete deles estudam agora a Bíblia comigo. Depois vou para casa, a cerca de uma hora de carro do meu escritório.

      Cada terça-feira à noite dirijo um estudo bíblico de congregação. Nas quartas-feiras à noite tenho uma palestra bíblica, domiciliar, com uma família de quatro pessoas. Nas noites de quinta-feira dirijo um estudo bíblico com um grupo de três famílias que moram dezessete quilômetros distante do meu lar. Este grupo realiza agora reuniões congregacionais, regulares, e em breve talvez se habilite para ser organizado como congregação do povo de Deus. Nas noites de sexta-feira, temos nossas reuniões congregacionais regulares, chamadas Escola Teocrática e Reunião de Serviço.

      Sábado de manhã acompanho meus irmãos cristãos, na minha camioneta, para participar na pregação pública. Embora não me seja possível ir de casa em casa com a minha cadeira de rodas, por causa das estradas e dos caminhos rurais ruins, meus irmãos muitas vezes me colocam num lugar onde há muitas pessoas, e eu passo a conversar com elas. Ou fico sentado na camioneta e chamo as pessoas, ao passarem, falando com elas sobre a esperança que tenho à base da Bíblia. Gasto as tardes de sábado na preparação para as reuniões congregacionais e os discursos bíblicos. Nas manhãs de domingo, costumo acompanhar outras Testemunhas na pregação, e à tarde temos nossa conferência bíblica, pública, regular e o estudo bíblico com A Sentinela.

      Às vezes, pessoas bem-intencionadas se chegam a mim e sugerem que eu talvez me esteja esforçando demais com um programa de atividade tão intenso. Respondo invariavelmente que não abandonarei a nenhum dos meus privilégios cristãos enquanto eu me puder empenhar neles. É exatamente por causa destes privilégios e responsabilidades que consigo evitar uma atitude negativa e compaixão comigo mesmo. Mantêm a minha mente longe da minha doença, e isto tem sido a melhor terapia que já tive.

      A PROVA MAIS DURA

      A prova que talvez foi a mais difícil ocorreu certo dia em 1972, quando senti uma dor horrível nos músculos faciais. Quando tentei falar, não consegui proferir nenhuma palavra. Eu tinha sido atacado pela neuralgia. Da primeira vez que isso aconteceu, perdi a fala por dois dias. Era-me extremamente doloroso até mesmo abrir a boca. O desânimo que isso me causou é triste demais para descrever. Nada me podia desanimar mais do que ver minha condição degenerar ao ponto de perder o dom de falar. Afligia-me o desalento; por um tempo, sentia-me esmagado.

      Orei silenciosamente, pedindo a Jeová urgentemente que me restabelecesse a fala, para que eu pudesse continuar a proferir seus louvores. Fiquei grato de que, depois de pouco tempo, recuperei a fala, embora a dor ao longo dos meus nervos tenha continuado intermitentemente. Senti cada vez mais a presença de Jeová, e este último mal achegou-me ainda mais a Ele.

      RECOMPENSAS JÁ RECEBIDAS

      Estou certo de que já se dá conta do que me ajudou a vencer o desânimo e a fraqueza física. Sim, é minha relação íntima com Jeová Deus e minha firme esperança no seu novo sistema justo de coisas, junto com o amor e o apoio de minha família e de meus irmãos e irmãs cristãos. Ter muito que fazer na obra do Senhor ajudou-me a sentir que ainda sou necessário e útil, e que posso ajudar outros. Sempre que sinto algum desânimo, nada me dá mais alento do que visitar meus amigos e irmãos, e palestrar com eles sobre a Palavra de Deus.

      Não há outra alegria na terra que se possa comparar com o meu privilégio de ajudar outros a chegar a amar a Jeová e a servi-lo. Recentemente, uma família de seis pessoas, a que ajudei, dedicou sua vida a Jeová, e todos foram batizados ao mesmo tempo! Muitos daqueles a quem tenho ajudado, no começo, apenas estavam curiosos, notando meu estado debilitado. Mas, depois, ficaram absortos nas coisas novas e maravilhosas que aprenderam da Palavra de Deus e se esqueceram da minha condição. Diziam-me, mais tarde, que seu interesse foi despertado pelo meu zelo e pela minha confiança. Ouvindo isso, eu agradecia silenciosamente a Jeová por recompensar-me e animar-me assim.

      De fato, as alegrias do serviço de Deus ultrapassam em muito a angústia física que sinto. Pensar no que tive o privilégio de realizar com o auxílio de Jeová ajuda-me a fechar as brechas pelas quais a determinação dum paralítico possa escapar e o abandonar. Devido a tal ajuda da parte de Jeová, nenhuma dor, nenhuma paralisia e nenhuma neuralgia podem impedir-me louvar seu grande e glorioso nome.

  • Atos — registro de testemunho intrépido e zeloso
    A Sentinela — 1976 | 1.° de setembro
    • Atos — registro de testemunho intrépido e zeloso

      DURANTE cerca de três anos e meio, Jesus Cristo pregou corajosamente o reino de Deus. Depois ele foi morto. Era Jesus Cristo realmente o Filho de Deus, conforme afirmava? Segundo o princípio mais tarde expresso pelo erudito judeu Gamaliel, se a obra de Jesus se originasse dele, sua morte teria assinalado o fim dela. Mas, se a sua obra era de Deus e ele realmente era o Filho de Deus, então a sua morte não acabaria com ela. — Atos 5:35-39.

      O testemunho intrépido e zeloso de seus discípulos, depois de Jesus ter sido ressuscitado dentre os mortos, forneceu prova de que Jesus, de fato, era o Filho de Deus e que sua obra se originou com seu Pai. Apesar de toda a oposição amarga encontrada por seus discípulos, eles foram capacitados para divulgar as boas novas do reino de Deus por toda parte. Tudo isso é narrado no livro de Atos.

      Quem escreveu o livro de Atos? A evidência externa, bem como interna, indica Lucas como o escritor.a Em Atos, o discípulo Lucas não só se revela como cronista justo e observador, mas também como historiador preciso e bem instruído.

      Atos começa com a ascensão de Jesus e termina com o encarceramento de Paulo em Roma. Abrange uns vinte e oito anos, de 33 a 61 E. C. Foi provavelmente escrito por volta de 61 E. C., porque não faz menção do comparecimento de Paulo perante César, nem da perseguição dos cristãos por Nero, que ocorreu por volta de 64 E. C. Visto que Lucas era companheiro de Paulo em Roma (Col. 4:14; 2 Tim. 4:11), é razoável concluir que foi em Roma que Lucas escreveu Atos.

      Os primeiros doze capítulos de Atos tratam principalmente da obra de pregação de Pedro, e os restantes dezesseis, da de Paulo. Atos conta também que o

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