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LemuelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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No entanto, desconhecem-se a época e as circunstâncias em que tal rei recebeu estas informações de sua mãe. Esta “mensagem ponde- rosa” aconselha a se evitar o envolvimento com a mulher ruim, avisa sobre como a bebida inebriante pode perverter o julgamento, destaca a necessidade de se julgar com justiça, e daí descreve a boa esposa.
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LentilhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LENTILHA
Uma planta anual, da família das leguminosas, que há muito é cultivada pelo homem, e ainda é plantada extensivamente no Egito e na Palestina, bem como em outras terras. (2 Sam. 17:27, 28 ; 23:11) Esta pequena planta, que mede de uns 15 a 45 cm de altura, viceja em solo leve e seco. Suas folhas compostas, consistindo geralmente em seis pares de folíolos oblongos, terminam em garras. Raminhos delgados apresentam de duas a quatro flores miúdas, semelhantes a ervilhas. As vagens curtas que se desenvolvem das flores se parecem com a ervilha, e, geralmente, contêm duas pequenas sementes discóides. A cor das sementes e das flores difere segundo a variedade da lentilha. As sementes podem ser marrom-avermelhadas, cinzentas ou pretas, e as flores podem ser brancas ou azul-pálidas. As sementes, sendo ricas em proteína e em carboidratos, são usadas agora, como eram no passado, comumente para sopas. (Gên. 25:34) Combinadas com a cevada, as lentilhas têm sido usadas para a fabricação de pão. (Compare com Ezequiel 4:9.) A planta serve bem como forragem para o gado.
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Lentisco (Baca)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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LENTISCO (BACA)
[Heb. , bakhá’]. Uma planta que desempenhou importante papel no encontro de Davi com os filisteus, “na baixada de Refaim”. (2 Sam. 5:22-25; 1 Crô. 14:13-16) A única outra referência a essa planta acha- se no Salmo 84:6: “Passando adiante pela baixada dos lentiscos [arbustos de baca; vale de Baca, VB], fazem dela um manancial.” Isto pode referir-se à mesma “baixada de Refaim” onde ocorreu a luta de Davi, planície esta que se crê esteja situada a SO de Jerusalém.
A palavra hebraica usada provém de uma raiz que significa “chorar” ou “gotejar”. Por conseguinte, parece indicar uma planta, um arbusto ou uma árvore que exsuda lágrimas de goma, ou talvez uma seiva leitosa. Sua identificação é incerta.
A Bíblia não especifica como o “ruído de marcha” era produzido (quer por meio das folhas, quer dos ramos, quer por alguma outra parte da planta), e simplesmente indica que ocorreu nas “copas” das plantas. Poderia ter sido mero som farfalhante que servia como sinal, ou, conforme alguns sugerem, poderia ter sido um ruído de certo volume, produzido por um vento tempestuoso, que servia para encobrir, ou até mesmo simular, o som de um exército em marcha.
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LeopardoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEOPARDO
Um dos grandes felídeos, possuindo geralmente uma pele amarelo-alaranjada, com manchas pretas distribuídas em círculos interrompidos. (Jer. 13:23) Os leopardos medem comumente 1,20 m de comprimento, não incluindo a cauda. Embora, mesmo nos anos mais recentes, vários leopardos tenham sido mortos nas cercanias de Jerusalém, parece que tais criaturas podiam ser encontradas em muito maior número na antiga Palestina. (Cân. 4:8) O chita ou leopardo-caçador (gato-pardo), reputado entre os mais ligeiros dos mamíferos, também era encontrado na Palestina, e o designativo hebraico namér pode ter incluído esse animal, bem como o leopardo. O chita difere do verdadeiro leopardo no sentido de que suas garras só são parcialmente retráteis, e suas manchas são uniformes, e não aneladas.
Nas Escrituras, faz-se alusão à ligeireza do leopardo (Hab. 1:8), e à sua maneira de ficar à espreita perto dos povoados, pronto a saltar sobre os animais domésticos que passem. (Jer. 5:6; Osé. 13:7) Em nítido contraste com isto, o leopardo e o cabritinho são representados como se deitando juntos, em paz, durante a regência do Messias. — Isa. 11:6.
Em Daniel 7:6, o leopardo de quatro asas, de quatro cabeças, representa a Potência Mundial Grega, que conquistou a Medo-Pérsia com a ligeireza dum leopardo. Também a fera que procede do mar, observada na visão do apóstolo João, era basicamente semelhante a um leopardo. — Rev. 13:1, 2; veja Animais Simbólicos.
A palavra hebraica láyish, de outra forma traduzida “leão” (Jó 4:11; Pro. 30:30), é, em harmonia com um significado da Míxena talmúdica, traduzida “leopardo” em Isaías 30:6 (NM), o “leão” (laví’) já tendo sido mencionado no mesmo texto.
[Imagem na página 1009]
O profeta Habacuque fez alusão à ligeireza do leopardo.
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LepraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEPRA
Uma doença repulsiva e temível que se manifesta de vários modos e é designada na Bíblia pelo termo hebraico tsará‘ath e pela palavra grega lépra. Uma pessoa afligida por ela é chamada de leproso (a).
Nas Escrituras, “lepra” não se restringe à doença conhecida hoje em dia por esse nome, pois ela podia atingir não só os humanos, mas também roupas e casas. (Lev. 14:55) O termo hebraico tsará‘ath talvez incluísse o que é agora tecnicamente conhecido como Elephantiasis Graecorum (elefantíase- dos-gregos; expressão grega para “doença do elefante”), mas não se pode determinar isso de forma definitiva. A lepra da atualidade é de outra forma conhecida como “hanseníase” (ou “Doença de Hansen”), assim denominada porque o dr. Gerhard A. Hansen descobriu o bacilo que é geralmente considerado como causador desta moléstia. No entanto, embora tsará‘ath se aplique a mais do que à lepra atual, não resta dúvida de que a lepra humana, agora chamada de “hanseníase”, estava em evidência no Oriente Médio nos tempos bíblicos.
AS VARIEDADES, COM SEUS EFEITOS
Atualmente, a lepra ou hanseníase (que é apenas moderadamente contagiosa) manifesta- se em três variedades básicas. Uma delas, o tipo nodular, resulta num espessamento da pele da pessoa, e na formação de nódulos, primeiro na pele da face, e então em outras partes do corpo. Também produz efeitos degenerativos nas membranas mucosas do nariz e da garganta da vítima. Esta é conhecida como lepra negra. Outro tipo é a lepra anestésica, às vezes chamada de lepra branca. Não é tão grave quanto a lepra negra, e, basicamente, atinge os nervos periféricos. Pode manifestar-se na pele, que se torna sensível ao toque, embora também possa resultar em insensibilidade. O terceiro tipo de lepra, uma espécie mista, combina os sintomas de ambas as formas que acabamos de descrever.
À medida que a lepra progride para seu estádio avançado, as lesões que inicialmente se desenvolveram soltam pus, podem começar a cair os cabelos da cabeça ou das sobrancelhas, as unhas podem soltar-se, decompor-se e cair. Daí, os dedos, os membros, o nariz ou os olhos da vítima podem ir lentamente se consumindo. Por fim, nos casos mais graves, segue-se a morte. Que a “lepra” bíblica certamente incluía tal doença grave é evidente na referência feita por Arão a ela como sendo um mal em que a carne é “metade consumida”. — Núm. 12:12.
Esta descrição ajuda a pessoa a avaliar melhor as referências bíblicas a este temível mal, e as funestas conseqüências do ato presunçoso de Uzias em empenhar-se indevidamente em oferecer incenso no templo de Jeová. — 2 Reis 15:5; 2 Crô. 26:16-23.
DIAGNÓSTICO
Por meio da Lei mosaica, Jeová supriu a Israel informações que habilitavam o sacerdote a diagnosticar a lepra e a distingui-la de outras doenças menos graves da pele. Do que se acha registrado em Levítico 13:1-46, pode-se depreender que a lepra talvez começasse com uma erupção, uma escara, uma mancha, um furúnculo, ou uma cicatriz na carne, resultante duma queimadura. Às vezes os sintomas eram claríssimos. Os pêlos na área afetada tinham ficado brancos, e podia-se notar que a moléstia era mais do que algo superficial. Para exemplificar, uma erupção branca da pele podia fazer com que os pêlos ficassem brancos, e a carne viva poderia parecer estar em erupção. Isto significava que a pessoa contraíra lepra e devia ser declarada impura. No entanto, em outros casos, o mal não era senão superficial, e impunha-se um período de quarentena, com a subseqüente inspeção por parte do sacerdote, que determinava por fim de que se tratava.
Reconhecia-se que a lepra podia atingir um estádio em que não era contagiosa. Quando se tinha espalhado pelo corpo inteiro, todo ele ficando esbranquiçado, e não havia carne viva à mostra, isso era um sinal de que a fase crítica da doença já tinha passado e que apenas restavam as suas marcas. O sacerdote declarava então limpa a vítima, o mal não representando mais nenhum perigo para quem quer que fosse. — Lev. 13:12-17.
Se a moléstia do leproso já o havia deixado e ele estava curado, faziam-se arranjos pelos quais ele poderia purificar-se cerimonialmente, e estes arranjos incluíam a oferta dum sacrifício em favor dele, feita pelo sacerdote. (Lev. 14:1-32) Mas o sacerdote declarava impuro o leproso não-curado, no que as roupas dele eram rasgadas, seus cabelos devendo ficar desgrenhados, e ele devia cobrir o bigode ou lábio superior, e devia bradar: “Impuro, impuro!” Tinha de morar num local isolado, fora do acampamento (Lev. 13:43-46), medida profilática para que o leproso não contaminasse aqueles no meio dos quais Jeová residia. (Núm. 5:1-4) Parece que, nos tempos bíblicos, os leprosos se associavam uns com os outros ou viviam em grupos, tornando possível se ajudarem mutuamente. — 2 Reis 7:3-5; Luc. 17:12.
Nas roupas e nas casas
A lepra também podia atingir roupas de lã ou de linho, ou um artigo feito de pele. A praga podia desaparecer com a lavagem, e havia arranjos para se isolar tal artigo. Mas, nos casos em que persistia esta praga ver- de-amarelada ou avermelhada, a lepra maligna se fazia presente, e o artigo devia ser queimado. (Lev. 13:47-59) Se, na parede duma casa, surgissem depressões verde-amareladas ou avermelhadas, o sacerdote impunha uma quarentena à casa. Talvez fosse necessário remover as pedras atingidas e mandar que se raspasse a parte interna da casa, as pedras e a argamassa que foi raspada sendo lançadas num lugar impuro, fora da cidade. Caso a praga retornasse, a casa era declarada impura e era derrubada, e seus materiais eram lançados num local impuro. Mas, para a casa que fosse declarada pura (limpa) havia um arranjo de purificação. (Lev. 14:33- 57) Tem-se sugerido que a lepra que atingia roupas ou casas era um tipo de bolor ou fungo; no entanto, existe incerteza quanto a isto.
COMO SINAL
Um dos sinais que Jeová capacitou Moisés a realizar, a fim de provar aos israelitas que Deus o havia enviado, envolvia a lepra. Conforme instruído, Moisés enfiou a mão na dobra superior de sua roupa e, ao retirá-la, “sua mão estava atacada de lepra semelhante à neve!” Ela foi restaurada, “igual ao resto da sua carne”, por colocá-la novamente na dobra superior de sua roupa e retirá-la de novo. (Êxo. 4:6, 7) Miriã foi atacada de “lepra branca como a neve”, como medida divina, por ela ter falado contra Moisés. Ele suplicou a Deus que a curasse, o que foi feito, mas ela ficou em quarentena, fora do acampamento, por sete dias. — Núm. 12:1, 2, 9-15.
NA ÉPOCA DE ELISEU
Naamã, o Sirio, era “valente, poderoso, embora fosse leproso”. (2 Reis 5:1) Seu orgulho quase que cerceou sua oportunidade de ser curado, mas, por fim, ele fez conforme Eliseu o instruíra, mergulhando no Jordão sete vezes, e “lhe voltou a carne como a carne dum pequeno rapaz e ele ficou limpo”. (2 Reis 5:14) Em resultado disso, ele se tornou um adorador de Jeová. Não obstante, Geazi, ajudante de Eliseu, obteve gananciosamente um presente de Naamã em nome do profeta, assim apresentando seu senhor numa falsa luz e, com efeito, tornando a bondade imerecida de Deus um meio de lucro material. Por este erro, Geazi foi então afligido de lepra, da parte de Deus, e se tornou “leproso tão branco como a neve”. — 2 Reis 5:20-27.
Que havia vários leprosos em Israel nos dias de Eliseu é indicado pela presença dos quatro leprosos israelitas do lado de fora das portas de Samaria, enquanto Eliseu estava na cidade. (2 Reis 7:3) Mas, havia falta generalizada de fé, por parte dos israelitas, em tal homem do verdadeiro Deus, assim como os judeus no território natal de Jesus não o queriam aceitar. Por isso, Cristo disse: “Havia também muitos leprosos em Israel, no tempo de Eliseu, o profeta, contudo, nenhum deles foi purificado, a não ser Naamã, o homem da Síria.” — Luc. 4:27.
CURADOS POR JESUS E SEUS DISCÍPULOS
Jesus, durante seu ministério galileu, curou um leproso, descrito por Lucas como “homem cheio de lepra”. Jesus lhe ordenou que não o contasse a ninguém, e disse: “Mas vai e mostra-te ao sacerdote, e faze uma oferta em conexão com a tua purificação, assim como Moisés determinou, em testemunho para eles.” — Luc. 5:12-16; Mat. 8:2-4; Mar. 1:40-45.
Quando Cristo enviou os doze apóstolos, ele lhes disse, entre outras coisas: “Tornai limpos os leprosos.” (Mat. 10:8) Mais tarde, quando percorria a Samaria e a Galiléia, Jesus curou dez leprosos num certo povoado. Apenas um deles, um samaritano, “voltou, glorificando a Deus com voz alta”, e se lançou ao solo diante dos pés de Jesus, agradecendo o que ele tinha feito em seu favor. (Luc. 17:11-19) Deve-se também notar que Cristo estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso (a quem Jesus talvez tenha curado), quando Maria ungiu Jesus com o custoso óleo perfumado, não muito antes de sua morte. — Mat. 26:6-13; Mar. 14: 3-9; João 12:1-8.
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LesemAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LESEM
Veja DÃ N.º 3
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Lesma (Caracol)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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LESMA (CARACOL)
Designação comum a uma variedade de moluscos lentos, que em geral se distinguem por sua concha espiral ou cônica a que se podem recolher para proteger-se. Na Palestina se encontram numerosas variedades de caracóis, mas, por causa do clima seco, existem poucas lesmas, isto é, caracóis que não possuem nenhuma concha visível. Tanto as lesmas como os caracóis segregam uma substância viscosa que os protege dos danos da fricção, ao irem arrastando-se. Muitos crêem que se faça alusão ao rasto viscoso do caracol na frase “como a lesma [caracol, Tr; 57:9, CBC; 58:9, MC] que se dilui”. (Sal. 58:8) Outra sugestão é que a referência é ao ressecamento do caracol em sua concha quando exposto ao sol, por algum tempo.
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LesteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LESTE
Veja ORIENTE.
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LevedoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEVEDO
Veja FERMENTO.
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LeviAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEVI
[adesão; ligado].
1. Terceiro filho de Jacó com sua esposa Léia, nascido em Padã-Arã. (Gên. 35:23, 26) Quando ele nasceu, Léia disse: “Agora, esta vez se juntará a mim o meu esposo, porque lhe dei à luz três filhos.” O menino foi assim chamado de Levi, nome cujo significado evidentemente estava ligado à esperança de Léia de obter novo vínculo afetivo com Jacó. (Gên. 29:34) Levi tornou-se pai de Gérson (Gersom), Coate e Merari, fundadores das três divisões principais dos levitas.— Gên. 46:11; 1 Crô. 6:1, 16.
Levi, junto com Simeão, seu irmão, tomou medidas drásticas contra os maculadores de Diná, irmã deles. (Gên. 34:25, 26, 31) Esta expressão de ira violenta foi amaldiçoada por Jacó, que predisse o espalhamento, em Israel, dos descendentes de Levi, profecia que se cumpriu quando os levitas foram deveras espalhados pelas quarenta e oito cidades levitas, nos territórios das várias tribos de Israel, na terra de Canaã. (Gên. 49:7; Jos. 21:41) Levi acompanhou Jacó na sua ida para o Egito e morreu ali, aos 137 anos.— Êxo. 1:1, 2; 6:16; veja LEVITAS.
2. Um coletor de impostos (Mar. 2:14; Luc. 5:27, 29) que se tornou um apóstolo de Jesus Cristo e era, de outro modo, conhecido como Mateus.— Luc. 3:27-31.
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LeviatãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEVIATÃ
[Heb., liwyathán]. Esta palavra hebraica ocorre seis vezes na Bíblia. Crê-se que se deriva duma raiz que significa “torcer”,
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