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Novo tratamento salva vidasDespertai! — 1979 | 8 de novembro
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ao subir e descer uma montanha. Nos primeiros dias, Gary recebeu tal tratamento a cada seis horas, ininterruptamente. Ao terminar cada tratamento, sentia revigorante estímulo.
Ao retornar da Câmara Hiperbárica às 20 horas do quarto dia, a enfermeira, como era usual, examinou o hematócrito de Gary. Os resultados geraram certa excitação — o valor do hematócrito tinha aumentado 10 por cento no total — passando de 10 para 11. Embora ainda fosse perigosamente baixo, as notícias tiveram um efeito eufórico sobre nós. Já no oitavo dia de tratamento, seu hematócrito era de 19, suficientemente alto para que fosse transferido do Centro de Tratamento Intensivo para a ala de isolamento.
Inequívoca evidência da saúde melhorada de Gary ocorreu certa manhã, quando ele acordou. “Sente vontade de comer seu desjejum esta manhã?”, perguntei-lhe alegremente. Desde o acidente, ele não conseguia reter nenhum alimento no estômago. Eu pulei da cadeira, que usava como cama, quando ele disse: “Sinto sim, acho que sim.”
“Muito bem”, disse eu, muito excitada. Seu gosto pela comida, que se renovava, era prova adicional de que ele iria sobreviver. Contrário ao conceito médico popular, ele havia sobrevivido sem sangue, e, ao mesmo tempo, tinha evitado as complicações, às vezes fatais, que não raro surgem quando são dadas transfusões de sangue. Mas, naturalmente, o motivo de ele recusar o sangue era a lei de Deus para os cristãos: Persisti em “vos absterdes . . . de sangue”. — Atos 15:28, 29.
Outra Crise
Antes de Gary ser removido do Centro de Tratamento Intensivo, Bryan começou a ter febre alta. Sua fontanela ou moleira, a parte macia no alto de sua cabeça, estava inchada, indicando que havia pressão sobre seu cérebro — o primeiro sinal de meningite espinal. Uma onda de horror doentio desceu sobre mim quando a médica que cuidava dele anunciou que ele precisava de uma transfusão de plaquetas sangüíneas. Ela explicou que, visto que sua taxa de plaquetas era tão baixa, a realização da punção espinal apresentava risco de provocar hemorragia, possivelmente levando à paralisia.
Um mandado judicial para tirar de nós a custódia de Bryan fora obtido na primeira vez que o internamos neste hospital. Mas, não lhe foi dado nenhum sangue, porque não havia dose que o ajudasse. Bryan não conseguia produzir devidamente suas próprias plaquetas. Assim, chegamos a um acordo com o médico que tratava de Bryan, que não se lhe ministraria nenhum sangue.
Por fim chegou o médico com o qual havíamos feito tal acordo. Eu lhe expliquei resumidamente o que ocorrera. Ele disse que passaria a realizar a punção espinal sem sangue. Era tão simples assim — não se lhe daria sangue. Todavia, a possibilidade de ter uma hemorragia até morrer e de paralisia ainda existiam. O líquido espinal foi enviado ao laboratório, e soube-se que Bryan tinha meningite por vírus. Suspirei aliviada.
Dramática Inversão
Desde seu primeiro exame de plaquetas, feito no dia que descobrimos sua moléstia, a taxa de Bryan permanecera estática, em 4.000 por milímetro cúbico. Mas, alguns dias depois do seu ataque de meningite, um exame de sangue dele revelou dramática inversão. Com rosto radiante, o médico anunciou: “A taxa de Bryan subiu um pouquinho.”
“Subiu?”, interrompi eu.
“Sim”, continuou ele. “Subiu para 25.000.”
Terrivelmente excitada, eu queria crer que Bryan sobreviveria. Mas tínhamos perdido as esperanças porque nos fora dito que poucos haviam sobrevivido a esta doença, pelo menos segundo o conhecimento do médico. Mal me podia conter, ao contar a Gary as boas novas sobre a taxa crescente de plaquetas de Bryan. “Isso ainda não é bom, Jan”, disse-me ele sem rodeios, sem ficar comovido pelo meu entusiasmo. Ele tentava proteger-me. Um dos médicos declarara que as probabilidades de sobrevivência de Bryan eram de uma em um bilhão.
Passou-se uma semana. Levamos Bryan para fazer outro exame de sangue. Desta vez, sua taxa de plaquetas era de 50.000! E o exame de cada semana seguinte continuou a apresentar um aumento. O exame seguinte apresentou um valor surpreendente de 193.000; na semana seguinte, a taxa era de 309.000. Por fim, chegou a 318.000, considerada normal. Os médicos ficaram surpresos, tanto assim que faziam estes comentários: ‘Aí vem o Bebê Incomum’, e: ‘Ele está fazendo com que todos nós nos tornemos Testemunhas de Jeová.’ Chegaram ao ponto de atribuir a mudança no quadro clínico de Bryan a ‘um milagre’.
Tanto Gary como Bryan se recuperaram plenamente, e sinto-me muito grata pelos excelentes resultados. Ninguém deseja ver seus entes queridos sofrer ou morrer. Todavia, ao mesmo tempo, tais experiências sublinharam para mim que existe algo mais importante do que nossa vida atual. É de ainda maior importância obedecermos às leis de Deus, porque, se o fizermos, temos a promessa segura de que Deus nos ressuscitará dentre os mortos no seu novo sistema justo, onde poderemos usufruir a vida eterna em perfeita saúde e felicidade. (Rev. 21:3, 4) Não prova a fidelidade de Jesus Cristo, mesmo até à morte, e sua ressurreição por parte de Deus, que tal proceder obediente aos requisitos de Deus é o proceder mais sábio?
Sou grata a nosso misericordioso e bondoso Deus, Jeová, por me dar as forças para perseverar fielmente, enquanto obedecia às suas leis, durante aqueles dias atribulados. Estas palavras inspiradas do apóstolo Paulo, segundo penso, aplicaram-se verdadeiramente em meu caso: “Temos este tesouro em vasos de barro, para que o poder além do normal seja o de Deus e não o de nós mesmos.” (2 Cor. 4:7) — Contribuído.
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A mulher japonesa da atualidadeDespertai! — 1979 | 8 de novembro
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A mulher japonesa da atualidade
Do correspondente de “Despertai!” no Japão
DURANTE séculos, a mulher japonesa tem sido, para os observadores ocidentais, um paradigma de graciosa beleza e sujeição passiva. Uma imagem duma esposa-escrava vestindo um quimono, modesta, silenciosa, foi mandada para as terras estrangeiras. Será este paradigma um quadro completo? Como está passando ela, neste mundo moderno?
No Japão, a definição tradicional de mulher é ryosai kembo (boa esposa, mãe sábia), e este ainda é o ideal, hoje em dia. A ampla maioria das mulheres nipônicas mostram que podem derivar felicidade e realização nesse papel. No entanto, especialmente desde a Segunda Guerra Mundial, o status da mulher na sociedade japonesa está mudando.
Atualmente ainda existe a mulher graciosa, trajando um quimono, mas, junto dela está a mulher de blue jeans, ou, talvez, de bermudas e botas altas. A animada jovem que usa um terninho, que chama um táxi, poderá também ser a serena jovem de quimono que freqüenta suas aulas de ocha (cerimônia do chá) uma vez por semana. Esta mulher moderna, na maior parte, ainda demonstra as admiráveis qualidades de suas ancestrais, tais como a modéstia e a perseverança. No entanto, ela está mais inclinada a falar o que pensa e tem maior controle sobre seu futuro do que sua avó possuía. Embora se possa arranjar-lhe um cônjuge, ela fará a decisão final quanto a com quem se casará. A mulher moderna procura educar-se, aprecia a leitura, considera
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