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  • Enfrentando a pneumonia
    Despertai! — 1975 | 22 de junho
    • Enfrentando a pneumonia

      LÁ EM 1954, um operário inglês processou seu patrão porque contraíra pneumonia e pleurisia. A causa, alegou ele, era o cômodo frio e ventoso em que tinha de trabalhar. O juiz que julgou o caso verificou que o cômodo era deveras frio, ventoso e úmido, em especial nas primeiras horas da manhã, e, assim, concedeu ao operário uma indenização de 410 libras, então avaliadas em mais de Cr$ 8.800,00.

      Mas, foi a pneumonia do operário, que é realmente uma inflamação dos pulmões, causada unicamente pelas condições em que tinha ele de trabalhar? Estas certamente constituíam um fator, mas havia também organismos prejudiciais em operação. Com efeito, há vários tipos de bactérias e vírus que podem causar a pneumonia. O caso típico de pneumonia é uma infecção causada pelo pneumococcus bacillus: Nesta forma mais comum de pneumonia, os diminutos alvéolos pulmonares se enchem primeiro de fluido e então de glóbulos brancos que se esforçam em combater a infecção. Os glóbulos vermelhos também acumulam-se, dando ao escarro uma aparência caraterística de “ferrugem”.

      Seu pulmão direito possui três lobos. Talvez apenas uma parte dum lobo esteja inflamada, ou, então, é possível que um ou mais lobos estejam totalmente envolvidos. Pode-se contrair pneumonia sem ter tido nenhuma doença antes disso, mas, amiúde atinge uma pessoa depois de ela ter tido gripe, câncer ou uma doença renal.

      Quais são os sintomas da pneumonia típica? Entre os primeiros que se sente acham-se os calafrios, dores no peito, uma tosse seca e persistente, escarro com sangue e febre alta. Talvez também haja profuso suor, náusea e diarréia. Devido à grave condição que a pneumonia pode atingir, é sábio consultar de imediato um médico, em especial visto que o pronto tratamento talvez signifique a diferença entre pronta recuperação e uma situação pior — uma doença prolongada ou até mesmo a morte.

      Primariamente Uma Questão de Suscetibilidade

      As estatísticas mostram que um dos principais fatores em contrair pneumonia é a suscetibilidade. Como assim? No sentido de que a idade é um dos fatores principais. Assim, nos EUA, a morte por pneumonia é mais elevada entre os bebês com menos de um ano, e ocupa o segundo lugar em crianças de um a cinco anos. Depois disso, a taxa de mortes por pneumonia é mínima, mas aumenta gradualmente até que se atinja os 25 anos, quando é quase a mesma que entre os bebês. Segundo corrente compêndio médico, “apenas uma em cada 500 pessoas de todas as idades, nos Estados Unidos, segundo se espera, contrairá a doença em qualquer ano”. — Textbook of Medicine, Cecil-Loeb (1971).

      Há até 50% de possibilidade de que o leitor ou outrem seja portador de agentes infecciosos da pneumonia sem até mesmo se dar conta disso. Mas, apenas pequena fração destes portadores contrairão a doença. No entanto, se permitir debilitar-se grandemente devido a trabalho excessivo, ou por empenhar-se demais em prazeres esgotantes, e caso o tempo também esteja ruim, tais bactérias ou vírus poderiam bem levar a melhor, e então se tornaria a próxima vítima de pneumonia do mundo.

      Uma condição pré-existente, tal como grave doença ou ferimento, pode tornar a pessoa suscetível à chamada pneumonia ‘secundária” ou agravante. Neste respeito, poder-se-ia mencionar que em muitos casos de transplantes dum rim ou de coração, o paciente morreu devido à inflamação pulmonar. A sobrecarga sobre o corpo que lutava para combater o tecido estranho fora demasiada, tornando o corpo vulnerável a outros problemas. Isto se harmoniza com a observação feita pelo médico inglês do século dezesseis, John Caius: “Nossos corpos não podem . . . ser prejudicados por causas corrutas e infecciosas, exceto que haja neles certa matéria apta . . . a recebê-la, de outra forma, se alguém ficasse doente, todos ficaríamos doentes.”

      O Que Fazer a Respeito

      Até há uns 35 anos atrás, temia-se grandemente a pneumonia, e isso de forma correta, pois de 30 a 50 por cento dos que a contraíam morriam disso. Dava-se isto devido às medidas usadas para tratá-la, que, ao passo que aliviavam os sintomas, jamais influíam especificamente sobre as bactérias ou vírus causadores dela.

      O tratamento naquela quadra incluía os enemas, banhos quentes, a aplicação de várias compressas úmidas e cataplasmas anti-inflamatórios sobre o peito. Em adição, o paciente era mantido em repouso e descontraído, ministravam-se-lhe bastantes líquidos e se lhe dizia que evitasse o dispêndio desnecessário de energia física e nervosa. Desencorajavam-se as visitas, de modo a não cansar o paciente. Mandava-se que seguisse uma antiga máxima: ‘Mantenha os pés quentes e a cabeça fria.’ Seu aposento era mantido bem ventilado e limpo.

      Mas, apesar de todo o tenro cuidado amoroso dispensado às vítimas da pneumonia naquele tempo, ainda assim só tinham 50% de possibilidade de saírem da crise. Atualmente, contudo, apesar dos perigos associados à penicilina, 95% dos afligidos com pneumonia são curados por ela, de modo que não é mais a doença temida do passado. Naturalmente, além do tratamento que mata o pneumococcus bacillus, as medidas gerais de apoio, inclusive o descanso e a nutrição, continuam muito importantes para o bom tratamento.

      É Melhor Prevenir

      Atualmente, tem-se cada vez maior interesse na medicina preventiva. Visto que “é melhor prevenir do que remediar”, o que pode fazer por si mesmo? Pode aplicar este princípio, tentando evitar condições que o debilitem tanto que o tornem suscetível ao pneumococcus bacillus. Além disso, tenha cuidado de vestir-se devidamente a fim de manter-se aquecido e seco ao enfrentar um tempo úmido ou tempestuoso. Caso fique com pés molhados e frios, faça um escalda-pés logo que possível. Também, boa ‘medicina preventiva’ é evitar o excesso de peso, a subnutrição, beber em excesso, ficar acordado até altas horas e a dissipação de todas as sortes.

      Sim, cultive a resistência à pneumonia por edificar um corpo forte e saudável. Como observou Rene J. Dubos, cientista pesquisador do Instituto Rockefeller, o princípio ecológico também se aplica ao corpo humano: o dano que as bactérias e os vírus podem causar depende mormente da condição de seu ambiente, de seu corpo. Assim, na medida do possível, crie um ambiente resistente à doença em seu corpo por prestar devida atenção à sua saúde, mesmo quando não estiver doente. Isso significa comer alimentos saudáveis, nutritivos (com moderação), mantendo saudáveis seus músculos, coração e pulmões através do exercício necessário (em especial se for trabalhador sedentário), e obter suficiente descanso e sono. Também, seja moderado na busca de prazer e excitamento que sugam as energias.

      Por fim, leve a peito o princípio bíblico: ‘a devoção piedosa, junto com a auto suficiência, é grande ganho, pois não trouxemos nada a este mundo e não podemos levar nada dele’. A sabedoria disso é óbvia, não é? — 1 Tim. 6:6, 7.

  • Expressa-se com clareza?
    Despertai! — 1975 | 22 de junho
    • Expressa-se com clareza?

      “QUEM dera que eu pudesse expressar-me como ele!” Já disse isso alguma vez? Se disse, não é o único, pois muitos hoje acham difícil expressar-se com clareza.

      Agora, porém, como nunca antes, há necessidade de expressar-se com clareza. Os comerciantes e seus empregados têm de convencer os fregueses das vantagens de certos produtos ou serviços. Oradores públicos precisam reter a atenção dos ouvintes por meio de matéria tanto informativa como interessante. Pais e filhos precisam comunicar seus sentimentos uns aos outros.

      Por que tantas pessoas têm dificuldades de expressar-se com clareza? O que pode ser feito para vencer este problema?

      Obstáculos à Expressão Clara

      Às vezes, as emoções constituem barreira para a expressão clara. Exemplificando: a criança que entra correndo em casa, gritando, depois de receber um talho horrível numa brincadeira, não conseguirá tornar claro o que aconteceu até que se tenha acalmado. A pessoa excitada graças a informações recém obtidas talvez tente “contar tudo de uma só vez”, com a resultante obscuridade. Pessoas que falam a assistências ao vivo podem notar que sua mente às vezes “se esvazia” devido ao nervosismo. A expressão clara envolve o controle das emoções. Mas, isso não é tudo.

      Nossos pensamentos podem constituir outro obstáculo à expressão clara, pois o que a pessoa diz é simples expressão do que pensa. Se certa idéia não estiver clara na mente da pessoa, é assim que sairá quando ela falar. A expressão clara, por outro lado, emana do modo de pensar claro, ordeiro. Isso pode constituir um desafio. Por quê?

      Porque, ao pensarmos num assunto para palestra, uma hoste de pormenores afluem de imediato à nossa mente consciente. As pessoas envolvidas, as coisas que aconteceram, o tempo, o lugar — tudo pode estar misturado. Se não tivermos cuidado, talvez simplesmente “pensemos alto”, resultando numa palestra que se divaga em frases desconjuntadas, saindo do assunto, e voltando-se ao que se disse antes. O modo de pensar desordenado também provoca expressões ou monossílabos ininteligíveis tais como “ah”, “e-ah”, “ê-ê-ê”. Muitos, ao ouvirem uma gravação de suas próprias conversas, ficaram tristes de verificar que a impressão predominante de sua fala era uma série de prolongados “ahs”. Já lhe aconteceu isso?

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