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    Despertai! — 1974 | 22 de março
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  • Cuidar em casa dos mentalmente enfermos?
    Despertai! — 1974 | 22 de março
    • Cuidar em casa dos mentalmente enfermos?

      DURANTE dez anos, foram um casal feliz. O marido tinha boa cabeça e era ativo no ministério cristão. Mas, daí começou a ter lapsos de memória, sua mente ficava afásica ao proferir um discurso bíblico, e, em seu emprego, misturava as cores ao pintar um carro.

      Gradualmente, passou a falar menos, e, não demorou muito, tudo que dizia era “Não! Não! Não!”, até oito vezes em seguida. Daí, passou ao silêncio completo. Mas, fisicamente, era hiperativo. Andava de um lado para o outro de manhã até à noite, e era um problema conseguir que fosse deitar-se. Depois de cinco anos, morreu.

      Nesses anos, consultaram-se especialistas vez após vez, mas estes disseram que não podiam fazer nada para inverter o agravamento de seu estado. Destacado psiquiatra de Nova Iorque, que diagnosticou o seu mal como “doença orgânica degenerativa, progressiva”, concluiu seu diagnóstico com as seguintes palavras à esposa do paciente: “Permita-me dizer nesse momento que a senhora é uma pessoa muito extraordinária. O sacrifício que faz para cuidar de seu marido, que é uma pessoa totalmente desvalida, é incomum. Muitos já teriam colocado seu parente indiferente numa instituição há muito tempo.”

      Por que decidiu a esposa dele cuidar de seu marido em casa? Por que se decidira não o colocar numa instituição? Visto que os médicos concordavam que nenhuma assistência médica adicional poderia melhorá-lo, mesmo numa instituição, deveria colocá-lo numa? “Seria a mesma coisa que jogar fora seu bem-amado”, é a forma em que ela se expressou. “A pessoa se casa para o bem ou para o mal, não é!” Ela continuou mostrando muita afeição a ele, pois, disse ela, “ele é como um bebê; não se pode comunicar de forma inteligente com um bebê, mas ele pode sentir o amor, e o meu João também sente isso”.

      Cuidados num Sanatório nem Sempre São Bênção

      Disse aquele veterano psiquiatra de Nova Iorque que a esposa era tola em cuidar em casa de seu marido totalmente desvalido? Não, antes, elogiou-a como “pessoa extraordinária”. Talvez tenha expresso esse conceito devido a estar a par de que os cuidados de tais pacientes mentais em sanatórios deixam muito a desejar.

      Tal fato foi ressaltado por uma experiência em que oito pessoas cultas fingiram ser mentalmente enfermas. Solicitaram internação em um total de doze diferentes sanatórios em várias partes dos EUA. O que descobriram? O psicólogo de universidade que organizou tal experiência, que era um dos experimentadores, relatou que suas descobertas “condenavam o sistema institucional”. Por exemplo, quatro destes pseudo-pacientes (que mantinham um registro diário) foram ignorados ou desprezados pelos médicos ou atendentes da equipe três quartos das vezes quando tentavam falar com eles.

      Entre as conclusões tiradas por tais experimentadores achava-se a de que “as conseqüências para os pacientes internados em tal ambiente — a sensação de impotência, a despersonalização, a segregação, a mortificação, e a autodescrição — parecem, sem dúvida, ser antiterapêuticas”, isto é, tendem a agravar o estado dos pacientes, ao invés de ajudá-los a melhorar. — Medical World News, 9 de fevereiro de 1973.

      Num artigo publicado em Mental Higiene, de janeiro de 1969, intitulado “Fazendo Esquizofrênicos Crônicos”, dois psicólogos deram testemunho similar. Mostraram o dano que amiúde resulta aos pacientes mentais pela forma em que são tratados numa instituição. Os atendentes “repetidamente humilham os pacientes e destacam a pouca estima que se tem por eles”. Alguns empregados de sanatórios adotam a atitude de que os pacientes “são essencialmente diferentes, e que o que é ruim para nós, não é necessariamente ruim para eles”. Tragicamente, a maneira em que os atendentes tratavam os pacientes movia os pacientes a agir do próprio modo que os atendentes afirmavam querer suprimir. Fazia com que os pacientes mesmos evocassem os vários castigos que mais temiam.

      Conforme bem conhecido psiquiatra estadunidense, o uso do tratamento por choque elétrico é usado com exagero nos sanatórios mentais, como também o uso de drogas. No exercício privativo de sua profissão, ele tenta manter fora do hospital os pacientes gravemente enfermos, se possível. Por quê? Porque, como disse, ‘os hospitais são locais em que os pacientes com freqüência pioram’.

      Por Que o Lar Pode Ser Melhor Lugar

      Sem dúvida há muitos médicos e funcionários sinceros e dedicados em tais instituições, assim, o que há de errado? Muita coisa! Por um lado, as instituições amiúde não conseguem pagar as pessoas que dariam assistência de boa qualidade, ou têm pouco pessoal. E é demasiado esperar que todo paciente mental obtenha a espécie de assistência pessoal compassiva de que carece.

      Consta que muitos atendentes em tais locais se inclinam a desperceber que a pessoa mentalmente perturbada nem sempre é, e em todo respeito, anormal. Em alguns aspectos, talvez seja sempre normal e, em outros aspectos, talvez seja anormal apenas parte do tempo. Tem momentos lúcidos em que é dada à razão, e consegue corresponder ao tratamento compreensivo.

      Daí, também, a experiência mostra que os pacientes mentais são em geral mais sensíveis ao comportamento de outros do que eram em seu estado normal; isto se dá por causa de seu estado dependente. O paciente mental necessita dos cuidados de alguém com mão firme e compreensão controlada, coisas que é mais provável encontrar em casa do que numa instituição.

      Apóia tal posição um relatório da Organização Mundial de Saúde: “Com a extensão da educação sobre tópicos psiquiátricos, cada vez mais parentes desenvolveram suficiente visão para poder tolerar o paciente no ambiente do lar, uma vez que se lhes forneça assistência (profissional). . . . Nem sempre é aconselhável internar o paciente num hospital, se sua família está disposta a mantê-lo na relação emocional íntima do lar.”

      Um livro sobre este mesmo assunto, Home Care for the Emotionally Ill (Cuidado Doméstico Para os Emocionalmente Enfermos), do Dr. H. S. Schwartz, sublinha o fato que uma família inteligente e humana pode criar o clima mais favorável para a recuperação dum doente mental. Mas, há também outro fator a considerar. Qual é?

      A Bíblia mostra que os cônjuges têm obrigações um para com o outro. Ademais, os pais têm por obrigação cuidar dos filhos e talvez tenham legado a eles um defeito genético que conduziu ao problema. Por outro lado, a Bíblia impõe aos filhos crescidos a obrigação de cuidar dos pais idosos. Tal obrigação bem que pode incluir cuidar dos pais, muito embora não mais tenham mente totalmente sã. — 1 Tim. 5:3-8.

      Natural é que nem toda pessoa emocionalmente enferma possa ser cuidada no lar. Mas, quando está claro que o doente não constitui perigo para si ou para outros, o lar bem que pode ser o melhor lugar para cuidar do doente. Em casa, a recuperação bem que pode ser a mais rápida e a mais fácil.

      O Que Envolve

      Cuidar de uma pessoa emocionalmente perturbada ou doente em casa não é tarefa pequena. Seria ideal que o paciente tivesse seu próprio quarto e que a família dispusesse de assistência qualificada, tal como uma enfermeira de tempo parcial ou integral. Também, ideal seria se um médico compreensivo e comiserador cuidasse do paciente e pudesse ser consultado de tempos a tempos. Entretanto, muitos ficaram curados dum “colapso nervoso” ou de grave depressão mental ou de outras formas de doenças mentais ou emocionais em suas casas sem tais circunstâncias ideais. Outros membros da família, no entanto, tiveram que se mostrar equânimes ao desafio.

      O membro da família em quem recai, usualmente, a maior carga, é a esposa ou mãe, como no caso observado antes. Ela deve ser madura — mental, emocional, espiritual e fisicamente. Ela tem de controlar-se, ser afetuosa e, ainda assim, não ser sentimental; precisa ser firme quando houver necessidade e conseguir suportar as provas. O que realmente se exige é o que a Bíblia denomina de “frutos do espírito”, tais como amor, alegria e domínio de si. Acima de tudo, é preciso muito amor. — Gál. 5:22, 23; 1 Cor. 13:4-8.

      O amor tem de ser genuíno, sem hipocrisia e não superficial. Tem de haver genuíno interesse no bem-estar do doente. A Bíblia também diz que “o amor cobre uma multidão de pecados”. O amor espera, de modo que espere pelo melhor, e apele para o que há de melhor no paciente. Tenha empatia. Trate o paciente como gostaria de ser tratado, se estivesse no lugar dele. — 1 Ped. 4:8; 1:22.

      A compreensão é também importante. Como certo médico se expressou: “O alvo . . . é compreender o paciente. Tudo que o terapeuta diga e faça deve ser dirigido nesse sentido.” Como poderá chegar a compreender tal pessoa? Por incentivá-la a falar.

      Ademais, reconheça que as aberrações

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