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  • Acabando com o mistério da doença mental
    Despertai! — 1986 | 8 de setembro
    • Naturalmente, a Bíblia insta com os pais a não irritar seus filhos. (Colossenses 3:21) Mas, mesmo que irritem, parece improvável que apenas isto torne seus filhos esquizofrênicos. Estão envolvidos fatores muito além do controle dos pais.

      O Componente Genético

      Nicolau e Alberto (pseudônimos) eram gêmeos idênticos. Separados ao nascerem, Nicolau foi criado por amorosos pais adotivos, e Alberto por uma avó apática. Em tenra idade, as sementes da insanidade começaram a germinar em ambos. Nicolau provocava incêndios e roubava. Alberto, também, tinha afinidade pelo fogo — e por torturar cães. A plena esquizofrenia se manifestou e ambos acabaram internados em hospitais psiquiátricos.

      Coincidência? Ou será que os genes portam a esquizofrenia? Há 14 pares conhecidos de gêmeos criados separadamente em que um deles apresentou esquizofrenia. Nove irmãos destes também apresentaram a doença. Evidentemente, os genes desempenham sua parte na esquizofrenia. Curiosamente, porém, quando dois esquizofrênicos se casam, existem apenas 46 por cento de probabilidades de que seus filhos também manifestem a esquizofrenia. “Se a esquizofrenia fosse realmente resultante dum gene dominante, 75% dos filhos deveriam apresentar a esquizofrenia”, segundo o livro Schizophrenia: The Epigenetic Puzzle (Esquizofrenia: O Enigma Epigenético).

      Deve haver algo mais envolvido do que os genes. Os autores do livro Mind, Mood and Medicine (A Mente, a Disposição e a Medicina) conjecturam: “É bem sabido que as experiências psicológicas — por exemplo, o stress das batalhas — podem influir profundamente no funcionamento químico, hormonal e fisiológico do corpo. Nas doenças psiquiátricas, uma experiência psicológica pode, com freqüência, ser identificada como o fator precipitante, numa pessoa vulnerável.” E onde é que se enquadram nisso os genes? Prosseguem os Drs. Wender e Klein: “Nosso conceito geral é de que os fatores genéticos podem tornar um indivíduo vulnerável a certas formas de experiência psicológica.” Assim, ao passo que a esquizofrenia em si talvez não seja hereditária, a predisposição a ela bem que pode ser.

      Cérebros Anormais

      A revista Schizophrenia Bulletin apresenta ainda outra peça do quebra-cabeça: “A evidência apresentada sugere que o cérebro dos pacientes esquizofrênicos com freqüência apresenta anormalidades.”

      O Dr. Arnold Scheibel afirma que, na área do cérebro chamada hipocampo, as células nervosas dos pacientes normais acham-se alinhadas “quase como soldadinhos”. Mas no cérebro de alguns esquizofrênicos, “as células nervosas e seus processos acham-se completamente fora de alinhamento”. Isto, acredita ele, poderia ser responsável pelas alucinações e delusões do esquizofrênico. Verificou-se que outros esquizofrênicos possuíam ventrículos cerebrais ampliados. O mais intrigante de tudo é a descoberta de que os cérebros de pessoas mentalmente enfermas talvez contenham defeitos bioquímicos! (Veja o artigo que segue.)

      Até a data, porém, não se verificou nenhuma anormalidade cerebral ou defeito bioquímico singular que seja comum a todos os esquizofrênicos. Os médicos crêem assim que a esquizofrenia bem que pode ser “muitos distúrbios, havendo uma multiplicidade de causas”. [Schizophrenia: Is There an Answer? (Esquizofrenia: Existe Solução?)] Um vírus de ação lenta, deficiências vitamínicas, distúrbios metabólicos, alergias alimentares — estes são apenas alguns dos fatores que se afirma estarem envolvidos na esquizofrenia.

      Mas, embora a causa e o mecanismo exatos dessa doença ainda escapem à ciência médica, o Dr. E. Fuller Torrey afirma: “A esquizofrenia é uma doença cerebral, agora reconhecida definitivamente como tal. Trata-se de uma entidade científica e biológica real, tão patente como o diabetes, a esclerose múltipla e o câncer são entidades científicas e biológicas.” Existe também evidência de que distúrbios depressivos acham-se similarmente ligados à biologia.

      A doença mental perdeu assim sua aura de mistério — e seu estigma. A possibilidade de tratá-la tornou-se uma realidade tangível.

  • Doença mental — existe cura?
    Despertai! — 1986 | 8 de setembro
    • Doença mental — existe cura?

      “Eles me levaram para o hospital”, relembra Irene. “Eu gostava de falar sobre os assuntos com os psiquiatras, mas isso não ajudava muito. Daí, eles me submeteram à terapia de eletrochoques. Fiquei terrivelmente amedrontada. Mas, de novo, isso não ajudava muito.

      “Meu marido então me convenceu a entrar num carro com ele. Pensei estar indo para casa. Mas, paramos em frente a este grande conjunto de prédios bem antigos, de tijolos à vista. ‘Que é isso?’, perguntei a meu marido. ‘Gostaria que entrasse ali e conversasse com alguém’, ele me disse. Então compreendi que era um hospital psiquiátrico . . .”

      A DOENÇA de Irene manifestou-se no ano de 1955 — bem no meio de uma revolução da saúde mental. Novos medicamentos estavam sendo desenvolvidos para reduzir o trauma cirúrgico. Os médicos descobriram que, quando os doentes mentais eram tratados com estes mesmos medicamentos, “os pacientes que antes exigiam tratamento em quartos isolados, ou em camisas-de-força, podiam então ser deixados à vontade. . . . Os medicamentos eliminavam totalmente certos tipos de psicoses.” (The Brain [O Cérebro], do Dr. Richard M. Restak) Os efeitos revolucionários destes medicamentos no campo da saúde mental podem ser de novo ilustrados pela esquizofrenia.

      Os médicos de Irene tentaram nova droga antipsicótica. Onde a psicanálise e os eletrochoques falharam, os medicamentos tiveram êxito. Irene e milhares de pessoas como ela puderam deixar os hospitais psiquiátricos e voltar para casa.

      Controle Químico

      Os médicos não sabiam como os medicamentos operavam. Mas parecia que bloqueavam os receptores cerebrais que normalmente recebem uma substância química chamada dopamina. Quando se inibia assim a atividade da dopamina, alguns pacientes melhoravam. Quando eram ministrados medicamentos que acentuavam a ação da dopamina no cérebro, os pacientes muitas vezes pioravam. Abriu-se assim uma janela para a química da doença mental. (Veja o destaque.)

      Muita coisa ainda é desconhecida sobre a esquizofrenia. Mas os medicamentos antipsicóticos foram confirmados como tratamento eficaz. Infelizmente, os médicos afirmam que cerca de um terço dos pacientes esquizofrênicos não reagem aos medicamentos — ou a qualquer tipo de tratamento. E, no máximo, os medicamentos ajudam a controlar — e não a curar — a esquizofrenia, reduzindo ou eliminando os sintomas mais rebeldes e agudos da doença. Ainda assim, constitui gigantesco passo desde a cirurgia ou as camisas-de-força.

      Por que, então, desprezar os pacientes que utilizam tais medicamentos como pessoas de mente fraca ou toxicômanas? Os antipsicóticos não criam hábito, não deixam os pacientes ‘altos’, nem são tomados por prazer. O Dr. E. Fuller Torrey compara os medicamentos antipsicóticos à “insulina para o diabetes”. E o Dr. Jerrold S. Maxmen conclui: “As pessoas que tomam tais medicamentos não estão ‘fugindo dos seus problemas’, mas encarando-os.”

      Irene, porém, logo verificou que existe também um lado obscuro destes medicamentos.

      Problemas com Efeitos Colaterais

      “Eu me sentia como um zumbi”, relembra Irene. “Não conseguia fazer nada. Lembro-me de dormir às vezes até 16 horas por dia.” A vida de Irene se degenerou. Ela tentou largar a medicação — apenas para acabar voltando ao hospital psiquiátrico.a

      Alguns pacientes sofrem deveras reações

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