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  • Quais são as raízes do problema?
    Despertai! — 1975 | 8 de outubro
    • preocupados com as aparências exteriores do que com os valores básicos, e quando dão eles mesmos maus exemplos nas caraterísticas da personalidade.

      Da mesma convicção é o psiquiatra, Dr. Robbins, associado com o Hospital Hillside, em Nova Iorque. Segundo ele, a devida criação juvenil é vital para a saúde mental; a negligência pode conduzir a problemas psiquiátricos. Afirma ele: “Os pacientes jovens levados ao Hospital Hillside tornam-se facilmente frustrados e desejam imediata satisfação. Baixam ao hospital exigindo que suas necessidades sejam satisfeitas, ao invés de desejarem mudar.” Obviamente, tais palavras descrevem nada mais nada menos que crianças muito mimadas.

      Assim, também, as tensões que parecem prejudiciais aos adultos talvez o sejam devido a falhas da personalidade. A depressão mental é um sintoma mais freqüentemente encontrado numa cultura moderna em que o próprio trabalho não mais é considerado algo digno que traz satisfação. Não se dá que as condições de trabalho sejam sempre mais tensas, nos dias de hoje, mas, amiúde, o problema é que as expectativas dos trabalhadores são muito mais elevadas. Desejam que seus serviços, não só lhes forneçam o ganha-pão para si mesmos e suas famílias, mas também satisfaçam seu ego.

      Visto que a doença mental é um assunto tão complicado, pode avaliar prontamente por que há muitas diferenças de opinião quanto ao melhor modo de tratar as várias doenças mentais. Que métodos estão sendo usados, e quão bem sucedidos resultam ser?

  • Podem os choques, os medicamentos ou a psicocirurgia solucionar o problema?
    Despertai! — 1975 | 8 de outubro
    • Podem os choques, os medicamentos ou a psicocirurgia solucionar o problema?

      O TRATAMENTO dos mentalmente enfermos na maioria dos países tem feito considerável progresso. Como eram os mentalmente doentes tratados nos tempos passados? Certa autoridade diz: “Deixá-los morrer de fome, congelados, confinados, e aterrorizados eram procederes de rotina, e um dos métodos menos cruéis era simples espancamento, espancá-los com porretes, chicotes, fios, correntes, e punhos.”

      Especialmente notório ela o Hospital Real Bethlehem de Londres, que veio a ser conhecido como Bedlam (manicômio). Ali, em certos dias, as pessoas pagavam um pence para ver os alienados mentais serem maltratados. Até o dia de hoje usa-se em inglês “bedlam” para se referir a “um lugar ou cena de louco tumulto”. Nem mesmo a realeza era poupada se ficasse mentalmente enferma, o Rei George III da Inglaterra sendo uma de tais vítimas infelizes.

      O quinhão dos mentalmente doentes mudou do tratamento de crueldade para o tratamento de negligência, indizível sujeira e parasitos nas prisões. Mas, perto do início do século 19, certas pessoas humanitárias foram pioneiras do tratamento dos mentalmente enfermos através da educação, recreação, e bondade humana, tratando-os como doentes, ao invés de possessos de Diabos. Desde fins do século 19, muitas novas teorias e métodos de tratamento dos mentalmente enfermos vieram a lume.

      Por um lado, há as psicoterapias, amiúde classificadas em honra a homens tais como Freud e Jung. E, por outro lado, há os métodos “somáticos” ou “orgânicos”, os mais amplamente usados dentre eles sendo os choques e os medicamentos. A psicocirurgia, certa vez popularíssima, mas desde então caída em descrédito, está sendo reavivada de novo, embora numa forma grandemente alterada. Em geral, é costume utilizar-se mais de um destes vários métodos quando se trata certo paciente.

      O Uso de Choques

      Poder-se-ia dizer que o uso dos choques em tratar pacientes mentais passou por três estágios. Primeiro, havia o choque provocado pela insulina, Manfred Sakel sendo seu pioneiro. Mas, tinha suas desvantagens. Para ser bem eficaz, o choque provocado pela insulina tinha de durar de 30 a 50 horas, e, às vezes, o paciente deixava de sair do estado de choque. Era também oneroso, visto que exigia muita atenção por parte de enfermeiras ou atendentes. Assim, após alguns anos, foi abandonado na maior parte da década de 1940 em favor de outras formas de tratamentos de choques.

      Em segundo lugar, o uso da droga Metrazol teve como pioneiro o psiquiatra Meduna. Descobriu que o Metrazol provocava convulsões semelhantes às da epilepsia, e estas, segundo sua teoria, poderiam curar doenças mentais. No entanto, este método também deixou algo a desejar por vários motivos, não sendo o menor deles o fato de que as convulsões às vezes ocasionavam fraturas dos ossos.

      Tais tratamentos de choques foram na maior parte substituídos pelo eletrochoque, que hoje é comumente prescrito. Consiste na aplicação de correntes elétricas ao cérebro para fazer com que o corpo entre em convulsão; usualmente se ministra uma droga, de modo que o paciente não sinta nada. Dura cerca de 50 segundos e resulta num estado mental confuso que talvez perdure uma hora, ou, na amnésia, que talvez dure semanas. Muitos psiquiatras e pacientes dizem que produz muito bons resultados.

      Mas, a terapia de eletrochoque, conhecida como TEC, não deixa de ter seus críticos. Devia ser usada com tanta freqüência? Não, segundo o Dr. Perry C. Talkington (1972), presidente da Associação Norte-Americana de Psiquiatria. “O eletrochoque”, afirma ele, deve ser “usado para curar depressões profundas quando outras formas de tratamento — a quimioterapia [medicamentos], a psicoterapia ou combinações dessas duas — não forem eficazes”.

      Não foi outro senão o Professor Cerletti, o primeiro a usar o eletrochoque, que o chamou de “anti-estético — feio . . . repelente” e disse que tentava arduamente encontrar um substituto. E os Drs. F. G. Alexander e S. T. Selesnick, em sua obra The History of Psychiatry (História da Psiquiatria), declaram: “Os tratamentos de choques conseguem apenas um alívio dos sintomas. Não atingem o distúrbio psicológico básico por trás da doença, e os pacientes que recebem o eletrochoque sem a psicoterapia — que atinge a fonte da moléstia — freqüentemente recaem.”

      Uma autobiografia amplamente lida de um psiquiatra observava que os tratamentos de eletrochoques talvez sejam tão populares devido a ser cobertos pelo seguro, os psiquiatras recebendo US $ 35 (em 1972) nos EUA cada vez que ‘apertam o botão’.

      O Uso de Medicamentos

      No início do século 20, fizeram-se experiências com drogas radicais cujo efeito parecia quase que miraculoso — mas apenas por alguns minutos ou algumas horas. Então o uso de brometos tornou-se popular. Mas, neste caso também houve desilusão. A respeito de todos esses esforços, diz-se-nos: “Apesar do repetido abalo do sonho medicamentoso, os médicos ainda esperam com o tempo aliviar a luta íntima do homem por meios químicos.

      Especialmente desde os anos 50, usam-se no mundo ocidental as drogas que controlam a mente. Diz-se que algumas são de grande valor no tratamento das esquizofrenias, outras para combater a depressão e ainda outras para reduzir a ansiedade.

      O uso de tais drogas tem tornado os pacientes mais fáceis de tratar e tem aliviado seus sofrimentos. No entanto, parece que o uso de tais drogas está sendo excessivo e, em especial, nos sanatórios de retardados mentais. Assim, The National Observer, de 11 de janeiro de 1975, citou muitos psiquiatras que tinham palavras duras a dizer para os responsáveis que facilitam sua tarefa “por essencialmente drogarem o paciente a um estado de semiconsciência”.

      “O que temos feito”, disse o professor Dybwad, da Univ. de Brandeis, “é suplantar as restrições mecânicas [camisas de força e a solitária] pela restrição química. E esta é ainda mais perversa, porque não se pode vê-la”. Cita-se outra autoridade como dizendo: “Teremos de interromper o que veio a ser um padrão aceitável de meter as pessoas em sanatórios e então drogá-las para ficarem quietinhas.”

      As drogas amiúde não são senão uma muleta. Talvez, em realidade, retardem a recuperação, ao invés de acelerá-la, e talvez até prejudiquem o sistema nervoso. Assim, a respeito das drogas usadas para restringir os pacientes violentos, um psiquiatra descobriu que de 20 a 30 por cento de tais pacientes mostravam deficiente controle muscular.

      Resumindo o quadro das drogas psiquiátricas, um compêndio de 1970 declara: “Apesar do progresso encorajador . . . é necessário muito mais esforço. Somos terrivelmente ignorantes do [que provoca] a maioria das doenças que tratamos. Ainda compreendemos bem pouco como as drogas melhoram tais condições, ou porque talvez falhem. E embora tenhamos muitos pacientes que melhoram, ainda temos bem poucos que ficam bons.”

      Psicocirurgia?

      A psicocirurgia ou os esforços de curar os mentalmente enfermos por operar seus cérebros, data especialmente de 1936. Foi nesse ano que um pesquisador português, Egas Moniz, observou que, por seccionar parte dos lobos pré-frontais do cérebro, podia-se aliviar a ansiedade. Mas, depois de ele ter feito vinte de tais lobotomias ou leucotomias pré-frontais, o governo português as proscreveu. Apesar disso, a operação foi bem recebida nos Estados Unidos. Walter Freeman, seu principal defensor realizou 4.000 delas.

      A operação tem sido comparada a “dar um golpe sibilante com um furador de gelo por trás dos globos oculares para destruir partes do lobo pré-frontal do cérebro”. Relata Science News: “Depois de talvez 50.000 leucotomias nos Estados Unidos, e 15.000 na Inglaterra, a moda morreu na década de 1950, provavelmente por causa dos aperfeiçoamentos da terapia de eletrochoque e medicamentosa.

      As leucotomias não raro resultaram em distúrbios de personalidade mais graves. Com efeito, até mesmo seu pioneiro estadunidense, Freeman, testificou que privam a pessoa de seu “moral”, de sua habilidade de imaginar, de prever e de ser altruísta. O paciente experimentou “progressiva perda da . . . perspicácia, da empatia, da sensitividade, da consciência de si mesmo, do juízo, da correspondência emocional, e assim por diante”, afirma destacado psiquiatra de Washington, D.C.

      Recentemente, contudo, a questão da psicocirurgia veio novamente à tona, visto que métodos mais refinados estão sendo usados para destruir partes do cérebro. Alegadamente, cerca de quatrocentas a seiscentas de tais operações são realizadas anualmente nos Estados Unidos e, diz-se-nos, “todo psicocirurgião concorda que estamos apenas começando a testemunhar maciço aumento da psicocirurgia”. No entanto, é de interesse saber que tais operações são proscritas em toda a União Soviética, indicando seus aspectos indesejáveis.

      Os planos para efetuar a psicocirurgia em pessoas criminalmente insanas, uma vez que consintam voluntariamente, suscitaram um furor nos Estados Unidos na primavera setentrional de 1973. O que muitos temem é que tais operações abram a porta para se manipular humanos por meio da cirurgia cerebral. Entre os que protestam fortemente contra elas acha-se o neurocirurgião Dr. A. K. Ommaya. Ele acha que, longe de serem ajudados, os doentes mentais são prejudicados porque toda parte do cérebro exige as outras partes para funcionar”. — Times de Nova Iorque, 2 de abril de 1973.

      É claro que os eletrochoques, os medicamentos e a psicocirurgia deixam todos muito a desejar no tratamento dos doentes mentais. Há, com efeito, grande controvérsia quanto a se alguns destes métodos deviam mesmo ser usados. Quais, então, são as alternativas?

  • Que ajuda se obtém dos hormônios, das vitaminas e dos sais minerais?
    Despertai! — 1975 | 8 de outubro
    • Que ajuda se obtém dos hormônios, das vitaminas e dos sais minerais?

      PODE haver alguma relação entre a dieta da pessoa e as doenças mentais e emocionais? Podem os elementos nutricionais ou hormonais trazer alívio à doença mental?

      Lá no quinto século A. E. C., Hipócrates, chamado de ‘pai da medicina’, cria poder haver uma relação entre a nutrição deficiente e a doença mental. E não foi outro senão Sigmund Freud, o ‘pai da psicanálise’ que, em seus anos finais, escreveu: “Estou firmemente convencido de que, certo dia, todos estes distúrbios que tentamos entender serão tratados por meio de hormônios ou substâncias similares.”

      Uso de Hormônios

      Nos anos recentes, inúmeros pacientes mentais têm sido beneficiados pelo tratamento hormonal. Assim, um psiquiatra da Faculdade de Medicina de Nova Iorque verificou que os hormônios sintéticos eram mais eficazes, bem como “menos traumáticos do que o eletrochoque e mais rápidos do que as drogas convencionais”. Por meio de hormônios, já curou alguns pacientes varões de depressão, e outros melhoraram. — Star-News, de Washington, 9 de maio de 1974.

      Os resultados obtidos com hormônios sexuais similares, por uma equipe de bioquímicos e psiquiatras de Worcester, Massachusetts, EUA, são ainda mais notáveis. Produziram a melhora em 80 por cento de suas pacientes. E conseguiram tais resultados embora escolhessem como pacientes apenas as mulheres hospitalizadas que tinham sido “tratadas sem êxito por uma ‘variedade’ de terapias convencionais, inclusive o tratamento de choques, outras drogas antidepressivas e a psicoterapia”. — Globe, de Boston, 30 de setembro de 1974.

      Nutrição

      O papel que a nutrição desempenha na doença mental há muito é reconhecido no caso da pelagra. É uma doença causada pela carência de vitamina B3 (niacina), e a insanidade é um de seus sintomas.

      Entre os que sublinham o enfoque nutritivo para a saúde mental acha-se George Watson, antigo professor universitário que devota agora todo o tempo à pesquisa psicoquímica. Em seu livro Nutrition and Your Mind (A Nutrição e Sua Mente), arrazoa que as pessoas são lentos ou rápidos oxidantes, e assim têm de programar sua dieta de acordo com isso. Seu conceito é: “O que come determina seu estado mental e, em certo sentido, a sorte de pessoa que é.” Watson afirma ainda mais: “A maior parte do comportamento excêntrico é causada pelo cérebro desnutrido, um sistema nervoso esgotado ou qualquer dentre vários outros problemas físicos diretamente relacionados ao metabolismo que funciona imperfeitamente.” Conta ter curado uma paciente que tinha extrema forma de esquizofrenia por alimentá-la com os nutrientes de que ela precisava ou que lhe faltavam.

      Os mais de 500 médicos e psiquiatras que pertencem à Fundação de Hipoglicemia enfocam a doença mental de modo similar. Eles sustentam que a baixa taxa de açúcar no sangue pode causar a depressão, a ansiedade, o esquecimento, tremores, pesadelos e colapsos nervosos.

      “O enfoque nutricional também sublinha a importância dos óligo-elementos no tratamento da doença mental. O valor do lítio, por exemplo, é geralmente reconhecido. Um bioquímico do Texas, EUA, verificou que em diversas cidades do Texas onde havia níveis mais altos de lítio na água potável, havia menos doença mental. Assim, o professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, Leon Eisenberg, afirma: “Podemos ajudar os pacientes maníaco-depressivos a continuarem passando bem, depois de se recuperarem dum ataque de doença, por administrar o elemento lítio como profilático.” — World Health, outubro de 1974.a

      Em adição ao lítio, outros óligo-elementos encontrados em certos alimentos, inclusive o zinco, cálcio, manganês, magnésio, ferro, cobre, cobalto, crômio, selênio e molibdênio, talvez também desempenhem importante parte na doença mental. Com efeito, cada vez mais psiquiatras reconhecem a importância deles.

      “Psiquiatria Ortomolecular”

      O termo “psiquiatria ortomolecular” foi cunhado pelo Dr. Linus Pauling, Prêmio Nobel, para designar um tratamento que sublinha “a importância de se ter a concentração correta das substâncias certas nos lugares certos”. O termo provém de duas raízes — orto significando aquilo que é reto, direito, correto (como na palavra “ortodoxo”) e molecular, que provém da palavra “molécula”.

      Pauling explica: “O funcionamento correto do cérebro, segundo se sabe, exige a presença, no cérebro, de moléculas de muitas substâncias diferentes”, que atingem o cérebro pelo sangue. Ele sustenta que em certas doenças mentais, há uma falha por parte do corpo de utilizar devidamente as vitaminas e os óligo-minerais encontrados nos alimentos. Para compensar este defeito genético, recomenda que se dêem ao paciente doses maciças de vitaminas e/ou se ajuste a dieta dele de outros modos. A ênfase é no uso das vitaminas B1, B3, B6, B12, C e H.

      No entanto, há o desacordo mais violento quanto aos méritos relativos da “psiquiatria ortomolecular”. O professor Carlos A. León, do Equador, por exemplo, afirma que “ainda não existe prova conclusiva de [sua] efetividade”. No mesmo sentido, a Associação Norte-Americana de Psiquiatria fez registrar que os “proponentes da terapia megavitamínica têm feito afirmações surpreendentes, e amiúde não comprovadas, a respeito de sua eficácia”. E o Dr. S. Kety, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que tal enfoque é “aplicação prematura de conhecimento incompleto”.

      Por outro lado, o Dr. David Kawkins, em Manhasset, Nova Iorque, fala de ter tratado deste modo a 5.000 esquizofrênicos, e afirma que mais de 4.000 registraram melhoras. Com efeito, verificou que por se acrescentar o tratamento vitamínico à psicoterapia e à quimioterapia regulares, pode-se quase que dobrar a taxa de recuperação, reduzir a hospitalização à metade e eliminar inteiramente os suicídios, que são bem numerosos entre os esquizofrênicos.

      O Dr. Abram Hoffer, presidente da Fundação Canadense de Esquizofrenia, bem como de sua correspondente estadunidense, afirma: “Meus pacientes pensam que sou um psiquiatra maluco porque me vêm com problemas mentais e eu os mando de volta para casa com uma dieta. Mas, com o tempo, convencem-se de que ela é importante.”

      Na atualidade, mais de 300 psiquiatras estadunidenses empregam este enfoque “ortomolecular” em sua clínica, e seu número aumenta. Afirmam ter beneficiado mais de 30.000 pacientes. E, um item que não deve ser despercebido é que esta forma de tratamento custa apenas uma fração das outras formas de tratamento para os pacientes e suas famílias.

      O Que Fazer

      Talvez o leitor ou leitora, ou um ente querido tenha tido uma crise de doença mental. Se assim for, como podemos ver, há coisas que podem ser feitas a fim de ajudar a recuperação.

      Visto que a tensão excessiva é, com freqüência, um fator que provoca a doença mental, faça tudo que puder para remover ou diminuir a fonte da tensão que talvez esteja causando o problema. Pode-se sentir tensão devido a alguma relação pessoal, uma situação que influi no casamento da pessoa, ou alguma decisão no que tange ao emprego ou problemas similares da vida. Então, decida o que não tinha sido decidido, ou, de outro modo, faça tudo que puder para tirar o assunto da mente.

      No caso de graves aberrações mentais, há possibilidade de que o uso de medicamentos ou até mesmo do eletrochoque controle a situação. No entanto, tais tratamentos só são aconselhados sob a supervisão médica, e, geralmente, como último recurso. Nos anos recentes, relata-se grande êxito pelo uso de vitaminas e hormônios. Talvez ache proveitoso investigar as possibilidades.

      Mas, basicamente, a pessoa mentalmente enferma precisa de ajuda para controlar seu pensamento. Para obter ajuda, muitos se voltam para a psicoterapia, talvez a forma mais conhecida de tratamento. O que é psicoterapia? Pode ajudar uma pessoa a recuperar o equilíbrio mental?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Devido a possíveis efeitos colaterais adversos só se deve tomar lítio sob cuidadosa supervisão, segundo The Medical Letter (Carta Médica) de 3 de janeiro de 1975.

  • Estará a solução com os psiquiatras?
    Despertai! — 1975 | 8 de outubro
    • Estará a solução com os psiquiatras?

      A PSICOTERAPIA é a arte de tentar ajudar pessoas mental ou emocionalmente perturbadas por ouvir seus problemas, e empenhar-se em oferecer-lhes a compreensão para enfrentarem tais problemas. Os psiquiatras — pessoas que utilizam esta forma de tratamento — aumentaram sete vezes nos Estados Unidos durante os últimos 25 anos.

      O enfoque psiquiátrico mais popular tem sido o da teoria do “divã” psicanalítico de Sigmund Freud. É usado principalmente nos EUA. Assim, a cidade de Nova Iorque, com nove milhões de habitantes, tem quase mil psicanalistas, ao passo que Tóquio, com onze milhões de pessoas, tem apenas três!

      O valor do tratamento psiquiátrico não é de jeito nenhum universalmente reconhecido. Com efeito, até mesmo o diretor do Instituto Nacional de Psicoterapias dos Estados Unidos falou da “controvérsia e da freqüente desilusão que caraterizam atualmente o campo da psicoterapia”. Também, o psiquiatra Karl Menninger observou: “Nove décimos de pessoas portadoras da chamada esquizofrenia ficam boas sem chegar perto dum hospital.”

      Numa acusação especialmente forte, o Dr. H. J. Eysenck, do Instituto de Psiquiatria, Universidade de Londres, escreveu em Medical Tribune, de 4 de abril de 1973, que o resultado “afirmado para os diferentes métodos de psicoterapia e psicanálise era quase que exatamente o encontrado pela remissão espontânea”. Em outras palavras, segundo Eysenck, as pessoas que recebem auxílio psiquiátrico tinham quase a mesma taxa de recuperação que as que não recebiam nenhum tratamento psiquiátrico!

      Ajuda Provida

      No entanto, não se pode negar que algumas pessoas obtiveram genuína ajuda dos psiquiatras. Escreve certo senhor da Califórnia: “A ajuda que recebi daquele homem bondoso foi extremamente proveitosa, e meu problema foi rapidamente resolvido.” Formulando a pergunta: “O que esse psiquiatra fez por mim?”, respondeu: “Escutou-me. Realmente me escutou. . . . ajudou-me a compreender que dentro de mim mesmo eu tinha a habilidade de desenvolver o autodomínio.”

      Este senhor perturbado tinha um problema de comportamento, que evidenciava grave aberração sexual. Mas, por meio da bondade e do encorajamento o psiquiatra ajudou-o a corrigir sua fraqueza. Até mesmo casos extremos corresponderam bem a tal tratamento psiquiátrico. Dando testemunho pertinente nesse sentido, há a anamnese descrita em The Vital Balance (O Equilíbrio Vital), de autoria duma equipe chefiada por Karl Menninger.

      A anamnese é de “Mary Smith” (Maria da Silva) que, com 63 anos, baixou ao hospital estadual. De algum modo, adquirira a idéia de que seu marido, um lavrador típico, bondoso, gentil, estava envolvido no tráfico ilegal de bebidas alcoólicas e que repetidas vezes tentara envenená-la. Assim, ela o atacara com um martelo enquanto ele dormia.

      Seu diagnóstico foi de “perturbada, inquieta e confusa”. Seis anos depois de sua hospitalização, foi julgada incuravelmente insana. Passaram-se outros sete anos, e surgiu novo médico que se interessou por ela. Ouvia pacientemente suas queixas estridentes, mostrava simpatia e concordava com ela sempre que podia. Caminhava junto com ela, ajudando-a a eliminar algumas de suas delusões. Mandou preparar óculos apropriados para ela, e mandava que a enfermeira lhe desse coisas para ler, e também conversasse com ela.

      Gradualmente, o tom de sua voz mudou, ela se tornou prestativa em arrumar camas, e teve permissão de andar sozinha pelos arredores. Logo obteve permissão de sair por alguns dias. Daí, com 76 anos, conseguiu um emprego de enfermeira prática, cuidando de uma senhora mais idosa. Anos mais tarde, sua filha relatou o seguinte sobre ela: “Ela é excelente trabalhadora, prestimosa e cooperadora . . . uma das mulheres mais organizadas que já conheci, de qualquer idade.”

      Tais êxitos em ajudar os mentalmente perturbados apontam para o tipo de tratamento de que especialmente necessitam. Sir Geoffrey Vickers, como presidente do Fundo de Pesquisas da Saúde Mental, explicou há alguns anos: “Sem comparação, a descoberta mais significativa da ciência mental é o poder do amor para proteger e restaurar a mente.”

      Sim, o amor, a bondade, a paciência e a compreensão são agora reconhecidos como vitais no tratamento bem sucedido dos pacientes mentais. Todavia, conforme antes observado, os psiquiatras não raro deixam de ajudar os pacientes a recuperar-se. Existe algum motivo fundamental para isso?

      Falha Básica no Enfoque

      Tem sido bem observado que as pessoas precisam conhecer a razão de sua existência, que propósito há na vida, de modo a ter forças para suportar a tragédia. Mas, são os psiquiatras os mais aptos a fornecer isto? Podem ajudar as pessoas a responder às perguntas básicas que as deixam indagando-se, tais como: “Por que estou aqui?” “Qual é mesmo a finalidade da vida?” “Que destino me aguarda?”

      A verdade é que, nenhum humano, mas apenas o Criador da humanidade, o Deus Onipotente, pode prover respostas sólidas, satisfatórias, a tais perguntas. E fez isso, para nossa esperança e nosso conforto, em sua Palavra, a Bíblia. Mas, o que os psiquiatras geralmente pensam sobre Deus?

      Uma enquête de 1970 mostra isso. Dentre os psiquiatras entrevistados, 55 por cento disseram que consideravam a crença em Deus “infantil”, e “incompatível com a realidade”.

      Que conclusão desarrazoada e ilógica! Pois, pense só: De que outro modo podemos explicar a origem da vida, se deixarmos de fora a existência dum Deus supremo? Ou que dizer do amor — de onde provém esta maravilhosa qualidade que é tão vital à saúde mental? Apenas a explanação da Bíblia é tanto razoável como lógica. E sua explicação é de que um Criador supremo, amoroso, é responsável. (Sal. 36:9; 1 João 4:8-11) Destacados homens de ciência, que de forma alguma eram “infantis”, expressaram a crença em tal Deus.

      Science Digest afirma sobre um deles: “A maioria dos historiadores da ciência declarariam de imediato que Isaac Newton foi a maior mente científica que o mundo já viu.” E, em sua obra-prima, Principia, Newton disse: “De seu verdadeiro domínio, segue-se que o verdadeiro Deus é um Ser vivo, inteligente e poderoso; e, de suas outras perfeições, que Ele é supremo, ou perfeitíssimo. Ele é eterno e infinito, onipotente e onisciente.”

      A falha básica dos psiquiatras mundanos é de que, em geral, não se voltam para este Deus verdadeiro em busca de sabedoria e orientação ao tratarem os emocional e mentalmente perturbados. E, sem dúvida, uma das conseqüências de sua atitude é que eles mesmos têm a mais elevada taxa de suicídios dentre todos os das especialidades médicas! A respeito disto, um dentre eles mesmos diz: ‘Até que os psiquiatras tenham a taxa mais baixa, todos os seus ensinos estão sujeitos à suspeita.’ — Journal of the American Medical Association.

      Outros Efeitos da Falha Básica

      Deixando de reconhecer a sólida instrução da Palavra de Deus, os psiquiatras raramente aplicam o amor de forma equilibrada. Exemplificando: em certo caso, o pai que não conseguiu afastar seu filho adolescente dos tóxicos o mandou a um psiquiatra. Com que resultados? O pai terminou ficando Cr$ 16.000,00 mais pobre, e o filho não mudou nem no mínimo.

      O pai queria ajudar seu filho. No entanto, nem ele nem o psiquiatra tinham apreço pelo ensino da Palavra de Deus, a saber, que a disciplina firme, porém bondosa, é parte vital no exercício do amor. (Heb. 12:6-9; Pro. 23:13, 14) Por fim, ouvindo conselhos sadios, o pai mandou seu filho para fora de casa até que estivesse disposto a ir a um centro de reabilitação contra tóxicos. Mais tarde, o filho, disse ao pai: “Sabe, quando o Sr. e mamãe me puseram para fora de casa, foi então que tive certeza de que o Sr. realmente queria ajudar-me.” O filho está agora curado.

      O fracasso geral dos psiquiatras em apreciar a Deus e seus ensinos quanto à moral resultou em grande dano. Como exemplo, o Press de Long Island estampava a seguinte manchete de primeira página: “Despedaçado um Bando de Sodomitas. Acusado o grupo de abusar sexualmente de jovens.” Dizia o artigo: “Quatro homens — inclusive um psiquiatra infantil internacionalmente conhecido . . . foram detidos ontem, acusados de sodomia, abusos sexuais e conspiração, envolvendo adolescentes.”

      Ao passo que este talvez seja um caso isolado, os incidentes de psiquiatras terem relações sexuais com suas pacientes não são. Assim, certa mulher cristã dirigiu-se a um psiquiatra em busca de ajuda por causa de suas frustrações quanto às suas relações matrimoniais com o marido. Ele lhe disse que ela tinha três escolhas: Tentar fazer com que o marido consultasse um psiquiatra; obter o divórcio; ou ter um caso extra-marital com um “namorado”, e ofereceu-se para ser o “namorado” dela.

      Daí, houve o psiquiatra que foi processado porque, conforme noticiado no Daily News de Nova Iorque: “Ele prescreveu relações sexuais com ele próprio como terapia e então cobrou os ‘tratamentos’.” Outro psiquiatra foi processado, exigindo-se US$ 1.250.000 em danos, perante a Suprema Corte do Estado de Nova Iorque, porque forçou sua paciente a ter relações sexuais com ele sob o disfarce de tratamento psiquiátrico. Com efeito, um psiquiatra escreveu um livro recomendando que os psiquiatras se tornem “sexualmente disponíveis ao paciente, mas não ‘insistentes’”. Chamou o livro The Love Treatment (Tratamento de Amor).

      Dois clínicos que dirigem a principal clínica sexual dos Estados Unidos disseram que grande parte dos oitocentos pacientes que trataram admitiram ter tido relações sexuais com seus psiquiatras ou conselheiros. Ao passo que alguns destes relatos possam ser meras fantasias, quimeras ou jactâncias, um dos médicos observou: “Se apenas 25% destes relatos específicos forem corretos, ainda há sobrepujante questão que confronta os profissionais neste campo.”

      É evidente que há motivo de se ter cuidado no que tange aos psiquiatras mundanos. Pois, ao passo que a pessoa pode ser ajudada, há também real possibilidade de que seja incentivada a seguir um proceder de conduta contrário aos justos princípios de Deus. Mas, mesmo se isso não acontecesse, o fracasso dos psiquiatras em geral em saber aplicar devidamente o melhor remédio para os males mentais — a qualidade divina do amor — provavelmente torne ineficaz o seu tratamento.

      Significa isso que em parte alguma as pessoas podem obter a psicoterapia fidedigna, no sentido de obterem ajuda para enfrentar seus problemas e solucioná-los? Felizmente tal ajuda é possível, e, por meio dela, muitas pessoas alcançaram a saúde mental neste mundo confuso.

  • O melhor meio de se recuperar a saúde mental
    Despertai! — 1975 | 8 de outubro
    • O melhor meio de se recuperar a saúde mental

      QUANDO a doença mental assola, é motivo de grande tristeza para os atingidos. Todavia, não há necessidade de uma família sentir vergonha quando isto acontece. Em muitos casos, as afecções mentais podem surgir assim como alguma doença física, tal como a gripe ou a doença do coração. E mesmo nos casos em que não constituem fator principal as causas físicas, ainda há motivo de se ter esperança e se adotar uma atitude positiva. A questão é: Qual é a melhor coisa a fazer?

      Com freqüência, uma combinação de tratamentos é o melhor. Mais importante, contudo, é que o sofredor receba ajuda de membros da família ou amigos compreensivos, que possam transmitir real esperança e encorajamento. Tais pessoas podem derivar conforto de que, como se dá com outras moléstias, as pessoas amiúde se recuperam espontaneamente da doença mental, visto que o corpo, com o tempo, ajusta-se e cura a si mesmo. E mesmo quando isto não ocorre, há muito que se pode fazer para ajudar o sofredor.

      A maior necessidade de tal pessoa é ser amada. A importância disto é agora sublinhada vez após vez nas publicações médicas. Isto significa que a família e os amigos devem ser pacientes, suportando a pessoa quando agir de modo excêntrico, irresponsável, ou for desarrazoada ou, de outra maneira, difícil de lidar.

      Qual é o melhor lugar em que se pode prestar esta ajuda necessária aos mentalmente enfermos? Em algum sanatório ou instituição para doentes mentais? É bem provável que não. Com efeito, um livro preparado por quatro médicos diz: “Um alvo principal é manter os pacientes fora do hospital sempre que possível. Às vezes, apenas isso já é uma vitória, porque, no caso de alguns dos nossos atuais sanatórios para doentes mentais, há probabilidade de que o paciente se sinta melhor ficando em casa.”

      Em casa, o paciente está num ambiente familiar. Ele ou ela recebe as atenções das partes vitalmente interessadas. Pode-se cuidar dele, visando sua recuperação ou melhora. Mas, é necessária a educação numa escola mundana de psiquiatria para dar tal ajuda?

      Necessária a Instrução Psiquiátrica?

      É interessante que os próprios psiquiatras reconhecem as falhas da educação psiquiátrica. David S. Viscott, para exemplificar, declara que os certificados

  • O alto custo do alcoolismo
    Despertai! — 1975 | 8 de outubro
    • O alto custo do alcoolismo

      ● O alcoolismo e problemas relacionados custam aos Estados Unidos uma soma fabulosa. Segundo recente relatório, o custo é de mais de Cr$ 200 bilhões por ano. Esta vasta soma é cinco vezes superior à quantidade de dinheiro necessária para fornecer alimento para todos naquele país que estão afligidos pela fome. Também, seria suficiente para construir 1.750.000 casas de baixo custo. Deveras, o alcoolismo custa caro.

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