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Por que a Aids é tão letalDespertai! — 1988 | 8 de outubro
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Vírus Persistente
Há outro fator que contribui para tornar o vírus da AIDS mais letal do que os demais. Ele possui mecanismos inerentes para sobreviver que não são comuns a outros vírus.
Por exemplo, nos humanos o vírus da gripe talvez dure apenas alguns dias ou semanas, e ele estimula os anticorpos que ajudam a proteger a vítima contra infecção adicional proveniente daquele vírus específico. Uma vez que a epidemia segue seu curso, ela desaparece. A gripe pandêmica de 1918 durou somente cerca de um ano. O vírus da febre amarela depende de mosquitos, que diminuem de número com a mudança de estação. O sarampo pode também acometer rapidamente uma população suscetível e depois desaparecer.
Entretanto, presume-se que o vírus da AIDS seja persistente. É provável que ele permaneça no hospedeiro humano durante a vida toda e não desapareça por si só. A vítima não se recupera da AIDS plenamente estabelecida, e assim é incapaz de criar um tipo de imunidade que resistiria a uma recorrência.
Ademais, o vírus da AIDS revelou uma variação significativa em sua composição genética, tornando mais difícil o desenvolvimento duma vacina. E os vírus passam geralmente por mutações, isto é, modificam seu caráter. Por exemplo, há muitos tipos diferentes de vírus de gripe e de resfriado. Já se identificou um segundo tipo de vírus da AIDS na África e em outros lugares. Talvez seja necessário uma vacina diferente para cada tipo.
Mas, por que a AIDS se alastrou tanto? Que práticas contribuíram para sua insidiosa infiltração na família humana?
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Por que a Aids se alastrou tanto?Despertai! — 1988 | 8 de outubro
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Por que a Aids se alastrou tanto?
POR que será que a AIDS se alastrou tanto? Embora não se saiba ao certo como, quando ou onde ela se originou, há padrões gerais que explicam sua disseminação. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, a principal via de disseminação da AIDS foi a atividade homossexual masculina. Quando a epidemia foi identificada, surgia quase que exclusivamente entre homossexuais (e bissexuais) masculinos. Até pouco tempo, mais de 70 por cento das vítimas adultas eram homossexuais masculinos.
Daí, a AIDS começou a surgir entre usuários de drogas endovenosas. Dentro de poucos anos, mais de 15 por cento de todos os casos pertenciam a este grupo, que está aumentando. Em certos lugares, metade de todos os usuários de drogas endovenosas tem o vírus da AIDS. Assim, a revista Science declarou: “A grande maioria dos americanos infectados hoje são quer homossexuais, quer usuários de drogas endovenosas.”
Em São Francisco, EUA, 50 por cento ou mais dos homossexuais masculinos são portadores do vírus da AIDS. A comunidade homossexual da cidade está sendo devastada pelas mortes decorrentes da AIDS. Um longo estudo realizado ali sobre homossexuais masculinos revelou que, dos que foram diagnosticados como tendo o vírus da AIDS sete anos atrás, 78 por cento tinham quer a AIDS plenamente estabelecida, quer os sintomas iniciais, quer alguma deficiência imunológica. E, embora o índice de novos casos entre homossexuais tenha diminuído, há pouca coisa que se pode fazer por aqueles que já foram infectados.
Com relação ao Haiti, o jornal Los Angeles Times comentou: “Novos dados sugerem que o vírus da AIDS foi introduzido no Caribe primariamente por contato homossexual entre ilhéus e americanos.”
Por Que São Tão Suscetíveis?
Por que são os homossexuais tão suscetíveis à AIDS? Devido às suas práticas sexuais. Embora a AIDS também se propague mediante o sexo oral, a via primária de transmissão da AIDS entre homossexuais tem sido a prática de sexo anal (sodomia).
O ânus humano foi projetado para a eliminação de resíduos — excrementos — e não para relações sexuais. Ele possui apenas uma fina camada de células epiteliais, o tecido que reveste o ânus. A relação sexual anal resulta na lesão desse revestimento e em fissuras que sangram. O sêmen infectado do parceiro, que penetra no reto, pode ser a fonte da AIDS, assim como podem abrasões ou lesões no órgão masculino. Também, os tecidos retais danificados do receptor permitem que secreções infectadas transmitam a infecção para outros parceiros sexuais.
Ademais, os homossexuais têm com freqüência muitos parceiros — centenas e até milhares — no decorrer da vida. Relata-se que certo jovem homossexual, que infectou muitos outros antes de morrer de AIDS, tivera, em dez anos, 2.500 contatos homossexuais com homens. Seu trabalho numa companhia aérea o habilitava a viajar extensivamente. Outro afirmou ter tido uns 5.000 contatos homossexuais em 20 anos. As possibilidades de que tais pessoas disseminem a AIDS são óbvias.
Outro fator é que devido às suas práticas sexuais, outras doenças, tais como hepatite, gonorréia e herpes, são comuns entre os homossexuais. Tais doenças prejudicam o corpo, e, segundo se pensa, tornam-no mais suscetível à AIDS.
É Desnatural o Homossexualismo?
Não há dúvida quanto a isso: As relações homossexuais aceleraram grandemente a propagação da AIDS. Tais práticas são contrárias ao projeto biológico do corpo humano.
O homossexualismo não pode passar simplesmente como ‘estilo de vida alternativo’. É desnatural, uma perversão do modo como fomos criados. A Bíblia o inclui entre as ações que resultam dum “estado mental reprovado”, e diz: “Deus os entregou a ignominiosos apetites sexuais, pois tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena recompensa, que se devia ao seu erro.” — Romanos 1:26-32.
Também, a Lei que Deus deu à antiga nação de Israel declarava: “Quando um homem se deita com um macho assim como alguém se deita com uma mulher, ambos realmente fazem algo detestável.” — Levítico 20:13.
O seguinte fato básico evidencia que o homossexualismo é desnatural: Se todos fossem exclusivamente homossexuais, a raça humana desapareceria dentro de uma geração.
Queremos dizer com isso, conforme sugerem alguns, que Deus está causando o flagelo da AIDS nos homossexuais? Não, a Bíblia não diz isso. Antes, trata-se duma questão de ‘ceifar o que se semeia’. (Gálatas 6:7) A Palavra de Deus declara o seguinte princípio: “Agiram ruinosamente da sua parte; . . . o defeito é deles.” — Deuteronômio 32:5.
Os Heterossexuais Também São Infectados
Entretanto, a AIDS não é uma doença exclusiva dos homossexuais; propagou-se também entre homens e mulheres heterossexuais. Uma das formas é por meio de homens bissexuais que ficam infectados através de contatos sexuais com outros homens, e depois infectam mulheres com as quais têm relações sexuais.
Usuários de drogas endovenosas que partilham seringas e agulhas contaminadas também transmitem a AIDS a outros. Estes podem depois infectar os homens ou as mulheres com quem têm relações sexuais. Em muitos lugares uma elevada porcentagem de prostitutas têm AIDS e a transmitem aos seus clientes.
Na África, a AIDS está bem difundida entre heterossexuais. A proporção de homens e mulheres que têm AIDS é a mesma. Embora a disseminação da AIDS entre heterossexuais na Europa, nos Estados Unidos e em outros lugares ainda não seja tão predominante como na África, também está aumentando nesse grupo. Assim, são
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