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  • A vida sem dor — é realmente possível?
    Despertai! — 1978 | 8 de julho
    • A vida sem dor — é realmente possível?

      AS JUNTAS do indicador de sua mão direita estão horrivelmente inchadas. “Quando levanto, de manhã, minhas mãos estão terrivelmente doloridas e rígidas”, explica este bem-conhecido cirurgião sulafricano. “Já houve ocasiões em que, durante a cirurgia, eu sentia dor demais para continuar e tive de pedir a meus assistentes que prosseguissem com a operação.”

      A dor reumática como essa, e outras ainda piores, afligem a milhões. Somente nos Estados Unidos, há cerca de 19 milhões de artríticos. No Brasil, estimam-se existir cerca de 10 milhões de reumáticos. Além disso, cada dia há, calculadamente, sete milhões de estadunidenses acamados com dores lombares. E, em qualquer momento específico, mais de 12 milhões de pessoas, apenas nos EUA, segundo se afirma, padecem de dor de cabeça.

      Milhões de outros padecem de aflitivas dores de dentes, de ouvido e hemorróidas. Há também a dor excruciante que muitos sofrem devido ao efeito do câncer, das doenças coronárias e circulatórias, e de uma multiplicidade de outras doenças e males. Certa autoridade sobre dor, o Dr. John J. Bonica, observa: “Considero a dor crônica o principal problema de saúde e econômico.”

      A cada ano, somente os estadunidenses gastam bilhões de dólares em busca de alívio. Nos EUA, os que sofrem de dores nas costas fazem, anualmente, mais de 18 milhões de consultas a médicos. E os que padecem de dores de cabeça, cada ano, tomam mais de 12 milhões de horas do tempo dos médicos. Em face dessas duras realidades, talvez pareça precipitado chegar sequer a sugerir a possibilidade de se usufruir uma vida sem dor.

      Efetivamente, visto nessa luz, o que a Bíblia afirma sobre a dor talvez pareça artificial: “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima . . . nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Rev. 21:3, 4.

      ‘Isso é impossível’, talvez diga. ‘Todo o mundo sente dor. Isso faz parte da vida.’ Faz mesmo? Sabia que, até mesmo agora, há gente que jamais sente dor?

      Pessoas sem Dor Atualmente

      Uma notícia conta a respeito duma jovem: “Em certa ocasião, na Suíça, ela estava caminhando. ‘Por que está mancando?’, perguntaram-lhe os amigos.

      “‘Não tinha notado que mancava’, disse Joyce, sorrindo. Ela tinha o quadril deslocado.” Todavia, esta jovem não sentia dor. Nem sentira dor em toda a sua vida! — The Star Weekly Magazine, 30 de julho de 1960.

      Embora esse quadro seja raro, há deveras pessoas que vivem toda a vida sem sentir dor. Observa a Encyclopædia Britannica, de 1976: “Há mais de 65 relatórios de pessoas que nasceram sem a capacidade de sentir dor alguma, ou, talvez só muito pouca dor.”

      Gostaria de ser uma pessoa assim? Desejaria viver toda sua vida sem sentir dor? Muitos que diariamente padecem de dores agonizantes talvez, sem hesitação, respondam: ‘Sim’. Mas considere o que isso poderia significar.

      Se, ao caminhar ou brincar, ficasse com uma bolha d’água, é provável que não notasse isso até que se tornasse uma ferida terrivelmente ulcerada. Também, ser-lhe-ia perigoso comparecer a um churrasco, ou estar em qualquer lugar próximo duma fogueira, pois uma centelha poderia queimá-lo gravemente sem que ninguém o notasse. Não poder sentir dor pode ter conseqüências graves, até mesmo desastrosas.

      Sim, deveras, a dor é importante sinal de aviso para o corpo. Efetivamente, obriga-o a agir para proteger-se. Assim, então, o que dizer daquela promessa grandiosa, adrede mencionada, “nem haverá mais . . . dor?

      Inclina-se a dizer: ‘Podemos passar muito bem sem o cumprimento dessa promessa; eu prefiro poder sentir dor’? Tal reação é compreensível, caso tomasse literalmente essa promessa, em seu sentido restrito. Mas será esse o modo que se tencionou que devia ser tomada? É realmente correto fixar tal interpretação absoluta dela?

      O Que Tal Promessa Significa

      Examine, por um instante, a conjuntura ou contexto da Bíblia. Observe que, pouco antes, prometeu-se que Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima”. Considere então: Significa isso que o propósito de Deus é alterar a função normal dos ductos lacrimais dos olhos? Fará cessar suas funções, de modo a não emitirem mais fluido? O que aconteceria se isto ocorresse?

      Seus canais lacrimais aspergem diminutas quantidades de umidade refrescante e purificadora, semelhante ao orvalho, sobre os olhos, no decurso do dia e da noite. Isto conserva os olhos úmidos e impede a fricção entre o olho e a pálpebra. Quando seus olhos são invadidos por substâncias estranhas, tais como pó nevoeiro ou sujeira, suas lágrimas as levam embora. Importante, também, é que as lágrimas contêm uma substância anti-séptica chamada lisozima, que desinfeta os olhos e os preserva de grave infecção.

      Vê-se, assim, que as lágrimas são vitais para a saúde e proteção de seus olhos. De maneira que, caso Deus fosse enxugar toda lágrima dos olhos das pessoas, em sentido total, isso seria uma calamidade. É óbvio que não é isso o que Deus prometeu fazer. O que, então, se quer dizer com “enxugará dos seus olhos toda lágrima”?

      Não serão as lágrimas que normalmente banham e protegem os olhos que serão eliminadas. Antes, são as lágrimas do pesar que Deus enxugará. Deus não propôs originalmente que os humanos vertessem tais lágrimas. Entretanto, o primeiro casal humano rebelou-se contra Sua regência, trazendo a doença e a dificuldade para toda a família humana, e foi isto que resultou em lágrimas de sofrimento e de pesar. Observe, pelo contexto dessa escritura, como virá o alívio.

      Pouco antes da promessa sobre se acabar com a dor e as lágrimas, o escritor bíblico relata: “Vi um novo céu e uma nova terra; pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado.” (Rev. 21:1) Observe que o alívio é ligado à passagem de anteriores céu e terra, e a substituição deles por “novo céu e uma nova terra”.

      Naturalmente, a Bíblia não fala de nosso céu e terra literais como passando. O “céu anterior” refere-se aos regentes injustos que agora estão no poder, inclusive os atuais governos políticos injustos e as forças más por trás deles. A “terra anterior” refere-se à atual sociedade humana injusta. Por outro lado, o “novo céu” será um novo governo justo — o reino de Deus, em prol do qual oram os cristãos. (Mat. 6:9, 10) E a “nova terra” será uma sociedade justa de pessoas que são súditos obedientes do reino de Deus.

      Assim, uma vida sem dor será usufruída aqui mesmo na terra, quando o céu e a terra anteriores forem removidos e substituídos por uma pura sociedade humana, regida pelo reino de Deus.

      Mas, como serão as coisas quando ‘não houver mais dor’? Não sofrerão as pessoas, pelo menos ocasionalmente, alguma grave dor que cause o pesar e o choro?

  • A vida indolor — que poderá usufruir
    Despertai! — 1978 | 8 de julho
    • A vida indolor — que poderá usufruir

      A DOR algo parecido a um paradoxo. Pode constituir temível aflição. Ou pode servir de verdadeira proteção.

      A sensação de dor faz com que de imediato retiremos a mão de um objeto que é tão quente que danificaria nossa carne. Esta sensação de dor — este maravilhoso mecanismo de alerta do corpo — não é o que a Bíblia menciona ao prometer que “nem haverá mais . . . dor”. — Rev. 21:4.

      O que a Bíblia se refere aqui é à dor incomodativa, crônica, que torna miserável a vida diária de literalmente centenas de milhões de pessoas, e as faz gastar bilhões de cruzeiros em busca de alívio. Que bênção será quando a pessoa nunca mais sofrer de artrite, dor de cabeça, dor de ouvido, dor de dente, ou for afligida por qualquer outro tipo de doença ou de ferimento! Todavia, como é que tal situação poderá vir a ser alcançada?

      Mudanças Que Virão

      Primeiro, como depreendemos do artigo anterior, tem de haver radical mudança no atual sistema. E Deus prometeu que haverá mesmo! Propõe alterar nossa “terra”, removendo por completo todos os atuais reinar ou governos. Fará isso por meio de seu próprio governo, como diz a Bíblia: “O Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino . . . esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [existentes], e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” — Dan. 2:44.

      Mas como poderá uma mudança de governo livrar nosso corpo das dores que tão amiúde o afligem? Poderá fazê-lo por causa da sabedoria e do poder daquele a quem Deus escolheu para encabeçar Seu governo, Jesus Cristo. A respeito dele, uma profecia bíblica diz: “O governo está sobre os seus ombros; . . . para que se aumente o seu governo e venha a paz sem fim.” (Isa. 9:6, 7, Almeida, atualizada) Alguém com tamanha autoridade poderá usar seu conhecimento das necessidades do corpo humano para impedir doenças dolorosas.

      Uma experiência da armada inglesa no século dezoito ilustra como isto poderá ocorrer. O temível ‘escorbuto’ assolava os marujos, matando anualmente a milhares deles. Suas gengivas inchavam e sangravam, seus dentes ficavam frouxos, a dor e rigidez tomavam conta de suas juntas e extremidades inferiores. Mas, daí, descobriu-se que algo vital faltava em seu regime alimentar — alimentos que continham a vitamina C. Assim, quando suco de limão, e, mais tarde, suco de lima, tornou-se parte do regime regulamentar dos marinheiros ingleses, não mais sofreram nem morreram de escorbuto.

      A história é similar com relação à dolorosa e mortífera doença beribéri. Descobriu-se, há alguns anos, que entre as pessoas que dependiam mormente duma dieta de arroz, os que só comiam arroz sem casca contraiam o beribéri, ao passo que aqueles que comiam arroz integral não o contraíam. Assim, o conhecimento de que a casca do arroz contém uma substância vital, mais recentemente identificada como tiamina, tornou possível controlar o doloroso, e amiúde fatal, beribéri.

      O conhecimento e a sabedoria de Jesus Cristo, porém, agora já ressuscitado no céu, são muito mais amplos do que os de qualquer médico terrestre. Ele compreende cabalmente as funções de nossos corpos físicos, como já demonstrou. Quando era homem, na terra, há mais de 1.900 anos atrás, curou as piores doenças e enfermidades, demonstrando assim o que fará em escala maior como regente do reino de Deus. Em certo caso, afirma a Bíblia:

      “Aproximaram-se-lhe então grandes multidões, trazendo coxos, aleijados, cegos, modos e muitos outros, e quase que os lançavam aos seus pés, e ele os curava; de modo que a multidão ficou pasmada de ver os modos falar, e os coxos andar, e os cegos ver.” — Mat. 15:30, 31.

      Que maravilhosa mudança! E o regente de Deus, Jesus Cristo, eliminará, não apenas o escorbuto, o beribéri e outras enfermidades que os homens, com seu conhecimento limitado, têm conseguido controlar, mas todos os males humanos! Isto não se dará em uma pequena área, apenas, mas em toda a terra! A promessa do Criador é: “Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’” (Isa. 33:24) Sim, então, sob a regência do reino de Deus, cumprir-se-á promessa: “Nem haverá mais . . . dor.” — Rev. 21:4.

      Algumas informações sobre a dor podem ajudar-nos a avaliar como, mesmo quando se deva esperar comumente que a pessoa sinta dor, o Grande Médico, Jesus Cristo, se certificará de que não a sinta.

      O Que É Dor?

      Esta parece ser uma pergunta bastante simples — “O que é dor?” Mas, não é. O Dr. John J. Bonica, autoridade em anestesia e dor, comenta: “Se propusesse a 100 autoridades diferentes tal pergunta, obteria 100 respostas diferentes.” Mas por quê?

      Science News, de 26 de outubro de 1974, explica: “Os clínicos ainda não estão seguros do que é a dor e como tratá-la.” Mais recentemente, o Dr. Peter James Dyke, professor de neurologia da Faculdade de Medicina Mayo, disse: “Não temos a pretensão de saber como funciona a dor.”

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