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  • Acabando com o mistério da doença mental
    Despertai! — 1986 | 8 de setembro
    • O Dr. Arnold Scheibel afirma que, na área do cérebro chamada hipocampo, as células nervosas dos pacientes normais acham-se alinhadas “quase como soldadinhos”. Mas no cérebro de alguns esquizofrênicos, “as células nervosas e seus processos acham-se completamente fora de alinhamento”. Isto, acredita ele, poderia ser responsável pelas alucinações e delusões do esquizofrênico. Verificou-se que outros esquizofrênicos possuíam ventrículos cerebrais ampliados. O mais intrigante de tudo é a descoberta de que os cérebros de pessoas mentalmente enfermas talvez contenham defeitos bioquímicos! (Veja o artigo que segue.)

      Até a data, porém, não se verificou nenhuma anormalidade cerebral ou defeito bioquímico singular que seja comum a todos os esquizofrênicos. Os médicos crêem assim que a esquizofrenia bem que pode ser “muitos distúrbios, havendo uma multiplicidade de causas”. [Schizophrenia: Is There an Answer? (Esquizofrenia: Existe Solução?)] Um vírus de ação lenta, deficiências vitamínicas, distúrbios metabólicos, alergias alimentares — estes são apenas alguns dos fatores que se afirma estarem envolvidos na esquizofrenia.

      Mas, embora a causa e o mecanismo exatos dessa doença ainda escapem à ciência médica, o Dr. E. Fuller Torrey afirma: “A esquizofrenia é uma doença cerebral, agora reconhecida definitivamente como tal. Trata-se de uma entidade científica e biológica real, tão patente como o diabetes, a esclerose múltipla e o câncer são entidades científicas e biológicas.” Existe também evidência de que distúrbios depressivos acham-se similarmente ligados à biologia.

      A doença mental perdeu assim sua aura de mistério — e seu estigma. A possibilidade de tratá-la tornou-se uma realidade tangível.

  • Doença mental — existe cura?
    Despertai! — 1986 | 8 de setembro
    • Doença mental — existe cura?

      “Eles me levaram para o hospital”, relembra Irene. “Eu gostava de falar sobre os assuntos com os psiquiatras, mas isso não ajudava muito. Daí, eles me submeteram à terapia de eletrochoques. Fiquei terrivelmente amedrontada. Mas, de novo, isso não ajudava muito.

      “Meu marido então me convenceu a entrar num carro com ele. Pensei estar indo para casa. Mas, paramos em frente a este grande conjunto de prédios bem antigos, de tijolos à vista. ‘Que é isso?’, perguntei a meu marido. ‘Gostaria que entrasse ali e conversasse com alguém’, ele me disse. Então compreendi que era um hospital psiquiátrico . . .”

      A DOENÇA de Irene manifestou-se no ano de 1955 — bem no meio de uma revolução da saúde mental. Novos medicamentos estavam sendo desenvolvidos para reduzir o trauma cirúrgico. Os médicos descobriram que, quando os doentes mentais eram tratados com estes mesmos medicamentos, “os pacientes que antes exigiam tratamento em quartos isolados, ou em camisas-de-força, podiam então ser deixados à vontade. . . . Os medicamentos eliminavam totalmente certos tipos de psicoses.” (The Brain [O Cérebro], do Dr. Richard M. Restak) Os efeitos revolucionários destes medicamentos no campo da saúde mental podem ser de novo ilustrados pela esquizofrenia.

      Os médicos de Irene tentaram nova droga antipsicótica. Onde a psicanálise e os eletrochoques falharam, os medicamentos tiveram êxito. Irene e milhares de pessoas como ela puderam deixar os hospitais psiquiátricos e voltar para casa.

      Controle Químico

      Os médicos não sabiam como os medicamentos operavam. Mas parecia que bloqueavam os receptores cerebrais que normalmente recebem uma substância química chamada dopamina. Quando se inibia assim a atividade da dopamina, alguns pacientes melhoravam. Quando eram ministrados medicamentos que acentuavam a ação da dopamina no cérebro, os pacientes muitas vezes pioravam. Abriu-se assim uma janela para a química da doença mental. (Veja o destaque.)

      Muita coisa ainda é desconhecida sobre a esquizofrenia. Mas os medicamentos antipsicóticos foram confirmados como tratamento eficaz. Infelizmente, os médicos afirmam que cerca de um terço dos pacientes esquizofrênicos não reagem aos medicamentos — ou a qualquer tipo de tratamento. E, no máximo, os medicamentos ajudam a controlar — e não a curar — a esquizofrenia, reduzindo ou eliminando os sintomas mais rebeldes e agudos da doença. Ainda assim, constitui gigantesco passo desde a cirurgia ou as camisas-de-força.

      Por que, então, desprezar os pacientes que utilizam tais medicamentos como pessoas de mente fraca ou toxicômanas? Os antipsicóticos não criam hábito, não deixam os pacientes ‘altos’, nem são tomados por prazer. O Dr. E. Fuller Torrey compara os medicamentos antipsicóticos à “insulina para o diabetes”. E o Dr. Jerrold S. Maxmen conclui: “As pessoas que tomam tais medicamentos não estão ‘fugindo dos seus problemas’, mas encarando-os.”

      Irene, porém, logo verificou que existe também um lado obscuro destes medicamentos.

      Problemas com Efeitos Colaterais

      “Eu me sentia como um zumbi”, relembra Irene. “Não conseguia fazer nada. Lembro-me de dormir às vezes até 16 horas por dia.” A vida de Irene se degenerou. Ela tentou largar a medicação — apenas para acabar voltando ao hospital psiquiátrico.a

      Alguns pacientes sofrem deveras reações adversas que vão desde inquietação, tonturas, e sonolência, à icterícia, ao choque e ao aumento de peso. Uma das reações indesejáveis é a discinesia tardia, que atinge de 10 a 20 por cento dos pacientes submetidos a um tratamento prolongado com medicamentos antipsicóticos. Envolve contorções involuntárias da face e da boca.

      Visto que os médicos não podem predizer como reagirá um paciente ao tomar certo remédio, a prescrição dum medicamento envolve certa medida de erros e acertos. Um psicólogo clínico disse a Despertai!: “Os médicos podem experimentar três ou quatro medicações diferentes, antes de encontrarem uma eficaz, com o mínimo de efeitos colaterais.”

      Felizmente, a maioria dos problemas colaterais pode ser controlada. No caso de Irene, simplesmente mudar a medicação deu resultado. Desapareceu a sonolência que ela sentia, bem como as delusões. Ela deixou o hospital psiquiátrico e começou a levar de novo uma vida normal! Por cerca de 30 anos, ela se manteve equilibrada — até que tentou ficar sem tomar o medicamento. Afirma ela: “Julguei estar bem. Mas, depois de um ano, minhas idéias se transtornaram de novo. Meu médico me disse: ‘Volte a tomar o medicamento.’” Era um pequeno preço a pagar para reequilibrar a sua vida.

      Nem todos respondem tão bem aos remédios, e os medicamentos não raro funcionam com muita lentidão. Também, alguns pacientes não gostam nem um pouco da medicação. Mas, quando seus sintomas são tão graves que não podem fazer praticamente nada, talvez só reste a escolha entre os medicamentos e o hospital psiquiátrico.

      Tratamentos Alternativos

      É interessante que o açúcar, o trigo, o leite, e o chumbo, bem como deficiências vitamínicas, têm sido todos implicados como

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