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Por que se voltam para os tóxicosDespertai! — 1974 | 8 de junho
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Um editorial no jornal canadense The Spectator apontou uma resposta. Comentando o amplo uso da maconha, disse: “A humanidade sempre ansiou o estímulo dos sentidos. Contra isto, a lei é impotente; a única arma eficaz é a religião, e a condição geralmente triste dela em nossa sociedade dispensa comentários.”
Por que a religião do mundo tem sido triste fracasso em enfrentar o problema dos tóxicos? Um dos motivos principais é que tem endossado o estilo de vida, a filosofia e os alvos deste sistema, as próprias coisas que os jovens rejeitam como vazias e desprovidas de significado. Mas, há uma solução para o problema dos tóxicos! A base dela é a educação que motive a pessoa a adotar uma filosofia de vida inteiramente diferente, e a perseguir alvos completamente diferentes dos que são populares hoje.
Muitos toxicômanos acharam uma solução, e agora usufruem verdadeira satisfação na vida. Tornaram-se de excelente ajuda para suas comunidades, e ajudam outros a encontrar uma vida significativa. Permita que um deles lhe conte como se inclinava para as profundezas do vício, e então achou um meio de enfrentar com êxito o problema dos tóxicos.
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Como larguei a toxicomaniaDespertai! — 1974 | 8 de junho
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Como larguei a toxicomania
A MANCHETE de primeira página do Vindicator de Youngstown, Ohio, EUA, 6 de dezembro de 1968 rezava: “POLÍCIA DE LIBERTY AGARRA JOVEM DE 18 ANOS POR VENDER LSD.”
Eu sou esse jovem. O tribunal me sentenciou a dez meses na prisão do condado de Trumbull. No entanto, fiquei livre depois de trinta dias e logo retornei ao negócio de “atravessar” (vender) tóxicos. Precisava do dinheiro para sustentar minha própria toxicomania, que incluía toda sorte de tóxicos, especialmente o LSD.
Todavia, tinha longo caminho a seguir até alcançar as profundezas a que a heroinomania amiúde mergulha a pessoa. Ao todo, estive preso mais de 24 vezes; três vezes fui mandado a um hospital psiquiátrico. Mais de uma vez, fui despido, trancafiado numa cela acolchoada e deixado ali para sofrer as agonias da privação — na “geladeira”, como é chamado. Na última vez, fui retirado da cela e baixei ao hospital em estado crítico; ministraram-me até a extrema-unção. Mas, consegui atravessar a crise e fui condenado por roubo com arrombamento, sendo por fim enviado à unidade Mansfield da Penitenciária do Estado de Ohio.
Todavia, tudo isso já passou agora. Venci o abuso de tóxicos. Já fazem mais de três anos e meio desde que toquei pela última vez em tóxicos, e confio jamais tocar neles de novo. Isto se dá porque encontrei a verdadeira solução para o abuso de tóxicos.
Antes de contar-lhe isso, contudo, deixe-me descrever brevemente minha
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