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O futuro da energia nuclearDespertai! — 1973 | 8 de setembro
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disso! O Dr. Edward Teller observou em Nuclear News (Notícias Nucleares), de 21 de agosto de 1967:
“A fim de que opere de forma econômica numa unidade suficientemente grande que gere energia, é preciso provavelmente bem mais de uma tonelada de plutônio. Não gosto do risco envolvido. Sugiro que os reatores atômicos são uma bênção por causa de serem limpos. São limpos enquanto funcionarem conforme planejado, mas, se funcionarem mal de forma maciça, o que pode acontecer em princípio, podem liberar suficientes produtos físseis para matar um número tremendo de pessoas.”
Em harmonia com as exigências da legislação recente nos EUA, foi distribuída uma declaração quanto aos riscos em potencial do programa de reatores reprodutores. Mas, os cientistas de destaque encontram falhas em tal declaração. O Times de Nova Iorque, de 26 de abril de 1972, noticiou sob a manchete “Cientistas Opõem-se ao Reator Reprodutor”:
“Trinta e um cientistas e outros profissionais instaram hoje com o Congresso a negar a solicitação da Administração Nixon de fundos para se começar a construir um modelo demonstrativo, de US$ 500 milhões [Cr$ 32.500 milhões] de um reator nuclear reprodutor para gerar eletricidade.
“‘Existem questões demais quanto à segurança e o impacto sobre o ambiente de tal projeto para assumirmos um compromisso do desenvolvimento comercial desta tecnologia, nesta oportunidade’, disseram os cientistas numa declaração.”
No entanto, o compromisso com a energia nuclear é tão grande que são muito reduzidas as possibilidades de que haja uma mudança de diretriz. Admitidamente, os reatores nucleares apresentam riscos — e riscos extremamente perigosos — crêem algumas pessoas bem-informadas. No entanto, os líderes do governo e da indústria estão dispostos a assumir tais riscos.
O que reserva o futuro para a energia nuclear? Está muito longe de ser algo inteiramente brilhante e otimista.
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O uso de analgésicosDespertai! — 1973 | 8 de setembro
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O uso de analgésicos
ANALGÉSICOS são facilmente obtidos na maioria dos países e são usados em base regular por muitas pessoas. Será isso sábio? Os relatórios médicos mostram que a fenacetina, um remédio eficaz contra a febre e a dor, pode, se usado por anos, gradualmente prejudicar os rins. A dimetilaminofenazona, também usada em alguns países contra dores de todos os tipos, pode por fim cessar a produção de certos glóbulos brancos do sangue com possíveis efeitos fatais. O ácido salicílico em combinação com o ácido acético (isto é, a aspirina), tomados para aliviar dores de cabeça, causa a perda de pequenas quantidades de sangue e, se tomados constantemente, na verdade resultam em dores de cabeça freqüentes.
Comentando o uso contínuo de tais analgésicos, o Dr. Heinz Fidelsberger, em Der Einkauf, publicado em Viena, Áustria, disse: “Uma pessoa sofre dor em certa ocasião e talvez se sinta um pouco doente, e então toma um remédio desta espécie. Mais tarde, é tomado com cada vez maior freqüência, e então surgem dores resultantes da contínua ingestão de pílulas. Agora, vários comprimidos são consumidos diariamente para combater tais dores, assim aumentando o dano causado ao corpo.” Parece-lhe algo familiar?
Ao descrever ainda mais estes engolidores crônicos de pílulas, o relatório médico disse: “Queixam-se constantemente de inúmeras aflições, sentindo-se miseráveis dia e noite, e nada pode ajudá-los. Têm sido envenenados, são as vítimas de preparados que, numa ocasião, certamente foram muito valiosos, mas que agora são engolidos diariamente aos milhões como tóxicos.”
Não seria melhor identificar a doença e tratá-la ao invés de sempre acabar simplesmente com a dor, e talvez com a própria pessoa?
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