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  • A toxicomania aperta seu cerco global
    Despertai! — 1978 | 8 de abril
    • A toxicomania aperta seu cerco global

      JÁ POR algum tempo, os Estados Unidos têm sido rotulados de a área industrial que apresenta os piores problemas de tóxicos. Isso não mais acontece. “A polícia acha agora que a Europa enfrenta uma epidemia de heroína”, noticia a revista belga To The Point International. — 21 de março de 1977.

      No ano passado, a polícia européia confiscou mais heroína ilegal do que os combatentes estadunidenses contra o crime. Viciados reconhecidos dos países do Mercado Comum Europeu, segundo se afirma, montam a 100.000, e 2.000 alegadamente pagaram com a vida, no ano passado, pelo seu vício.

      Em Portugal, as autoridades admitem que a toxicomania atinge a ‘magnitude duma calamidade nacional’. Diz-se que essa nação possui uma das mais elevadas taxas per capita de consumo de narcóticos da Europa.

      “Travamos uma batalha perdida”, afirma um funcionário francês duma clínica de recuperação de toxicômanos. “Sempre que avançamos um centímetro, acontece algo que nos faz recuar um quilômetro.”

      Mortes relacionadas aos narcóticos refletem este súbito salto da toxicomania na Europa. À guisa de exemplo, tais mortes em França subiram de 13, em 1973, para 59, em 1976; na Alemanha, de 104, em 1973, para 156, apenas na primeira metade de 1976; e, na Itália, de uma única morte, em 1973, para 30, nos primeiros seis meses de 1976.

      A Europa, porém, não é a única parte do mundo que sente o cerco mais apertado da toxicomania. Relata Far Eastern Economic Review (Sinopse Econômica do Extremo Oriente):

      ‘O tráfico e o vício de entorpecentes no Sudoeste da Ásia atingem nível alarmante. Em Hong Kong, segundo uma estimativa fidedigna, cerca de uma pessoa em cada 43 é viciada em ópio ou heroína. Na Tailândia onde os narcóticos eram considerados tradicionalmente um ‘problema europeu’, há uma avolumante massa de heroinômanos que se crê somarem de 300.000 a 600.000 pessoas. Notícias provenientes de Cingapura e da Malásia são igualmente alarmantes.” — 30 de abril de 1976.

      Apesar de penalidades duras, a toxicomania reconhecida em Cingapura multiplicou-se oito vezes, e o número de prisões de atravessadores triplicou de 1974 a 1975. As prisões de toxicômanos japoneses quadruplicaram entre 1971 e 1975. E, na região de Melburne, da Austrália, houve um aumento de 60 por cento em prisões devido à maconha, de 1974 para 1975. “É amplamente usada entre todos os níveis da sociedade australiana”, observe o Age de Melburne.

      Nem o continente africano escapou das garras dos tóxicos. A Comissão da ONU sobre narcóticos recentemente chamou de “grave” a situação das drogas no sul do Saara.

      O problema dos tóxicos nas Américas tampouco desapareceu. Recente estudo do Departamento de Defesa dos EUA revela que quase a metade de todos os que sentam praça nas forças armadas usam regularmente tóxicos. Isto é quase que o dobro do índice revelado por similar estudo feito cinco anos antes. O aspecto mais trágico do problema, porém, é a toxicomania entre os jovens.

      Aumento Entre Jovens

      Uma enquête governamental, nos EUA, revelava que, em 1976, mais da metade dos veteranos estadunidenses das escolas de 2.º grau já tinham experimentado a maconha, e quase um terço da turma admitia usar tal tóxico nessa época — um de cada doze usando-o diariamente. Outros países também refletem a tendência para essa droga, e para outras, ainda mais prejudiciais.

      “Pode-se achar heroína em toda escola de 2.º grau, universidade e centro juvenil”, preocupa-se um conselheiro sobre tóxicos da Alemanha Ocidental. “A situação é catastrófica.”

      “O vício entre os jovens é também avolumante problema em Hong Kong”, afirma Far Eastern Economic Review. E, uma autoridade italiana observou que, em seu país, as “vítimas parecem tornar-se cada dia mais jovens”.

      Devido aos grandes lucros que podem ser obtidos, os sistemas de distribuição de tóxicos tornaram os narcóticos prontamente disponíveis aos jovens na escola. “É tão fácil conseguir tóxicos nas escolas como é obter papéis de rascunho”, relata uma comissão de inquérito do congresso dos EUA.

      Esta mesma comissão governamental também declarou que estudantes drogados dormem rotineiramente em suas carteiras, sem interferência por parte das autoridades escolares. Por quê? “Os professores nos avisaram que tinham medo de tomar qualquer ação no que respeitava aos tóxicos”, diz o relatório, “porque não receberão o apoio das autoridades escolares ou dos pais das crianças”. Os jovens que desejam aprender precisam ver-se continuamente cercados por essa atmosfera diruptiva e insalubre.

      Autoridades Impotentes

      Quando o prefeito da cidade de Nova Iorque e outras autoridades municipais se esconderam numa camioneta camuflada da polícia para observar em primeira mão o comércio de tóxicos, o prefeito “ficou um tanto abalado com o que viu”, disse seu secretário de imprensa. “Ficou surpreso de ver como isso era feito livremente, e quão impotente é o atual sistema para lidar com tal problema.”

      Explica To the Point International: “O problema só tende a agravar-se, porque sempre existe procura, e as fontes são os mais implacáveis lavradores, processadores e traficantes do mundo.”

      Uma agência governamental dos EUA propôs, em data recente, convocar os militares para travar a “guerra” contra os tóxicos. A Subcomissão Permanente de Inquérito do Senado dos EUA disse que apenas as forças armadas possuem “os veículos aéreos e terrestres necessários para perseguir e sobrepujar os traficantes de tóxico”.

      Mas, realmente, a solução não é maior repressão legal. Como chefe da divisão de narcóticos da França, François Le Monel observa, a toxicomania “parece ser um problema da civilização em geral”. O estilo de vida, a filosofia e os alvos da “civilização” hodierna deixaram um vazio que muitos preenchem com tóxicos.

      “E por que não?”, acham eles. “Até mesmo o perigo de se tomar tóxicos está sendo exagerado pelas autoridades. Alguns tóxicos são tão inofensivos quanto se tomar uma bebida.” Será isto verdade? Observe a resposta no artigo que segue.

  • . . .Mas, são perigosos todos os tóxicos?
    Despertai! — 1978 | 8 de abril
    • . . .Mas, são perigosos todos os tóxicos?

      “SOU um veterano, de 17 anos, da escola de 2.º grau, e já fumo maconha por cerca de um ano”, escreveu um rapaz a um colunista, que oferece conselhos médicos, do Post de Nova Iorque. “Muitos de meus amigos estão metidos com tóxicos”, continuou ele, “e eles dizem que a gente só precisa manter-se longe dos entorpecentes — a maconha é limpa. O que acha disso?”

      O conceito de que a maconha é inofensiva torna-se cada vez mais comum. Uma razão disso é a abundância de testemunhos

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