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‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
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terá de estar em paz com a Fonte da vida, Jeová. Mas esta paz é assegurada apenas se estiver em paz com seu irmão. Portanto, em todas as coisas, empenhe-se pela paz, para a glória de Jeová e sua própria felicidade eterna.
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Mantenhamos limpa a congregação de Deus no tempo de seu julgamentoA Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
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Mantenhamos limpa a congregação de Deus no tempo de seu julgamento
“Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” — 1 Cor. 5:6.
1. Por que se preocupam os cristãos seriamente com a limpeza?
A LIMPEZA faz bem ao corpo humano, tanto a limpeza física como a limpeza moral. A boa atenção dada a isso promove uma vida saudável. O que se aplica ao corpo humano, aplica-se também à congregação dos discípulos genuínos de Cristo Jesus, que é como um corpo, encontrada hoje em todas as partes da terra. Jeová Deus exige tal limpeza salutar neste corpo de seus servos — para a honra de seu próprio nome e para o bem eterno de todos os que o amam. — 2 Cor. 6:17; Isa. 52:11; Mal. 3:2, 3.
2, 3. Em harmonia com o conselho apostólico, de que deveres devem cuidar de desincumbir-se os pastores ou superintendentes cristãos?
2 O apóstolo Paulo exortou ao escrever a concristãos há dezenove séculos atrás: “Empenhai-vos pela paz com todos e pela santificação sem a qual nenhum homem verá o Senhor, vigiando cuidadosamente para que . . . nenhuma raiz venenosa, brotando, cause dificuldade e para que muitos não sejam aviltados por ela; para que não haja fornicador, nem alguém que não estime as coisas sagradas, igual a Esaú, que em troca de uma só refeição renunciou aos seus direitos de primogênito.” — Heb. 12:14-16.
3 Portanto, ao se empenharem pela paz com todos, os pastores do rebanho de Deus precisam protegê-lo contra a infiltração ou o aparecimento de elementos indesejáveis. Precisam reconhecer de modo realístico que “um pouco de fermento leveda a massa toda”. — 1 Cor. 5:6; Atos 20:28.
FAZER FACE A QUESTÃO DO VÍCIO DOS ENTORPECENTES
4, 5. (a) Que questão surgiu recentemente para ser considerada com oração? (b) Ao se comparar pessoas que estão num programa de recuperação de viciados com os que recebem outros tipos de medicação, quais são as grandes diferenças existentes?
4 Hoje em dia, o vício dos entorpecentes tornou-se como praga em muitos países. Certamente, na congregação limpa de Deus não há lugar para tal prática.a Mas que dizer dos que talvez estejam incluídos num programa patrocinado pelo governo, em que se dão doses controladas dum produto (tal como o conhecido por metadona), em substituição dum entorpecente mais perigoso, tal como a heroína? Os que estiverem incluídos em tais programas governamentais talvez digam que não fazem nada de ‘ilegal’; que não sentem as alucinações tão características do vício dos entorpecentes; que podem agir como ‘parte funcional da sociedade’. O que se dá quando procuram tornar-se membros reconhecidos e batizados da congregação mundial das testemunhas de Jeová? Devem ser aceitos para o batismo?
5 Estas perguntas surgiram para ser consideradas com oração. Do ponto de vista bíblico, parece claro que os que participam de tais programas não estão biblicamente habilitados, visto que podem ser considerados legitimamente como ainda viciados em drogas. Naturalmente, há um uso correto de drogas na medicina, no tratamento de males físicos ou orgânicos. Mas, por exemplo, a pessoa que toma metadona não pode ser comparada corretamente com o diabético, que tem uma doença orgânica que exige insulina, nem com o artrítico crônico ou com quem padece de câncer fatal, e que recebe medicamentos para reduzir a dor. Os casos de diabete, artrite ou câncer não usam estes remédios para evitar o sofrimento desagradável, e mesmo agonizante, da “recuperação” do vício dos entorpecentes fortes, nem usam os medicamentos como ‘muleta’, para manter o equilíbrio mental e emocional. E embora os médicos possam prescrever um sedativo, para prover alívio temporário ou induzir o sono numa hora crítica, ou a fim de preparar o paciente para uma intervenção cirúrgica, não é o mesmo que estar escravizado a um entorpecente por se ser viciado.
6, 7. Embora possam ser ‘legais’, qual é uma grande fraqueza de tais programas e que perguntas suscita isso?
6 A ‘legalidade’ do uso dum produto, tal como a metadona, num programa patrocinado pelo governo para combater os entorpecentes, não é o fator decisivo. Em alguns países, os viciados podem obter ‘legalmente’ heroína através de dispensários. Isto não o torna biblicamente correto.
7 Em geral, tais programas de recuperação apenas substituem uma droga por outra, sendo uma considerada menos prejudicial do que um entorpecente tal como a heroína. Mas agora lemos nos jornais que a metadona está sendo vendida nas ruas aos viciados em entorpecentes, como qualquer outra droga ‘ilegal’. Em vez de passar pelas dores da “recuperação” e depois levar uma vida livre do vício dos entorpecentes, os que continuam a participar nestes programas de recuperação procuram evitar ou adiar enfrentar seu problema e vencê-lo. Isto suscita as perguntas: Quão significativo seria seu batismo? Que significado teria?
8. Contraste a relutância dos viciados, de passar pela “recuperação”, com os requisitos bíblicos para os discípulos do Filho de Deus.
8 Cristo Jesus disse que todo aquele que quiser ser seu discípulo devia ‘apanhar a sua estaca de tortura’ e segui-lo, estando disposto até mesmo a perder a vida a favor de Cristo. (Luc. 9:23, 24; João 12:25) Todo batizado deve ter feito tal decisão de coração. Quando alguém está disposto a levar uma “estaca de tortura” e está disposto a seguir Jesus ao ponto de ser pendurado numa estaca, pode então dizer que não está disposto a suportar a dor da “recuperação” do vício dos entorpecentes? (Compare isso com Romanos 6:6; Gálatas 5:24; Colossenses 3:5.) Na realidade, o sofrimento causado pela “recuperação” é apenas uma conseqüência natural duma prática errada, ‘ceifar-se o que se semeou’. — Gál. 6:7.
9. (a) Que perguntas se fazem corretamente a respeito dos que participam de tais programas de recuperação de viciados, que desejam ser batizados? (b) Que exemplo nos deu o Filho de Deus neste respeito?
9 Então, quão completo foi o ‘arrependimento e dar meia-volta’ de tal pessoa de seu anterior modo de vida? (Mat. 3:8; Atos 26:20) Pode realmente apresentar-se a Deus de todo o coração, alma, mente e força, como seu escravo, se continuar a estar escravizado a drogas viciadoras? (Mar. 12:29, 30) Será que aquele que participa em tal programa de recuperação realmente tem fé na Palavra de Deus, como em Filipenses 4:6, 7, onde temos a promessa de que a paz de Deus ‘guardará nosso coração e nossas faculdades mentais’, se recorrermos a ele em fé? Confiará no poder do espírito de Deus ou duvidará deste poder, confiando em algumas drogas substitutas para proteger-lhe o coração e as faculdades mentais, e impedir que perca o autodomínio? Em que sentido estaria mostrando “autodomínio”, que é um fruto do espírito de Deus? (Gál. 5:22, 23) Quando foi pendurado numa estaca, Jesus negou-se a beber “vinho misturado com mirra”, evidentemente estando decidido a manter plenamente os sentidos ao selar sua integridade com a morte. (Mar. 15:23, Tradução do Novo Mundo; também versão Almeida) Deu-nos assim um exemplo de confiança no poder de Deus, de nos ajudar a vencer tais provas vitais.
10, 11. Por que é razoável esperar-se que os que querem ser batizados vençam primeiro qualquer vicio de entorpecentes que tenham, e por que não seria realmente bondoso aceitá-los como batizandos antes de fazerem isso?
10 Não se pode negar a extrema dificuldade sentida em se vencer o vício da heroína ou de outros entorpecentes “mais fortes”, nem que apenas uma pequena minoria consegue isso com bom êxito. O mero fato de alguns o terem feito, porém, mostra que pode ser feito. Visto que pessoas do mundo puderam fazer isso, há tanto mais motivo para se crer que os que desejam tornar-se verdadeiros discípulos do Filho de Deus devem também poder conseguir isso. Em vez de trocar a escravização a uma droga pela escravização a outra, tal como a metadona, deviam fazer face ao desafio e confiar na ajuda de Deus para vencer esta escravidão.
11 Admitirmos pessoas ao batismo, antes de fazerem isso, simplesmente seria tolerar seu adiamento de fazer face à questão. Não lhes seria realmente útil, pois, por fim, terão de encarar esta questão e tomar uma atitude firme. Em breve poderá vir o tempo em que tais programas governamentais não mais lhes sejam disponíveis. Se os viciados fossem aceitos agora como membros duma congregação, não poderiam tornar-se verdadeiro perigo ou grave vitupério em algum tempo futuro? Mesmo antes disso, não poderá sua plena aceitação na congregação enfraquecer a resistência de alguns de nossos irmãos cristãos quanto a usar entorpecentes! Não podemos desconsiderar o bem da congregação como um todo a favor duma única pessoa. — Gál. 5:9; 6:10.
UMA ATITUDE COERENTE PARA COM O VÍCIO DO FUMO
12-14. Pode-se comparar o vício do fumo com outro vício de entorpecentes? Que pergunta suscita isso?
12 No entanto, isto suscita a questão da coerência no que se refere a aceitar para o batismo os que ainda fumem Estes também estão escravizados a um produto prejudicial, quer por o fumarem, mascarem ou o cheirarem como rapé. Veja o que diz certo relatório na revista Science World de 9 de abril de 1973:
13 “A droga . . . que vicia é a nicotina. . . . Dentro de um ou dois minutos depois de a pessoa ‘dar uma tragada’ no cigarro, a nicotina já está presente no cérebro. Mas de 20 a 30 minutos depois da ‘última tragada’, a maior parte da nicotina saiu
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