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A toxicomania aperta seu cerco globalDespertai! — 1978 | 8 de abril
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A toxicomania aperta seu cerco global
JÁ POR algum tempo, os Estados Unidos têm sido rotulados de a área industrial que apresenta os piores problemas de tóxicos. Isso não mais acontece. “A polícia acha agora que a Europa enfrenta uma epidemia de heroína”, noticia a revista belga To The Point International. — 21 de março de 1977.
No ano passado, a polícia européia confiscou mais heroína ilegal do que os combatentes estadunidenses contra o crime. Viciados reconhecidos dos países do Mercado Comum Europeu, segundo se afirma, montam a 100.000, e 2.000 alegadamente pagaram com a vida, no ano passado, pelo seu vício.
Em Portugal, as autoridades admitem que a toxicomania atinge a ‘magnitude duma calamidade nacional’. Diz-se que essa nação possui uma das mais elevadas taxas per capita de consumo de narcóticos da Europa.
“Travamos uma batalha perdida”, afirma um funcionário francês duma clínica de recuperação de toxicômanos. “Sempre que avançamos um centímetro, acontece algo que nos faz recuar um quilômetro.”
Mortes relacionadas aos narcóticos refletem este súbito salto da toxicomania na Europa. À guisa de exemplo, tais mortes em França subiram de 13, em 1973, para 59, em 1976; na Alemanha, de 104, em 1973, para 156, apenas na primeira metade de 1976; e, na Itália, de uma única morte, em 1973, para 30, nos primeiros seis meses de 1976.
A Europa, porém, não é a única parte do mundo que sente o cerco mais apertado da toxicomania. Relata Far Eastern Economic Review (Sinopse Econômica do Extremo Oriente):
‘O tráfico e o vício de entorpecentes no Sudoeste da Ásia atingem nível alarmante. Em Hong Kong, segundo uma estimativa fidedigna, cerca de uma pessoa em cada 43 é viciada em ópio ou heroína. Na Tailândia onde os narcóticos eram considerados tradicionalmente um ‘problema europeu’, há uma avolumante massa de heroinômanos que se crê somarem de 300.000 a 600.000 pessoas. Notícias provenientes de Cingapura e da Malásia são igualmente alarmantes.” — 30 de abril de 1976.
Apesar de penalidades duras, a toxicomania reconhecida em Cingapura multiplicou-se oito vezes, e o número de prisões de atravessadores triplicou de 1974 a 1975. As prisões de toxicômanos japoneses quadruplicaram entre 1971 e 1975. E, na região de Melburne, da Austrália, houve um aumento de 60 por cento em prisões devido à maconha, de 1974 para 1975. “É amplamente usada entre todos os níveis da sociedade australiana”, observe o Age de Melburne.
Nem o continente africano escapou das garras dos tóxicos. A Comissão da ONU sobre narcóticos recentemente chamou de “grave” a situação das drogas no sul do Saara.
O problema dos tóxicos nas Américas tampouco desapareceu. Recente estudo do Departamento de Defesa dos EUA revela que quase a metade de todos os que sentam praça nas forças armadas usam regularmente tóxicos. Isto é quase que o dobro do índice revelado por similar estudo feito cinco anos antes. O aspecto mais trágico do problema, porém, é a toxicomania entre os jovens.
Aumento Entre Jovens
Uma enquête governamental, nos EUA, revelava que, em 1976, mais da metade dos veteranos estadunidenses das escolas de 2.º grau já tinham experimentado a maconha, e quase um terço da turma admitia usar tal tóxico nessa época — um de cada doze usando-o diariamente. Outros países também refletem a tendência para essa droga, e para outras, ainda mais prejudiciais.
“Pode-se achar heroína em toda escola de 2.º grau, universidade e centro juvenil”, preocupa-se um conselheiro sobre tóxicos da Alemanha Ocidental. “A situação é catastrófica.”
“O vício entre os jovens é também avolumante problema em Hong Kong”, afirma Far Eastern Economic Review. E, uma autoridade italiana observou que, em seu país, as “vítimas parecem tornar-se cada dia mais jovens”.
Devido aos grandes lucros que podem ser obtidos, os sistemas de distribuição de tóxicos tornaram os narcóticos prontamente disponíveis aos jovens na escola. “É tão fácil conseguir tóxicos nas escolas como é obter papéis de rascunho”, relata uma comissão de inquérito do congresso dos EUA.
Esta mesma comissão governamental também declarou que estudantes drogados dormem rotineiramente em suas carteiras, sem interferência por parte das autoridades escolares. Por quê? “Os professores nos avisaram que tinham medo de tomar qualquer ação no que respeitava aos tóxicos”, diz o relatório, “porque não receberão o apoio das autoridades escolares ou dos pais das crianças”. Os jovens que desejam aprender precisam ver-se continuamente cercados por essa atmosfera diruptiva e insalubre.
Autoridades Impotentes
Quando o prefeito da cidade de Nova Iorque e outras autoridades municipais se esconderam numa camioneta camuflada da polícia para observar em primeira mão o comércio de tóxicos, o prefeito “ficou um tanto abalado com o que viu”, disse seu secretário de imprensa. “Ficou surpreso de ver como isso era feito livremente, e quão impotente é o atual sistema para lidar com tal problema.”
Explica To the Point International: “O problema só tende a agravar-se, porque sempre existe procura, e as fontes são os mais implacáveis lavradores, processadores e traficantes do mundo.”
Uma agência governamental dos EUA propôs, em data recente, convocar os militares para travar a “guerra” contra os tóxicos. A Subcomissão Permanente de Inquérito do Senado dos EUA disse que apenas as forças armadas possuem “os veículos aéreos e terrestres necessários para perseguir e sobrepujar os traficantes de tóxico”.
Mas, realmente, a solução não é maior repressão legal. Como chefe da divisão de narcóticos da França, François Le Monel observa, a toxicomania “parece ser um problema da civilização em geral”. O estilo de vida, a filosofia e os alvos da “civilização” hodierna deixaram um vazio que muitos preenchem com tóxicos.
“E por que não?”, acham eles. “Até mesmo o perigo de se tomar tóxicos está sendo exagerado pelas autoridades. Alguns tóxicos são tão inofensivos quanto se tomar uma bebida.” Será isto verdade? Observe a resposta no artigo que segue.
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. . .Mas, são perigosos todos os tóxicos?Despertai! — 1978 | 8 de abril
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. . .Mas, são perigosos todos os tóxicos?
“SOU um veterano, de 17 anos, da escola de 2.º grau, e já fumo maconha por cerca de um ano”, escreveu um rapaz a um colunista, que oferece conselhos médicos, do Post de Nova Iorque. “Muitos de meus amigos estão metidos com tóxicos”, continuou ele, “e eles dizem que a gente só precisa manter-se longe dos entorpecentes — a maconha é limpa. O que acha disso?”
O conceito de que a maconha é inofensiva torna-se cada vez mais comum. Uma razão disso é a abundância de testemunhos conflitantes da comunidade científica. Parece que, para cada estudo que acusa tal droga, outro surge para desculpá-la.
Os seus proponentes até mesmo apontam certas propriedades médicas úteis. Diz-se que produz certos alívios dos sintomas do glaucoma e da asma, bem como reduz a náusea e os vômitos ligados à quimioterapia contra o câncer. Acham-se também em andamento as pesquisas quanto a seus efeitos sobre a epilepsia, o sono e o apetite.
Armados de tais comentários favoráveis, muitos crêem que a maconha não é mais perigosa do que o álcool ou o fumo, e, possivelmente, seja até menos. Acham que os governos que proscrevem esse tóxico estão enganando o povo quanto a seus prazeres. Por isso, em alguns países, há forte pressão para “descriminar” a maconha.
Não é objetivo de Despertai! comentar se certas drogas devem ou não ser legalizadas. A história indica que muita gente irá obter o que deseja, não importa se isso é legal ou não. Muitos indivíduos simplesmente não se importam com as conseqüências médicas de suas ações, como se ilustra pelo amplo número de fumantes, apesar do testemunho sobrepujante de seus perigos.
Mas, os que se importam com as questões médicas e/ou morais devem receber informações suficientes sobre as quais possam basear uma decisão bem informada. Com este objetivo, apresenta-se o seguinte.
Acusa-se Erroneamente a Maconha?
As descobertas contraditórias sobre os efeitos da maconha moveram, em época recente, um repórter do Journal de Milwaukee, EUA, a perguntar a um cientista: “Ou a maconha é, ou não é, prejudicial. Por que os senhores, que são peritos, não podem reunir-se para resolver essa controvérsia?”
Hardin Jones, professor de física médica da Universidade da Califórnia, respondeu:
“Obtemos diferentes respostas porque propomos diferentes perguntas. Para exemplificar, se apenas olhasse o começo do uso da maconha, ou o seu uso ocasional, veria muito pouco dano. Mas estou habituado a procurar efeitos a longo prazo. E encontrei evidência desta espécie aos montes.” — 29 de maio de 1977, p. 28.
Um fator por trás de tais “efeitos a longo prazo” é o ingrediente ativo da maconha, o THC (tetrahidrocanabinol), que se acumula em tecidos adiposos do corpo, tais como os neurônios do cérebro, e as células germinativas dos testículos e dos ovários. Isto se contrasta com o álcool, que é solúvel em água, e que é completamente metabolizado pelo corpo, transformando-se em água e bióxido de carbono em questão de horas. O THC pode ainda ser detectado semanas depois de sua ingestão.
Embora haja desacordo quanto a quão prejudicial é este acúmulo de THC, vale a pena considerar alguns dos seus efeitos, altamente divulgados, sobre a mente. O Dr. Jones assevera que, por um lado, “os pais e os mestres estão certamente cônscios das grandes alterações de personalidade que ocorrem com os jovens dependentes”. Adiciona ele: “Jamais vejo um lampejo vivo em seu rosto ou em seus olhos.”
E o Dr. John A. S. Hall, presidente do Departamento de Medicina do Hospital de Kingston, Jamaica, concorda que “alterações de personalidade entre os fumantes de ganja [maconha] . . . são um assunto comumente observado na Jamaica”. Apatia, a fuga da realidade, e a incapacidade ou indisposição para a concentração contínua, são alguns dos sintomas que ele menciona.
Forte evidência do efeito da maconha sobre a mente é o fato de que, depois da heroína, relata-se que tal tóxico é a segunda causa principal dos recolhidos a hospitais psiquiátricos que recebem fundos federais, nos EUA. Similarmente, “durante uma visita a um hospital psiquiátrico em Salé, Marrocos”, escreve o Dr. Pierre C. Haber, numa carta à revista New York, “vi uma enfermaria completa de pacientes hospitalizados em resultado de prolongado fumo da canábis”.
Caso sejam verídicas as acusações acima, deveríamos razoavelmente esperar ver os danos mentais serem refletidos nas relações sociais com outros. Existe evidência disto?
Efeitos Sobre Relações Humanas
Muito embora recente estudo, de três anos, feito para o Instituto Nacional de Toxicomania, dos EUA, minimizasse os danos físicos da maconha, comprovava “significativas diferenças na estrutura familiar dos dependentes, em comparação com não-dependentes”, segundo American Medical News. O estudo declarava: “O fumar inveterado de maconha, em nosso estudo, era correlato com uma vida doméstica diruptiva.”
Extremo exemplo de tal dirupção familiar ocorreu recentemente no Texas, onde um pai foi julgado por matar seu filho de 20 anos. Ao recontar as circunstâncias que o levaram a matar o jovem, disse o pai: “Ele era meu orgulho e minha alegria, e fazíamos toda espécie de coisas juntos — até que tudo isto aconteceu, há três anos.”
O filho começou a usar Valium (um tranqüilizante) e maconha. “Ele mudou, mudou completamente”, dizia agoniado o pai. “Pensei que pudéssemos endireitá-lo, e daí, ele começava de novo. Conseguia um emprego, daí o largava e gastava o dinheiro nessa coisa. Continuava sustentando que estava bem.”
Naturalmente, os efeitos prejudiciais da maconha sobre a família raramente chegam a tal extremo, mas, será que vale a pena pôr em perigo as relações com aqueles que nos são mais achegados a fim de gozar tal prazer temporário?
Outras relações talvez também sejam afetadas. Um professor do segundo grau escreveu à revista Psychology Today, elogiando um de seus artigos por “desmistificar os efeitos desta droga [maconha]”. O artigo tinha sido, em geral, favorável à maconha, dum ponto de vista médico. Todavia, este professor anuiu:
“Estou ficando alarmado com a presença, em minha sala de aula, de estudantes ‘drogados’. Eu seria o último a afirmar categoricamente que, em resultado de sua toxicomania, quaisquer de suas perícias intelectuais foram reduzidas, mas tenho observado que, num ambiente grupal, a pessoa drogada parece ter dificuldade em comunicar até mesmo idéias simples, verbalmente, para uma pessoa ‘direita’, e vice-versa. . . . Esta toxicação ‘inofensiva’, de algum modo, ergueu uma muralha.” — Março de 1977, p. 8.
Evidentemente, não apenas o que a droga faz aos dependentes, enquanto sob seu efeito, mas o próprio fato de que a usam com freqüência, em ocasiões inoportunas, diz-nos algo sobre ela. Assim, a ânsia de maconha talvez deturpe o bom critério da pessoa. Ao invés de restringi-la à “recreação” pessoal, amiúde interfere nas atividades necessárias da vida. Os dependentes tendem a centralizar sua vida em torno de seu próprio prazer, freqüentemente mostrando geral desconsideração pelos outros. Seu juízo inibido talvez se torne até mesmo um perigo potencial para pessoas inocentes. Como assim?
Perigo Para Outros
“A maior preocupação que sinto quanto a este tóxico”, afirma o Dr. Robert L. DuPont, diretor do Instituto Nacional de Toxicomania dos EUA, “é seu efeito potencial sobre os acidentes automobilísticos neste país”.
A Medical Letter fornece pormenores sobre tal perigo, relatando que
“quarenta e dois por cento daqueles que estavam sob doses baixas (4,90 mg de THC por cigarro) e 63 por cento dos que estavam sob altas doses (8,40 mg de THC por cigarro) mostravam declínio em sua capacidade de dirigir, depois de fumarem um cigarro de maconha. O comportamento incomum incluía ‘desperceber sinais de trânsito ou sinais para parar; . . . inconsciência ou consciência inapropriada, de pedestres ou de veículos parados’”.
Imagina que pessoas cujo discernimento seja tão ruim, a ponto de ficarem “drogadas” numa sala de aula, mostrarão comedimento quando se trata de dirigir um carro? Por isso, o uso de tal tóxico dificilmente é uma simples questão “pessoal”. A família, os colegas de escola ou de trabalho, e até mesmo pessoas completamente estranhas podem ser atingidas e, possivelmente, feridas.
E, embora a controvérsia científica atual tenda a anuviar os perigos médicos da maconha, isto não quer dizer que não existam certos perigos inquestionáveis.
Riscos Médicos Comprovados
Além dos riscos ainda controversiais, tais como danos cerebrais, inibição do crescimento celular, redução da produção de espermatozóides, de danos cromossômicos e outros, subsistem certos perigos médicos sobre os quais há pouco desacordo.
Um deles é o dano causado aos pulmões. “A maconha é muito mais irritante para o trato respiratório do que o fumo”, declara o Dr. Nicholas A. Pace, presidente da Sucursal da Cidade de Nova Iorque do Conselho Nacional de Alcoolismo. “São necessários 20 anos de fumo inveterado de cigarros para produzir o mesmo tipo de grave sinusite, faringite, bronquite e enfisema produzido por um só ano do fumo diário de maconha.”
Adicionalmente, a Medical Letter relata uma pesquisa que revela que a “fumaça dos cigarros de maconha, como a fumaça dos cigarros de fumo comum, acelera a transformação maligna das células pulmonares em uma cultura de tecidos”. A evidência médica sobre este risco de câncer também é citada pelo Dr. Hardin Jones: “Biópsias bronquiais feitas de 30 soldados estadunidenses na Alemanha, que fumavam de 25 a 30 gramas de haxixe (da mesma planta, porém mais rico em THC que a maconha) num mês, durante vários meses, mostravam que 24 deles possuíam lesões pré-cancerosas.”
Por isso, não é possível rejeitar, como sendo ainda controversiais, todos os riscos para a saúde provenientes do uso da maconha.
Que Dizer da Cocaína?
Outro entorpecente que muitos crêem ser relativamente “seguro” é a cocaína. Tem-se tornado brinquedo de gente rica e famosa, e de outros que podem dar-se ao luxo de comprá-lo ou de roubar bastante dinheiro para consegui-lo. Há menos de um século, a cocaína era misturada num produto de vinho, louvado por quatro reis europeus, presidentes dos EUA e da França, o grande rabino da França, e os Papas Pio X e Leão XIII, que concedeu uma medalha de ouro ao seu fabricante. Até mesmo o refrigerante Coca-Cola era misturado com cocaína durante seus primeiros dezessete anos, até que a cafeína substituiu tal estimulante, por volta de 1903.
Descrevendo o efeito que a cocaína exerce, disse certo escritor: “Ela o atinge no cérebro, ativando as conexões de puro prazer. . . . O cérebro carregado de C é uma endoidecida máquina de pinball, lampejando luzes azuis e rosas num orgasmo elétrico.” Outro disse: “Sob a cocaína, sinto-me como um rei.”
Qual é, porém, o preço pago por esta breve fuga da realidade? O pesquisador de Harvard, Dr. Andrew Weil, explica que “a cocaína não concede miraculosamente energia ao corpo; ela simplesmente libera energia já estocada quimicamente em certas partes do sistema nervoso. Por conseguinte, quando o efeito imediato desse entorpecente se esvai, a pessoa se sente ‘deprimida’ — com menos energia do que a normal.”
“Mergulho das alturas do céu até às profundezas do abismo”, diz um dependente. “Fico sensível demais à crítica”, afirma outro. “Não desejará estar perto de mim quando eu termino de ‘cafungar’.”
Um estudo recente sobre a cocaína, que durou 4 anos, feito pelo Instituto Nacional de Toxicomania, afirma que, longe de ser divertimento inofensivo, a cocaína é “grave tóxico viciador” que apresenta efeitos colaterais, inclusive a ansiedade, a insônia, as delusões paranóicas, e até mesmo a morte.
Vale a Pena?
Alguns talvez argumentem que a cocaína, como a maconha, também é usada com finalidades médicas. Por isso, crêem, tem de ser segura. Mas, só porque certa droga é usada com êxito no tratamento de doentes não significa que não seja perigosa. “Até mesmo as drogas mais benéficas possuem, notoriamente, efeitos adversos”, escreve um professor de farmacologia. “O melhor que se pode dizer de qualquer droga é que seus efeitos benéficos ultrapassam os seus efeitos prejudiciais — para a maioria dos pacientes, na maioria das vezes.”
Assim, no esforço de curar um mal maior, tomar qualquer droga é um risco calculado. A pessoa doente ou seu médico tem de decidir se deve assumir tal risco. Mas, que motivo existe para se tomar um tóxico que provoca danos, quando não existem quaisquer motivos médicos para fazê-lo? Deve a pessoa envenenar seu corpo apenas para sentir prazer momentâneo? “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito”, é a resposta de bom senso, encontrada na Bíblia. — 2 Cor. 7:1.
Alguns, porém, talvez argumentem que usar maconha ou cocaína não difere de se usar bebidas alcoólicas, tidas como aceitáveis na maioria das sociedades. “Se o álcool é OK, por que não a maconha e a cocaína?”, arrazoam.
Primeiro, note-se que a maioria das pessoas tomam bebidas alcoólicas como uma forma de refresco e para descontrair-se, e não para embebedar-se. Conforme adrede observado, o corpo trata o álcool de modo similar ao que faz com o alimento, assimilando-o com relativa rapidez. No entanto, o abuso excessivo do álcool, ao ponto em que o raciocínio se torna entorpecido, é outra coisa. Suscita uma verdadeira questão: Pode qualquer droga, ou pode o álcool, quando usado primariamente para alterar a nossa mente, ser considerado moralmente correto como forma de recreação?
Sobre esse ponto, é interessante que, ao passo que aprova o vinho alcoólico como bebida, a Bíblia não o aprova como entorpecente mental: ‘Os beberrões não herdarão o reino de Deus.’ — 1 Cor. 6:9, 10.
O princípio é similar no caso da maconha e/ou da cocaína. Não servem para nenhum fim como alimento ou bebida. São usadas primariamente para alterar a condição mental da pessoa. Isto é prejudicial de vários modos.
Embebedar-se com qualquer tóxico, ou com álcool, deixa as pessoas sujeitas a ações que diferem consideravelmente do que fariam caso tivessem pleno domínio de si. Por exemplo, tal perda de controle pode levar ao sexo promíscuo, com suas conseqüências de doenças, filhos ilegítimos e lares rompidos. Para evitar tais problemas, a Bíblia insta que “cada um de vós precisa aprender a dominar seu corpo . . . não cedendo à luxúria, como os pagãos”. — 1 Tes. 4:3-5, New English Bible.
Mas a pessoa sob a influência dos tóxicos, tais como a maconha e a cocaína, usualmente não exerce completo ‘domínio sobre seu corpo’. O tóxico o faz. Todavia, as pessoas precisam de todas as faculdades para lidar com as hodiernas pressões e para proteger-se das atrações enganosas que podem levar a doenças e angústias. A Bíblia indica sabiamente que “guardar-te-á o próprio raciocínio, resguardar-te-á o próprio discernimento, para livrar-te do mau caminho”. — Pro. 2:11-13.
Alguém tentado pelos tóxicos poderia perguntar a si mesmo: Por que procuro a irrealidade provocada pelos tóxicos? Será que uma pessoa saudável, equilibrada, precisa derivar prazer em alterar a função normal de seu cérebro? Não é a inteira experiência com tóxicos centralizada em si mesma, debilitando sua integridade e sendo prejudicial à saúde?
A toxicomania, conforme declarado pelo Dr. Hardin Jones, “significa realmente destruir o prazer de ser uma pessoa saudável, vigorosa e ativa”. O jovem casal, no artigo que segue, sentiu quão verdadeiro isto é, todavia, aprendeu como tornar sua vida mais plena e significativa, sem tóxicos.
[Destaque na página 7]
“O fumar inveterado de maconha, em nosso estudo, era correlato com uma vida doméstica diruptiva.” — Estudo do Instituto Nacional de Toxicomania.
[Destaque na página 8]
“São necessários 20 anos de fumo inveterado de cigarros para produzir o mesmo tipo de grave sinusite, faringite, bronquite e enfisema produzido por um só ano do fumo diário de maconha.” — Dr. Nicholas A. Pace.
[Foto na página 9]
Um homem ‘cafungando cocaína’.
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A toxicomania — nossa jornada de ida e voltaDespertai! — 1978 | 8 de abril
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A toxicomania — nossa jornada de ida e volta
CASO nos visse, provável é que pareceríamos idênticos a qualquer outro casal que encontrasse. A diferença é que eu e Nancy éramos viciados em tóxicos. Talvez nossa história possa ajudar outros, escravizados aos tóxicos, que desejam libertar-se e levar vidas úteis. Talvez também ajude os pais de gente jovem que corteja os entorpecentes.
Quando me recordo do tempo em que éramos adolescentes toxicômanos, fico abismado diante das coisas medonhas que infetavam nossa existência, pois era apenas isso, uma simples existência.
Nem eu nem Nancy sofrêramos, como as chamadas crianças “carentes”. Vivíamos em comunidades de bairros “respeitáveis”, e provínhamos do que se poderia provavelmente caraterizar como a típica classe trabalhadora e de famílias estadunidenses da classe média superior. Nossos genitores provavelmente achavam que estavam criando seus filhos em locais “seguros”. Mas deixe-me frisar um ponto importantíssimo.
Não existe tal coisa como uma área geograficamente segura, onde os filhos da gente possam ser protegidos do contato com tóxicos. Freqüentemente, os pais se inclinam a apaziguar a mente com o ledo engano de que os tóxicos têm por cenário as condições de vida dos desprivilegiados. Isto simplesmente não acontece. Tóxicos de todos os tipos permearam virtualmente toda comunidade, nos EUA. Caso uma pessoa deseje obter tóxicos, pode encontrá-los. É uma questão de motivação, e não de local.
Eu, por exemplo, fui criado por pais devotados, trabalhadores. Tive uma infância feliz, e levava uma vida normal, ativa. Tendo aprendido o valor do trabalho, assumia minha carga de responsabilidade na família. Na escola, era um estudante com notas 10, interessado em ciência e matemática. De todo meu coração, queria ser piloto de aviação ou astronauta. Meu “herói” de infância era John Glenn.
Mas a realidade é que, ao chegar à adolescência, fiquei entediado com a vida. Queria “excitação”, e fiquei envolvido em pequenas contravenções — “apenas para divertir-me”. Por volta dessa época, em 1964, minha família mudou-se para Nova Iorque, para uma próspera cidadezinha satélite.
Ao irmos de carro para nosso novo lar, lembro-me vividamente de resolver mudar meu estilo de vida, não ficando junto dos “quadrados”, como chamava os jovens bem-comportados. Comecei a procurar colegas que pensavam igual a mim. Competíamos em praticar todas as temeridades. Eu queria ser o “chefão” do nosso grupo. Assim, tomar tóxicos era inevitável. Meus pais nada sabiam sobre esta mudança do meu modo de pensar e de conduta.
Começar foi tão simples: Uma tragada “inocente” dum cigarro de maconha; daí, outra e mais outra. Em pouco tempo, passei para o LSD, heroína, barbitúricos, cheirando líquidos de limpeza — eu experimentava tudo!
O Que os Tóxicos Podem Fazer
Certo dia, eu e um amigo conseguimos pó inalante contra asma. Tentamos comer tal coisa, bebê-la, fumá-la, cheirá-la. Finalmente entrei em estupor, drogado. De algum jeito, consegui chegar em casa. Era a hora do jantar. Consegui chegar à mesa, mas sofria a sensação de que a mesa e a comida estavam desabando no chão. Nada permanecia estático.
Tropecei na mesa e fui-me arrastando para o sobrado. Essa é a última coisa de que me lembro. Minha mãe me achou no armário embutido do quarto de minha irmã, nu no escuro, brincando com bonecas. Quando ela acendeu a luz, eu dei um pulo, corri pelo corredor e rolei escada abaixo. Meu pai me segurou à força até que chegou uma ambulância. O médico chegou a tempo, deu-me um antídoto, e minha vida, tal como ela era, foi salva.
Não sentia remorsos, nem mesmo depois de quase chegar às últimas, e essas ocasiões iriam ser muitas. Ainda assim, lá no fundo da mente, eu tinha certo sentimento de culpa.
Vindo a Conhecer Nancy
Nancy, que mais tarde se tornou minha esposa, provém duma família da classe média superior. Seus pais cuidavam bem dela. Ensinaram-lhe todas as boas maneiras e faziam-na sentir que era uma pessoa especial. Suas expectativas previstas eram usufruir seus anos escolares e então se casar bem. Isto quer dizer, casar-se com um rapaz de sua classe social, que a sustentasse no estilo de vida a que ela estava acostumada.
A família de Nancy se mudou para nossa cidade por volta da época em que cursava o segundo grau. Certo dia, perguntei-lhe se gostaria de sair comigo. Ela recusou, pois eu era conhecido entre os jovens como toxicômano. Mas, à medida que aumentou a popularidade dos entorpecentes, também aumentou o número de jovens em nossa cidade que os usavam, inclusive Nancy.
Ela também começou com a maconha. Era por que queria fugir da realidade, ou por ansiar a excitação? Não, estava simplesmente curiosa. Não demorou muito até estarmos namorando firme e satisfazendo juntos a nossa ânsia de tóxicos. Dois jovens normais, de “boas” famílias e de “boas” vizinhanças se tornaram escravos dos tóxicos, e partícipes em atos ligados à toxicomania.
Despistamento e Evasão
Nem eu nem Nancy chegamos alguma vez a falar com nossos pais sobre nossa dependência de tóxicos. Com efeito, fizemos esforços consideráveis para despistá-los. Talvez eles suspeitassem disso, mas, nesse caso, nunca o mencionaram. Se sabiam, é provável que quisessem iludir a si mesmos e pensar de outra forma. Estou certo de que minha mãe ainda me via como o “Joãozinho , o queridinho de toda a América”.
Um dos nossos meios favoritos de despistamento, depois de tomar tóxicos, e pouco antes de voltar para casa, era beber uma lata de cerveja. Eu chegava em casa, mal conseguindo subir as escadas, e meus pais diziam: “Oh, ele apenas bebeu um pouquinho demais!” Eles tanto se esforçavam de não admitir que seu filho fosse toxicômano que preferiam permitir um vício de outro modo igualmente prejudicial, porém mais socialmente aceitável — o uso excessivo do álcool!
Em nossa cidade, a polícia suspeitava que eu tomava tóxicos, mas nunca conseguiram pegar-me de posse de tóxicos. Vez após vez, paravam-me e revistavam-me. Quando eu tinha 17 anos, fui levado aos alojamentos policiais, amarrado e pendurado de cabeça para baixo, como um pedaço de carne. Os policiais me deram chutes e joelhadas no estômago, e por todo o corpo. Tentaram atemorizar-me, me fazer recuar. Posso entender seu desprezo. Eu representava tudo o que era mal em sua cidade. Mas as ameaças deles não produziram nenhum efeito em mim.
A Procura Duma Mudança
À medida que eu e Nancy avançávamos na adolescência, começamos a pensar mais nos anos que se seguiriam e no efeito que o uso contínuo de tóxicos teria sobre nós. Tornávamo-nos apreensivos e temerosos de nossa dependência partilhada, porque não se podia negar os seus efeitos prejudiciais.
Depois de tomar tóxicos por algum tempo torna-se mais difícil comunicar-se com outros, expressar-se ou pensar com clareza. A pessoa se sente isolada e incapaz de se comunicar, especialmente com pessoas que não usam tóxicos. Surge a disposição de profunda depressão, de afastamento e, até mesmo de agressão. Durante os períodos de relativa clareza mental, que se tornavam cada vez menos freqüentes, cada mês que passava, compreendíamos que tínhamos de parar. Tínhamos de fugir do ambiente de tóxicos, se queríamos sobreviver. Mas, como?
Decidi fazer uma mudança radical na vida. Talvez pudesse ajudar então a Nancy. Alistei-me no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Mas nem mesmo ali consegui fugir dos tóxicos. Dentro de algumas semanas depois de chegar ao acampamento de treinamento básico, consegui identificar os toxicômanos, e logo estava continuando a minha dependência. Não havia meio de fugir disso!
Por fim, numa licença militar, propus casamento a Nancy. Amávamos um ao outro; talvez nos pudéssemos sair melhor juntos. Ela aceitou. Casamo-nos na minha licença seguinte, e Nancy veio montar um lar para nós perto da base dos Fuzileiros. Também continuamos a tomar tóxicos.
Cada vez mais conversávamos sobre as condições mundiais, a falta de esperança em tudo, e o que deveríamos fazer quanto ao nosso problema particular. Sabíamos que, para termos qualquer espécie de futuro, tínhamos de abandonar a toxicomania. Também sentíamos, porém, que não tínhamos forças para isso. Qualquer pessoa que tome tóxicos, e que diga que pode largá-los a qualquer hora que queira, irá ter dura decepção no dia que quiser tentar isso.
Em retrospecto, contudo, compreendo que algo importantíssimo tinha acontecido conosco. Nossa motivação mudara. Não mais ansiávamos o excitamento, a satisfação de nossa curiosidade, ou associar-nos com a velha turma e ser aceitos por ela. Mas, ainda assim, sentíamo-nos assustados, desesperançosos, desesperados, procurando uma saída.
Obtivemos a Força Necessária
Nancy obteve um emprego de garçonete num restaurante local. Isto seria o início do que viria a ser a melhor coisa que já nos acontecera. Certo dia, em conversa com outra garçonete, o assunto veio a ser, surpreendentemente, as casas mal-assombradas. A jovem disse que ela recentemente obtivera informações muito interessantes sobre espíritos, e perguntou a Nancy se gostaria que alguém fosse à nossa casa móvel conversar sobre o assunto. Nancy disse que sim. O jovem casal que nos visitou alguns dias depois eram Testemunhas de Jeová.
Nosso primeiro exame da Bíblia foi feito com a ajuda do livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Consideramos o capítulo “Existem Espíritos Iníquos?” A palestra nos abriu os olhos de mais de um modo. Não só foram respondidas nossas perguntas sobre os espíritos iníquos, mas obtivemos uma perspectiva, que gerava fé, do que a Bíblia tem a dizer sobre nossos tempos e o futuro. Francamente, ambos ficamos impressionados e um tanto sem fôlego de descobrir tanta coisa sobre a Bíblia em apenas uma noite. Aceitamos com gratidão o convite das Testemunhas para um estudo bíblico domiciliar gratuito, semanal. Subitamente, o futuro apresentava um raio de esperança.
Eu e Nancy estávamos prontos para as verdades bíblicas que aprendemos nas semanas seguintes. Tudo tinha muito sentido. Finalmente podíamos ver uma solução segura para os males da terra, e um modo válido e exeqüível de sairmos de nosso próprio desastre pessoal — a toxicomania. Nas semanas seguintes de estudo, aprendemos por que devemos honrar a Jeová e respeitar seus princípios para a vida. Viemos a entender o significado do verdadeiro amor cristão, e a discernir que tal amor deveras existe entre as testemunhas cristãs de Jeová. Aprendemos sobre o reino estabelecido de Deus, sob Cristo, e as bênçãos que há em reserva para a humanidade. E, melhor de tudo, aprendemos que tais bênçãos serão alcançadas em breve, em nosso período de vida. A cada dia nos tornávamos mais fortes na fé. E, a cada dia, queríamos partilhar o que aprendíamos com um número sempre maior de pessoas.
Meu período ativo nos Fuzileiros terminou, e eu e Nancy nos despedimos daquelas pessoas maravilhosas que nos tinham ajudado tanto com as verdades bíblicas. Voltamos à nossa cidade natal, mas não para as velhas companhias. Ao invés, enchíamos nossos dias com contínuo estudo bíblico e associação com as Testemunhas de Jeová.
Ao passo que nenhum de nós pode dizer que foi fácil, conseguimos chegar àquele grande dia em que os tóxicos não mais tinham nenhum lugar em nossa vida. Outra coisa, de muitíssimo maior valor e poder, enchia agora nossa vida — a verdade da Palavra de Deus e o desejo de servir para sempre a Jeová. Felizmente, juntos, chegamos à conclusão de que queríamos dedicar nossa vida renovada a Jeová, e ser batizados. Fomos batizados, em 2 de dezembro de 1972.
Atualmente, nossa provação com os tóxicos é coisa do passado. Tenho o privilégio de ser servo ministerial em nossa congregação local das Testemunhas de Jeová, e Nancy é muito ativa na atividade de testemunho. E ambos estamos muito ocupados em criar nossa linda filhinha, Rebeca. Somos mais felizes do que jamais pensávamos que poderíamos ser. Temos levado vidas úteis, livres dos tóxicos, na única obra duradoura e significativa na terra hoje: Ajudar outros a aprender qual é o propósito eterno de Jeová e como obter Sua proteção e bênção. — Contribuído.
[Destaque na página 11]
“Minha mãe me achou no armário embutido do quarto da minha irmã, nu no escuro, brincando com bonecas.”
[Destaque na página 12]
“Um dos nossos meios favoritos de despistamento, depois de tomar tóxicos, e pouco antes de voltar para casa, era beber uma lata de cerveja.”
[Destaque na página 13]
“O assunto veio a ser, surpreendentemente, as casas mal-assombradas.”
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Uma recepção inesperadaDespertai! — 1978 | 8 de abril
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Uma recepção inesperada
AO VISITAR as pessoas em suas casas, num povoado da África ocidental, uma Testemunha de Jeová teve uma recepção muitíssimo inesperada. Uma senhora sorridente veio correndo para fora de casa e lançou seus braços em torno da Testemunha. Ele simplesmente conseguiu recuar o suficiente para evitar ser beijado. A Testemunha explicou bondosamente que tal recepção era apropriada para os casados, mas não para pessoas que se viam pela primeira vez. Daí, declarou o motivo de sua visita. A senhora, uma prostituta, ficou irada e insistiu que a Testemunha fosse embora, afirmando que ela queria homens que aceitassem sua acolhida.
Uma semana depois, a Testemunha retornou à mesma área e decidiu visitar novamente essa casa. Surpreendentemente, a senhora escutou e até mesmo concordou em receber um estudo bíblico. Ela começou a freqüentar as reuniões das Testemunhas de Jeová e, logo depois, compreendeu que sua vida não se harmonizava com as Escrituras Sagradas. Queria sinceramente mudar de proceder, e falou com seus genitores sobre as verdades maravilhosas que aprendera. Mas, a família não mostrou apreço pelo desejo dela de abandonar seu proceder anterior na vida, visto que isso financiara a construção das casas deles. Esta senhora, porém, não permitiu que sua família a desanimasse. Ela limpou sua vida e, agora, regozija-se em poder declarar as “boas novas” a outros, como Testemunha de Jeová já batizada.
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