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A necessidade de dinheiroDespertai! — 1986 | 22 de outubro
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Economy (O Dinheiro, os Bancos, e a Economia dos Estados Unidos), “em vez de 1.000 preços em dólar ficarem disponíveis para se medir seu valor relativo de mercado, seriam necessárias 499.500 taxas de troca!”
Não só seria muita coisa a lembrar, mas a lista precisaria ser constantemente revista e ajustada, ao variarem as situações. E, se o item que possui para trocar, tal como uma vaca, vale mais do que uma lâmina de machado que deseja adquirir, como resolveria o assunto? Quem ficaria com a vaca caso desejasse usar seu valor para comprar diversos itens de várias pessoas? Quão difícil se tornaria fazer qualquer transação comercial sob tais circunstâncias! Um denominador comum para a permuta de bens ou de serviços certamente seria necessário. Aí entra a necessidade do dinheiro.
O dinheiro, portanto, cumpre as seguintes funções básicas:
● É um meio de troca que nos habilita a ter fácil acesso aos bens ou serviços de outros.
● Serve como vara de medir valores — uma unidade padrão de contas — através da qual os valores de todos os bens e serviços podem ser comparados e expressos.
● Serve como estoque de valores, um meio pelo qual pode poupar ou acumular seus ganhos para utilização posterior.
A criação do dinheiro tornou possível empresas grandes, industrializadas, com seu amplo leque de bens de consumo. Por meio dele, temos acesso aos mais recentes e aos melhores destes bens e serviços. É o sustentáculo do crescimento econômico, o fator de que depende o intercâmbio comercial. Graças a ele, pode haver extensiva especialização.
“Mas o dinheiro, que é um servo tão útil e desejável, às vezes se comporta mal”, escreve John A. Cochran em seu livro Money, Banking, and the Economy (O Dinheiro, os Bancos, e a Economia). “O dinheiro pode ser uma grande bênção, ou uma grande maldição.” Isto acontece especialmente no que tange à economia complexa de nossos tempos modernos, onde, da noite para o dia, podem-se ganhar ou perder fortunas, os negócios podem crescer ou afundar, e os governos podem prosperar ou falir. No centro de muitos incidentes acham-se os enormes depositários de dinheiro — os bancos. Ultimamente têm ocorrido falências de bancos a uma taxa sem precedentes. Existem motivos para sobressalto?
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Por que ocorrem falências de bancosDespertai! — 1986 | 22 de outubro
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Por que ocorrem falências de bancos
EM 1970, quando o Banco do Havaí, EUA, abriu uma filial na ilha de Yap, na Micronésia, teve de enfrentar um problema: como convencer o povo de Yap a depositar seu dinheiro no banco. “Tivemos algumas reuniões dos munícipes e começamos com as coisas básicas”, explicou o alto funcionário de banco Dominic B. Griffin III. “Nas economias de subsistência, qualquer coisa pode ser dinheiro. Tivemos de explicar por que um porco não era dinheiro, mas que a assinatura num pedaço de papel era.”
Esse problema sublinha um ponto básico: O moderno sistema bancário se baseia na confiança. Fundamenta-se na confiança que as pessoas — indivíduos bem como empresas — têm nos bancos com que transacionam e nas agências governamentais que os apóiam.
Yap já tinha um banco — o banco do dinheiro de pedra. Desde priscas eras, sua cultura tinha empregado enormes rodas de pedra como moeda. São tão grandes que não se precisava de nenhum cofre para guardá-las ou protegê-las. Antes, são roladas junto das paredes e das árvores ao longo duma estrada que parte de Colonia. Lavradas nas ilhas de Belau, a sudoeste de Yap, seu valor era determinado de acordo com a dificuldade que se tinha para obtê-las e trazê-las a Yap em pequenas canoas. O dinheiro de pedra jamais é movimentado. Todos estão a par de cada pedra e de sua história. Transfere-se a propriedade (mas não a pedra mesma) de uma família para outra, à medida que se adquirem terras ou produtos.
Yap, então, teve de ser literalmente levada da “idade da pedra” para a era dos modernos bancos eletrônicos, de ser apresentada aos cheques e às contas de poupança, ao câmbio de moedas, aos bônus de poupança e às remessas telegráficas. As pessoas tiveram de aprender o valor de pedacinhos impressos de papel e de confiar nos bancos que iriam cuidar do dinheiro que elas não podiam ver.
Tal situação existe em todo o mundo, hoje em dia. Ninguém realmente pede a um banco que mostre seu dinheiro. Com efeito, a maioria das transações ocorre de forma eletrônica, ou por meio dum cheque. As pessoas têm fé que os bancos apresentarão os fundos prometidos, caso isto lhes seja pedido, ou quando o prazo das contas se esgota. Todavia, os bancos realmente têm em seus cofres apenas o dinheiro necessário para as retiradas diárias de rotina. Sabem, por experiência, exatamente quanto dinheiro é necessário para uma época, ou estação específica. Onde, então, fica todo o resto do dinheiro?
Os Negócios Bancários
Os bancos são um negócio. Como qualquer outro negócio, desejam ter lucro. Mas, diferente da maioria dos outros negócios, seu produto é o dinheiro. Em essência, captam dinheiro de uma fonte e o repassam para outra. Por emprestarem a uma taxa de juros mais elevada do que tomaram o dinheiro, lucram eles, seus acionistas, e seus depositantes em países onde os depósitos são remunerados, bem como cobrem suas despesas operacionais. Mas os bancos também criam dinheiro. Como é que fazem isto?
Dennis Turner explica em seu livro When Your Bank Fails (Quando Seu Banco Entra em Falência): “O Fed [Sistema de Reserva Federal, ou Banco Central dos EUA] exige que os bancos retenham apenas pequena porcentagem de seus depósitos. Enquanto as reservas exigidas variam, dependendo do tamanho do banco e do tipo de depósito, elas correntemente [1983] são em média de 8%. Caso o depositante ponha US$ 100 em sua conta, o banco poderá emprestar US$ 92 desse total. O tomador do empréstimo, quer gaste o dinheiro, quer o deposite em outra conta bancária, gerará US$ 92 em novos depósitos. Deste depósito, US$ 84,64 podem ser emprestados, enquanto se retém US$ 7,36 em reservas. Este processo piramidal continua, de modo que, com uma exigência de 8% de reservas requeridas, um depósito de US$ 100 pode gerar novo dinheiro que totaliza US$ 1.200.”
Os bancos em geral efetuam empréstimos no limite máximo permitido. Mas caso se espalhe um rumor de que tal banco está em dificuldades, os depositantes podem perder essa confiança no banco e fazer uma corrida ao banco. O banco não conseguirá pagar a todos os depositantes e poderá falir — a menos que seja socorrido pelo Governo, ou haja uma fusão dele com um banco mais sólido. Até mesmo bancos financeiramente sólidos já soçobraram desse modo.
Outros Motivos de Falência
Não raro, são os próprios empréstimos que colocam um banco em dificuldades, em especial quando feitos a longo prazo, com baixas taxas de juros. Em geral, não existe problema algum quando a economia permanece estável e as taxas que o banco paga para captar dinheiro de depositantes ou de outras fontes são inferiores aos juros dos empréstimos. Mas, quando as taxas de captação de dinheiro sobem, como ocorreu em tempos recentes, o banco fica numa situação de ter de pagar mais do que está captando.
A situação é ainda pior quando aqueles que tomaram empréstimos não conseguem pagá-los. Esta é a situação atual de muitos fazendeiros nos Estados Unidos. Tal insolvência está fazendo com que muitos bancos regionais menores entrem em falência. “Exatamente a metade dos bancos, na lista de falências de 1985, eram designados como bancos agrícolas, isto é, pelo menos 25% de seus empréstimos estavam relacionados com a agricultura”, afirma o jornal financeiro American Banker.
Outros motivos das falências de bancos são as patentes fraudes e apropriações indébitas. A era das transferências eletrônicas de fundos tornou possível tamanho roubo de fundos que faz com que os antigos assaltos a bancos pareçam insignificantes. “A economia americana sofre uma perda anual de mais de 500 milhões de dólares por este processo”, declara o diário de Paris Le Figaro. “Na Europa, os grandes bancos são muito mais discretos quanto a somas, não desejando revelar seus problemas. Todavia, admitem sofrer maiores perdas, devido às fraudes por computador, do que por assaltos à mão armada e por roubos comuns. As fraudes por computador tornaram-se o flagelo de nossa economia moderna. . . . Assim que os peritos em computador descobrem contramedidas, novos furos vêm a lume, os quais são rapidamente explorados por certos indivíduos, em proveito próprio.”
Como acontece em todo negócio, a má administração e péssimas práticas comerciais podem também provocar falências. Com efeito, diz-se que o mau gerenciamento desempenha um papel crucial na maioria das falências bancárias. Poderia acontecer que os diretores do banco fizeram empréstimos não-garantidos a seus amigos ou parentes. Ou, talvez, ampliaram-se demasiado em épocas de maior prosperidade. Ou a ganância e o esforço de acertar em cheio e tornar-se ricos rapidamente promoveram alguns investimentos insensatos.
Em alguns casos, a feroz competição leva os bancos a assumir riscos extraordinários. Alguns se tornam vítimas de suas próprias políticas de empréstimos que são agressivas demais. Necessitando encobrir problemas, melhorar suas reservas e seu fluxo de caixa, alguns bancos procuram atrair depositantes por oferecerem elevadíssimas taxas de juros, ou até mesmo fazem investimentos adicionais em empreendimentos arriscados.
Os seguros governamentais dos depósitos (onde existem) — garantindo que, não importa o que aconteça, os depositantes receberão seu dinheiro — também induziram alguns bancos a desprezar todas as precauções. Mas o futuro é imprevisível. Alguns bancos, que fizeram investimentos em petróleo e em outros campos de energia, quando estes prosperavam e os preços estavam altos, por exemplo, vieram a falir quando os preços desabaram ou tais empreendimentos fracassaram. Ou, se o dinheiro sofre desinflação, pode causar desastre para os que esperavam pagar, com moeda inflacionada, o dinheiro que tomaram emprestado.
Estes problemas que levaram às falências bancárias não se limitam aos pequenos bancos. Algumas das maiores instituições financeiras do mundo também estão em graves apertos. Muitas têm milhões, até mesmo bilhões, de dólares emprestados a países do Terceiro Mundo que não podem agora pagar nem os juros, quanto mais o principal. O surto de falências bancárias nos anos recentes tem suscitado perguntas, em todo o mundo. Será que nossa confiança é injustificada? Exatamente quão seguros são os bancos?
[Foto na página 5]
O dinheiro de pedra de Yap pode ser visto do lado de fora dessa casa.
[Foto/Tabela na página 6]
Falências Bancárias nos EUAa
1977 - 6
1978 - 7
1979 - 10
1980 - 10
1981 - 10
1982 - 42
1983 - 48
1984 - 79
1985 - 120
[Nota(s) de rodapé]
a Bancos segurados pela FDIC (sigla, em inglês, da Seguradora Federal de Depósitos dos EUA). Isto não inclui falências de outras instituições de poupança. Outros 1.196 bancos constavam da lista da FDIC, como tendo problemas, em 11 de março de 1986.
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Quão seguros são os bancos?Despertai! — 1986 | 22 de outubro
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Quão seguros são os bancos?
“Em nossa opinião, é apenas uma questão de tempo — um tempo relativamente curto — até haver uma corrida geral aos bancos e ocorrer o virtual fechamento de todos os bancos.” — When Your Bank Fails, de Dennis Turner.
“O sistema bancário é inteiramente seguro. Dispomos dos mecanismos para cuidar de quaisquer problemas, grandes ou pequenos, que possam surgir.” — William Isaac, ex-presidente da Seguradora Federal de Depósitos, dos EUA, citado na revista U.S.News & World Report.
POUCAS pessoas ainda guardam dinheiro debaixo do colchão. Além do perigo de perda, devido a incêndio ou roubo, o dinheiro assim guardado fica parado. Não rende, e, com toda probabilidade, diminuirá de valor, devido à inflação ou à desvalorização da moeda.
Para que uma pessoa aumente sua poupança, o dinheiro tem de ser utilizado. O meio mais amplamente aceito e usado — tanto por uma questão de segurança como para se obter lucro — são os bancos. Mas, quão seguros são? Conforme demonstrado pelas citações anteriores, existem conceitos amplamente divergentes.
Existem Motivos de Sobressalto?
“O inteiro sistema bancário mundial está muitíssimo interligado”, aponta David Rockefeller, presidente aposentado do Chase Manhattan Bank. “Necessariamente, os bancos fazem muitos negócios entre si, assim, existe tremenda interdependência.” Em resultado disso, nenhum banco ou nação realmente age por si só. De maneira que, quando há a falência dum banco, surge a preocupação de que possa arrastar outros bancos junto com ele, ou reduzir a confiança tão essencial à indústria bancária. Existe então a possibilidade de que os depositantes em outros locais corram para retirar seus fundos e, desta forma, provoquem o colapso de outros bancos, mediante um incontrolável efeito de dominó.
Existe a possibilidade de que um colapso bancário em alguma parte possa derrocar o sistema bancário internacional? “Os reguladores nos EUA e em outros países por certo dariam passos firmes para impedir qualquer grande falência que parecesse iminente”, diz Rockefeller. “Acho muitíssimo improvável que isto aconteça.”
Até agora, embora tenha havido alguns problemas e falências graves ao redor do mundo, nos anos recentes, os Governos têm agido para resgatar as instituições financeiras com problemas. “Os ministros das finanças e os banqueiros sentem-se mais do que nunca perseguidos pelo espectro de 1929, e farão tudo que puderem para evitar a repetição da catástrofe financeira que aconteceu há cinqüenta anos — tendo a esperança mais ou menos consciente de evitar seu resultado aparentemente inevitável, a guerra mundial”, explica L’Express, um semanário francês. Ainda assim, existem motivos de preocupação.
O Problema da Dívida
Os bancos são, inerentemente, um negócio arriscado. Lidam com amplas somas que, na maior parte, não lhes pertence. Adicionalmente, criam dinheiro e fazem empréstimos muito superiores a seu ativo. Embora possam tomar precauções adequadas, os bancos sabem que alguns empréstimos não serão pagos. Assim, põem de lado certa quantia como reservas, para cobrir dívidas não pagas. Mas, caso um número incomum de empréstimos não seja pago, tais reservas não serão suficientes para cobrir as grandes perdas com empréstimos, ou uma corrida ao banco. “Quanto maior a liquidez em risco, devido a empréstimos não saldados, tanto mais debilitado financeiramente se torna o banco”, declara a revista New York. “A falência (ou bancarrota) ocorre quando esvai-se toda a liquidez do banco.”
É cada vez maior o número de bancos, hoje em dia, que se encontram justamente em tal situação — são demasiados os empréstimos não saldados, e inexiste capital suficiente para bancá-los. Os motivos dados são abundantes: a crise do petróleo, as restrições e os déficits da balança comercial, as reviravoltas da economia, as taxas instáveis de juros, a fuga de capitais, a inflação, a desinflação, as recessões, as políticas muito agressivas de empréstimos, as falências empresariais, a feroz competição, a desregulamentação — até mesmo a ignorância e insensatez.
Mas existem meios de sobreviver — no papel. O reescalonamento dos empréstimos, a extensão da dívida por um prazo mais longo, é um dos meios utilizados vez após vez. Outro é alistar os empréstimos por seu pleno valor, embora haja pouca esperança de que o principal seja pago na inteireza. Uma tática muitas vezes utilizada é emprestar mais aos devedores, de modo que possam pagar os juros.
Todos estes métodos estão sendo correntemente utilizados pelos bancos com relação à dívida do Terceiro Mundo, que muitos consideram ser a maior ameaça à estabilidade do sistema bancário internacional. De acordo com uma pesquisa feita pelo Banco Mundial, a dívida externa de mais de cem nações em desenvolvimento atingiu um total geral de mais de US$ 950 bilhões em fins de 1985, um aumento de 4,6 por cento do ano anterior. Embora já seja grande demais, espera-se que atinja US$ 1,01 trilhão em fins de 1986. Por quê? Porque muitas de tais nações simplesmente não podem pagar o que devem e estão fazendo pressão para conseguir mais tempo e recursos. Levando-se em conta a enormidade de seus empréstimos, os bancos têm cedido. Como certa pessoa se expressou: “Se eu lhe devo um dólar, estou nas suas mãos; mas se eu lhe devo um milhão, você está nas minhas.”
Sempre surge a possibilidade de que algumas nações profundamente endividadas, cansadas das dificuldades impostas pelos programas de austeridade, possam simplesmente decidir não pagar nada. Os bancos não têm meios de obrigar nações soberanas a pagá-los. “Para os bancos, o significado da crise global de dívidas é simples”, declara a revista Savvy. “Eles obtêm a maioria dos lucros através de empréstimos, e, se alguns países não podem pagar suas imensas dívidas, os lucros dos bancos, seu capital, e os preços de suas ações, podem cair terrivelmente. . . . Significativas inadimplências no Terceiro Mundo poderiam levar o sistema financeiro ao ponto de ruptura, resultando, possivelmente, no colapso de grandes bancos.”
A inadimplência de apenas quatro nações — México, Brasil, Argentina e Venezuela — poderia causar o colapso dos nove maiores bancos dos EUA, avisam os peritos. “É notável que não tenham ocorrido inadimplências reais”, declara The New York Times Magazine. “Poder-se-ia, naturalmente, atribuir isso à semântica. Assim como as guerras não são mais ‘declaradas’, ninguém é agora declarado inadimplente em ‘sentido legal’.”
“Será que Meu Banco É Seguro?
Pode-se saber se um banco é forte e tem liquidez? “Para a maioria dos depositantes, é difícil ou impossível descobrir qual é a situação dum banco”, declara a revista Changing Times. Acrescenta o jornal The New York Times: “A experiência recente tem demonstrado que é extremamente difícil que pessoas de fora julguem a solidez dum banco. Praticamente todo grande banco que faliu, nos anos recentes, ou que quase faliu, tinha sido altamente aclamado por analistas do ativo do banco. . . . Até mesmo os reguladores e os auditores de banco não conseguiram detectar graves dificuldades, senão quando já era tarde demais.”
Geralmente, o máximo que um cliente faz é examinar o que um banco aparenta ser: os tipos de serviço oferecidos, a amabilidade e a rapidez com que ele é atendido. Com efeito, quando os bancos publicam anúncios, são geralmente tais coisas que eles sublinham — o gerente amigável, o empréstimo rápido, as contas ou serviços especiais e como lhe são convenientes. Às vezes, oferecem-se presentes para atrair novos depositantes. Mas muito pouco se diz sobre a situação financeira do banco. Naturalmente, os serviços prestados pelo banco são importantes. Também se deve observar a taxa de juros, e como ela se compõe, visto que os resultados variam. De máxima importância para o depositante é a segurança de seu dinheiro.
Nesse sentido, o seguro dos depósitos é a chave. “Graças ao seguro dos depósitos, a menos que haja um colapso total do sistema bancário, estes são problemas para os banqueiros e os acionistas dos bancos, e não para os depositantes”, afirma a revista The Atlantic Monthly. “É extremamente improvável que as falências bancárias, hoje em dia, possam provocar a perda da poupança de toda a vida dum indivíduo, como se deu na década de trinta.”
Assim, é bom verificar se as contas estão seguradas, e por quem. O seguro do Governo, por certo, é o melhor. Um exemplo disto é a Seguradora Federal de Depósitos nos Estados Unidos. Algumas pessoas a quem se disse que suas contas estavam seguradas verificaram posteriormente que isto era feito por uma agência particular sem fundos suficientes para pagar a todos os depositantes quando um banco falia. Verifique, também, o total do seguro. Se sua conta excede tal limite, considere a possibilidade de abrir contas em vários bancos, de modo que todo o seu dinheiro seja coberto pelo seguro.
Que Temos à Nossa Frente?
Espera-se que as insolvências bancárias continuem a ocorrer isoladamente, e seu total talvez até mesmo aumente. Todavia, o que é de máxima importância para o sistema bancário é que se preserve a confiança nele. “Uma crise só ocorreria se os depositantes interpretassem estes percalços financeiros como motivo para retirar seu dinheiro dos bancos atingidos”, declara a revista Fortune. Portanto, fazem-se esforços totais de fortalecer o sistema e manter firme tal confiança neles.
Fazem-se também planos de reduzir as dívidas dos países do Terceiro Mundo a níveis administráveis, e de ajudá-los a cumprir suas obrigações. “Em última análise, o enorme déficit financeiro será absorvido pelos contribuintes em todo o mundo”, declara Albin Chalandon, ex-Ministro de Planejamento Industrial da França.
Quão seguros, então, são os bancos? Um alto funcionário bancário expressou-o do seguinte modo: “Os bancos são tão seguros quanto os governos que os apóiam.” Ao passo que isso talvez pareça reconfortante agora, fornece motivos a que as pessoas refletivas pausem um pouco para pensar. Por quê? Porque a Bíblia prediz a completa destruição de todos os governos terrestres e a substituição deles pelo eterno Reino de Deus. (Daniel 2:44) E aponta para acontecimentos deste século 20 como assinalando a conclusão do atual sistema de coisas. — Mateus 24:3, 6, 7, 21, 22.
A Bíblia menciona que, nesse tempo, as pessoas lançarão até mesmo seu ouro e sua prata às ruas, como não tendo valor algum para salvá-las. (Ezequiel 7:19; Sofonias 1:18) Visto que isto se dará com estes metais mais preciosos, que confiança se pode depositar nas moedas nacionais ou nas instituições financeiras que dependem delas? Já terão desaparecido os Governos que as apoiavam!
Assim, Jesus apropriadamente acautelou-nos: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam. Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração. . . . Não podeis trabalhar como escravos para Deus e para as Riquezas.” — Mateus 6:19-21, 24.
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