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  • O que provoca a crise do custo de vida?
    Despertai! — 1989 | 8 de maio
    • Fraquezas Inerentes ao Sistema

      Imprevisíveis forças de mercado. A previsão econômica é uma ciência notoriamente inexata. O problema é que, mesmo nas economias avançadas, é difícil que os peritos saibam exatamente o que acontece, ao passo que, nas economias do Terceiro Mundo — onde não estão disponíveis dados exatos — isso é praticamente impossível. E, mesmo que os economistas concordassem a respeito da natureza exata dos problemas, eles, sem dúvida, prescreveriam diferentes soluções, de acordo com seus próprios pontos de vista políticos ou sociais. Para complicar ainda mais os assuntos, os políticos, que fazem as decisões finais, tendem a acatar somente os conselhos econômicos que acham agradáveis.

      A respeito dos Estados Unidos, o ex-Secretário de Comércio, Peter Peterson, explicou: “No fundo, os nossos problemas não são econômicos. Ao invés, nós estamos entravados por nossa falta de consenso político. Nós nem sequer concordamos no que tange à natureza de nossas dificuldades econômicas.”

      Egoísmo míope. Cada país tende a buscar seus próprios interesses soberanos, sem considerar o efeito que isso tenha sobre os outros. A ajuda econômica, por exemplo, talvez seja dada em forma de sofisticado equipamento militar, enviado a um país que não consegue sequer alimentar seus cidadãos. Evidentemente, os motivos do país doador são econômicos, ou políticos, em vez de humanitários. As barreiras tarifárias erguidas pelos países industrializados para proteger seus próprios produtores impede os esforços dos países mais pobres de vender sequer os produtos básicos.

      Os países em desenvolvimento criticam as instituições financeiras internacionais por só se preocuparem com os prontos pagamentos de juros. Alguns projetos tiveram de ser abandonados por falta de respaldo financeiro, simplesmente porque não darão lucros rápidos para o emprestador. As altas taxas de juros que estas nações devedoras têm agora de pagar devem-se, notadamente, aos extravagantes gastos feitos por outras nações muito mais ricas do que elas. O Presidente Alfonsín, da Argentina, indicou que, em cinco anos, a América Latina enviou para os Estados Unidos e a Europa, o equivalente monetário a dois Planos Marshall.a Essa região, contudo, está mais afundada em dívidas do que nunca.

      Corrupção e ganância. Tem-se acusado os presidentes de alguns países da África e da Ásia de apropriação indébita de bilhões de dólares. Chefes de polícia e destacadas autoridades comerciais na América Latina têm também sido implicados em fraudes de muitos milhões de dólares. Estas enormes quantias são, em geral, desviadas de programas que visam melhorar o quinhão do povo comum. A corrupção endêmica, em todos os níveis, mina seriamente as economias de incontáveis nações, pondo uma carga financeira adicional sobre a maioria empobrecida, que tem de subsidiá-la.

      A cínica ganância comercial também contribui para a crise do custo de vida. Técnicas agressivas de comercialização da parte das multinacionais do fumo, por exemplo, têm tido êxito em persuadir milhões de pessoas assoladas pela pobreza a gastar o pouco que têm em cigarros. Em alguns países em desenvolvimento, distribuem-se amplamente cigarros de alto teor de alcatrão, que são uma ameaça para a saúde, e a maioria dos consumidores não se dá conta do perigo que significam para sua saúde. Valiosas terras agrícolas passaram a ser utilizadas para o cultivo do fumo, devido aos atrativos de oferta de vitais moedas estrangeiras, que, amiúde, não se materializam. No ínterim, as doenças relacionadas com o fumo aumentam a par do crescente custo de vida.

      Esta breve recapitulação das razões por trás da crise do custo de vida basta para mostrar o atemorizante desafio que confronta os governos que se empenham em melhorar a difícil situação econômica de seus cidadãos. O Presidente Mitterrand, da França, falando num fórum econômico, queixou-se de um “mundo que constantemente move o tapete de debaixo de seus pés, tirando-o e ameaçando passar-lhe uma rasteira”. Estadistas e economistas do Terceiro Mundo sabem, por experiência amarga, exatamente o que ele quer dizer com isso.

      Significa isso que não existe esperança de recuperação econômica? É a economia mundial incapaz de prover um meio de vida decente para toda a humanidade? O seguinte artigo responderá a tais perguntas.

  • Que esperança existe de recuperação econômica?
    Despertai! — 1989 | 8 de maio
    • Que esperança existe de recuperação econômica?

      Durante o reinado de Luís XVI, da França, a sua rainha, Maria Antonieta, alegadamente perguntou, certa vez, ao real ministro das finanças: “Que o senhor fará quanto ao déficit, Monsieur le Ministre?” A resposta dele foi: “Nada, Madame. É grave demais.”

      EMBORA os tempos tenham mudado, esta filosofia específica ainda parece estar em voga. Tanto os estadistas como os economistas lamentam a enorme dívida internacional, o grave desequilíbrio econômico entre os países ricos e os pobres, e a pobreza abjeta que existe em tantos países. Mas, pouco se faz, se é que se faz algo — os problemas são graves demais. Faz isto sentido, em termos econômicos?

      A palavra “economia” provém do termo grego oikonomos, que significa um ecônomo, ou administrador doméstico. A economia mundial é, basicamente, o estudo de como se administra a “casa” mundial. Como está ela sendo administrada?

      Para ilustrar, imaginemos a Terra como uma comunidade, e as nações de per si como vizinhos. Um dos vizinhos mais ricos é um gastador compulsivo,

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