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Observando o MundoDespertai! — 1974 | 8 de dezembro
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cento durante o mesmo período. Outra razão é a grave seca que grassa por partes da África nos anos recentes. “O único meio certo de garantir que a atual catástrofe não se repita está no controle populacional, ao invés de nas reservas alimentares”, relata a revista Time. Mas, as conferências de agosto e de novembro das N. U. sobre população e alimentos enfrentaram o sombrio fato de que “entre agora e o tempo em que começaram suas deliberações, a população mundial já terá aumentado em 30 milhões”. — 13 de maio de 1974.
“Cada País por Si”?
◆ O diretor-geral da Organização das Nações Unidas Para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirma agora que “em meados do ano [de 1974] os estoques de reservas de alimentos provavelmente igualem apenas o consumo mundial de três semanas”. Outra autoridade da FAO adiciona: “Uma grande colheita fracassada em qualquer parte e as coisas poderiam ser cada país por si.” Mas, mesmo se certo país possuir cereais, às vezes as coisas se tornam “cada um por si”. A revista Time noticia que, em alguns países assolados pela fome, “as autoridades desviaram parte dos cereais doados para canais comerciais, para serem vendidos com enormes lucros. Grande parte . . . continua empilhada nas docas, onde se torna presa de ratos, gafanhotos e ladrões.” O Secretário-Geral da ONU, Waldheim, afirma que “os governos me disseram que não podem despachá-los para as zonas mais afligidas” por falta de estradas e veículos.
Perspectiva de Partilha
◆ Será que os produtores de alimentos dos EUA atenderão acrescente demanda mundial? O editor de Farm Journal (Revista da Lavoura), Lane Palmer, falou a um grupo de editores agrícolas e de congressistas estadunidenses, recentemente, afirmando que “nossos lavradores podem produzir todo alimento de que este país necessita. Estou bem a par da fome . . . e da subnutrição em outras partes ao redor do mundo. Mas, presumo que nenhum de nós acalenta mais a ilusão de que possamos ser fiadores em garantir os alimentos do mundo.” Por que não? Uma razão é a economia agrícola dos EUA. O secretário do Sindicato Nacional dos Agricultores disse candidamente a uma subcomissão do Senado que “muitos agricultores vêem a escassez permanente de alimentos como um alvo que seria apropriado para seus próprios interesses”.
Alimentos ou Campos de Golfe?
◆ Os fertilizantes quase que suficientes para suprir a escassez de 1974 nos países mais pobres do mundo foram espalhados pelos estadunidenses em seus gramados, cemitérios e campos de golfe. Frisando recentemente este ponto a uma subcomissão do Senado dos EUA, o presidente do Conselho de Desenvolvimento do Ultramar, James P. Grant, disse que “as pessoas nos Estados Unidos devem ficar sabendo que a forma que comemos — e fertilizamos nossos gramados — influi nas vidas de pessoas em toda parte”.
O Lixo Também “Fala”
◆ O que as pessoas jogam fora pode ser muito revelador. O antropólogo William Rathje afirma: “O que se encontra no lixo é o resultado do que as pessoas realmente fizeram, não o que pensaram que fizeram . . . ou desejaram ter feito.” Dirigiu um grupo de professores e estudantes da Universidade do Arizona, num projeto que examinava o lixo de várias zonas econômicas de Tucson. Uma das descobertas de sua inspeção cuidadosa foi que as famílias brancas ali desperdiçam mais do que as minorias. “Reduzir apenas o desperdício da carne de vaca poderia, talvez, economizar mais de 100 dólares (Cr$ 750,00) por ano para uma família da classe média”, observa Rathje.
“Injustificável” o Sangue Integral
◆ Recente boletim médico enviado a hospitais que recebem sangue da Cruz Vermelha alemã aconselha: “Por diversos anos, fizeram-se observações . . . com respeito ao uso do chamado ‘sangue integral’ com fins terapêuticos, que, devido aos muitos efeitos colaterais evitáveis, parecem tornar injustificável a continuação de seu uso. . . . É triste dizer que não há nenhum meio de evitarmos possível infecção de sífilis quando se usa sangue fresco.” Observando que a responsabilidade pelas reações indesejáveis “pode ser atribuída ao serviço de doação de sangue”, afirma a Cruz Vermelha alemã, “nós — como outros serviços de doação de sangue já fizeram . . . não entregaremos mais sangue integral”.
Igrejas ou Casas
◆ Os sacerdotes de Roma continuam a bradar contra os vínculos tradicionais da Hierarquia com os ricos e poderosos, as expensas dos pobres. Um panfleto em circulação da parte dos “leigos e sacerdotes da Paróquia de S. Leão, o Grande”, queixa-se: “Já por 25 anos nos temos preocupado em construir igrejas que ninguém deseja. . . . tantos bilhões [de liras] foram gastos que seriam o bastante para se dar uma casa para todos os que moram em barracos. . . . Permite-se-nos orar a Deus nestes templos construídos com o ‘salário de prostituta’? (Miq. 1:7)”
As Catedrais Vazias de Nápoles
◆ O jornal italiano Vita d’Oggi pergunta: “Onde estão os fiéis destas esplêndidas igrejas, artisticamente construídas e ornamentadas, a um custo muito grande, apenas para ficarem vazias de almas, como todos podem testemunhar hoje em dia?” Tem-se calculado que ‘se até mesmo 10 por cento dos napolitanos assistissem à Missa, todas as igrejas ( ainda abertas ) na arquidiocese não bastariam para contê-los’. Por que estão “vazias”? ‘‘É certíssimo que todo o mundo ignora a doutrina cristã . . . a pessoa tem de concluir que a ignorância religiosa é motivada pela falta de vitalidade da educação católica napolitana”.
Perspectiva Econômica
◆ Dezessete das 24 nações industriais que fazem parte da Organização Para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico sofrem agora uma inflação de dois dígitos (superior a 10 por cento). A taxa média anual de todas é de 12 por cento, comparada com apenas 3 por cento na década de 1960 — quatro vezes maior! O colunista Joseph Alsop escreve que “os homens mais sábios e mais conservadores tanto das comunidades econômicas como financeiras começaram a falar, atarantados, sobre a ameaça duma impetuosa calamidade financeira mundial”. Típico é o comentário do governador do Bundesbank alemão, Karl Klasen: “Conviver com a inflação significaria que nosso sistema de livre empresa morrerá com a inflação.”
Aumenta a Crença no Diabo
◆ Isso abalou os cientistas na recente reunião da Associação Estadunidense Para o Progresso da Ciência. O número de estadunidenses que crêem no Diabo aumentou de 37 para 48 por cento em nove anos, foi-lhes dito, havendo outros 20 por cento que crêem ser provável a existência do Diabo. Os cientistas imaginaram que o processo evolucionário e o racionalismo eliminaria gradualmente tais crenças. O pesquisador ligou a crença aos ‘tempos de grande tensão, onde as coisas parecem estar sendo reduzidas a pedaços’. Recente enquête Harris, nos EUA, relata que um total ainda maior, 53 por cento, crê no Diabo, e um terço em possessão demoníaca.
País de “Semana em Semana”
◆ “Literalmente lutamos para sobreviver”, afirma o primeiro-ministro de Sri Lanka, com 13 milhões de habitantes. O custo galopante das importações de alimentos fez com que as rendas das exportações de chá e borracha ficassem num déficit de cerca de Cr$ 15 bilhões, tornando-se cada vez mais difícil conseguir empréstimos. Agora a nação, cuja população dobrou nos últimos 25 anos, precisa terrivelmente de arroz e de trigo. Afirma um economista: “O país agora opera numa base de semana em semana. . . . Não pensamos além daquela semana. Não podemos.”
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Dão as religiões do mundo a orientação correta?Despertai! — 1974 | 8 de dezembro
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