BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O misterioso arco-íris
    Despertai! — 1975 | 22 de julho
    • novo persistiram as perguntas, desta feita relativas à própria base do arco-íris — a luz. As experiências indicavam que os raios de luz às vezes atuavam como partículas (pequenas porções de matéria) ao invés de “ondas”. Isto transtornou a “teoria das ondas” que aparentemente tinha sido bem sucedida em explicar tantas atividades diferentes da luz.

      Mais pesquisa levou a ainda outra teoria em que a luz é agora vista como composta de partículas chamadas fótons que, em ação, comportavam-se “como ondas e como partículas ao mesmo tempo”. Em última análise, temos de admitir humildemente que o homem ainda não consegue responder de forma plena à pergunta que Deus fez a Jó há mais de 3.000 anos atrás: “Onde, então, está o caminho pelo qual se distribui a luz?” — Jó 38:24.

      Mas, a própria natureza da luz não é o único enigma que resta do mistério do arco-íris. “Pouco se tem aprendido sobre sua percepção”, afirma o livro The Rainbow (O Arco-íris). Sim, há muito ainda que se aprender sobre o olho humano e, especialmente, sobre a visão das cores.

      Na verdade, o desafio do arco-íris permanece. E, assim, quer vejamos o ‘arco do céu’ como sinal de paz ou prefiramos estudar o mistério de sua estrutura, faremos bem em mostrar reverência pelo seu Projetista. É verdade, em muitos sentidos, que ninguém consegue pegar o esquivo arco-íris!

  • Por que ninguém consegue prever a economia
    Despertai! — 1975 | 22 de julho
    • Por que ninguém consegue prever a economia

      EQUILIBRAR o orçamento não é tão fácil como era antes. A dona-de-casa gasta mais no supermercado para obter menos mercadorias. O marido dela ganha maior salário do que nunca, mas pouco há que possa evidenciá-lo. Melhorarão as coisas?

      A economia do mundo ocidental, não-comunista, em especial, tem movido predições de colapso monetário nacional e internacional. Em contraste peculiar, outros peritos afirmam que a corrente apertura econômica é só uma fase que a economia atravessa, ao ajustar-se a novas influências profundas. Em breve, profetizam, novamente avançará de modo vigoroso.

      Quem está certo? Não são poucos os peritos que adotam uma posição mediana cuidadosa. A revista Business Week, num número especial principalmente sombrio sobre a “Economia de Dívida” dos E. U., afirma que “a carga de dívida da nação é como uma corda bem esticada . . . A corda não rebentou, e talvez não rebente. . . . Todavia, ninguém sabe o ponto preciso de rompimento e, ao passo que há projetos e teorias em abundância, ninguém tampouco sabe realmente como aliviar a tensão”.

      Mas, por que será que o futuro econômico é tão difícil de prever? Por que será que não se pode ter certeza do poder aquisitivo de seu dinheiro amanhã — se tiver algum? Alguns fundamentos de economia elementar são de ajuda.

      A Economia É um Sistema

      Em sua definição mais simples, a economia se refere a como os bens e os serviços são produzidos e distribuídos. O estudo da economia, então, é o estudo dum sistema.

      Em virtualmente toda sociedade, as pessoas precisam de coisas que outros possuem. Um homem, A, tem ovelhas que produzem lã; outro homem, B, possui corantes. Se cada um estiver disposto, simplesmente trocam ou intercambiam bens. A obtém corantes e B obtém lã. A economia é essencialmente um sistema de trocas cooperativas.

      Mas, suponhamos que A deseje corantes de B, contudo, B já disponha de amplo suprimento de lã de A. Então, o que faz A? Ou, e se ambos necessitarem dos serviços de tecelagem oferecidos por um terceiro, C? Como deveria C ser compensado? Um sistema econômico tem de ser suficientemente grande para cuidar destes arranjos ligeiramente mais complexos. Como?

      Usa-se dinheiro. Dinheiro — isto é, moeda — significa ou representa algo de valor; é um instrumento que permite grande flexibilidade num sistema de trocas. O dinheiro, naturalmente, não deve ser confundido com verdadeira riqueza. O que A tem de verdadeiro valor são suas ovelhas. No ínterim, B e C têm corantes e uma perícia, respectivamente, como coisas de genuíno valor. O dinheiro assim representa o que cada um tem de verdadeiro valor.

      Mas, o que é que torna de valor o produto ou serviço de cada um? A procura dele. Se ninguém jamais precisasse de lã, o valor permaneceria baixo. Por outro lado, se todo o mundo dependesse da lã para roupas, esse produto seria grandemente procurado e, assim, de alto valor.

      Os chamados “economistas clássicos”, tais como o escocês Adam Smith, que viveu no século 18, aconselharam que se deveria permitir que um sistema econômico flutuasse livremente e, como água, buscasse seu próprio nível. A oferta e a procura determinariam o “nível” de cada produto ou serviço. Assim, se certo homem ou certa firma fabrica um produto ou oferece um serviço mais barato do que outrem, seu competidor será por fim afastado dos negócios pela procura por parte do público.

      Os preços, também, seriam fixados pela procura. Quando a procura é elevada e a oferta limitada, os preços são altos. Mas, quando a procura é mínima de certo item disponível em grande abundância, os preços são baixos. Isto constitui os rudimentos dum sistema econômico “livre”. Livre de obstáculos, muitos arrazoaram, tal sistema continuaria indefinidamente.

      Mas, um aviso é apropriado aqui. Simplesmente porque um sistema foi inventado não significa que seja “bom”.

      Quão “Bom” É o Sistema Econômico?

      Medido por certos padrões, o sistema econômico do mundo ocidental talvez pareça mui eficaz. Mas, resulta ser realmente “bom”? Ou, por fim, se mostrará muitíssimo contraproducente? Vejamos.

      Em especial, nas décadas recentes, os peritos aplicaram mais controles à economia. Por quê? Se o sistema econômico realmente funciona, a oferta e a procura fixando os preços, por que tentar manipulá-lo? Muitas razões são oferecidas, mas há essencialmente dois fatores.

      Por um lado, há o temor — um desejo de “proteger” uma parte da economia. Um homem, uma firma, uma classe de trabalhadores ou inteira nação, sabem todos que, se perderem para seus concorrentes não disporão de trabalho.

      Talvez conheçam muito bem a “teoria” econômica. Sabem que a procura pelo público tornou desnecessário seu serviço ou produto, e que deveriam simplesmente ser transferidos para outra parte da economia em que possam desempenhar um papel produtivo, suprindo o que o público procura.

      Mas, também sabem que isto significa mudanças radicais para eles, pessoalmente. Suponhamos que um homem seja idoso e tenha gasto toda sua vida aprendendo uma profissão que não é mais procurada; devia-se esperar que, de súbito, aprendesse algo inteiramente diferente? E o que dizer do salário? É óbvio que um homem transferido duma posição perita, num negócio então extinto, não ganhará tanto quando colocado num emprego em que não está treinado. Isto significa, por sua vez, que sua família disporá de menos dinheiro para viver, e seu padrão de vida tem de cair. E quem deseja isso?

      Sim, a teoria da oferta e da procura, dum mercado livre e sem controles, etc., talvez pareça boa em tabelas, quando estendida por gerações ou séculos. Mas, não pode ajudar o homem que perde seu emprego hoje. Assim, o escritor sobre economia, Henry Hazlitt, observa:

      “Foi precisamente o grande mérito dos economistas clássicos . . . que eles se preocuparam com os efeitos de determinada diretriz ou desenvolvimento econômico a longo prazo e sobre a inteira comunidade.”

      No entanto, Hazlitt acrescenta:

      “Mas, também foi seu defeito que, ao adotarem o conceito de longo prazo e o conceito amplo, às vezes desperceberam adotar também o conceito curto e o conceito estreito. Não raro se inclinavam a minimizar ou a se esquecer por completo dos efeitos imediatos dos acontecimentos sobre grupos especiais. . . . [Esta situação é] incidental a quase todo progresso industrial e econômico.”

      Por esta razão, a maioria dos modernos economistas ocidentais tendem para o outro extremo, e o efeito a “longo prazo” das diretrizes é esquecido, à medida que exigem que se mantenham os empregos a todo custo. Consideremos algumas ilustrações admitidamente simples.

      Suponhamos que um terno de lã dum homem possa ser feito e vendido por Cr$ 500,00 no Brasil. Todavia, as firmas de Hong Kong fabricam o mesmo terno e podem enviá-lo e vendê-lo no Brasil por Cr$ 250,00. Muitos fregueses, se não todos, comprariam dois ternos de Hong Kong pelo preço de um terno do Brasil. Se isto for mantido, os ternos brasileiros deixarão de ser procurados e milhares de operários das indústrias de roupas ficarão ociosos.

      Assim, impõe-se uma tarifa para os ternos importados pelo Brasil, taxando-os grandemente. Isto aumenta enormemente o custo dos ternos feitos no estrangeiro, salvam-se os empregos no Brasil. Superficialmente, isso parece ótimo; mas, vamos examinar mais a fundo.

      O que dizer do comprador? Ele paga Cr$ 250,00 adicionais por um terno. Esse dinheiro poderia ser gasto em outros setores da economia, digamos, televisores e refrigeradores. Teoricamente, o empregado brasileiro de confecções poderia ser transferido para uma destas outras indústrias. Mas, a tarifa impede que se veja confrontado com esta mudança desconfortável. Todavia, o que dizer dos trabalhadores chineses de confecção? Poderiam perder seus empregos porque seus ternos foram taxados de modo a serem expulsos do mercado, não sendo mais procurados. Vêem-se obrigados a fazer outra coisa para ganhar a vida. O problema realmente não é solucionado, é meramente colocado à parte no Brasil, neste exemplo. Havendo a tremenda afirmação das soberanias nacionais, nas décadas recentes, cada vez mais controles desta natureza e outros similares foram enxertados na economia.

      O mesmo processo ocorre em cada país. Para ilustrar: Com a introdução das locomotivas a diesel, os foguistas tornaram-se desnecessários; não havia mais nenhum carvão para eles despejarem no fogo com a pá. Mas, os sindicatos conseguiram preservar o cargo de foguista. Depois disso, os foguistas eram pagos, por assim dizer, para simplesmente viajar com o trem. O emprego de foguista foi salvo, mas apenas graças ao custo incrementado para os passageiros de trem e os que enviam cargas por trem. Ao invés de transferir os foguistas para a fabricação de ternos, que talvez estivesse em demanda, o sistema os paga para permanecerem na ferrovia. No ínterim, o freguês paga mais pelos ternos difíceis de obter, bem como pelo serviço ferroviário.

      O número de controles deste tipo cresceu maciçamente nas décadas recentes, envolvendo praticamente todo aspecto da economia, desde as lojinhas até as gigantescas firmas e fazendas. Cada nação, cada sindicato, cada firma, sim, cada homem, cuida de si. Tal temor — muitíssimo compreensível sob as circunstâncias — é causado pelo conhecimento de que, se cada um não cuidar de si, quem cuidará? Como temos visto, o sistema certamente não está equipado para fazê-lo, a menos que seja controlado pelo interesse especial de alguém.

      Isto indica meridianamente uma das principais inabilidades por parte do atual sistema econômico. Como pode preservar indefinidamente um sistema geral de oferta e procura se, ao mesmo tempo, tem de fixar medidas que restringem este mesmo sistema? Todavia, isso é necessário, se as pessoas agora irão ter empregos. Não é preciso ser um gênio em economia para ver que tal sistema desajeitado e que contradiz a si mesmo terá de afundar em algum tempo, devido a seu próprio peso.

      Aumentando os Problemas do Sistema

      Mas, como se isso não bastasse, outro elemento principal, difícil de controlar, entra na densa sopa econômica. A ganância. Sem considerar a necessidade real, as pessoas desejam cada vez mais coisas materiais e “melhor forma de vida”, até mesmo às custas dos outros. Cada trabalhador deseja maiores salários e cada fabricante deseja preços aumentados para seu produto. Assim, no Le Monde de Paris, Bruno Durieux se refere à “luta permanente entre os grupos sociais para manter ou aumentar seu quinhão da riqueza nacional”.

      Se um homem contratado para confeccionar ternos de lã exigir salário mais alto, então o preço do produto acabado tem de refletir o mesmo aumento. Outras pessoas desejosas de comprar o terno então precisam de mais dinheiro de seus próprios patrões. Assim, os produtos e serviços que fornecem também aumentarão de custo, gerando terrível espiral. Devido à vertiginosa procura, os produtos não podem ser feitos com suficiente rapidez, e, assim, os preços continuam a subir. Esta é uma das formas viciosas da inflação.

      Igualmente devastador, se não for ainda mais, é o papel que os próprios governos têm tido em estimular a inflação. Observou-se anteriormente que o dinheiro apenas representa o verdadeiro valor. A moeda duma nação, em teoria simples, não deveria exceder aquilo que realmente valha, isso é, o que pode produzir. Mas, as nações modernas, violando este princípio elementar, imprimiram dinheiro que excede em muito seu verdadeiro valor. Usualmente isto tem sido feito por uma razão; por exemplo, para financiar os fornecedores de material bélico em tempo de crise nacional. Mas, o dinheiro em excesso, colocado em circulação, com o tempo reduz seu valor; tudo custa mais em termos de “cruzeiros e centavos”.

      À medida que a inflação se consolida, as pessoas daquela nação vêem apenas

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar