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Cuide de seu dinheiroDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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Cuide de seu dinheiro
Trabalha arduamente para obter seu dinheiro, embora pareça ter cada dia menor poder aquisitivo. Os preços continuam a subir, e seu dinheiro precisa esticar-se. Como poderá conseguir fazer isso? Quanto mais souber a respeito de como os vendedores o persuadem a gastá-lo, tanto melhores decisões poderá fazer sobre como preservá-lo.
VIVEMOS numa sociedade de consumo. De todos os lados recebemos mensagens instando-nos a gastar. Jornais e revistas, o rádio e a TV, cartazes na rua e cartazes murais inundam nossa mente de mensagens das quais talvez não nos lembremos conscientemente, mas que nos levam a comprar certos produtos. A manipulação se processa em muito mais formas do que poderia imaginar, a fim de privar as pessoas de seu dinheirinho duramente ganho
As crianças são manipuladas pelos anúncios de brinquedos, os adolescentes pelos disc-jockeys, e os pais são atraídos a comprar a prestações, a custos assustadores. Em seu livro The Innocent Consumer vs. The Exploiters (O Consumidor Inocente vs. Os Exploradores), Sydney Margolius afirma que tal manipulação move a pessoa a um “desperdício maciço de dinheiro da família e duma dispersão dos recursos familiares”, necessários para outras coisas mais importantes
Somos persuadidos de muitas formas a comprar. Consideremos algumas delas:
De todos os lados, diz-se-nos que devemos comprar para ser felizes. Mas, quando compramos o item e o levamos para casa, verificamos que quase nada mudou
Certa mãe vê panelas e caçarolas marcadas como utensílios de cozinha para gourmets. Isto sugere que ela poderia preparar, com eles, melhores refeições. Mas todos sabemos que a qualidade culinária usualmente depende dos ingredientes e da perícia da cozinheira, e não daquilo que o fabricante chama a panela.
O pai vê linda gravura de ótima mobília, fazendo-se a promessa de que poderia fabricá-la, caso tivesse determinada ferramenta cara a motor. Sem dúvida tais ferramentas aceleram o serviço, mas será que tal ferramenta realmente o transformará num artífice perito? Os artífices fabricaram mobiliário excecional, durante séculos, com ferramentas muito mais simples.
Gostaria de tirar lindas fotos, mas comprar a câmara mais cara não o tornará necessariamente um mestre em fotografia.
Se olhar bem o que um aparelho realmente faz, quanto realmente o utilizará, e quão grande é a necessidade que tem dele, seu dinheiro irá bem mais além, e derivará maiores benefícios das coisas que comprar
Mercadores do Descontentamento
Os fabricantes fazem um bom trabalho em vender fogões, refrigeradores, televisores, e até mesmo automóveis e roupas a pessoas que já possuem tais itens. Como? Por fazer com que as pessoas pensem que aquilo que possuem já está fora da moda. O pessoal do marketing torna o público cônscio dos estilos, daí, muda os estilos. Há vários modos de se mudarem os estilos, mas, conforme Vance Packard disse em seu livro The Hidden Persuaders (Os Persuasores Ocultos), o “uso da cor é um dos modos mais baratos de fazê-lo”.
Os comerciantes tornam-se assim “mercadores do descontentamento”. Seu objeto é do “estilo velho”, “da cor do ano passado”, um objeto “antiquado”. Não demora muito até que começa a imaginar se não devia obter um objeto novo. Este é o mesmo método que os fabricantes de automóveis utilizam para deixá-lo dessatisfeito com o “velho” carro da família, muito embora ainda funcione maravilhosamente e não pareça ruim.
À Vista ou a Crédito?
Há outro meio de os comerciantes o incentivarem a gastar mais do que devia. Seus balconistas são treinados para perguntar: “À vista ou a crédito?” Talvez sugiram que solicite o cartão de crédito da loja. Mandar debitar na conta ou pagar a crédito tornam mais fáceis as compras. As grandes firmas provaram que isto se dá mesmo.
Lojas menos escrupulosas podem usar o crédito para ocultar o custo real. Ao invés de citarem o preço total, apenas mencionam as mensalidades. Um varejista de aparelhos domésticos disse: “Preferimos dizer ‘Cr$ 750,00 mensais’. Fornecer o preço total apenas confunde o consumidor.” Mas, não raro é a mensalidade que é usada para confundi-lo. Um gerente de loja nos EUA disse: “Pode-se aumentar, por freguês médio, cerca de um dólar para cada jarda [quase um metro] de carpete mediante as vendas a crédito. Inclinamo-nos mais a citar com ênfase as mensalidades do que o preço em dólares por jarda.” Assim, cita-se a mensalidade de um preço mais alto do que o cliente pensa que está pagando.
Será que o uso amplo do crédito prejudica as famílias? Sim, especialmente as que mais necessitam estar atentas a seus recursos. Cobra-se alta taxa de financiamento, existe a tentação de se comprarem itens desnecessários ou caros demais, e o risco de dívida excessiva. Apenas nos Estados Unidos, vários milhões de famílias — muitas delas de pessoas mais jovens — estão em dificuldades devido às suas dívidas.
Assim, para fazer esticar seu dinheiro, tenha cuidado com o crédito ao consumidor.
Leia os Anúncios
Saber ler os anúncios de vendas especiais nos jornais é outro modo de fazer esticar seu dinheiro. Lembre-se, algumas vendas especiais são legítimas; muitas não são. Eis aqui alguns pontos sobre como tirar o melhor proveito delas:
Aguarde as vendas de fim de estação. Em muitos lugares, os negócios diminuem depois da grande procura do Natal, de modo que há lojas que fazem vendas especiais em janeiro. Também, as compras de roupas de verão e de inverno declinam na meia-estação, isto é, em janeiro-fevereiro, e em junho-julho. Há ocasiões para se aguardar tais vendas. Algumas mercadorias talvez sejam de exposição, e a escolha talvez não seja tão ampla. Mas, nestas ocasiões, a escolha cuidadosa com freqüência poderá resultar em economia.
Uma venda de fechamento da loja poderá ser legítima, mas tenha cuidado. Há lojas em que o anúncio de “liquidação total para fechamento da loja” parece jamais sumir da vitrina.
Observe bem o que dizem realmente os anúncios. “Preço regular Cr$ 2.990,00, agora Cr$ 1.990,00” devia significar, se verdadeiro, que o preço voltará a ser de Cr$ 2.990,00 depois da venda especial. “Valor comparável de Cr$ 2.990,00” significa muito menos. A loja afirma que tal item se compara a mercadorias de maior preço, mas tal comparação talvez só seja válida na mente do dono da loja. “Preço da tabela: Cr$ 2.990,00” significa ainda menos. Este é o preço impresso na tabela do fabricante, ou na caixa. Poderia ter pouca relação com a realidade, e talvez tenha sido fixado excessivamente alto de modo que as lojas possam parecer que oferecem pechinchas por remarcá-lo por bem menos.
“Abaixo do custo de fabricação” suscita mais perguntas, tais como: Por quê? Trata-se de um item pouco vendido? Deixou de ser fabricado? Não há mais peças disponíveis?
“Economize!” Lembre-se de que esta atraente palavra usualmente tem um único objetivo — fazer com que gaste. Palavras como “Especial!” “Remarcação!” e “Liquidação Total!” obviamente significam, nada mais, nada menos, do que deseja o gerente da loja. Mesmo em lojas bem conhecidas, já foi dito a mais de um balconista: “Marque-o Cr$ 79,50, de modo que na próxima semana possamos remarcá-lo a Cr$ 65,00.”
Tornamo-nos vítimas de tais artifícios porque queremos obter uma pechincha. Poderá proteger-se por aprender sobre os preços e a qualidade dos artigos. Saiba quanto custam as coisas. E, lembre-se, nada é uma pechincha, a menos que realmente precise disso. Mesmo que, se o comprar, estaria realmente economizando 50 por cento, por não comprá-lo estaria economizando 100 por cento!
Verifique os Preços
Tem-se relatado que membros das famílias de baixa renda (que obviamente mais precisam fazer economia) mostram menos probabilidades de verificar os preços em mais de uma loja do que os compradores das famílias mais prósperas.
Poderá economizar por comparar os preços de diversas lojas? Naturalmente que sim! Nos EUA, a União dos Consumidores verificou que os preços do mesmo aparelho doméstico variavam de US$ 259 a US$ 370 em diferentes lojas.
Reduza Seus Gastos com Alimentos
Tem-se calculado que muitas donas-de-casa poderiam reduzir seus gastos com alimentos em até 25 por cento mediante compras mais argutas. Os alimentos constituem grande parte dos gastos de sua família. Como ensinam os peritos que se pode economizar nisso?
Primeiro, deve planejar. Poderá economizar por fazer compras uma vez por semana, ao invés de cada dia. Poderá aguardar vendas especiais, e poderá comprar gêneros alimentícios quando estiverem na época e custarem muito menos do que no resto do ano.
Uma lista de compras pode ser de grande ajuda. Os supermercados que anunciam itens a preços reduzidos, ou abaixo do custo, para atrair freguesas, esperam que compre bastantes outros itens para compensar os itens de preços reduzidos. Dá-se grande consideração a como atraí-la para comprar itens de preços aumentados enquanto está no supermercado.
Artigos empilhados bem alto, ou colocados nas pontas dos corredores, ou em mesas especiais no meio dos corredores, ou próximos das caixas, podem tentá-la a comprar itens que não constem de sua lista. Os donos dos supermercados sabem que as probabilidades de lucro dum supermercado dependem de seu êxito em estimular tais compras por impulso. Leland J. Gordon e Stewart M. Lee afirmam em Economics for Consumers (Economia Para Consumidores): “A tendência das consumidoras de comprar por impulso é explorada pelos vendedores, para seu proveito. A compra por impulso aumenta quando os homens fazem as compras, e sobe vertiginosamente quando os filhos os acompanham. Cônscia das armadilhas das compras por impulso, a compradora cuidadosa compra o que está em sua lista, e nada mais.”
Outros Meios de Economizar
Muitos artifícios são empregados pelos supermercados com as embalagens, e com alimentos já preparados. Outrora, quando se comprava um quilo de açúcar, ou de arroz, estes eram pesados na sua frente, e os levava para casa. Agora, vêm em embalagens, que podem ser enganosas. Algumas caixas grandes não estão totalmente cheias. Um frasco de creme de mãos foi projetado para parecer maior que o frasco da marca competidora que contém o dobro do produto. Uma embalagem talvez pareça oferecer-lhe mais, quando, em realidade, estará obtendo menos.
Uma solução simples é comparar as coisas. Leia o peso antes de comprar tal embalagem.
Legumes preparados são vendidos em embalagens convenientes, e queijos em fatias. Mas a pessoa paga — às vezes mais do que pensa — por tal conveniência. Os alimentos preparados não só custam mais; possuem menos valor nutritivo do que se espera. Suplementos, dilatadores e até mesmo água substituíram alguns dos nutrientes nos alimentos preparados.
A regra é simples: Quanto mais preparativos especiais forem feitos em seus alimentos, tanto menos provavelmente conseguirá em troca de seu dinheiro.
Como Proteger-se
O comprador cuidadoso leva a sério sua tarefa, e conseguirá o máximo possível pelo seu dinheiro. Na página 14 há uma lista de verificação de pontos básicos a lembrar, a fim de conseguir mais pelo que gasta.
Fazer tais coisas não reduzirá os preços, mas seu dinheiro esticará mais quando estiver cônscio de onde o emprega. E saberá que fez o que podia para não pagar mais do que era preciso.
[Foto na página 13]
“Marque um preço um pouco alto, de modo que na próxima semana possamos reduzi-lo para uma liquidação relâmpago.”
[Quadro na página 14]
Lista de Verificação do Comprador
□ Use uma lista de compras; evite comprar por impulso.
□ Pergunte-se: “Preciso realmente disto, ou será que o artigo que já possuo servirá quase tão bem?”
□ Tenha cuidado com o crédito “fácil”, e não pague taxas de financiamento a menos que haja real motivo para fazê-lo.
□ Cuidado com preços incrivelmente baixos, baixos, baixos.
□ Aguarde as vendas de fins de estação.
□ Leia com cuidado os anúncios nos jornais, e leve o anúncio ao fazer compras.
□ Nos itens embalados, leia os rótulos; compre pelo peso, e não pelo formato da embalagem.
□ Quando os produtos forem pesados na sua frente, observe a balança.
□ Observe a quantia que a caixa registra para cada item.
□ Acima de tudo, seja gentil. As pessoas que lhe servem também têm de pagar preços altos. Um sorriso abrilhanta o dia de cada pessoa.
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A religião e seu dinheiroDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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A religião e seu dinheiro
As pessoas doam muito dinheiro às causas religiosas. Nos Estados Unidos tais donativos atingem cerca de US$ 18 bilhões (Cr$ 990 bilhões) por ano.
Grande parte desse dinheiro, sem dúvida, é usado para os fins tencionados. Mas estão todos satisfeitos com o modo como são usadas suas contribuições aos grupos religiosos? Numa carta enviada ao “National Catholic Reporter” (Repórter Nacional Católico), certo senhor escreveu recentemente: “Desde quando era um jovem adolescente, tenho tido completa fé e confiança nestas organizações.” Mas “agora”, continuou, “minha fé e confiança foram abaladas”.
Este senhor ficou desiludido com os escândalos que envolviam fundos doados. Mencionou a Cidade dos Meninos do Padre Flanagan. Também os Padres Palotinos, que levantaram milhões de dólares por meio de maciços apelos por correspondência, para ajudar a crianças abandonadas e famintas em outros países. Mas o chefe dessa ordem monástica teve de declarar-se culpado, no tribunal, diante de “apropriação indébita e fraudulenta” dos fundos. Tal senhor também se referiu à investigação dos Padres Paulinos por terem alegadamente esbanjado até US$ 20 milhões num alto estilo de vida e péssimas aventuras com imóveis.
Os evangelistas protestantes utilizam apelos no rádio e na televisão para atrair anualmente muitos milhões de dólares, nos EUA, dos ouvintes de casa. Os evangelistas talvez ofereçam no programa um item religioso grátis de pequeno valor. Mas, “uma vez tenha escrito, seu nome é colocado no computador”, afirma a revista “Presbyterian Survey” (Pesquisa Presbiteriana), e será bombardeado de cartas que solicitam dinheiro.
Um ex-dirigente de programas de rádio dos Batistas do Sul explica que grande parte do dinheiro é usado para alugar mais horários de transmissão, a fim de se conseguir mais dinheiro para comprar mais horários de transmissão. E visto que os evangelistas estão “sob contínuo escrutínio por parte dos [agentes da receita federal] afirma, podem “criar uma universidade e colocar-se como presidente, [de modo que] possam pagar a si mesmos grandes somas sem o escrutínio da Receita Federal”.
É elogiável quando alguém contribui para ajudar outros. E, por certo, nem todo apelo é fraudulento. Mas, evidentemente, é sábio pensar duas vezes antes de contribuir, mesmo quando tal apelo é feito em nome da religião.
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Um livro que conta o que o futuro nos reservaDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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Um livro que conta o que o futuro nos reserva
PODE alguém predizer com exatidão o futuro? Alguns responderão com enfático Não! Apontam numerosos casos de erros e de patente fraude da parte de alguns que afirmaram ter poderes de predição.
Aos que recorreram a meios ocultistas foram ditas certas coisas sobre o futuro. Todavia, depois de fazerem planos baseados em tais predições, tais pessoas amiúde ficaram desapontadas.
Mesmo com toda a tecnologia do mundo moderno, os cientistas só podem fazer conjecturas calculadas sobre o futuro. A habilidade de dizer o que o futuro nos reserva, e fazê-lo com exatidão coerente, está além da capacidade humana.
Todavia, há um livro que predisse o futuro com exatidão. A História comprova sua exatidão. Jamais foi provado como estando errado. Tal livro é a Bíblia. Não indica isto que seu conteúdo tem de provir de uma fonte superior ao homem? Como evidência disto, considere algumas de suas profecias.
Uma das ‘Maravilhas do Mundo Antigo’ — Predita Sua Destruição
Há mais de 35 séculos, pequena nação no Oriente Médio situava-se no âmago das principais rotas comerciais terrestres entre o Leste e o Oeste. Edom, com sua capital, Petra, controlava grande fluxo de ricas cargas e viajantes. Petra situava-se no deserto, mas estava cercada de “montanhas inacessíveis”. Na cidade, esgueirando-se a 305 metros em linha reta, havia uma fortaleza montanhosa da qual, alegadamente, ‘um único homem poderia resistir contra um exército’.
Ao passo que a cidade gozava desta posição aparentemente invencível, os profetas bíblicos predisseram: “‘Ó tu que resides nos retiros do rochedo, . . . Ainda que construas alto o teu ninho, igual à águia, de lá te farei descer’, é a pronunciação de Jeová. ‘E Edom terá de tornar-se um assombro. . . . não morará ali nenhum homem.’” “De geração em geração será abrasada [um lugar ermo, desolado]; nunca jamais passará alguém por ela.” — Jer. 49:16-18; Isa. 34:5, 10.
Apesar de possuir as melhores defesas naturais de qualquer cidade do mundo, Petra foi capturada, e os edomitas restantes foram expulsos dali. Com o tempo, os edomitas desapareceram da história. Mas a terra não se tornou um lugar ermo, desolado, sem ‘morar ali nenhum homem’. Antes, os novos habitantes (os nabateus) elevaram Petra à sua potência máxima. Pedágios cobrados das ricas caravanas a encheram de grande riqueza. Esplêndidos prédios e arquitetura foram esculpidos na rocha de coloração rósea. A cidade se tornou uma das ‘maravilhas do mundo antigo’. Todavia, subitamente, as rotas comerciais mudaram de rumo, ninguém mais cruzou aquela terra, e a cidade morreu. A profecia bíblica de 1.000 anos provou-se veraz. Como declarou alguém que visitou as ruínas: “Gostaria que o cético se posicionasse como eu, entre as ruínas desta cidade situada entre as rochas, e ali abrisse o Livro sagrado e lesse as palavras do escritor inspirado, escritas quando este lugar desolado era uma das maiores cidades do mundo.”
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