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  • O que seus filhos enfrentam na escola
    Despertai! — 1974 | 8 de agosto
    • O que seus filhos enfrentam na escola

      EM ÉPOCAS passadas, a escola desempenhava importante parte no desenvolvimento moral da criança. Mas, a escola era muito mais, então, do que simples local de instrução em que os estudantes enchiam a mente de fatos.

      O primitivo filósofo estadunidense, Jonathan Edwards explicou que, em seus dias (no século dezoito), educação queria dizer “disciplina para os deveres da vida, disciplina para as leis morais naturais da vida, disciplina na regra do Grande Exemplo da vida”. Naquele tempo, o treinamento moral era considerado mais importante do que obter conhecimento.

      Hoje as coisas são bem diferentes. Poucos agora vão à escola para obter disciplina moral. Há uma atmosfera inteiramente diferente nas escolas hodiernas do que havia nas escolas de outrora. Como isto influi sobre seus filhos? O que enfrentam na escola hoje?

      Indiferença Para com o Estudo

      Um dos problemas que seu filho provavelmente enfrenta na escola hoje é a indiferença para com o estudo. Em seu livro School Discipline in an Age of Rebellion (Disciplina Escolar numa Era de Rebelião), Knute Larson explica que, talvez, o mais difícil problema que os professores enfrentem agora seja “o problema de garotos simplesmente ‘desligados’”. Perguntou a professora Bel Kaufman: “Como se vence a apatia? . . . Estas jovens são apáticas demais. Eu lhes pergunto o que gostariam de fazer: ofereço-lhes escolhas. Preferem antes ficar sentadas ali até terminar o período.” Descreve a situação nas escolas hodiernas como “ominosas” e “atemorizantes”.

      Por que tantos estudantes hoje são indiferentes para com seus deveres escolares? Um motivo é que algumas crianças adotam um conceito materialista de sua educação. Só se empenham nas matérias que acham que lhes trarão proveito material. Observa Knute Larson: “Tirante as experiências de aprendizagem diretamente relacionadas a empregos, muitos ginasianos consideram o inteiro currículo acadêmico como completa perda de tempo.”

      Outros jovens se recusam a estudar qualquer coisa. Têm a atitude de que ‘o mundo lhes deve o sustento’ e não vêem necessidade alguma de adquirir perícias a fim de sustentarem-se na vida posterior. Tais pessoas vão à escola apenas porque têm de ir ou a fim de fazer travessuras.

      Um dos tristes resultados da apatia para com os deveres escolares é que muitas crianças não aprendem a ler bem. Um artigo publicado no Morning News de Dallas, de 24 de junho de 1973, dizia: “Recentemente, nas cerimônias de formaturas por toda a cidade, de 500 a 1.000 dos 9.000 veteranos formandos de Dallas, segundo as estimativas oficiais, atravessaram palcos para receber diplomas que não saberiam ler.”

      Naturalmente, a má leitura talvez não aconteça unicamente por culpa da criança. Alguns métodos de ensinar a ler resultaram lamentavelmente inadequados e são alvos de ataques dos educadores. Recentemente, um estudante de São Francisco, EUA, moveu um processo de um milhão de dólares contra a cidade e o estado, porque se formou do ginásio sem saber ler adequadamente.

      Quão bem lê o seu filho? Como a atmosfera em sua escola o atinge? Visitou recentemente a escola dele e falou com seus professores? Mais importante: já conversou pessoalmente com ele sobre suas experiências na escola? Os filhos tiram proveito quando seus pais se interessam pelo que eles fazem.

      Atitude Para com a Autoridade

      Até anos recentes, as escolas muito fizeram para inculcar o respeito pela autoridade nos jovens. Mas, agora, muitas crianças não nutrem mais tal respeito. Certo educador dos EUA observou:

      “Ao passarmos para os anos 70, formidável rebelião dos jovens começou a descer das faculdades para nossas escolas secundárias.”

      Antigo diretor-assistente do Ginásio de Peoria, Illinois, teceu a seguinte comparação entre seus próprios dias escolares e o que se passa nas escolas hoje:

      “Sei que também havia algumas travessuras quando eu cursava a escola, mas, não era numa base organizada, para romper, depreciar ou acabar com a autoridade ou respeito do mestre como parece acontecer agora. . . . Tem havido decidida desvalorização na atitude de muitos estudantes. . . . A disciplina e os padrões parecem ter cessado. . . . [Era costume] quando eu entrava numa sala de aula, se houvesse um pouco de barulho, que este acabasse em questão de segundos. Eu era um símbolo de autoridade. Mas, não sou mais . . . eles não sentem respeito algum pela autoridade.”

      Isto não se dá porque os professores deixam de instruir os alunos a ter respeito pela autoridade. Mas, como a criança consegue reconciliar o que seu professor lhe diz com o que vê os adultos fazerem? Exemplificando: quando talvez veja seu próprio professor, a polícia, os bombeiros ou outros funcionários públicos entrarem em greve para obter maiores salários, em desafio a lei, será que o jovem não irá concluir que a rebelião é o único modo de se progredir?

      O desrespeito pela autoridade existe até mesmo na escola primária, hoje em dia. Por causa disto, certa professora se aposentou mais cedo. Explicou: “A linguagem que algumas [das crianças menores] usam é um negócio! Em alguns casos, é simplesmente inacreditável.” Um professor de ginásio que também se aposentou mais cedo disse: “Elas se lamentam um bocado sobre coisas como o código de vestimentas, e andam pelos corredores se parecendo a animais, . . . descalças e tudo o mais, . . . É absolutamente deprimente.”

      A rebelião contra a autoridade se espalha além da sala de aula, também. Os jovens amiúde desprezam a autoridade policial e governamental. Um jovem ginasiano de Nova Iorque declarou: “Os jovens vêem a polícia como perda de tempo. Se resolverem armar uma briga de bandos, os jovens acham que a polícia não tem nada que tentar apartá-los.” Quanto ao governo: “Muitos jovens acham que deveriam ser seus próprios regentes”, disse ele.

      Violência e Vandalismo

      Os jovens se acham sujeitos a pior influência nesta geração do que em qualquer período anterior. A cada dia, notícias falam da guerra e de as nações atingirem seus objetivos pela agressão e por outros meios escusos. As crianças gastam milhares de horas vendo programas de televisão que glorificam a violência, o crime e o sadismo. Os efeitos desta influência são vistos na conduta das crianças na escola.

      Noticiou The Register, do Condado de Orange, Califórnia, EUA: “Hoje em dia, os jornais que falam de ataques pelas costas, vandalismo, roubos à ponta de faca, agressões e estupro, referem-se não ao submundo, mas a nossas escolas, a nossos filhos.”

      Os jornais noticiam tiroteios e facadas nas salas e pátios escolares, estupros, até mesmo ataques de “vendeta” contra professores. A Comissão de Saúde e Educação do Conselho da Cidade de Nova Iorque relatou 5.700 grandes crimes, envolvendo tóxicos e incluindo estupros e agressões contra professores e estudantes em 1971. O relatório especial, intitulado “Vandalismo e violência” declara: “Ensinar na escola é duas vezes tão perigoso como trabalhar numa aciaria. . . . [Há] constante necessidade de se disciplinar alunos agressivos, o que, em algumas escolas, toma de 50 a 75% do tempo do professor.”

      Muitos vestiários escolares se tornaram mortíferos arsenais. Um estudante de Nova Iorque diz sobre seus colegas: “Praticamente todo o mundo em toda a escola carrega revólveres ou canivetes.” Declara um diretor de ginásio:

      “Passamos da descoberta de pistolas d’água e chicletes de bola nos vestiários para a erva [maconha], furadores de gelo e revólveres. Rapidamente desenvolve-se um ambiente de temor para o estudante que deseja ir à escola para aprender . . . Uns poucos aterrorizam a muitos.”

      O comportamento violento na escola não se limita aos ginásios e às faculdades. Até os bem jovens enfrentam isto.

      O vandalismo destrutivo confronta regularmente as crianças em idade escolar hoje. O relatório Vandalismo e Violência afirma: “Nos últimos anos, o vandalismo e a violência escolares, certa vez os sinais de alguns ‘rapazes ruins’ e ‘psicopatas’ destrutivos, assumiram a magnitude dum dilema nacional.”

      Em certas áreas, os estudantes enfrentam pressões de juntar-se a bandos. Declarou um ginasiano: “Se alguém parece ser forte, um bando o ‘convoca’. Primeiro de tudo o convidam a juntar-se a eles. Daí, mandam que o faça. Quer concorde ou não em juntar-se a eles, espancam-no.” O temor, junto com o desejo de ser aceito pelos colegas, faz com que muitos executem o que outros exigem.

      Tóxicos e Imoralidade Sexual

      Outra dificuldade que seus filhos provavelmente enfrentam na escola é o abuso de tóxicos. Em 1972, um relatório governamental de Sídnei, Austrália, revelou que “até 50.000 dos escolares da N[ova] G[ales] do S[ul] podem estar experimentando drogas fortes”. O relatório indicava que a 85 por cento dos veteranos da Nova Gales do Sul se ofereciam maconha ou outras drogas “fracas” nos ginásios. Uma agente secreta de narcóticos que declarou ter trabalhado mais de três anos nas escolas municipais de Nova Iorque, declarou: “Em geral, a escola é como um refúgio para as drogas. É alto negócio ali.” Afirmou que, em algumas escolas, 90 por cento dos estudantes usavam alguma espécie de tóxico. Até alguns professores foram presos por “atravessar” tóxicos para os estudantes.

      Certas escolas tomaram medidas para combater o abuso de tóxicos pelos estudantes. Mas, o problema dos tóxicos entre os jovens é tão amplo que seus filhos provavelmente o enfrentam de algum modo. Estarão preparados para resistir com êxito à tentação de provar tóxicos?

      O clima moral entre os jovens hodiernos talvez represente ainda outro problema para seus filhos enfrentarem na escola. Muitos professores e estudantes adotaram a chamada “nova moral”. É comum que adolescentes solteiros tenham relações sexuais hoje. Consideram isso simplesmente como ‘manter-se em dia com os tempos’.

      Palestras por demais explícitas de questões sexuais em classe amiúde impelem as mentes jovens na direção errada. Palestras escolares sobre o sexo amiúde se baseiam no ponto de vista pessoal do professor. Alguns professores aprovam, ou até mesmo encorajam, as relações sexuais entre solteiros, a homossexualidade, a masturbação e outras perversões sexuais. Certa menininha de oito anos voltou para casa, depois duma palestra assim na escola, e perguntou à mãe dela: “Quando é que posso começar à fazer tais coisas?”

      Naturalmente, alguns professores deploram a excessiva imoralidade praticada tão abertamente hoje. Nem todas as escolas apresentam as mesmas pressões. Mas, o que dizer da escola que seus filhos cursam? Sabe exatamente o que eles enfrentam na escola neste respeito? Como genitor, devia saber. O melhor meio de descobrir isso é conversar com eles sobre o assunto.

      O Currículo Escolar

      Jovens escolares talvez enfrentem uma variedade de outras dificuldades na escola. O próprio currículo escolar pode apresentar problemas. Para exemplificar: as crianças cuja religião difira da maioria dos seus colegas talvez encontrem costumes e práticas na escola que sejam incompatíveis com o que aprenderam em casa. Os que são criados segundo os princípios bíblicos talvez enfrentem problemas durante as épocas de feriados que sabem ser de origem pagã. Os professores às vezes esperam que a turma inteira participe em atividades relacionadas com tais feriados. Mas, algumas crianças não poderão fazer isto com a consciência limpa. Isto talvez até mesmo faça com que outros estudantes zombem delas e as tratem mal.

      O amplo ensino da evolução é outro problema. Amiúde, os cursos de biologia e história apresentam a evolução como fato. As folhas de prova podem receber notas quanto a se o estudante concorda com a evolução. Isto pode causar dificuldades aos que não aceitam esta teoria não-aprovada.

      Os currículos escolares podem até incluir a feitiçaria e outros assuntos ocultistas. O Prince George’s Sentinel, de Hyattsville, Maryland, noticiou o seguinte:

      “Os membros dos [Cidadãos a Favor das Escolas Comunitárias] planejam protestar contra a distribuição duma série de compêndios e guias para os professores que apresentam aos estudantes os princípios básicos da astrologia, quiromancia, adivinhação por dados, e feitiços e encantamentos medievais. . . . [Eles] planejam argumentar, contudo, que seus filhos nos primeiros ou nos últimos anos do ginásio do condado, já tomaram parte em sessões de ‘pôr feitiço’ e de ‘feitiçaria’ nas classes de inglês, além de fazerem composições sobre seus horóscopos ou signos do zodíaco. . . . Exige-se que os estudantes preparem redações criativas, por exemplo, sobre exercícios contidos num livro chamado ‘Manual do Adivinho da Sorte’, em que se acham incluídos capítulos sobre a grafologia, a astrologia e outras atividades ocultistas.”

      Deveras, seus filhos podem enfrentar graves problemas na escola hoje. A ampla apatia para com os deveres escolares e o desrespeito para com a autoridade podem influir adversamente em seu modo de pensar. O crime, a violência, e a desconsideração geral para com outras pessoas entre os jovens de hoje podem ter um efeito prejudicial sobre eles, também. Até mesmo o currículo de estudo talvez contenha assuntos que sejam prejudiciais. Pode-se fazer algo para contrabalançar estas influências? Como podem os pais ajudar seus filhos a enfrentar tais dificuldades na escola?

  • Como pode ajudar seus filhos?
    Despertai! — 1974 | 8 de agosto
    • Como pode ajudar seus filhos?

      COMO pode ajudar seus filhos a se tornar pessoas responsáveis, de moral íntegra? O que pode fazer a fim de prepará-los para resistir às pressões para a rebelião, violência, abuso de tóxicos, imoralidade e outros tipos de erros que enfrentam, quer na escola quer em outras partes? Como pode ajudar seus filhos a obter o máximo proveito de sua instrução, apesar das dificuldades?

      Considere uma observação do Dr. Lee Salk e de Rita Kramer no livro How to Raise a Human Being (Como Criar um Ser Humano): “A fim de poder aprender [na vida posterior], [a criança] já deve ter desenvolvido tanto a confiança como o domínio de si, o senso de que vale a pena tentar agradar a outros e a habilidade de não agir segundo cada impulso que tiver.” Assim, o treinamento inicial no lar é de vital importância para os filhos.

      Importante o Treinamento Inicial

      Ninguém sabe mais sobre a criação de filhos do que Jeová Deus. Em Provérbios 22:6, aconselha sua Palavra: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” “O caminho” a respeito do qual os jovens carecem de instrução e delineado na Bíblia.

      Através de suas páginas, podem ser ajudados a “conhecer” a Deus. Isto pode ter saudável efeito sobre eles, porque é por aprenderem as excelentes qualidades de Deus, e tudo que Ele tem feito pela humanidade, que os humanos criam amor a Ele e fervoroso desejo de ter a sua aprovação. Quer os pais forneçam ou não tal instrução saudável, o modo de pensar e os hábitos de seus filhos irão tomando forma. É evidência de discernimento e de amoroso interesse os pais ensinarem a seus filhos, até mesmo desde a infância, os modos de Jeová.

      É bem sabido que grande parte da indiferença dos jovens procede do fracasso de ver qualquer propósito real na vida. E quem é que devia estar, respondendo às suas perguntas sobre isto? Os pais. Por certo, alguns realmente tentam; empenham-se em dar-lhes boas normas pelas quais viver. Mas, quando os filhos aprendem que a maioria das pessoas, amiúde também seus pais, empenham-se em desonestidade e na imoralidade, freqüentemente rejeitam os ideais que classificam como simplesmente pertencendo a ‘outra geração’. Algo mais do que a opinião pessoal é necessário, a fim de ensinar eficazmente os próprios filhos. A Bíblia satisfaz essa necessidade, porque é a Palavra do Criador do gênero humano, a Fonte da vida. — 2 Tim. 3:16, 17.

      Naturalmente, não conseguirá usá-la para ajudar seus filhos se, pessoalmente, não crer em Deus nem na Bíblia. Os filhos não são tão facilmente tapeados. Se lhes mandar fazer algo, mas o leitor mesmo fizer o contrário, seus filhos logo notarão a hipocrisia. Assim, os pais têm pesada responsabilidade. Se quiserem proteger seus filhos do espírito interesseiro e materialista manifesto em tantos dos jovens atuais, precisam treiná-los nos princípios piedosos, tanto por palavras como pelo exemplo.

      O Papel da Disciplina

      Para que os filhos fiquem equipados a enfrentar as pressões da vida, a disciplina é vital. A Bíblia afirma sobre Deus: “Jeová disciplina aquele a quem ama.” (Heb. 12:6) As Escrituras também declaram: “Quem refreia a sua vara odeia seu filho; mas aquele que o ama está à procura dele com disciplina.” — Pro. 13:24.

      Será este um modo antiquado de encarar as coisas? Devem as pessoas considerar a disciplina no lar e na escola como dureza desnecessária? O Dr. Norman Henchey, da Universidade McGill, escreve: “A corrente sabedoria sustenta que a disciplina é uma invasão da liberdade, que somente por se dar liberdade podemos ensinar outros a ser livres. . . . Mas, a experiência e o senso comum nos ensinam diferente. . . . A indulgência não é a fonte da qual tiramos do domínio próprio.

      A disciplina firme e coerente é realmente indício a seus filhos de que os ama. Os jovens anseiam a disciplina e amiúde se comportarão mal se não a receberem. Os autores Salk e Kramer escrevem:

      “As crianças se sentem mais seguras e são mais produtivas num ambiente estruturado; isto já foi demonstrado pela pesquisa e confirmado pela experiência clinica. Uma atmosfera de completa liberdade parece conduzir aos sentimentos de insegurança e de vários tipos de comportamento de ‘testes’ provocativos.”

      A disciplina, amorosamente aplicada, ajudará seu filho de muitos modos. Ele se sentirá mais seguro, emocionalmente. Não ficará frustrado na vida posterior, quando as coisas não ‘saírem do seu jeito’, às vezes. E a disciplina ajudará seu filho a desenvolver um respeito já de início pela autoridade. Mas, a disciplina não’ significa simplesmente castigo.

      Ajuda Através da “Regulação Mental”

      As Escrituras, em Efésios 6:4 (NM, revisão de 1971), mostram o que precisa acompanhar a disciplina: “E vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” “Regulação mental” significa mais do que o simples treino do intelecto por se transmitirem fatos sobre Deus a seus filhos. O Theological Dictionary of the New Testament comenta sobre a forma verbal da palavra grega para regulação mental:

      “[Ela] descreve um efeito sobre a vontade e a disposição, e pressupõe uma oposição que tem de ser vencida. Procura corrigir a mente, acertar o que está errado, melhorar a atitude espiritual. . . . Não significa ‘punir’, mas, por meio da palavra . . . fazer com que o apelo à consciência moral se arraigue nos homens e os leve ao arrependimento e à vergonha, de, modo que o castigo seja supérfluo.”

      Assim, os pais devem fazer mais do que prover informações para seus filhos. Precisam fazer estrênuo esforço para assegurar que os princípios corretos atinjam os corações de seus filhos, que os jovens aceitem o que aprendem como sendo a verdade. (Pro. 4:23; Mat. 15:19; Luc. 6:45) Desta forma, os pais treinam, não só as mentes, mas também a “vontade e a disposição” de sua prole em justiça.

      Como podem os pais conseguir isto — educar seus filhos de tal maneira que realmente desejem obedecer? Devem falar a seus filhos com freqüência sobre Deus e os elevados princípios para a vida, que se acham contidos em sua Palavra. (Deu. 6:6, 7) A principal responsabilidade quanto a isto cabe ao pai. Quando isto pode ser feito?

      As refeições oferecem excelente oportunidade para uma conversa familiar descontraída. Desta forma, os pais podem chegar a saber o que seus filhos enfrentam na escola e quais são seus pontos de vista para com as atitudes insalubres que prevalecem entre os jovens de hoje. Os pais verificarão que alguns problemas podem ser esclarecidos por uma simples palestra. Mas, certos tópicos talvez exijam uma conversa mais extensa, a fim de moldar o modo de pensar de seus filhos na direção correta. Como podem os pais agir assim?

      Milhares de pais, em toda a terra, verificaram ser proveitoso realizar um estudo bíblico semanal com a família toda. Isto ajuda os membros da família a fortalecer sua relação com Jeová Deus e uns com os outros. Muitos pais acham sábio, de vez em quando, adaptar o assunto de seu estudo bíblico familiar às necessidades específicas dos membros da família.

      Talvez aconteça, por exemplo, que os colegas de escola de seu filho sejam bem indiferentes para com seus estudos, ou para com o trabalho em geral. Se assim for, talvez leiam juntos textos tais como 2 Tessalonicenses 3:10, Efésios 4:28 e Colossenses 3:23, que incentivam o trabalho árduo. Por comparação, poderia considerar Provérbios 10:4; 21:25 e 24:33, 34, onde Deus condena a preguiça. Destaque que está lendo a Palavra de Deus, e que se aplica tanto ao filho como ao próprio leitor.

      Se quer que seus filhos sejam bons trabalhadores, também tem de fazer sua parte por lhes dar coisas úteis a fazer no lar, enquanto ainda são jovens. O livro Como Criar um Ser Humano declara:

      “É vitalmente importante que os pais tenham presente, neste estágio do desenvolvimento duma criança, que ela tem de aprender a fazer as coisas por si mesma, muito embora talvez signifique mais trabalho para você naquele momento. . . . A evidência clínica sugere que muitas das crianças que mais tarde mostram grande dependência e indisposição de fazer as coisas por si mesmas foram condicionadas pela constante tendência dum genitor de fazer as coisas por elas.”

      Enfrenta seu filho um clima moral corrupto na escola? A Bíblia contém muitas informações que mostram o ponto de vista de Deus sobre o sexo. Por exemplo, a Palavra de Deus orienta: “Fugi da fornicação.” Também: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância [inclusive a ganância de prazer sensual], não sejam nem mesmo mencionadas entre vós.” (1 Cor. 6:18; Efé. 5:3) “Fornicação” significa todas as relações sexuais (inclusive o homossexualismo) fora do casamento. Ao invés: de encorajar a fornicação, 1 Coríntios 7:9 aconselha as pessoas não casadas que talvez tenham criado forte atração por alguém do sexo oposto: “Se não tiverem autodomínio, casem-se, pois é melhor casar-se do que estar inflamado de paixão.” Leia esta informação junto com seus filhos e então considere como reflete o amoroso interesse de Deus no bem-estar de seus servos. Mostre-lhes que protege da gravidez indesejada, das doenças venéreas e da espécie de conflito emocional que tem levado muitos jovens ao suicídio.

      Talvez reconheça o valor desta maneira de encarar o assunto de ajudar seus filhos, e ainda assim diga: ‘Eu jamais poderia fazê-lo. Não conheço a Bíblia o bastante.’ Bem, como é que as testemunhas de Jeová conseguem? São pessoas comuns, algumas das quais somente estudaram a Bíblia nos anos recentes.

      Usam publicações úteis, preparadas pela Sociedade Torre de Vigia, para este fim. Algumas delas foram escritas especialmente para crianças pequenas. Outra matéria se destina aos jovens com um pouco mais de idade. Os assuntos abrangidos incluem o uso errado de drogas, o espiritismo, o respeito pela pessoa e pela propriedade dos outros, a importância da veracidade, e muitos outros tópicos. Tudo isso se baseia no conselho encontrado na Palavra de Deus, e se destina a que os pais leiam e palestrem com seus filhos. Este tipo de informação ajuda seus filhos a obter um conceito saudável da vida e, ao mesmo tempo, aprendem a ler bem e a adquirir bons hábitos de estudo. Se estiver interessado em prover tal ajuda a seus filhos, as testemunhas de Jeová ficarão contentes de ajudá-lo, gratuitamente.

      Há outra coisa que os filhos precisam, além da instrução correta, contudo. O que é?

      Associação Edificante

      Há perigos que os jovens enfrentam por causa da atividade violenta e anárquica dos outros estudantes. Tais dificuldades não podem ser inteiramente evitadas. Mas, é proveitoso compreender que a maioria da atividade que poderia resultar em qualquer dano físico a uma criança ocorre fora da sala de aula. Os pais muito podem fazer no sentido de salvaguardar seus filhos por reduzir ao mínimo tal contato com crianças delinqüentes. Como?

      Primeiro de tudo, por assegurar-se de que sua casa seja um lugar para o qual os filhos queiram voltar depois das aulas, ao invés de ficar vadiando no pátio da escola ou nas ruas. Qual é a situação de sua casa? Quando seus filhos voltam das aulas, acha-se ali para saudá-los e está disposto a gastar tempo com eles? Sentem-se desejados — ou atrapalhando-o? Pela maneira em que cuida dos problemas que surgem, será que seus filhos compreendem que aprecia as pressões que eles enfrentam e realmente deseja ajudá-los, ou talvez concluam que seria melhor nem mencionar quaisquer dificuldades, se não desejam levar uma bronca? Faz questão de realizarem coisas interessantes como família, realmente apreciando a companhia uns dos outros? A saudável vida familiar é um fator principal em proteger seus filhos.

      Naturalmente, os jovens gostam de associar-se com outros de sua própria idade também. Onde pode encontrar o tipo de associação que verdadeiramente edifique seus filhos? As testemunhas de Jeová acham isto entre os jovens com os quais se familiarizam em seus Salões do Reino. Estes são jovens que cultivam respeito por Jeová Deus e sua Palavra. Freqüentam estas reuniões junto com seus pais, participam livremente, em base voluntária, e até mesmo recebem treino gratuito em proferir breves discursos sobre tópicos bíblicos à assistência. Como é que a instrução e a associação desta espécie influenciam sua vida?

      Não faz muito tempo, uma das testemunhas de Jeová recebeu a seguinte nota da professora de sua filha: “Isto não acontece com freqüência, uma professora poder escrever uma nota como esta, mas sua filhinha está bem perto de ser a senhorita mais bem comportada e de boas maneiras que eu já conheci, aqui ou em qualquer outra parte.” E, a respeito dos adolescentes e dos pais entre as testemunhas de Jeová, o Tribune de Albuquerque, EUA, disse: “A polícia não teve nenhum problema de os adolescentes das testemunhas de Jeová se empenharem em brigas, vandalismo e roubos. Os filhos das testemunhas de Jeová obedecem a seus pais. As testemunhas de Jeová não abdicam sua posição como pais. Acham-se no comando firme e amoroso de seus filhos. Não esperam que os professores

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