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Ensinar sexo nas escolas — será proveitoso ou perigoso?Despertai! — 1972 | 22 de julho
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Onde Reside Realmente o Problema
Será que o problema de gravidezes indesejadas, abortos, idéias pervertidas quanto ao sexo, deve realmente ser resolvido nas escolas? Aliás, que êxito têm tido as escolas em resolver outros graves problemas morais que envolvem a juventude? Será que seus cursos sobre civismo e boa cidadania conseguiram evitar ou amainar a onda crescente de viciados em entorpecentes, crimes e de violência entre os jovens? Assim, então, será que a ausência ou extensão limitada da educação sexual nas escolas é a verdadeira fonte do problema?
Lá em 1960, quando o Conselho Nacional das Mulheres teceu seu apêlo, disseram: “É nossa impressão que são demasiados os govens que não conseguem o apoio que deviam no lar ou na escola, e, por conseguinte, saem mundo afora despreparados e ignorantes.”
Obviamente, porém, o treinamento no lar antecede o treino escolar na vida da criança.
O anterior Ministro da Educação, K. Helveg Petersen, focaliza a verdadeira fonte do problema, pontificando: “A escola jamais conseguirá cumprir esta designação de modo plenamente satisfatório, porque, em primeiro e em último lugar, pertence ao lar.”
É lá que a Bíblia coloca a designação também. Quando um pai israelita considerava a lei mosaica com os filhos, como deveria fazer diariamente, segundo Deuteronômio 6:6-9, eles inevitavelmente recebiam muita educação sexual, como qualquer pessoa pode depreender por apenas ler tal Lei na Bíblia. Os pais — e não as pessoas de fora — davam tais instruções e respondiam às perguntas dos filhos. E, quando os filhos ouviam a lei sobre tais assuntos ser lida em público, os pais estavam presentes junto com eles. (Deu. 31:10-13) Os pais hodiernos que preferem permitir que as escolas cuidem desta tarefa não podem afirmar que têm o apoio bíblico. Fazem isso sob pena de grave risco.
O Que os Pais Podem Fazer
Os pais têm tremendas vantagens sobre outros em fornecer educação sexual aos filhos. Conhecem os filhos melhor do que ninguém. Sabem até que ponto estes se desenvolveram física, mental e emocionalmente. E, inconscientemente, os pais naturalmente mostram superior consideração para com seus filhos ao lhes dar ajuda individual, segundo as necessidades de cada filho e suas circunstâncias.
O que podem fazer os pais quando as autoridades compelem os filhos a receber instrução sexual na escola? Podem regularmente perguntar ao filho o que se lhe está sendo ensinado, bem como descobrir o que ele ouviu de colegas e de outros sobre o assunto. Daí, por meio de uma palestra franca e honesta, os pais podem suprir ao filho informações adicionais, saudáveis e prestimosas. Podem corrigir e contrabalançar idéias erradas e fortalecer a determinação do seu filho e seu desejo de seguir a norma bíblica e cristã da conduta correta, destarte buscando a bênção de Deus.
Neste caso, naturalmente, mais vale prevenir do que curar. Os pais devem cuidar de não permitir que as escolas assumam a iniciativa em vários pontos de instrução sexual. Na Dinamarca, a opinião sobre a qual se baseou a lei diz que os pais devem estar informados quanto a como a educação sexual será ministrada e em que idade as diferentes características do assunto serão apresentadas. Caso as escolas deixem de obedecer a isto, os pais poderão consultar os professores para obter deles tais informações. Podem então preparar seus filhos de antemão, de modo que os filhos já tenham o ponto de vista bíblico saudável em suas mentes, quando as escolas começarem a considerar certos pontos. Em países como a Dinamarca, os pais precisam começar a fazer isto até mesmo antes que seu filho comece a cursar o primeiro ano escolar.
E, muito embora os governos imponham a educação sexual obrigatória, os pais ainda podem conversar com as autoridades escolares e deixar que saibam de sua preocupação quanto às questões morais que talvez surjam. Podem expressar sua desaprovação se os professores encorajarem a conduta sexualmente devassa. Alguns pais dinamarqueses autorizaram seus filhos para solicitar permissão de deixar a sala de aula se a palestra sobre o sexo se tornar depravada. No entanto, em vista da curiosidade natural das crianças e dos jovens, alguns pais talvez sintam que isto é esperar muita coisa de seus filhos. Em algumas partes do mundo, os pais que possam fazer isso preferem fornecer instrução escolar em particular, em casa, como por meio de cursos de correspondência ou outros meios aprovados por lei. Consideram qualquer despesa extra envolvida como sendo pequena em comparação com o bem-estar espiritual de seus filhos.
É óbvio que a implementação de tal nova lei, como a que foi promulgada na Dinamarca, envolve perigos implícitos. Mas, o maior perigo já existia antes de ser promulgada a nova lei: a indiferença de tantos pais que aceitam a idéia de que os ‘peritos’ sabem mais e que eles próprios não têm a habilidade de fornecer instrução sexual adequada e completa aos filhos.
Com base em sua própria experiência, o psicólogo infantil Svend Heinild expressa a convicção de que os problemas dos jovens não são devidos tanto a uma falta de informação quanto o são a uma sorte de subnutrição espiritual e emocional. (Politiken, 16 de agosto de 1970) Os pais cristãos que genuinamente amam seus filhos se certificarão de que isto jamais aconteça com seus filhos. Sabem que seu direito e sua responsabilidade que lhes foram dados por Deus é de aconselhar e de instruir seus filhos em todas as facetas da vida. Estão dispostos a dedicar o tempo, os pensamentos e o esforço necessários a proteger seus filhos das más influências morais.
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Problema demográficoDespertai! — 1972 | 22 de julho
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Problema demográfico
☒ Certo especialista em matemática demográfica usou o México para ilustrar o que via como sombrias perspectivas no tocante ao problema demográfico. No artigo “Os Números e a Distribuição da Humanidade”, escreveu: “A taxa de crescimento do México duplicará seus atuais 50 milhões em cerca de 21 anos; a quadruplicará em 42 anos; a multiplicará por 8 em 63 anos. Assim, se tal passo continuar, a criança nascida agora ainda não se terá aposentado da vida ativa antes que o México tenha 400 milhões de pessoas.” Tais estimativas, porém, despercebem a sólida evidência bíblica de que, em breve, Deus irá intervir nos assuntos humanos.
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