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  • Permita-lhes ouvir o outro lado
    Despertai! — 1971 | 8 de março
    • Permita-lhes ouvir o outro lado

      COM freqüência há dois lados duma questão. Ao passo que talvez concorde com um dos lados, dispõe-se a ouvir o outro?

      Ouvir o outro lado de uma questão é o proceder sábio. Por um lado, aumenta o conhecimento do assunto sob discussão. Também ajuda a pessoa a entender o ponto de vista de outrem. E, ainda mais importante, é não raro uma boa forma de chegar a verdades básicas.

      Uma das muitas áreas em que há necessidade de se ouvir o outro lado se acha no campo da ciência. Seria míope pensar que, atualmente, nenhuma teoria científica precisa mais ser examinada. Ora, havia teorias aceitas há apenas alguns anos atrás que hoje são rejeitadas.

      Esta disposição de ouvir o outro lado é muitíssimo necessária com respeito à teoria da evolução. Nas escolas estadunidenses, por exemplo, ensina-se usualmente a evolução sem qualquer menção de outras explanações possíveis para a presença do homem na terra. Conforme C. P. Martin, evolucionista da Universidade McGill, disse a respeito de muitos estudantes que observou: “Não se dá que estejam cônscios das dificuldades [da teoria da evolução] . . . e as consideram de pouco peso ou importância; jamais ouviram falar nelas e ficam atônitos com a simples possibilidade de a teoria aceita ser criticada.”

      Desequilíbrio no Assunto

      Em certa ocasião, várias leis proibiam o ensino da evolução nas escolas. Mas, muitos educadores consideravam isso como tirânico. Achavam que se devia permitir que apresentassem a evidência a favor da evolução. Por isso, tomaram-se medidas legais para revogar tais leis. Agora se pode ensinar a evolução nas escolas.

      Entretanto, em grande parte, a situação é a mesma — tirânica. Como assim? No sentido de que os promotores da evolução agora não raro tentam proibir qualquer outro ensino sobre o assunto da origem do homem.

      Será tal atitude realmente científica? Será justa? Promove a verdadeira educação saturar os estudantes com apenas uma idéia quanto à origem do homem, quando muitos cientistas admitem que a evidência não é de jeito nenhum conclusiva, mas é primariamente conjetural? Por que não deixar que os estudantes ouçam a evidência científica a favor da criação do homem como sendo separado e distinto dos animais? A investigação dos fatos de ambos os lados significa verdadeira educação em tal assunto.

      Quão necessário é este tipo de equilíbrio se pode depreender das observações de certo diretor duma escola, que disse: “Como sabe, dispomos duma biblioteca de mais de 10.000 livros, mas nem sequer um deles fornece o outro lado da teoria da evolução.” Vendo este desequilíbrio, aceitou informações que forneciam o outro lado.

      Outros Preocupados

      Muitos pais e educadores se preocupam com tal desequilíbrio. Consideram ser tirania educacional ensinar teorias não provadas, contra as quais não se toleram quaisquer outras idéias.

      Nem é esta uma questão de advogar certa religião na sala de aula. Se apresentar evidência científica a favor da evolução não é considerado objetável, então, por que apresentar evidência científica contra ela devia ser considerado tal?

      Alguns educadores tomam medidas para trazer maior equilíbrio a esta questão. Por exemplo, dois membros duma junta estadual da Califórnia, EUA, designados a rever a educação protestaram quando notaram que apenas o ensino evolucionário foi recomendado com respeito à origem do homem. Os Drs. John R. Ford e Thomas G. Harward declararam que o ensino da evolução só devia ser apresentado como teoria, observando que há outras, tais como a da criação. Propuseram que ambos os lados da questão fossem apresentados, de modo que os estudantes pudessem fazer suas próprias escolhas.

      Em sua decisão, a junta de dez membros da Califórnia votou unanimemente revisar o arcabouço científico das escolas públicas para mostrar que “toda evidência científica até à data, concernente à origem da vida, subentende um dualismo, ou a necessidade de se usar diversas teorias para explicar plenamente as relações entre pontos de dados estabelecidos”. A junta acrescentou: “A ciência postulou independentemente várias teorias da criação.”

      Max Rafferty, superintendente das escolas estaduais na Califórnia, disse que ambos os lados da questão com respeito à origem do homem deviam ser apresentados aos estudantes.

      Bem-Vindos Para Considerar o Outro Lado

      Neste respeito, vários educadores acolheram oradores convidados dentre as testemunhas de Jeová a suas salas de aula, a fim de considerarem o outro lado. Representantes locais, ou estudantes que são eles próprios testemunhas de Jeová, são convidados a considerar o assunto com outros estudantes. Tais palestras se provaram muito educativas e têm sido apreciadas tanto pelos professores como pelos estudantes.

      Em certa escola de Pueblo, Colorado, EUA, o professor permitiu que um estudante que é testemunha de Jeová considerasse a evolução durante o inteiro período da aula. Todo estudante participou. Numa escola católica, em College Point, Nova Iorque, um orador convidado, uma das testemunhas de Jeová, obteve vários períodos de aulas para considerar o outro lado da evolução. Depois disso, grupos de estudantes se reuniam para outras perguntas. Tornou-se óbvio através de suas muitas perguntas sinceras que ouvirem o outro lado estimulara suas idéias sobre o assunto.

      Um professor na Universidade da Califórnia em Santa Cruz disse: “Sou professor de ciência. Ensino a ciência com respeito aos princípios do raciocínio válido e da lógica. Examinamos a teoria da evolução de Darwin, uma por Ingersoll, e duas ou três outras publicações sobre a evolução, e nelas não encontramos absolutamente nenhuma partícula de evidência ou de raciocínio lógico.” Pediu que as testemunhas de Jeová falassem à sua turma e também aceitou para ser usada pelos seus estudantes a publicação Veio o Homem a Existir por Evolução ou por Criação?, uma consideração documentada de 192 páginas de informações científicas sobre a evolução que também fornece o outro lado.

      Ao solicitar a mesma publicação para seus estudantes, um professor-associado da cadeira de biologia numa faculdade em Fredonia, Nova Iorque, disse: “Gosto de dar a meus estudantes uma oportunidade de avaliar ambos os lados duma questão.” Outro professor de uma faculdade em Chicago que fez a mesma coisa, declarou. “Espera-se que eu ensine a arte da argumentação lógica e que faça que os estudantes fiquem cônscios de que muitos argumentos aparentemente lógicos se baseiam bem amiúde em preconceito. Achando que não se pode obter a verdade a menos que sejam ouvidos ambos os lados do argumento, mencionei este livro às minhas turmas e recomendei-o para aqueles que se preocupam com a verdade. Para minha surpresa, a resposta foi tremenda.”

      Se for um educador, as testemunhas de Jeová se sentirão felizes de fazer arranjos para um orador convidado ou para lhe tornar disponíveis informações impressas que mostram, do ponto de vista científico, qual é o outro lado a respeito da teoria da evolução. A verdade não raro se torna mais evidente quando são ouvidos ambos os lados do argumento. Assim, por que não permite que os estudantes ouçam o outro lado?

  • O que se passa na escola dominical?
    Despertai! — 1971 | 8 de março
    • O que se passa na escola dominical?

      EM MUITAS organizações eclesiásticas através do mundo, milhões de pessoas freqüentam o que é chamado de escola dominical.

      Relatou-se que, nos EUA apenas, cerca de 20.000.000 de garotos e mocinhas, das idades de três a doze anos, cursam as escolas dominicais de 223 denominações protestantes. Há também classes da escola dominical para grupos adultos de todas as idades.

      O potencial para o bem da escola dominical é elevado, visto que se diz que tantas pessoas a freqüentam. Se tal amplo segmento da população, jovens e idosos, pudessem aprender corretamente os sólidos princípios bíblicos, apoiados por saudável vida familiar, o tom moral de qualquer nação poderia ser soerguido. Mas, estão as escolas dominicais produzindo tais bons frutos?

      Problemas

      Os clérigos e os pais concordam unanimes que a escola dominical encara muitos problemas. Num dos primeiros lugares da lista se acha o desapontamento com os resultados.

      O desapontamento com os resultados, ou o produto final, é atribuível, em parte, aos motivos que influem nos pais para mandar seus filhos à escola dominical. Muitos pais acham que a escola dominical é um atalho fácil e popular para a educação religiosa dos jovens, aliviando-os dessa responsabilidade.

      Há os que afirmam que tal motivo é até mesmo ultrapassado pelo desejo parental de uma boa condição social. A revista Redbook declarou: “Nas áreas dos subúrbios chiques, em especial, os pais tendem a juntar-se às igrejas e a enviar seus filhos à escola dominical para ajustar-se às figuras mais significativas da comunidade. Tais pais têm pouco interesse no que é ensinado — e por que e por quem — ou em tomar parte eles próprios.”

      Com tal interesse limitado na condição espiritual dos filhos, o produto final não é difícil de predizer. Numa lista que atinge milhões de jovens, verifica-se que sua atmosfera moral não é nada melhor do que a de um número igual de jovens da vizinhança que jamais viram por dentro uma escola dominical.

      A principal razão atribuível a tal resultado desapontador é a falta de disposição dos pais em participar junto com seus filhos no treinamento religioso ou de apoiá-los com uma atmosfera cristã no lar. Assim, mais cedo ou mais tarde, os jovens concluem que, visto que seus pais não têm nenhum interesse real no treinamento religioso, por que deveriam eles ter?

      Quem Ensinará?

      Um dos problemas que tem levado a tais resultados desapontadores é a aptidão dos que ensinam nas escolas dominicais.

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