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Ramo, RenovoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Deus. Promete-se Jesus Cristo como o justo “renovo” suscitado de Davi. Este “renovo” executará a retidão e a justiça. (Jer. 23:5; 33:15; compare com Isaías 53:2; Revelação 22:16.) Ele é também chamado de renovo e de rebentão de Jessé, pai de Davi. — Isa. 11:1.
O fim da dinastia dos reis de Babilônia foi representado por assemelhá-lo a um “rebentão detestado”, lançado fora e não merecendo enterro. — Isa. 14:19.
Assim como Jeová, o Criador, faz com que cresçam renovos nas plantas do jardim e nas árvores, assim também “renovo”, “ramo”, e os termos similares, acham-se associados à prosperidade, ao aumento, e às bênçãos de Jeová. (Isa. 4:2; 60:21, 22; Jó 29:19) Ele promete que “os justos florescerão como a folhagem [“um ramo”, AV; “folhas verdes”, BP]”. — Pro. 11:28.
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Ramote-gileadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RAMOTE-GILEADE
[altura de Gileade (monte de testemunho)]. Cidade estratégica, situada no território de Gade, a E do Jordão. A cidade também era chamada pela forma abreviada de Ramá. (2 Reis 8:28, 29; 2 Crô. 22:5, 6) Era uma das cidades dos levitas, daquele lado do rio (1 Crô. 6:80), e foi escolhida como uma das cidades de refúgio. (Deut. 4:43; Jos. 20:8; 21:38) Salomão designou um preposto em Ramote-Gileade, a fim de cuidar das provisões de alimentos para o rei, provenientes das cidades de Gileade e Basã. — 1 Reis 4:7, 13.
Quando, depois da divisão do reino, a Síria lançou ataques contra Israel, Ramote-Gileade desempenhou importante papel na história israelita, evidentemente sendo uma espécie de chave de acesso ao território a E do Jordão. Em certo ponto, os sírios tomaram a cidade. Apesar da promessa de Ben-Hadade II de devolver as cidades israelitas que haviam sido tomadas anteriormente, pelo visto Ramote-Gileade não foi devolvida. (1 Reis 20:34) Assim, Acabe, de Israel, tentou recuperá-la, com a ajuda do Rei Jeosafá, de Judá. Tal esforço, contra os conselhos de Micaías, resultou na morte de Acabe. — 1 Reis 22:13-38.
Jeorão, filho de Acabe, junto com Acazias, de Judá, também combateu os sírios em Ramote-Gileade. Afirma 2 Reis 9:14: “Tinha acontecido que o próprio Jeorão ficara de guarda em Ramote-Gileade, . . . por causa de Hazael, rei da Síria.” Assim, pode ter acontecido que Jeorão tivesse tomado anteriormente a cidade, e a estivesse defendendo (e não a atacando), quando Acazias se juntou a ele na luta contra Hazael. Nessa luta, Jeorão foi ferido e se retirou para Jezreel, a fim de se recuperar. Em Ramote-Gileade, o ajudante de Eliseu ungiu Jeú, o chefe militar, para ser o seguinte rei. — 2 Reis 8:25 a 9:14; 2 Crô. 22:5-8.
Não se tem certeza quanto à localização exata de Ramote-Gileade. Um dos muitos locais sugeridos é Tel er-Ramith, c. 48 km a SE da ponta S do mar da Galiléia. O nome deste tel poderia ter-se derivado do nome Ramote-Gileade. Acha-se situado numa colina que dá para uma planície, o que concorda com o significado de Ramote (“altura”). Tal localização teria sido apropriada para um preposto responsável por Gileade e Basã. — 1 Reis 4:13.
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Ramsés, RamessésAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RAMSÉS, RAMESSÉS
[Rá (o deus-sol) o gerou]. Quando a família de Jacó se mudou para o Egito, foi-lhe designada como moradia a “terra de Ramessés”. (Gên. 47:11) Visto que, em outras partes, são mencionados como residindo na terra de Gósen, parece que Ramessés era um distrito de Gósen, ou era outro nome de Gósen. (Gên. 47:6) Posteriormente, os israelitas foram escravizados e obrigados a construir cidades “como lugares de armazenagem para Faraó, a saber, Pitom e Ramsés [o ponto vocálico neste caso diferindo ligeiramente do de “Ramessés”]”. (Êxo. 1:11) Muitos peritos sugerem que Ramsés era assim denominada por causa do distrito de Ramessés, em que eles presumem que Ramsés se achava localizada.
Quando se iniciou o Êxodo do Egito, Ramessés é fornecida como ponto de partida. A maioria dos peritos acham que se tem presente aqui a cidade, sendo talvez o ponto de encontro para os israelitas ajuntados de várias partes de Gósen. Ramessés, porém, pode referir-se neste caso a um distrito, e pode ser que os israelitas tenham partido de todas as partes desse distrito, convergindo para Sucote como o local de encontro. — Núm. 33:3-5.
A localização exata deste ponto de partida, se se trata duma cidade, em vez de um distrito, é muitíssimo incerta. Os peritos modernos identificam Ramessés com a cidade chamada de Per-Ramsés (Casa de Ramsés), nos registros egípcios, sendo situada por alguns em San el-Hagar, no canto NE do delta, e, por outros, em Qantir, c. 18 km ao S. Mas esta identificação repousa sobre a teoria de que Ramsés II era o Faraó do Êxodo. Tal teoria, por sua vez, se baseia em inscrições de Ramsés II, que fornecem sua pretensão de ter construído a cidade que leva seu nome (Per-Ramsés), utilizando o trabalho escravo. Existem poucos motivos, contudo, para se crer que Ramsés II foi o governante da época do Êxodo, uma vez que seu governo não deve datar, provavelmente, de muito antes do século XIII AEC, ou entre 200 e 300 anos após o Êxodo (1513 AEC). A Ramessés bíblica começou a ser construída antes do nascimento de Moisés, assim, mais de 80 anos antes do Êxodo. (Êxo. 1:11, 15, 16, 22; 2:1-3) Ademais, sustenta-se que Per-Ramsés era a capital nos dias de Ramsés II, ao passo que a bíblica Ramessés era apenas um ‘lugar de armazenagem’. Aceita-se, em geral, que Ramsés II era culpado de assumir o crédito por certas consecuções de seus predecessores, e isto suscita a possibilidade de que, no máximo, ele apenas reconstruiu ou ampliou Per-Ramsés. Além disso, o nome Ramessés estava patentemente em uso já mesmo na época de José (no século XVIII AEC); assim, não existem motivos para se presumir que sua aplicação (na forma Ramsés), como nome duma cidade, fosse exclusividade do tempo de Ramsés II. (Gên. 47:11) O seu próprio significado, também, torna provável que tenha sido popular entre os egípcios já desde os tempos antigos. Já no reinado de Ramsés II havia diversas cidadezinhas que tinham tal nome. D. B. Redford afirma: “A bíblica Ramsés e a capital Pr R‘-ms-sw [Per-Ramsés], além do nome pessoal, não parecem ter nada em comum. Devido à completa falta de evidência corroborativa, é absolutamente essencial que se exerça cautela em igualar as duas.” — Vetus Testamentum (Antigo Testamento), out. de 1963, p. 410.
Frente à falta de informações fidedignas, só se pode dizer que Ramessés não distava muito, provavelmente, da capital egípcia na época do Êxodo. Isto permitiria que Moisés tivesse estado no palácio do Faraó na noite da décima praga e, antes do fim do dia seguinte, começasse a conduzir o povo de Israel em sua marcha para fora do Egito. (Êxo. 12:31-42; Núm. 33:1-5) Caso a capital estivesse então em Mênfis, cidade que deteve esta posição durante muitos séculos, isto explicaria a tradição judaica, expressa pelo antigo historiador, Josefo, de que a marcha do Êxodo (tendo a Ramessés como ponto de partida), começou da vizinhança de Mênfis.
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RaposaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RAPOSA
[Heb. , shu‘ál; gr. , alópex], Animal canídeo, que se distingue por seu focinho pontudo, suas orelhas triangulares grandes e eretas, e sua basta cauda. A raposa é bem conhecida por sua astúcia, e foi, talvez, com referência a esta característica que Jesus Cristo mencionou o Rei Herodes como ‘aquela raposa’. (Luc. 13:32) Para enganar seus inimigos, a raposa depende mais da sua esperteza do que da rapidez, embora, numa curta distância, tem-se relatado que tal animal consegue atingir uma velocidade de mais de 72 km por hora.
Os hodiernos naturais da Síria e da Palestina nem sempre distinguem o chacal da raposa, e muitos peritos acreditam que o designativo hebraico shu‘ál provavelmente inclua tanto a raposa como o chacal. Diversos tradutores da Bíblia verteram shu‘ál como “chacal” em algumas de suas ocorrências.
Jesus Cristo, ao prevenir um homem desejoso de segui-lo, trouxe à atenção o fato de que as raposas tinham covis, ao passo que o Filho do homem não tinha onde reclinar a cabeça. (Mat. 8:20; Luc. 9:58) A menos que as raposas utilizem uma greta natural, ou o buraco abandonado ou usurpado de outro animal, elas comumente cavam buracos no solo para formar seus covis. É possível que este escavar característico tenha fornecido à raposa o seu nome hebraico, shu‘ál, designativo que tem sido vinculado com uma raiz que significa “cavar”.
O naturalista do século XVIII, Hasselquist, fez a comunicação de que, na vizinhança de Belém e em outras partes, tomaram-se medidas para impedir a incursão de raposas nos vinhedos, quando as uvas estavam maduras. (Cân. 2:15) Muitos julgam que se tem presente o chacal, no Salmo 63:10 (ALA; IBB; SPV; 63:11, BV; IS; PIB; 62:11, CBC; MB), onde se faz referência a raposas obterem uma parte dos que foram mortos. A tradução “raposas”, contudo, não é inapropriada, quando se considera que as raposas também se alimentam de carniça.
[Foto na página 1392]
A raposa, conhecida por sua astúcia.
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RaptoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RAPTO
Apoderar-se, levar embora e deter uma pessoa contra a sua vontade, por meio de força ilícita, fraude, ou intimidação. (1 Tim. 1:8-11) O rapto, sob a Lei mosaica, era um crime que incorria na pena capital. Caso uma pessoa roubasse ou raptasse um homem e o vendesse, ou se o indivíduo raptado fosse encontrado com ele, o raptor devia ser morto. (Êxo. 21:16; Deut. 24:7) Antes de esta lei ser dada a Israel, José, filho de Jacó, fora vendido como escravo, e fora vítima dum rapto. (Gên. 37:27, 28; 40:15) Deus transformou mais tarde esta medida numa bênção para José, no Egito, e este perdoou seus irmãos pela ação iníqua deles. — Gên. 45:4, 5.
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RaquelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RAQUEL
[ovelha]. Filha de Labão, a irmã mais moça de Léia, e uma prima em primeiro grau de Jacó, e sua esposa preferida. (Gên. 29:10, 16, 30) Jacó fugiu de seu irmão Esaú, que mostrava tendência assassina, em 1781 AEC, indo para Harã, em Padã-Arã, na “terra dos orientais”. (Gên. 28:5; 29:1) Raquel,
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