BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Alegrias, provas e bênçãos no serviço de nosso Deus
    A Sentinela — 1968 | 1.° de fevereiro
    • bondade imerecida em permitir-nos continuar como seus servos, e de testemunhar a ampla expansão de sua obra de pregação do Reino em toda a terra. É também fonte de profunda satisfação olhar atrás, para o tempo da juventude e poder dizer que temos dado ouvidos ao sábio conselho: “Lembra-te, agora, do teu grandioso Criador nos dias da tua mocidade.” — Ecl. 12:1.

  • O juiz Eúde — engenhoso e valente em favor da causa de Jeová
    A Sentinela — 1968 | 1.° de fevereiro
    • O juiz Eúde — engenhoso e valente em favor da causa de Jeová

      NÃO é sem boa razão que as Escrituras assemelham o povo de Deus a ovelhas. As ovelhas precisam ser guiadas, ser protegidas e alimentadas. Quando o povo de Israel se tornou a nação de Jeová, Deus proveu um pastor para ele na pessoa de Moisés, que o conduziu, protegeu e alimentou durante quarenta anos. Depois da morte de Moisés, Josué continuou fazendo isto.

      Depois da morte de Josué e dos homens mais idosos de seus dias, os israelitas continuaram a desviar-se da pura adoração de Jeová, razão pela qual Ele lhes permitiu ficarem oprimidos pelas nações pagãs circunvizinhas, até que caíram em si. Por causa de tais condições, surgiu a necessidade de pastores para servirem quais “juízes” e “salvadores”, assim como lemos: “Quando Jeová lhes suscitava juízes, Jeová provava estar com o juiz e ele os salvava da mão de seus inimigos durante todos os dias do juiz, pois Jeová sentia lástima pelos seus gemidos, por causa dos opressores deles.” — Juí. 2:18; Nee. 9:27.

      Eúde foi o segundo de tais juízes, mas o primeiro a respeito do qual temos um relato pormenorizado, comparativamente. É lembrado, em geral, por aqueles que estão a par de suas Bíblias, como o benjamita canhoto que matou um dos opressores de Israel por meio dum estratagema e livrou seu povo do jugo de tal pessoa. No entanto, há muito mais a ser dito em favor de Eúde do que isso.

      Eúde aparentemente ministrava a justiça em Israel por longo tempo, em que manteve sua nação tanto fiel como leal a Jeová Deus e livre da guerra. Conforme reza o Registro inspirado: “Assim foi subjugado Moabe naquele dia debaixo da mão de Israel: e a terra sossegou oitenta anos. Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que parecia mal aos olhos do Senhor [Jeová] depois de falecer Eúde.” — Juí. 3:30; 4:1, Al.

      Foi quando “os filhos de Israel passaram a fazer o que era mau aos olhos de Jeová” que “Jeová permitiu que Eglom, o rei de Moabe, se tornasse forte contra Israel”. Eglom, por meio duma aliança com Amom e Ameleque, pôde subjugar os israelitas, depois do que oprimiu-os por dezoito anos. — Juí. 3:12-14.

      Daí, os “filhos de Israel começaram a invocar a Jeová, pedindo ajuda” e assim “Jeová lhes suscitou um salvador, Eúde, o filho de Gera, um benjamita, homem canhoto”. (Juí. 3:15) Ao passo que a palavra hebraica para canhoto aqui simplesmente significa incapaz de fazer uso natural da mão direita, mediante o registro bíblico torna-se claro que Eúde era perito em usar a esquerda. A respeito da tribo de Benjamim, lemos que, em certa ocasião, havia entre eles “setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais todos atiravam com a funda uma pedra a um cabelo, e não erravam”. A Versão dos Setenta diz que eram ambidestros. Mais tarde, outros benjamitas notáveis por serem ambidestros são mencionados como pertencendo ao exército de Davi. Diz-se que “usavam da mão direita e esquerda em atirar pedras e em despedir frechas com o arco”. — Juí. 20:16; 1 Crô. 12:2, Al.

      ESTRATÉGIA DE EÚDE

      Jeová Deus, tendo suscitado Eúde com o fim de libertar o seu povo, certamente poria Seu espírito sobre ele. Sem dúvida ativaria sua mente, bem como forteleceria seu coração para a obra que Deus lhe dera. Por um lado, deu-lhe visão para ver que poderia lançar um golpe decisivo em favor da liberdade de seu povo, Israel, simplesmente por eliminar o próprio Rei Eglom; e, também, como poderia fazer isso com êxito e conseguir fugir.

      Primeiro de tudo, precisava de uma arma especialmente apropriada para tal fim. E, assim, fabricou uma, uma espada afiada de dois gumes ou punhal de um cúbito ou cerca de 46 centímetros de comprimento. Ele poderia esconder facilmente tal arma sob as dobras de sua longa veste solta, que era o que os homens usavam nos seus dias. Ali, não levantaria suspeitas, e, todavia, poderia rapidamente sacá-la dali com sua destra esquerda.

      Importante também para o êxito de sua estratégia era que Eúde escolhesse o tempo e a ocasião corretos. Escolheu o tempo em que Israel deveria levar o tributo ao Rei Eglom, e Eúde fez questão de encabeçar a delegação que o levasse. É bem provável que a delegação fosse bem grande, visto que era costumeiro levar o tributo em forma dos produtos da terra. Naturalmente, o recebimento de tal tributo pôs o Rei Eglom com boa disposição e o tornou bem favoravelmente disposto para com Eúde.

      Depois de apresentar o tributo, Eúde e os que estavam com ele iniciaram a viagem de volta; e, ao chegar às colunas de pedra ou imagens de escultura em Gilgal, mandou que os demais seguissem caminho, ao passo que voltou ao Rei Eglom. Para o assunto que tinha a cuidar agora os outros seriam um obstáculo, pois não só poderiam suscitar suspeitas, mas a fuga seria mais difícil para um grupo do que para apenas um homem. — Juí. 3:18, 19.

      Por dizer que tinha uma mensagem secreta para o Rei Eglom, Eúde teve êxito em obter uma audiência privada com o rei “num cenáculo fresco, que o rei tinha para si só, onde estava assentado”. Curioso de saber do que se tratava, o Rei Eglom ordenou que todos os seus assistentes saíssem de sua presença. Então Eúde lhe disse: “Tenho para ti uma palavra de Deus.” Quer por respeito a tal mensagem, quer por esperar valiosa dádiva, o Rei Eglom, que era muito gordo, levantou-se ponderosamente. Daí, rápido como um raio, antes que o Rei Eglom pudesse dizer uma só palavra, Eúde, com a esquerda sacou a espada do seu lado e fincou-a bem fundo no ventre de Eglorn. Aparentemente a espada não tinha uma travessa entre a lâmina e o cabo, pois o registro diz: “De tal maneira que entrou até à empunhadura após da folha, e a gordura encerrou a folha (porque não tirou a espada do ventre); e saiu-lhe

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar