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  • Cuidar em casa dos mentalmente enfermos?
    Despertai! — 1974 | 22 de março
    • Daí, também, a experiência mostra que os pacientes mentais são em geral mais sensíveis ao comportamento de outros do que eram em seu estado normal; isto se dá por causa de seu estado dependente. O paciente mental necessita dos cuidados de alguém com mão firme e compreensão controlada, coisas que é mais provável encontrar em casa do que numa instituição.

      Apóia tal posição um relatório da Organização Mundial de Saúde: “Com a extensão da educação sobre tópicos psiquiátricos, cada vez mais parentes desenvolveram suficiente visão para poder tolerar o paciente no ambiente do lar, uma vez que se lhes forneça assistência (profissional). . . . Nem sempre é aconselhável internar o paciente num hospital, se sua família está disposta a mantê-lo na relação emocional íntima do lar.”

      Um livro sobre este mesmo assunto, Home Care for the Emotionally Ill (Cuidado Doméstico Para os Emocionalmente Enfermos), do Dr. H. S. Schwartz, sublinha o fato que uma família inteligente e humana pode criar o clima mais favorável para a recuperação dum doente mental. Mas, há também outro fator a considerar. Qual é?

      A Bíblia mostra que os cônjuges têm obrigações um para com o outro. Ademais, os pais têm por obrigação cuidar dos filhos e talvez tenham legado a eles um defeito genético que conduziu ao problema. Por outro lado, a Bíblia impõe aos filhos crescidos a obrigação de cuidar dos pais idosos. Tal obrigação bem que pode incluir cuidar dos pais, muito embora não mais tenham mente totalmente sã. — 1 Tim. 5:3-8.

      Natural é que nem toda pessoa emocionalmente enferma possa ser cuidada no lar. Mas, quando está claro que o doente não constitui perigo para si ou para outros, o lar bem que pode ser o melhor lugar para cuidar do doente. Em casa, a recuperação bem que pode ser a mais rápida e a mais fácil.

      O Que Envolve

      Cuidar de uma pessoa emocionalmente perturbada ou doente em casa não é tarefa pequena. Seria ideal que o paciente tivesse seu próprio quarto e que a família dispusesse de assistência qualificada, tal como uma enfermeira de tempo parcial ou integral. Também, ideal seria se um médico compreensivo e comiserador cuidasse do paciente e pudesse ser consultado de tempos a tempos. Entretanto, muitos ficaram curados dum “colapso nervoso” ou de grave depressão mental ou de outras formas de doenças mentais ou emocionais em suas casas sem tais circunstâncias ideais. Outros membros da família, no entanto, tiveram que se mostrar equânimes ao desafio.

      O membro da família em quem recai, usualmente, a maior carga, é a esposa ou mãe, como no caso observado antes. Ela deve ser madura — mental, emocional, espiritual e fisicamente. Ela tem de controlar-se, ser afetuosa e, ainda assim, não ser sentimental; precisa ser firme quando houver necessidade e conseguir suportar as provas. O que realmente se exige é o que a Bíblia denomina de “frutos do espírito”, tais como amor, alegria e domínio de si. Acima de tudo, é preciso muito amor. — Gál. 5:22, 23; 1 Cor. 13:4-8.

      O amor tem de ser genuíno, sem hipocrisia e não superficial. Tem de haver genuíno interesse no bem-estar do doente. A Bíblia também diz que “o amor cobre uma multidão de pecados”. O amor espera, de modo que espere pelo melhor, e apele para o que há de melhor no paciente. Tenha empatia. Trate o paciente como gostaria de ser tratado, se estivesse no lugar dele. — 1 Ped. 4:8; 1:22.

      A compreensão é também importante. Como certo médico se expressou: “O alvo . . . é compreender o paciente. Tudo que o terapeuta diga e faça deve ser dirigido nesse sentido.” Como poderá chegar a compreender tal pessoa? Por incentivá-la a falar.

      Ademais, reconheça que as aberrações mentais são apenas formas extremas de fraquezas que todos temos. Por exemplo, às vezes temos sentimentos de culpa. O doente mental, porém, talvez fique tão tomado por sentimentos de culpa que se sente desamparado.

      Faça tudo que puder para alimentar o respeito próprio do doente. Evite zombar dele. Sempre lhe dê oportunidade de salvar as aparências. Quando possível, desculpe os erros dele. Não o trate qual inferior, mas como se fosse normal, o que talvez seja parte do tempo. Como se expressou um dos destacados psiquiatras dos EUA: “Pode-se-lhes dar o que não têm; pode-se-lhes ensinar, e, com este novo conhecimento, ajudá-los a querer as coisas de modo diferente e a agir melhor.” Assim. apele para o que há de melhor nele. Manifeste senso de humor, empenhando-se em conseguir que ria por fazer de si mesmo, leitor, o objeto duma piada. O riso libera a tensão e assim é bom para a mente e para o corpo.

      Tenha presente que uma característica básica comum dos mentalmente enfermos é a rebelião. Amiúde estão determinados a fazer o contrário de que se lhes manda fazer ou do que se lhes disse que não fizessem. Podem parecer a crianças que fazem manha, não tendo raciocínio nem domínio de si. Inclinados a suspeitar, talvez exijam uma “aproximação indireta”.

      Por exemplo, certa doente rebelde certa vez iniciou um tumulto, começou a jogar livros por todo o lado e ameaçou rebentar as vidraças a socos. O que se devia fazer? Mandá-la parar apenas a faria mais determinada a continuar. Assim, seu psiquiatra usou a aproximação indireta. Sentou-se em cima da biblioteca e continuou contando em voz alta à medida que ela jogava livro após livro no chão. Daí, apanhou um livro e perguntou se ela já o tinha lido. Contou-lhe seu conteúdo interessante. Quais foram os resultados de ele se dominar, de usar compreensivo senso de humor e uma tática diversiva? Fez com que ela o ajudasse a colocar os livros no seu lugar na biblioteca, pedindo desculpas por tê-los jogado por todo o lado! Por meio de táticas similares, ele distraiu a atenção dum paciente que estava na beirada duma janela, pronto a cometer suicídio.

      Os Aspectos Físicos

      Os aspectos físicos também são importantes, pois bem que se tem dito que “o bom cuidado físico é a porta para a saúde mental”. Deve-se tornar o paciente tão confortável quanto possível. Dar atenção à aparência dele pode exercer um efeito benéfico sobre ele. Com ajuda firme e amorosa, pode induzi-lo a começar a agir e fazer com que termine tal ação, como lavar-se, vestir-se ou alimentar-se.

      Se se inclina a ficar sentado num canto, sozinho, o dia inteiro, incentive o paciente a dar umas caminhadas. De ajuda também são as massagens, muito embora não se tenha qualquer treino profissional. Um prolongado banho quente pode ajudar o paciente perturbado. Extremamente importante é a dieta. Segundo um destacado psiquiatra, a dieta apropriada pode ser a chave para o tratamento de perturbações mentais. Especialmente importantes são as vitaminas e os minerais encontrados em alimentos não-refinados.

      Ajuda da Bíblia

      Em especial, devem-se aplicar os princípios e as verdades bíblicas ao lidar com um doente mental. A Bíblia mostra que o coração alegre faz bem como remédio. (Pro. 17:22) Também fornece exemplo de como a música ajudou a um rei que tinha um problema emocional. Sabe-se de pacientes que nunca falam, mas que cantam. — 1 Sam. 16:14-22.

      É também de ajuda incentivar o paciente por trazer à sua mente expressões do cuidado de Deus para com seus filhos terrestres. Por exemplo: “Como o pai é misericordioso para com os seus filhos, Jeová tem sido misericordioso para com os que o temem. Porque ele mesmo conhece bem a nossa formação, lembra-se de que somos pó.” (Sal. 103:13, 14) E, de novo: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais.” Naturalmente, os que cuidam da pessoa mentalmente enferma também precisam fortalecer-se por meio de tais textos e pela oração. — Fil. 4:6, 7.

      Na verdade, cuidar dos mentalmente enfermos representa um desafio. O conhecimento do que está envolvido deve fazer com que toda família pese esse assunto com cuidado, antes de internar um membro da família mental ou emocionalmente perturbado em um sanatório de doentes mentais, ao invés de cuidar dele em casa.

  • Viver no meio de pomares
    Despertai! — 1974 | 22 de março
    • Viver no meio de pomares

      Do correspondente de “Despertai!” no Canadá

      DEIXE-ME agir como seu anfitrião da região dos pomares que dá para o Lago Okanagan, na parte sul da Colúmbia Britânica, a província mais ocidental do Canadá. Tem-se dito que é uma das áreas mais deleitosas do Canadá, situada a cerca de uns 450 quilômetros rodoviários a leste da metrópole de Vancouver.

      Aqui os invernos são usualmente brandos e os verões são tépidos e ensolarados. A primavera oferece um panorama de árvores frutíferas em flor, ao passo que o outono vê a colheita das frutas das árvores e das videiras. Tudo isto tendo-se ao alcance da vista uma série de lagos que se aninham como plácidos rios de quilômetro e meio de largura entre as montanhas. Tais lagos, dos quais o mais extenso é o Okanagan, de uns 130 quilômetros, são a seiva vital da área. Sem irrigação, a precipitação pluviométrica média, de uns 300 milímetros por ano, só seria suficiente para o cultivo de artemísias e de árvores finas. Mas, com a irrigação, cultivam-se muitos tipos de frutas. A estação livre de geadas é curta demais para os cítricos, mas bastante longa para cerejas, ameixas, pêssegos, pêras, damascos e uvas. E é ideal para maçãs.

      Os pomicultores me explicaram por que esta é uma das melhores regiões de maçãs do mundo. Os verões secos, afirmam, reduzem as pragas, ao passo que a elevada média usual de horas de luz solar durante a época do crescimento realça a produção de amidos e açúcares. Importante, também, é o período de noites mais frescas, anterior à colheita. Com temperaturas que amiúde se aproximam do ponto de congelamento, as maçãs ganham deliciosa crespidão e profundidade de cor. Com efeito, a maçã da C. B. tornou-se bem conhecida em muitas partes do mundo como notável produto.

      Devo acautelá-lo a não ficar com receio se nosso passeio for subitamente interrompido por alto estrondo. Trata-se simplesmente

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