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  • ‘Minha esposa precisou trabalhar fora’
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • ‘Minha esposa precisou trabalhar fora’

      Despertai!: João, que serviço faz para sua subsistência?

      João: Serviço de registros numa fábrica.

      Despertai!: E você, Carina?

      Carina: Cuido de pessoas idosas, trabalhando nas próprias casas delas.

      Despertai!: O que fez com que começasse a trabalhar fora?

      Carina: A situação econômica. O aluguel e a alimentação começaram a subir, e não parecia haver meios de cobrirmos as despesas.

      João: Nesta região um casal precisa de pelo menos Cr$ 800 mil a Cr$ 1 milhão mensais para viver. O aluguel da nossa casa é de mais de Cr$ 200 mil mensais. Os alimentos custam cerca de Cr$ 80 mil por semana. E temos despesas com carro, roupas e limpeza.

      Despertai!: Então, Carina logo começou a trabalhar fora?

      João: Não imediatamente. Eu procurei trabalhar algumas horas extras. Às vezes, trabalhava 10 ou 11 horas por dia — 5 ou 6 horas nos sábados.

      Carina: Sim, foi muito difícil para ambos. Nunca tínhamos tempo para estar juntos. Ele chegava, jantava e logo ia deitar-se. E ainda assim o dinheiro não dava.

      João: Eu sabia que não podia continuar assim por muito tempo. Sabe, comecei a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Mas, ao progredir, comecei a compreender que não dispunha de tempo para todo esse serviço secular. Precisava de tempo para as atividades espirituais, tais como as reuniões cristãs. Portanto, decidi que tinha de parar de fazer horas extras. Esperamos um tanto, porém, até que nossa filha crescesse um pouco. Definitivamente queria que Carina ficasse em casa até que ela terminasse a escola. Mas, quando ela entrou no 2.º grau, Carina trabalhou durante meio período em lojas de departamentos. E, mais tarde, decidimos que seria prático Carina obter um emprego por período completo.

      Despertai!: Carina, ressentia de ter de trabalhar fora?

      Carina: Não. Via como João estava sob pressão. Assim, fiquei contente de poder ajudá-lo.

      Despertai!: Como influiu em seu relacionamento o fato de ter de trabalhar fora?

      Carina: Bem, agora que João não trabalha tantas horas extras, temos um pouco mais tempo um para o outro.

      João: Assim, o fato de Carina trabalhar fora melhorou um pouco as coisas, visto que aliviou parte da carga financeira. Mas cuidamos para não negligenciarmos um ao outro.

      Carina: Gostamos de nos sentar e considerar as coisas juntos. Fazemos compras juntos. E planejamos nossos fins de semana, para podermos trabalhar juntos na obra de pregação de casa em casa — gostamos especialmente disso.

      João: Esses são os melhores momentos que passamos juntos.

      Despertai!: E os serviços domésticos?

      Carina: Fazemos juntos. Cada um de nós tem suas próprias responsabilidades. Eu cozinho, e, felizmente, não é difícil agradar a João no que diz respeito às refeições. Quando estou cansada e faço só uma salada, ele fica satisfeito. Nossa filha lava a louça, e João ajuda a limpar o assoalho e encerá-lo.

      Despertai!: Não é difícil fazer isso depois de um dia de trabalho?

      João: Sim, é. Mas, geralmente conseguimos fazer isso. Sei, porém, que eu não teria de fazer muitas dessas tarefas domésticas se Carina ficasse em casa o dia inteiro.

      Despertai!: Acha uma boa idéia tanto o marido como a esposa trabalharem fora?

      João: Não, se não há necessidade. Não é bom um casal depender tanto da renda da esposa. E se ela ficar doente ou ficar grávida? Também, a pressão extra pode ser uma verdadeira tensão para um jovem casal. Esperamos, portanto, poder mudar algum dia a nossa atual situação e ambos trabalharem só meio período. Assim, poderemos devotar diversas horas por dia ao ministério cristão.

  • ‘Minha esposa deixou o emprego’
    Despertai! — 1985 | 22 de junho
    • ‘Minha esposa deixou o emprego’

      Despertai!: Sua esposa já teve de trabalhar fora?

      Cláudio: Ela trabalhou cerca de um ano depois de nos casarmos. Depois, ficou grávida e teve de deixar o emprego.

      Despertai!: Tornou ela a trabalhar fora depois de nascer o bebê?

      Cláudio: É engraçado. Depois que ela parou de trabalhar, notei que o dinheiro dela realmente não fez falta.

      Joana: [Rindo] Cláudio não via muito dele de qualquer forma! Eu costumava comprar calçados, vestidos, tudo o que queria — ele não se importava. Naturalmente, eu sempre cuidava de que nossas contas fossem pagas. Mas, se queria comprar dois ou três vestidos, eu simplesmente comprava dois ou três vestidos.

      Despertai!: Tinha então de trabalhar muitas horas extras?

      Cláudio: Lembro-me de que certa vez eu precisava de algum dinheiro para consertos no carro. Assim, procurei serviços extras. Trabalhei em todo tipo de horário e ganhei dinheiro adicional. Contudo, em seis meses, não consegui economizar um só centavo.

      Despertai!: Que aconteceu?

      Joana: Parecia que quanto mais ele ganhava, tanto mais nós gastávamos.

      Cláudio: O dinheiro simplesmente acabava. Além disso, todas essas horas extras que eu trabalhava interferiam com as minhas reuniões cristãs. De forma que, depois de seis meses, deixei de trabalhar horas extras, e em questão de dois meses economizei assim mesmo o suficiente para consertar o carro.

      Despertai!: Joana, voltou a trabalhar fora alguma vez?

      Joana: Sim. No verão passado decidi que precisava de algum dinheiro, e consegui um emprego numa creche. Mas trabalhei apenas três meses. Notei uma mudança na minha filhinha de seis anos. Cláudio trabalhava de noite e cuidava dela durante o dia. E, certa noite, tive de trabalhar até tarde.

      Cláudio: Eu tinha adormecido, e quando acordei não a encontrei. Eu a chamei. Não houve resposta. Verifiquei as Janelas, as portas, os corredores olhei debaixo das camas — fiquei apavorado! E daí ela saiu de um guarda-roupa rindo. Estava abalado demais para castigá-la.

      Joana: Quando ouvi isso e pensei sobre como minha filhinha se apegava a mim, comecei a compreender que ela simplesmente estava sentindo muita falta de meus cuidados. De maneira que decidi que não valia a pena trabalhar fora. O dinheiro, que eu ganhava era consumido de qualquer forma pelos impostos, por lanches e despesas com roupas. Assim, deixei o emprego.

      Despertai!: Mas, ainda assim, não foi um sacrifício financeiro deixar o emprego?

      Joana: Jeová Deus sempre cuidou de nós. E achamos que Jeová deu aos pais a responsabilidade de cuidar dos filhos. Podíamos ver que nossa filhinha simplesmente não estava sendo cuidada e que eu precisava gastar mais tempo com ela. Isso era mais importante para nós do que qualquer emprego.

      Cláudio: E, também, o dinheiro adicional realmente não nos ajudava tanto assim. Estamos contentes com o que temos. Não somos ricos, mas tampouco somos pobres. Há pessoas no meu serviço que trabalham às vezes sete dias por semana. Eu já tentei isso. Não dá certo para mim.

      Joana: Sei que os tempos atuais são difíceis, mas acreditamos realmente na promessa da Bíblia, em Mateus 6:33, de que, se buscarmos primeiro o Reino, Deus proverá para nós.

      Despertai!: Então, o que faz agora com o seu tempo?

      Joana: Nos últimos três meses pude devotar 60 horas por mês à obra de ensinar a Bíblia às pessoas. É uma verdadeira alegria!

      Despertai!: Então, acha que as mães devem ficar em casa?

      Joana: Se possível. Uma avó simplesmente não substitui uma mãe.

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