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  • Casais de renda dupla — uma longa história
    Despertai! — 1985 | 8 de junho
    • para uma só família, nos EUA, era de US$ 20.000 [uns Cr$ 100 milhões atuais]. Já no segundo trimestre de 1984, o preço tinha subido vertiginosamente para cerca de US$ 100.000 [uns Cr$ 500 milhões]! O custo dos alimentos e das roupas similarmente tornou-se absurdo. As esposas, assim, começaram a afluir ao mercado de trabalho em números recordes.

      ‘Precisávamos de Mais Dinheiro’

      Ricardo e Carolina (mencionados no início) são proprietários de uma casa confortável, porém modesta, segundo os padrões dos EUA. Mas, como muitos outros casais, viram-se apanhados no redemoinho da inflação. Afirma Carolina: “Simplesmente precisávamos de mais dinheiro, se é que iríamos pagar nossas contas. Compreendi que Ricardo não poderia ganhar muito mais do que já ganhava. Assim, realmente não tive escolha, senão a de obter um emprego de tempo integral.” Não, a filosofia do Movimento de Libertação Feminina não tem sido a principal força propulsora que leva as mulheres ao mercado de trabalho. Quando se pergunta aos casais por que ambos trabalham fora, a maioria responde: ‘Porque precisamos do dinheiro!’ (Veja página 5.)

      Há mulheres que ressentem ter de sair de casa. “Trabalhar fora está-me destruindo aos poucos”, lamentava uma senhora. Todavia, há muitas que deram boa acolhida a seus empregos. “Aprecio muito trabalhar fora” afirma outra senhora que dirige uma loja de móveis. “Simplesmente não sirvo para dona-de-casa.” Taxas vertiginosas de divórcio e o espectro da viuvez também tiveram seu quinhão em atrair as mulheres a empregos. “Eu me sentiria muito assustada se não trabalhasse”, afirma certa senhora. “Perdi meu primeiro marido quando tinha 22 anos . . . Agora, sempre está lá no fundo da mente a idéia de que, se Estêvão morresse ou fugisse com alguma mocinha, isso me deixaria numa situação terrível, se não tivesse meu emprego.”

      Ainda assim, para muitos casais, é o desejo de manter razoável situação financeira que tem feito com que se tornem famílias de dupla renda. Quais são, então, alguns dos desafios que deparam, e como podem enfrentá-los com êxito?

  • Casais de renda dupla — os desafios que enfrentam
    Despertai! — 1985 | 8 de junho
    • Casais de renda dupla — os desafios que enfrentam

      “ACHO que o homem é que deveria trabalhar fora, e que deveria trazer o dinheiro para casa”, assevera certo homem. “E, ao concluir seu trabalho, deveria poder sentar-se e descansar o resto do dia.” Todavia, apesar de seus sentimentos obviamente fortes, sua esposa trabalha fora.

      Muitos homens vêem-se assim enredados num cabo-de-guerra emocional: a necessidade econômica versus idéias arraigadas sobre a masculinidade. Observa a socióloga Lillian Rubin: “Numa sociedade em que as pessoas de todas as classes são enredadas na luta frenética pela adquisição de bens, em que o senso de valor dum homem, e a definição da sua masculinidade repousa pesadamente sobre sua capacidade de fornecer tais bens, é-lhe difícil admitir que a família realmente precisa da renda de sua esposa para viver como ambos almejariam.” Há homens, por conseguinte, que ficam muito deprimidos, ou hipercríticos, queixando-se de que a esposa se tornou independente demais ou que seu lar já não é tão asseado como antes.

      E, quando a mulher percebe mais que o marido, ou consegue um emprego de superior status, o que pode resultar? Afirmava a revista Psychology Today (Psicologia Atual): “Para alguns maridos de pouco êxito cujas esposas são muito bem-sucedidas, o índice de mortes prematuras devidas a doença cardíaca é 11 vezes mais freqüente que o normal.” Informou ainda The Journal of Marriage and the Family (Revista do Casamento e da Família) que, nos casos em que as esposas alcançam ‘maior realização profissional’, “tais casamentos tinham mais probabilidade de acabar em divórcio”.a

      As esposas, contudo, precisam às vezes travar sua própria guerra contra o ressentimento. Embora conheçam bem as dificuldades econômicas do marido, talvez ainda assim pensem: ‘Por que tenho eu de trabalhar fora? Não devia ele me sustentar?’ Também, ela talvez se veja afligida pelo que o psicólogo, dr. Martin Cohen, chama de a maior fonte de stress entre as mulheres que trabalham fora — “a culpa de não fazerem o suficiente — de não serem uma esposa e mãe tão boa quanto sua mãe foi”.

      Por conseguinte, aceitar as realidades econômicas que obrigam tanto o marido como a esposa a serem provedores, pode ser o seu primeiro desafio. Mas, certamente, não será o último.

      “Seu”, “Meu” — De Quem?

      Mais de um terço das 86.000 mulheres indagadas numa pesquisa (EUA) o identificaram como sendo o maior problema de seu casamento: o dinheiro! Afirma um artigo de Ladies’ Home Journal (Revista Doméstica das Senhoras): “A questão do dinheiro . . . transforma homens de outra forma sãos em loucos delirantes.” Disse certo marido: “Nosso pior problema era o dinheiro. Apenas a mera falta dele, a sobrepujante falta total dele.” Na verdade, a renda do outro cônjuge poderia amenizar esta pressão, mas, não raro, também cria novos problemas.

      Explica Edinho, jovem marido: “Assim que nos casamos, Renata ganhava cerca do mesmo que eu. E, quando passou a ganhar mais do que eu, subconscientemente passei a ter esta sensação de que ‘ela é melhor do que eu’.” O segundo salário também parece inclinar mais a favor da esposa o “equilíbrio de poder”. Talvez ela, compreensivelmente, ache-se com mais direito de dizer como o dinheiro deva ser gasto.

      Os homens, porém, refutam em compartilhar este controle. “Ele me fazia dizer, todo dia, quanto dinheiro eu precisava para aquele dia”, lembra uma esposa. “E eu realmente odiava isso.” Um marido inepto com o dinheiro,

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