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  • Por que salvar as florestas pluviais?
    Despertai! — 1990 | 22 de março
    • mundo. Como? Vamos dar mais uma espiada na típica floresta pluvial. Como o nome subentende, a chuva é sua notável característica. Podem cair, num só dia, mais de 200 milímetros, mais de 9.000 milímetros num ano! A floresta pluvial acha-se perfeitamente projetada para receber esta chuva torrencial.

      O dossel reduz a força das gotas de chuva, de modo que não possam levar embora o solo. Muitas folhas são dotadas de pontas alongadas, ou pontas de gotejamento, que rompem as gotas mais pesadas. Assim, a chuva forte é reduzida a contínuo gotejamento, que cai ao solo lá embaixo com impacto amainado. As pontas também permitem que as folhas deixem a água escorrer rapidamente, de modo que possam retornar à transpiração, devolvendo a umidade à atmosfera. Os sistemas de raízes sugam 95 por cento da água que atinge o solo florestal. Como um todo, a floresta absorve a precipitação pluvial como uma gigantesca esponja, e então a libera paulatinamente.

      Mas, uma vez desaparecida a floresta, a chuva cai direto e pesadamente sobre o solo exposto, e arrasta toneladas dele. Por exemplo, na Côte d’Ivoire, África Ocidental, um hectare de floresta pluvial equatorial ligeiramente inclinado perde apenas cerca de três centésimos de uma tonelada de solo por ano. O mesmo hectare, se desmatado e cultivado, perde 90 toneladas de solo por ano; se for solo sem vegetação, 138 toneladas.

      Esse tipo de erosão do solo faz mais do que devastar o solo para a lavoura ou a criação de gado. Ironicamente, as próprias represas, que provocam colossais doses de desmatamento, são danificadas com isso. Cheias de sedimentos que os rios levam das áreas desmatadas, elas rapidamente ficam obstruídas e se tornam inúteis. As regiões costeiras e os locais de desova também são prejudicados com o excesso de sedimentos.

      Os efeitos sobre os padrões de chuva e de clima são ainda mais desastrosos. Os rios que fluem das florestas pluviais equatoriais geralmente apresentam cheias o ano todo. Mas sem a floresta para regular o fluxo de água que deságua nos rios, eles sofrem enchentes com as chuvas súbitas e então sofrem secas. Surge um ciclo de enchentes e de secas. Os padrões de chuva podem ser afetados por milhares de quilômetros ao redor, uma vez que a floresta pluvial, através da transpiração, contribui com até a metade da umidade da atmosfera local. Assim, o desmatamento pode ter contribuído tanto para as enchentes em Bangladesh como para as secas na Etiópia, que mataram tantas pessoas, na última década.

      Mas o desmatamento pode também influir no clima de todo o planeta. As florestas pluviais tem sido chamadas de pulmão verde da Terra, porque retiram o bióxido de carbono do ar, e utilizam o carbono para formar troncos, e ramos, e a casca. Quando uma floresta é queimada, todo esse carbono é lançado na atmosfera. O problema é, o homem lança tanto bióxido de carbono na atmosfera (seja por queimar combustíveis fósseis, seja pelo desmatamento) que ele talvez já tenha provocado a tendência de aquecimento do globo chamada de efeito estufa, que ameaça derreter as calotas polares e elevar o nível dos mares, inundando as regiões costeiras.a

      Não é de admirar, então, que as pessoas, em todo o mundo, estejam envolvendo-se nessa crise. Estão ajudando? Apresentou-se alguma solução? Que esperança existe para sair-se desta situação desoladora?

  • Têm futuro as florestas?
    Despertai! — 1990 | 22 de março
    • Têm futuro as florestas?

      NA ILHA DE PÁSCOA, no Pacífico Sul, grandes cabeças de pedra se erguem sobre colinas verdejantes, voltadas diretamente para o mar. O povo que as construiu desapareceu há séculos. Na parte oeste dos Estados Unidos, as ruínas de prédios antigos, em isoladas áreas desérticas, constituem o único vestígio dum povo que desapareceu muito tempo antes de os homens brancos chegarem a aventurar-se por ali. Algumas terras bíblicas, em que a civilização e o comércio certa vez prosperavam, são agora desertos varridos pelo vento. Por quê?

      Em todos os três casos, parte da resposta pode ser o desmatamento. Alguns peritos acham que as pessoas tiveram de abandonar estas áreas por terem exterminado as florestas que havia ali. Sem árvores, o solo se exauriu, de modo que o homem foi adiante. Hoje, porém, o homem ameaça fazer a mesma coisa com todo o planeta. Fará mesmo? Será que nada pode impedir esse processo?

      Muitos estão tentando. Nos Himalaias, houve mulheres que, segundo se informa, abraçaram-se a árvores no esforço desesperado de impedir que os madeireiros as derrubassem. Na Malásia, moradores tribais das florestas formaram correntes humanas para impedir os madeireiros que chegavam, com sua maquinaria pesada.

      Os duzentos milhões de pessoas que vivem das florestas pluviais tem um interesse muito pessoal nessa crise. À medida que a civilização avança, as tribos nativas se recolhem cada vez mais para o interior das florestas, às vezes até se depararem

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