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  • A escassez de energia — o que podemos fazer?
    Despertai! — 1980 | 22 de junho
    • pela água. Talvez seja possível agora gerar eletricidade do calor e da luz do sol. Qualquer sistema prático para se obter energia solar forneceria uma solução ideal para o problema energético, visto que o sol brilha em toda a parte.

      Naturalmente, quando falamos sobre a substituição de um tipo de energia por outro, reconhecemos que nem todos os tipos são igualmente utilizáveis. O carvão pode substituir o petróleo para mover turbinas elétricas ou locomotivas, mas não para mover carros. A energia nuclear só é prática em usinas geradoras de energia muito grandes, mas a energia solar talvez resulte útil em unidades suficientemente pequenas para casas, de per si. A energia hidrelétrica precisa ser transportada em linhas de alta tensão, das represas dos rios para as cidades. O calor geométrico é útil nas regiões vulcânicas, mas nem todos vivem junto a um vulcão.

      Também, algumas fontes energéticas causam poluição, que se torna intolerável em grande escala. Fornos de carvão lançam fumaça e fuligem no ar, e as cinzas se acumulam sobre o solo, os combustíveis à base de hidrocarbonetos são responsáveis pelo smog ou neblina fumacenta, e a energia nuclear nos preocupa com suas emissões radioativas e resíduos de vida longa. O vento, a água e a energia solar estão livres de tais empecilhos.

      Os interesses financeiros, arraigados no presente sistema econômico, também precisam ser considerados. Grandes investimentos de capital em usinas geradoras de energia e extensivas redes de distribuição poderão tornar-se obsoletos caso haja algumas mudanças previsíveis nas fontes energéticas. Haverá resistência às mudanças, mesmo que sejam mudanças que poderiam ser claramente desejáveis ou inevitáveis a longo prazo.

  • Quanta energia há no subsolo?
    Despertai! — 1980 | 22 de junho
    • Quanta energia há no subsolo?

      O CARVÃO e o petróleo têm sido as fontes principais de energia desde o começo da Revolução Industrial no início do século 19. Mas são fontes energéticas classificadas em geral como não renováveis. Assim, a questão ardente para nós, hoje, é: Por quanto tempo podemos depender destes combustíveis fósseis, antes de serem completamente utilizados?

      O carvão foi o primeiro a ser explorado, à medida que a Europa e os Estados Unidos se lançaram na era industrial. Veio a ser usado em grandes quantidades na fabricação do aço e do cimento. O carvão fornecia a energia para as locomotivas ferroviárias em terra, e para os barcos a vapor no mar. Queimávamos carvão para aquecer nossas moradias e oficinas. A partir de fins dos Oitocentos, o carvão também era usado para movimentar geradores elétricos em usinas centrais de força.

      Quando o petróleo se tornou disponível, sua abundância e baixo custo levou ao seu uso em lugar do carvão, para muitas finalidades. O importante é que a conveniência do combustível líquido e sua facilidade de ignição promoveram a rápida proliferação dos carros para uso particular, de caminhões para frete, e de aviões para as viagens rápidas. As nações industrializadas vieram a depender muitíssimo do petróleo como indispensável fonte energética.

      Uso Pródigo dum Recurso

      A promessa de fabulosos lucros moveu arrojados perfuradores de petróleo a serem os primeiros a estabelecer-se em ricos e novos campos petrolíferos. O gás natural que saía de muitos poços era considerado subproduto, às vezes até mesmo um incômodo. Na boca do poço, seu valor era considerado tão baixo que amiúde era queimado apenas para se livrar dele. Mas com a rede de encanamentos, poderia ser levado lucrativamente às indústrias e às casas comuns a um custo bem reduzido.

      Nos países ricos em petróleo, o uso pródigo da energia foi incentivado em todos sentidos. Era tão barato que se fechavam os olhos ao seu desperdício, e nem valia a pena pensar na conservação de energia. As pessoas de visão compreendiam que isto não poderia continuar para sempre; chegaria o tempo em que os poços de petróleo se esgotariam. Mas as reservas conhecidas de petróleo, em determinado tempo, eram suficientes para seu uso por muitos anos, e as descobertas de novos campos continuavam a aumentar as reservas mais rapidamente do que elas se gastavam.

      A produção em massa de carros fez com que seu preço ficasse ao alcance de quase todos, e os fabricantes de carros tornaram-se gigantescas corporações, competindo umas com as outras em vender mais mediante o acréscimo de acessórios atraentes nos novos modelos de cada ano. Os governos taxaram a venda da gasolina barata e construíram rodovias por toda a parte. Os carros eram vendidos às dezenas de milhões a pessoas ansiosas de viajar cada vez mais rápido e mais longe. As companhias de petróleo seguiram a política de buscar os máximos lucros imediatos, mostrando-se pouca preocupação com a escassez que infalivelmente teria de ocorrer numa geração futura. Agora, porém, já estamos em tal geração.

      Determinar Quanto se Acha Disponível

      O otimismo inicial sobre por quanto tempo duraria o petróleo foi abalado pelo embargo político imposto pelas nações árabes em 1973. Um painel internacional de peritos, em 1978, avisou que a oferta de petróleo ficaria abaixo da crescente demanda, no máximo, em questão de 20 anos, e talvez até mesmo em cinco. Os eventos recentes causaram alarme de que é provável a escassez mundial permanente já no início dos anos 80.

      Graves problemas desabaram subitamente sobre nós. A oferta de petróleo não mais é determinada unicamente pela capacidade tecnológica de encontrá-lo e Produzi-lo. É muito mais influenciada pelas manobras políticas. Os governos impuseram complexas estruturas fiscais e controles artificiais de preços. Os executivos petrolíferos se queixam de que restaram poucos incentivos para empreenderem custosas perfurações em busca de novos campos, ou para a construção de novas refinarias necessárias para suprir a procura implacavelmente crescente.

      As firmas multinacionais promoveram a produção de petróleo em países outrora atrasados, a fim de ser exportado para os países industrializados. Atualmente, as reservas mais abundantes de petróleo e os maiores consumidores de petróleo se acham em domínios políticos diferentes, amiúde antagônicos. As nações da OPEP, queixando-se de terem sido exploradas pelas nações mais poderosas, se juntaram a fim de restringir a oferta e, assim, elevar os preços, impondo suas exigências políticas. Para evitar a ameaça de novos embargos, os líderes políticos falam da conservação de energia e de fontes alternativas de energia. No entanto, suas propostas de reduzir os limites de velocidade nas rodovias, de baixar o termostato de aquecedores, e de aumentar grandemente o preço dos combustíveis, deparam com a indiferença e até mesmo com a resistência indignada das pessoas.

      Mas, é preciso encarar os fatos. Não importa que passos sejam dados para conservar e esticar as reservas, o petróleo do mundo já não corresponde à procura. É um engodo ouvir dizer que as rochas porosas de poços exauridos de petróleo ainda retêm de duas a três vezes tanto petróleo quanto foi extraído, mas este só pode ser recuperado em pequena parte, por métodos custosos. Mesmo a descoberta de novos campos, como os do Alasca (EUA) e do México, não podem senão adiar por alguns anos o esgotamento final do petróleo mundial. Inevitavelmente se esgotará nas próximas décadas. Que fazer então?

      [Tabela na página 10]

      ENERGIA DE: UTILIZAÇÃO ANUAL: O QUE RESTA:

      EUA MUNDO EUA MUNDO

      Petróleo 38 107 175 3.300

      Gás Natural 20 37 200 1.500

      Carvão 13 94 11.000 35.000

      Hidreletricidade 3 12 Renovável

      Fissão Nuclear 3 5 230 670

      TOTAL 77 255

      Os números nesta tabela acham-se em termos de energia relativa, equivalente a cada fonte. As unidades são quadrilhões (1015) de unidades térmicas britânicas (B. T. U.) Um quadrilhão é 1.000.000.000.000.000 B.T.U. Um quadrilhão é equivalente a 170 milhões de barris de petróleo, ou um trilhão de pés cúbicos de gás natural, ou 40 milhões de toneladas de carvão, ou 2.100 toneladas de óxido de urânio, sendo suficiente para gerar 100 bilhões de quilowatts-hora de eletricidade. Os números na primeira coluna são razoavelmente exatos. Os das últimas duas colunas são estimativas.

  • Devemos retornar ao carvão?
    Despertai! — 1980 | 22 de junho
    • Devemos retornar ao carvão?

      ATÉ 1940, o carvão era a principal fonte comercial de energia do mundo. Desde então, a quantidade de carvão minerado se alterou um pouco, mas a utilização do petróleo e do gás natural aumentou tão rápido que o carvão agora supre apenas 30 por cento da energia do mundo. Isto não se deu por causa de qualquer problema no fornecimento de carvão, mas, basicamente, porque o petróleo era mais barato. Caso o petróleo se torne caro demais, e, por fim, se esgote, não podemos retornar ao carvão?

      Certamente que existe carvão em abundância. Nos depósitos conhecidos, há bastante dele para suprir todas as necessidades energéticas pelo menos por 150 anos. Muitas novas minas teriam de ser abertas, e as facilidades de transporte por ferrovia e por barcos a vapor teriam de expandir-se concordemente, mas o carvão existe.

      Para a geração de energia e a indústria, o carvão é um substituto prático do petróleo. Para o aquecimento doméstico, ou para cozinhar, possui óbvias desvantagens.

      Aquecimento das Casas ou de Ferros de Passar

      Muitos de nossos leitores mais idosos se lembrarão das tarefas diárias do inverno, de retirar o carvão ou lenha duma tulha negra e poeirenta e colocá-lo na fornalha, e, mais tarde, remover as cinzas ainda mais sujas em barris ou caixotes, para jogá-las no lixo. E era preciso certa perícia para acender uma camada de carvão, quando o fogo se apagava. Também, as mulheres lutavam para acender um ferro de passar roupa, a carvão. Quando tais tarefas cansativas são comparadas com a facilidade de simplesmente ajustar um termostato que liga automaticamente um dispositivo de injeção de gás ou de óleo, e o acende com um piloto, poucos apreciariam a volta à “era do carvão”.

      Lembre-se, também, de como em povoados ou cidades em que todos se aqueciam com lareiras de carvão, um lençol de neve ficava rapidamente escurecido pelas cinzas que caíam de centenas de chaminés, nesses países. Uma geração acostumada à limpeza e às conveniências dos combustíveis de petróleo refutará em acolher de novo uma tulha de carvão na casa.

      Que Dizer dos Carros?

      Quando se trata de operar nossos carros sem gasolina, o carvão é eliminado. Somente combustíveis líquidos ou gasosos dão certo num motor de combustão interna. Mas, conforme mencionamos acima, o carvão difere do petróleo principalmente por seu teor de hidrogênio. O carvão pode ser hidrogenado para converter-se num combustível líquido ou gasoso. Isto foi feito em grande escala para suprir as necessidades de gasolina da Alemanha, na Segunda Guerra Mundial, e o processo é usado hoje na África do Sul. Entretanto, demandará grande mobilização das indústrias de petróleo e químicas, provavelmente com subsídios governamentais, para que se produzam combustíveis sintéticos numa escala necessária para substituir o petróleo. No futuro próximo, tais combustíveis só estarão disponíveis em reduzida quantidade, e a preços altíssimos.

      Uma possibilidade mais imediata é mover os carros com baterias elétricas. O carro-elétrico já é bem comum em algumas cidades, fornecendo transporte local para pessoas ou famílias. As baterias são carregadas por ligá-las a uma tomada na garagem. No entanto, a velocidade, a autonomia e a capacidade de tais carros são muito inferiores às demandas do motorista mediano da atualidade.

      Carros ou bens elétricos maiores são bem apropriados para o transporte em massa. Os bondes elétricos, que recebiam a energia de um fio acima deles, eram comuns nos trajetos municipais e interurbanos antes de os carros e ônibus os substituírem. Trens elétricos de alta velocidade ainda são comuns na Europa e no Japão, bem como nas áreas metropolitanas. Tudo isto é compatível com a energia gerada em usinas centrais a carvão, mas subentende a passagem do carro a motor individual para o transporte de massa.

      Continuam os Problemas de Poluição

      Pela substituição do petróleo pelo carvão, a poluição atmosférica será alterada, mas não eliminada. Um dos principais contribuintes para o smog, ou nevoeiro fumacento, os hidrocarbonetos parcialmente queimados que saem dos escapamentos dos carros, deixará de ser problema, mas os óxidos de nitrogênio e de enxofre talvez sejam tão ruins ou ainda piores com o carvão. Ter-se-á de conseguir uma combustão mais eficaz, a fim de se evitar a valsa da atmosfera carregada de fumaça das cidades industrializadas de uns 50 anos atrás.

      Outro tipo de poluição é inevitável e irreversível, enquanto se queimar qualquer tipo de combustível fóssil. Trata-se do bióxido de carbono na atmosfera. Desde o início da Revolução Industrial, temos retirado tanto carbono da terra e o lançado na atmosfera como bióxido de carbono que sua concentração global aumentou em 5 por cento. Há cientistas que crêem que o clima talvez seja delicadamente equilibrado numa concentração normal, e que, se este sofrer demasiadas perturbações, a terra inteira se aquecerá o suficiente para derreter as calotas polares do Ártico e da Antártida. Existem até mesmo apreensões de que o clima poderia ficar quente demais para sustentar a vida.

      Ao passo que outras fontes energéticas poderão, por fim, suprir o grosso das necessidades humanas, parece que nenhuma delas poderá ser desenvolvida com a brevidade necessária para compensar as reservas petrolíferas que rapidamente se exaurem. A única fonte energética que pode ser explorada com a brevidade necessária para preencher tal lacuna é o carvão.

      Mas poderia a utilização do carvão, então, realmente ser a “solução” para o problema energético? A Bíblia mostra que o propósito de Deus é que toda esta terra se transforme num paraíso. A dependência de uma fonte energética que polui o meio ambiente não é coerente com isso. Ademais, as Escrituras declaram que Deus fez a terra para ser habitada para sempre, o povo temente a Deus gozando a vida eterna nela. (Isa. 45:18; Sal. 96:10-13; João 17:3) Por certo, então, deve ter tornado disponíveis algumas fontes de energia apropriada que durariam além dos anos 80 — sim, além dos próximos 150 anos.

      Que fontes de energia se ajustam a tal descrição? Como podem ser utilizadas? Futuras edições de Despertai! considerarão tais perguntas, bem como o que os homens fazem para enfrentar seu problema imediato.

  • Surge o “sangue artificial”
    Despertai! — 1980 | 22 de junho
    • Surge o “sangue artificial”

      Este artigo não constitui endosso do substituto do sangue PFC (emulsões perfluoroquímicas). Apresenta informações quanto ao seu desenvolvimento e certas vantagens que possui sobre muitos outros substitutos do sangue. Também sublinha que ainda é preciso haver muita pesquisa antes que o PFC possa ser aceito como sendo completamente seguro. Ainda se acha no estágio experimental, e existe um risco calculado em seu emprego. Seus efeitos a longo prazo ainda não são conhecidos.

      DESDE o começo de 1979, novo líquido começou a fluir nas veias e artérias de certos pacientes hospitalares que precisavam muito de sangue. Foi primeiramente no Japão que se empregou este surpreendente fluido que transporta oxigênio, e, daí, nos Estados Unidos, em situações de emergência em que, por motivos médicos ou religiosos, os pacientes não podiam receber transfusões de sangue humano. Muitos destes casos apresentavam tipos raros de sangue, para os quais não havia nenhum sangue prontamente disponível. Várias Testemunhas de Jeová, porém, que não aceitaram transfusões por causa da ordem bíblica de ‘abster-se de sangue’, também receberam este “sangue sintético”. — Atos 15:20, 29.

      Um de tais casos foi de uma Testemunha de Minnesota, EUA, com 67 anos, que, segundo Science News, “recebeu dois litros [4,2 pintas] das emulsões, constituindo cerca de 25 por cento de seu volume sangüíneo total. Depois disso, seu estado clínico melhorou, o sangue artificial sendo lentamente excretado do corpo . . . e sua medula óssea produziu suficiente sangue natural para corrigir a anemia”. Segundo os últimos dados, ele passava muito bem. Na Califórnia, um senhor de 65 anos recebeu 1,4 litros (3 pintas) do mesmo “sangue sintético” quando sofria extensiva operação estomacal. Teve alta hospitalar cinco dias depois.

      Já no fim do ano, dezenas de tais casos de emergência, no Japão e nos Estados Unidos, tinham sido tratados com esse novo substituto do sangue. As notícias destes acontecimentos abriram manchetes na imprensa pública e nos periódicos médicos ao redor do mundo. Por que isto é considerado um grande avanço médico? Para entendermos a razão, é necessário conhecermos alguns dos problemas ligados ao emprego de transfusões de sangue humano.

      Em todo o mundo, milhares de toneladas de sangue humano são empregadas, cada ano, para satisfazer as demandas dos hospitais

Publicações em Português (1950-2026)
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