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  • Fornecimento de energia em abundância
    Despertai! — 1975 | 22 de fevereiro
    • ligaram geradores a uma fonte de vapor natural em Lardarello, Itália. Esta usina de energia produz suficiente eletricidade cada ano para fazer funcionar a maior parte do sistema ferroviário da Itália. O Dr. Robert Rex, geólogo que muito tem trabalhado para explorar as possibilidades da energia geotérmica, acha que a exploração em larga escala deste tipo de energia poderia resultar numa capacidade de gerar um bilhão de kilowatts, cerca de três vezes a atual capacidade geradora dos Estados Unidos.

      Mas, aqui também surgem obstáculos econômicos e políticos. O custo inicial seria alto, pois o vapor geotérmico é mais frio do que o usado na maioria das usinas geradoras e, portanto, não é tão eficaz. A extração de energia de áreas subterrâneas “secas” exige perfurar poços em rocha quente para permitir que a água da superfície penetre nelas de forma a produzir vapor. A poluição dos sais e do enxofre na água quente e no vapor é outro problema. Mas, se tais dificuldades pudessem ser contornadas num sistema de coisas em que o amor ao próximo tivesse precedência ao interesse próprio, quão benéfico para a humanidade seria esta rica fonte de energia que repousa sob a crosta terrestre!

      O Que Dizer da Energia Nuclear?

      A energia nuclear, isso é, a energia contida no núcleo, ou massa central, dum átomo, é sem comparação a maior fonte conhecida de energia no universo material. Dois meios de liberar tal energia são chamados “fissão” e “fusão”.

      A fissão nuclear significa dividir um núcleo em dois mais leves. Os cientistas aprenderam que o peso conjugado dos dois novos núcleos é ligeiramente inferior ao do original. A diferença é convertida em energia. Tão grande é a energia contida no átomo, tem-se dito, que a fissão de um pedaço de urânio não mais pesado do que um pãozinho e menor que uma bola de golfe, pode fornecer tanta energia quanto uns 1.043.000 quilos de carvão.

      Mas, a fissão nuclear como fonte de energia apresenta problemas. Por um lado, apenas 7 por cento do urânio, o combustível usado para a fissão, é dum tipo prontamente fissível (chamado urânio-235). Os cientistas se empenham em vencer esta dificuldade por desenvolverem “reatores regeneradores” especiais que produzem ou “regeneram” mais combustível físsel do que consomem. Segundo The Americana Annual de 1973, os reatores regeneradores bem sucedidos permitiriam que o homem usasse de 50 a 80 por cento dos recursos conhecidos de urânio do mundo, suficientes para satisfazer as necessidades elétricas do mundo “pelo menos por várias centenas de anos”.

      Os perigos da radiação proveniente das usinas de energia atômica, em especial em dar fim aos resíduos radioativos, representam um mais grave problema no conceito de muitos. O perigo de câncer e leucemia em resultado da radiação é vinte vezes maior do que os peritos pensavam há menos de dez anos atrás. E o que fazer se um reator nuclear fugir ao controle ou for sabotado por uma potência hostil? Isso poderia resultar na morte de centenas de milhares de pessoas.b

      A fusão nuclear, tal como ocorre no interior do sol, acontece quando os núcleos de dois átomos se juntam, produzindo energia nesse processo. A fusão nuclear pode produzir energia calorífica 1.750 vezes maior do que a necessária para provocá-la. E a fusão não apresenta os perigos de radiação da fissão.

      A dificuldade em duplicar a fusão nuclear é construir um aparelho que pudesse manter um “plasma” de núcleos fusáveis numa área bastante pequena, em temperaturas suficientemente elevadas (cerca de 100 milhões de graus centígrados) para que ocorra a fusão. Se este processo pudesse ser aperfeiçoado, quais seriam suas possibilidades para gerar energia? Observa Science Year de 1972:

      “As usinas de energia de fusão provavelmente usarão o lítio e duas formas de hidrogênio — o deutério e o trítio — como combustível. A água do mar possui suficiente deutério para satisfazer as necessidades durante 3 bilhões de anos e o lítio no quilômetro superior da crosta poderia satisfazê-las por 15 milhões de anos.”

      Se a terra tem tamanhas reservas de energia, por que essa conversa toda sobre escassez? Principalmente devido a um decréscimo na disponibilidade dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural).

      O Problema dos Combustíveis Fósseis — Por Quê?

      O que tem causado a escassez dos combustíveis fósseis?

      John Noble Wilford, no Times de Nova Iorque de 22 de abril de 1973, aponta o motivo básico da escassez atual de energia:

      “A crise energética poderia ter sido predita e talvez evitada — mas não foi. Os estadunidenses escolheram uma sociedade tecnológica de alto consumo de energia. Guiaram mais carros, e cada vez maiores, e foram ao mar costeiro fazer perfurações em busca do combustível para operá-los. Instalaram lavadoras e condicionadores de ar e todo tipo de aparelhos, e despojaram as encostas das montanhas em busca do carvão para gerar a eletricidade necessária para funcionarem . . .

      “Ninguém deseja largar a boa vida dos carros rápidos, dos aviões a jato e dos condicionadores de ar . . . Poucos estadunidenses desejam seriamente uma desaceleração do crescimento econômico, pois as conseqüências no desemprego, no poder aquisitivo e no poder político se acham, no momento, fora de cogitações.”

      Assim, escravizador sistema político e econômico, a ganância humana e a miopia provocaram o aperto hodierno de energia relativo aos combustíveis fósseis, e amiúde impediram o desenvolvimento de outras fontes de energia. Quanto ao Criador, Ele forneceu ao homem abundantes reservas de energia.

  • “Opinião da ‘minoria’”
    Despertai! — 1975 | 22 de fevereiro
    • “Opinião da ‘minoria’”

      JÁ NOTOU que uma caraterística comum dos jovens é seu desejo de agir e crer como a maioria dos outros jovens? Isto amiúde se manifesta no tipo de música a que ouvem ou em seus estilos de roupa. Quão revigorante é, contudo, quando um jovem se dispõe a ser diferente, se há uma razão válida para tal!

      Numa assembléia das testemunhas de Jeová em Vitória, Colúmbia Britânica, uma jovem Testemunha de 16 anos relatou o que ocorreu quando ela não acompanhou a maioria dos estudantes de sua escola que aceitaram o ensino da evolução conforme foi apresentado a eles. Explicou ela:

      “A evolução é uma das teorias principais no estudo da biologia. Meu professor nos designou a escrever um ensaio sobre qualquer assunto que quiséssemos, conquanto fosse sobre biologia. Decidi escrever um complexo estudo da evolução, mas refutando-a, usando a Bíblia. Escrevi um ensaio de vinte e quatro páginas, intitulado ‘Evolução: É Realmente a História da Vida?’”.

      Qual foi o resultado? Como reagiria o professor, visto que ele cria fortemente na evolução? Avaliaria a lógica e as razões bíblicas com mente aberta? Na página inicial do ensaio, ele escreveu o seguinte comentário:

      “Excelente trabalho! Você gastou bastante tempo e fez muito esforço e pensou bastante neste ensaio. Apresenta bom argumento para suas crenças. Para mim, é bem revigorante ler a lógica e o modo de pensar de alguém disposto a dizer aquilo que pensa, mesmo se é opinião da ‘minoria’.”

      Não era uma questão de ser diferente apenas para atrair a atenção ou por ser rebelde. Havia motivo válido para não aceitar a crença da maioria. E, quando este é o caso, na verdade é “bem revigorante” que alguém esteja disposto a sustentar uma “opinião da ‘minoria’”.

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