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Eliminando o c. c.Despertai! — 1974 | 8 de setembro
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“Os sais de alumínio são conhecidos como provocando reações alérgicas em pessoas suscetíveis. O mecanismo da ação dos antiperspirantes não é completamente conhecido. Concorda-se em geral que estes agentes são adstringentes [tendo a propriedade de encolher os tecidos] e que tal ação é principalmente responsável por sua habilidade de reduzir as secreções da pele.”
Esta obra também indica que certos ingredientes nos desodorantes, usados para reduzir o número de bactérias na pele, também podem causar reações alérgicas. Assim, se a pessoa experimenta a irritação da pele com qualquer desodorante ou antiperspirante, poderia experimentar outros produtos que sejam menos irritantes. A pessoa sempre deve lavar-se antes de aplicar tais produtos, visto que as aplicações repetidas sem tal lavagem podem provocar grave irritação.
Caso a maioria ou todos os produtos convencionais provoquem irritação, ou se a pessoa simplesmente deseja evitá-los, talvez possa encontrar produtos naturais. O livro Our Poisoned Earth and Sky (Nossa Terra e Céu Envenenados), de J. I. Rodale e equipe menciona tal produto, que contém um tipo especialmente absorvente de “greda de pisoeiro, calcário fino usado na indústria têxtil para ‘pisoar’ ou limpar o pano”. Segundo esta fonte, “nem impede a perspiração nem a encobre, mas realmente atrai e segura a umidade”. Produtos similares talvez estejam disponíveis, dependendo de onde se vive.
“Higiene Feminina”
Os aerossóis em especial são populares na “higiene feminina”. Estes são fáceis de usar e têm fragrância agradável. Diz-se que, em 1971, as mulheres estadunidenses gastaram uns Cr$ 469 milhões com eles — mas não de caso pensado.
Assim, Consumer Reports (publicado por uma organização não-lucrativa) em seu número de janeiro de 1972, publicou um artigo de 3.000 palavras intitulado “Deve-se Usar Desodorantes Genitais?” Iniciava declarando que as firmas publicitárias dos EUA “criaram uma demanda de um produto de valor questionável. É também possível risco para a saúde.”
O artigo apontava quão pouca pesquisa fora feita quanto aos riscos para a saúde que tais produtos apresentavam, antes de serem lançadas no mercado — a lei não exigindo testes para cosméticos. Também mostrava que a publicidade está voltada para o sexo, ao invés de para a higiene, prevalecendo-se da preocupação das mulheres (e dos homens) em ter relações sexuais agradáveis.
Mais do que isso, o artigo revelava que várias mulheres sofreram graves complicações em resultado de usarem estes produtos, e que foram iniciados vários grandes processos por pessoas prejudicadas por tais produtos. Depois de frisar o ponto de que os aerossóis não poderiam fazer nada que o sabonete e água não pudessem fazer melhor, o artigo concluía com o conselho: “A solução para o problema imediato dos cosméticos genitais é simples. Não os use.”
Frisando quase os mesmos pontos, há os comentários da Dra. Eleanor B. Easley, Professora Clínica Adjunta de Obstetrícia e Ginecologia no Centro Médico da Universidade de Duke. Escrevendo num periódico da classe médica, em junho de 1973, declarou ela: “Estes preparados não são apenas desnecessários e/ou ineficazes. Podem ser prejudiciais. Temos observado graves reações de sensitividade resultantes de alguns deles. Os publicitários da Avenida Madison — com os olhos bem abertos, acho eu — exploram as inseguranças femininas em busca de lucro.”
Devido a tais fatos, a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA pediu que o seguinte aviso seja impresso em cada um de tais aerossóis: “Cuidado — Para uso externo apenas. Pulverize pelo menos a uns 20 centímetros da pele. Use com moderação e não mais de uma vez por dia para evitar a irritação. Não use este produto com uma toalha higiênica. Não aplique sobre a pele rachada, irritada ou que coce. Um cheiro persistente ou incomum talvez indique a existência duma condição que exija uma consulta ao médico. Se ocorrer uma erupção da pele, irritação, incomum corrimento vaginal, ou desconforto, pare de usá-lo imediatamente e consulte um médico.” — Times de Nova Iorque, 21 de junho.
Assim, preocupar-se demais com a eliminação dos cheiros do corpo poderia levar ao uso insensato ou ao uso excessivo de certo produto, resultando possivelmente em complicações. Mas, se tiver muito contato com pessoas, seria bom pensar em controlar o C. C., visto que sua eficiência em lidar com pessoas talvez sofra se for descuidado em tais assuntos. Em suma, que a Regra de Ouro o governe: “Assim como quereis que os homens façam a vós, fazei do mesmo modo a eles.” — Luc. 6:31.
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A honestidade nos negócios — pode permitir-se praticá-la?Despertai! — 1974 | 8 de setembro
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Qual É o Conceito da Bíblia?
A honestidade nos negócios — pode permitir-se praticá-la?
DIANTE do velho provérbio “A honestidade compensa”, o moderno cínico redargúi: “Mas não o bastante!” Ecoando tal conceito, o livro The Importance of Lying (A Importância de Mentir) assevera que a honestidade “talvez seja um nobre ideal, mas tem pouco valor na luta de vida ou morte pela sobrevivência e segurança. O homem não tem muita escolha nisso. Tem de mentir para viver.”
Crê nisso? Muitos comerciantes crêem. Tão comum é a desonestidade que ‘Pode-se fazer qualquer coisa, conquanto não se seja apanhado’ é o apelo publicitário de um “jogo familiar sobre operação de negócios. Mas, a desonestidade não é um “jogo” para os que a empregam nos negócios. Amiúde racionalizam: Não podemos deixar de praticá-la.”
Quanto à consciência, Daniel Drew, inescrupuloso financista do século passado, disse o seguinte: “Não nos preocupamos com ninharias . . . Uma consciência aguilhoante seria como um avental branco de seda para um ferreiro. Às vezes é preciso sujar as mãos.”
É realmente verdade que tem de suprimir a consciência para ter êxito nos negócios? Não pode o comerciante permitir-se ser honesto? Visto estar envolvida a consciência, o conceito da Bíblia é valioso. Coloca a honestidade na devida perspectiva, mostrando as práticas desonestas em sua verdadeira luz.
Um dos requisitos para os responsáveis na congregação cristã e que não sejam ávidos de ganho desonesto”. (1 Tim. 3:8; Tito 1:7) A avidez em obter dinheiro rápido ou fácil move a pessoa a sacrificar a consciência honesta. “Aquele que se precipita para enriquecer não ficará inocente.” — Pro. 28:20.
Todavia, há os que justificam a desonestidade dizendo que “isso faz parte dos negócios”. Tentam lançar a culpa no consumidor, dizendo “caveat emptor”, “acautele-se o comprador”. Mas, será que a desonestidade sob o manto de “negócios” é um tanto mais legítima? Pode um ladrão dizer: “Acautelem-se minhas vítimas” para evitar a responsabilidade pelo seu roubo? A Bíblia situa a desonestidade comercial e o roubo declarado na mesma categoria. A lei mosaica afirma: “Não furtareis, não usareis de embustes nem de mentiras uns para com os outros. . . . Não oprimirás
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